Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Se saímos à procura de um guru ou de um mestre, esperamos que ele seja piedoso, sereno, discreto, um homem simples e, não obstante, sábio. Quando descobrimos que ele não corresponde às nossas expectativas, começamos a nos decepcionar, começams a duvidar.

A fim de estabelecer um verdadeiro relacionamento mestre-discípulo, é necessário que renunciemos a todas as nossas idéias preconcebidas a respeito deste relacionamento e de como abrir-nos e entregar-nos. "Entregar-nos" significa abrir-nos completamente, tentando passar além da fascinação e da expectativa.

Entregar-nos também significa reconhecer as qualidades cruas, rudes, desajeitadas e chocantes do nosso ego, reconhecê-las e renunciar a elas. Geralmente, achamos muito difícil mostrar e entregar as qualidades nuas e cruas do nosso ego.
A abertura e a entrega constituem a preparação necessária para o trabalho com um amigo espiritual.

Nós reconhecemos nossa riqueza fundamental em vez de lastimar a pobreza imaginária do nosso ser.
Sabemos que somos dignos de receber os ensinamentos, dignos de relacionar-nos com com a riqueza das oportunidades de aprender.

Trecho do livro Além do Materialismo Espiritual de Chögyam Trngpa

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