Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Doçura

“Uma pessoa que tem sensibilidade é capaz de adoçar os segredos internos do coração e extinguir o fogo da raiva e dos humores negativos que corrompem a consciência. Ter raiva é o maior sentimento de fraqueza que alguém pode demonstrar e o maior sinal de derrota contra si mesmo. Portanto, a doçura verdadeira torna-se visível através do saber e de um coração misericordioso capaz de sentir o outro. Sabedoria e sensibilidade, juntas, revelam aos outros a especialidade da doçura e grandeza real.”

António Sequeira

Passadas e trilhas

Irmão, saibas que as grandes respostas estão dentro de ti mesmo.
Tu precisas dispersar as trevas que cercam e oprimem a fluência do amor em teus propósitos.
Libera a ti mesmo! Alça voo no infinito de tua alma.
Ergue a cabeça com humildade e toca o Alto com os pensamentos.
Tu não caminhas sozinho e o teu viver toca o viver de todos.
Tu não percebes, mas há um elã vital que te une ao Todo.
Tu e teus irmãos não são meros joguetes do destino, são viajantes estelares e imortais em essência.
Irmão, não foste criado para a inércia. E nem iniciado pelas trevas do ego.
Tua iniciação é na vida, junto com todos.
O tempo e a natureza de tuas provas pertence ao Todo.
No entanto, pertence sempre a ti o esforço com que passas por elas e a garra com que suportas o que precisa ser suportado.
O palácio iniciático está dentro de teu próprio coração. Entra nele com os pés descalços de ego e a vontade de erradicar todo mal que há em ti.
Os mestres te esperam dentro do palácio luminoso.
Há muito que eles esperam tua chegada. É chegada a hora do reencontro estelar.
Alma amiga, tu vagastes por muitos rumos e teus olhos verteram as lágrimas da busca e da incompreensão dos homens, mas, saibas agora, dentro de teu coração os mestres velavam em silêncio e esperavam o teu despertar.
Entra no palácio iniciático de teu coração e toma o teu lugar na assembleia daqueles que trabalham a favor do bem de todos os homens.
Canta com os mestres a canção da paz e reveste o teu ser de LUZ e AMOR.
O mal não é para ti e, mesmo que o aguilhão da incompreensão humana te ferir o peito, não esmoreças na jornada.
Tu és filho do Eterno! E teu coração sabe disso.
Teu corpo é de carne e osso, mas o teu ser é estelar e divino.
Reveste o teu espírito de AMOR e a tua carne de LUZ.
E caminha confiante, pois tua força espiritual não vem deste mundo.
Teu coração pertence ao TODO.
Levanta e anda, irmão estelar.
E não te detenhas até alcançar a meta ...
Que tuas pegadas sejam virtuosas e luminosas.

Sanat Khum Maat

Usufruir o dom da vida

Pessoas andam pelas ruas com a cara fechada, olhando para baixo, desligadas do seu eixo sagrado. Algumas falam sozinhas, resmungam e reclamam internamente sobre tudo que sentem e que vêem. Outros se acham injustiçados e ameaçados por toda a maldade que os seres humanos são capazes de fazer.
Olho para tudo isso e me vem, do fundo do peito, uma imensa vontade de gritar:
Sorrir é o melhor remédio!
Sim porque, como venho dizendo há muito tempo, não podemos mudar os acontecimentos externos a nós, mas podemos sim modificar os nossos pensamentos, sendo essa a tarefa mais árdua que devemos nos propor.
Os pensamentos funcionam como pequenos anzóis que vão se pegando a outros e a outros formando uma corrente incessante de frases, palavras, comandos, sensações, sentimentos, que vão nos aprisionando cada vez mais - como peixes numa rede de malha apertada.

Interromper pensamentos negativos substituindo-os por imagens positivas é tudo que precisamos fazer para mudar o andamento da mente e como conseqüência disso vamos mudando a nossa expressão facial, os nossos gestos, a nossa disposição para estarmos no mundo de uma forma mais contente.
Sim, porque o que está dentro de nós está fora de nós e vice-versa.
Isso explica porque atraímos muitas vezes relacionamentos tóxicos para as nossas vidas. Pessoas que transformam a nossa existência num inferno. Na verdade, estas pessoas estão funcionando como espelhos, ou seja, estão refletindo aquilo que sentimos e formatamos dentro da nossa mente.
Sei que V. vai dizer que não é fácil escaparmos dos condicionamentos que nos sufocam, mas quero propor uma prática que muito pode ajudar.
Ao acordar - todos os dias - pegue um espelho de mão. Olhe para este espelho. Sorria para você mesma(o). Repita, olhando-se no espelho:

Eu Sou Luz
Eu Sou Imagem Divina
Tudo em Mim
Emana Beleza, paz, alegria e abundância
Meu Espírito é infinitamente bom
Atraio para mim o melhor
Em todos os sentidos.
Abundância, em todos os sentidos
Eu Sou Um raio Solar
Emanando Luz a todos que me
Rodeiam.

A prática constante deste exercício vai mandar para a sua mente um novo pensamento. E este pensamento vai estar espelhado no seu rosto e vai atrair um novo jeito de viver nos seus relacionamentos aqui fora no mundo. V. vai ver como a mente é obediente e repete sempre aquilo que queremos que ela faça. E, neste caso, queremos que ela aprenda a usufruir o lado bom da vida.
Vamos, sorria! O mundo pode ser bom e a felicidade existe!

Izabel Telles

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Onde foi que perdemos nossa espontaneidade...

Recentemente me encantei com a forma que uma criança, de mais ou menos seis meses, expressou-se ao ver uma pessoa que gostava...
Mostrou alegria e contentamento com tanta espontaneidade que era visível o entusiasmo que estava sentido por ver aquela pessoa... e fazia tudo para demonstrar isso na forma que podia... mexendo os bracinhos... sorrindo... e dentro da sua linguagem, fazendo os sons que mostravam claramente sua alegria...

Pensei em quantos de nós, depois de adultos... ainda se manifesta espontaneamente sempre que a presença de alguém ou de alguma coisa lhe toca sinceramente o coração...

Somos sujeitos a tantas regras de comportamento... tantas memórias de dor por termos exposto nosso sentimentos com verdade... que quase sempre essa manifestação espontânea de apreço... de admiração, passa primeiro pelos muitos filtros e... no final, o que sobra pode ser só um cumprimento polido...

Todos querem nos colocar regras para que possamos nos inserir dentro da sociedade... dos grupos... das religiões... e, com isso, não cabemos mais em nós mesmos...
Vamos nos encolhendo daqui... acrescentando ali... para nos adaptar as muitas exigências que fazem para nos incluir nisso... ou naquilo...

Parece que temos que aprender como nos comportar para sermos aceitos como membros dos muitos grupos que andam por aí... só que esse padrão leva em conta regras estabelecidas por outros... e podem podar a espontaneidade e a nossa expressão mais genuína.

Sempre julgamos o outro a partir do nosso limitadíssimo ponto de vista, cujo exemplo somos nós mesmos.... Se alguém faz coisas que fogem ao nosso altíssimo padrão de exigência de como as pessoas devem ser, já excluímos ou taxamos de inadequado.

Porque não observar o outro... assim como observamos uma criança... e mesmo que sua ação fuja aos nossos padrões de normalidade... tentar ver a beleza que existe nas diferenças...

Quanto mais aceitamos o outro, mais aceitamos a nós mesmos porque o outro sempre está... também... dentro de nós.

Que limites estamos julgando estar sendo ultrapassados?
Quem colocou esses limites leva em conta o controle ou a fidelidade à Alma?
Vamos seguindo cegamente... tantas coisas... sem nem questionar o que estamos seguindo e quem criou essas regras..

Elas são mesmo o que nos toca o coração ou estamos sendo seguidores cegos de pessoas e idéias que não levam em conta a espontaneidade de cada um... o expressar-se com a Alma.

Voltando à criança... como seria bom se ao invés de ensinar a elas o que é feio e o que é bonito... de acordo com as muitas regras duvidosas que aprendemos... tivéssemos o cuidado de não podar o que elas têm de mais puro... tivéssemos o cuidado de não colocar artificialidade e imitação, no lugar da espontaneidade e da alegria natural... de quem se expressa com a inocência... de quem ainda se lembra das estrelas...

Rubia A. Dantés

Delicadeza: Uma palavra já esquecida

Delicadeza: esta é a palavra que expressa um sentimento cada vez mais difícil de se encontrar.
Todos nós já passamos muitos dias, ou semanas inteiras, sem receber nenhum gesto de carinho do próximo - são períodos difíceis, quando o calor humano desaparece, e a vida se resume a um árduo esforço de sobrevivência.

Nos momentos em que o fogo alheio não aquece nossa alma, devemos examinar nossa própria lareira. Devemos colocar mais lenha, e tentar iluminar a sala escura em que nossa vida se transformou.

Se somos capazes de amar, também seremos capazes de receber amor: é apenas questão de tempo. E para isso, mais que nunca, é preciso lembrar-se da palavra esquecida: delicadeza.

Paulo Coelho

Em torno da gratidão

Parcela considerável da Humanidade presta atenção exclusivamente ao que lhe falta.
Entre inúmeras e grandes bênçãos, valoriza pequenos problemas.
Essa característica é lamentável, pois pode tornar mesquinho aquele que a possui.
Constitui um triste espetáculo a pessoa abençoada que se lamenta sem cessar.
Esquecida de agradecer pelas alegrias, considera-se mais necessitada do que as outras.

Com esse estado de espírito, não se comove com a miséria alheia.
Deixa de valorizar e utilizar seus recursos na construção de um mundo mais justo e fraterno.
Assim, se você não aprova a ingratidão, cuide para não adotar esse gênero de comportamento.
Preste atenção nas inúmeras graças com que é continuamente brindado pela vida.
Se tem familiares complicados, pense em quem é completamente sozinho.
Inúmeros órfãos não contam com o apoio de ninguém.

Reflita também sobre os velhos sem amparo.
Seus parentes podem ser difíceis, mas estão ao seu lado.
Apesar de todos os embates, são uma presença familiar e fazem parte da sua história.
Valorize-os.
Talvez seu emprego não seja o de seus sonhos.

Mas há tantos desempregados!
É bom que você esteja disposto a lutar por uma colocação profissional melhor.
Contudo, enquanto ela não chega, aprecie a que já tem.
Muitos se sentiriam vitoriosos se estivessem em seu lugar.
Quem sabe você não seja portador de grande beleza.
Mas são tão raras as pessoas com aparência excelente. E nem sempre são as mais felizes.

A beleza física geralmente suscita a vaidade e atrai grandes tentações.
Possuir aparência modesta não o impede de ser amado.
Se não tem um exterior cintilante, valorize sua saúde e seu Espírito.
Torne-se atraente pela nobreza de seu caráter, por seu bom humor, por suas virtudes.
Mais importante do que ter um corpo belo é ser um Espírito equilibrado e bondoso.
A beleza apartada da saúde, física e moral, de pouco adianta.

Antes de reclamar, olhe a sua volta.
Emprego, saúde, família, amigos, instrução, moradia, fé em Deus...
São tantos os tesouros que a vida derrama sobre você!
Se há alguma dificuldade em determinado aspecto de seu viver, lute para vencê-la.
Entretanto, não se amargure por pouca coisa.
Volte sua atenção para o conjunto e alegre-se.

Emocione-se com a Bondade Divina e adquira o hábito de agradecer.
A gratidão manifesta-se no louvor a Deus.
Mas um homem agradecido também é um refrigério na vida dos semelhantes.
Quem percebe a beleza e a abundância do Universo converte-se em uma presença agradável e benfazeja.
Alegre e risonho, espalha bem-estar ao seu redor.
Ao perceber os tesouros de que é dotado, dispõe-se a reparti-los.
Ao invés de atacar os moralmente decaídos, ampara-os.

Arregimenta recursos para atender os necessitados.
Dá exemplos de ética e bom proceder.
Auxilia o próximo em suas dificuldades.
Torna-se um ouvinte atento e um ombro amigo.
Você é rico de talentos e de opções.
Pode valorizar o pouco que lhe falta ou o muito que possui.
Pode ser reclamão e desagradável.
Ou pode optar por lançar um olhar positivo sobre o mundo que o rodeia.
Encantado com suas bênçãos, tornar-se também uma bênção para o seu próximo.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
"O conhecimento penetra na mente que se abre, Mas só a experiência pousa no coração que sente.
O conhecer pode cegar o coração,
Mas só a experiência real do coração que sente é capaz de abrir as janelas profundas da mente."

Buffalo Winter & Blank

A suavidade consegue esculpir

O Mosteiro na margem do Rio Piedra está cercado por uma linda vegetação, verdadeiro oásis nos campos estéreis daquela parte da Espanha.

Ali, o pequeno rio transforma-se numa caudalosa corrente, e se divide em dezenas de cachoeiras.

Quem caminha por aquele lugar escuta a música das águas e encontra, de repente, uma gruta, debaixo de uma das quedas d´água.

Observando cuidadosamente as pedras gastas pelo tempo, as formas que a natureza cria com paciência, vê-se escrito numa placa, os seguintes versos de Rabindranath Tagore:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.

Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.

A lição do poeta é de extrema profundidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso íntimo, realizando a reforma de nossas almas com o objetivo de encontrar felicidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso mundo, realizando sua modificação para melhor.

O martelo que destrói está nas críticas cruéis, nas palavras grosseiras que saem de nossas bocas e ferem a auto-estima das pessoas à nossa volta.

Enquanto a doçura da água está nos conselhos edificantes, na atenção e paciência com que ouvimos a alguém, nas palavras de estímulo, no elogio animador.

O martelo destruidor está no acúmulo da culpa em nosso coração, na auto-exigência desequilibrada, na falta de amor próprio.

A docilidade da água está na compreensão de nossas dificuldades, no auto-perdão, e na disposição constante para corrigir os nossos erros.

Em nossos dias, na análise de nosso comportamento, de nossas ações, lembremos sempre da delicadeza da água moldando as rochas através dos tempos.

Procuremos conquistar a paciência e a tranqüilidade, certos de que são virtudes dinâmicas, que nos fazem seres pacíficos.

Que as palavras do poeta indiano nos sirvam de guia, de inspiração:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.

Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.

A suavidade, a delicadeza, são o amor expresso nas pequenas coisas, nos gestos aparentemente simples, mas que revelam nossa preocupação com o próximo.

Redação do Momento Espírita, com base em Yomaktub.
Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento.
Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus,
poderemos gradualmente não esperar somente bons momentos,
e nem a detestar os maus.

Heverly

Ouse sonhar...

Ouse sonhar...
pois, os sonhadores vêem o amanhã.

Ouse fazer um desejo,
pois desejar abre caminhos para a
esperança e ela é o que nos mantém vivos.

Ouse buscar as coisas
que ninguém mais pode ver.

Não tenha medo de ver
o que os outros não podem.

Acredite em seu coração
e em sua própria bondade,
pois, ao fazê-lo,
outros acreditarão
nisso também.

Acredite na magia,
pois a vida é cheia dela,
mas, acima de tudo,
acredite em si mesmo...

...porque dentro de você reside
toda a magia...
da esperança, do amor
e dos sonhos de amanhã...

(texto recebido por Néia)

Paixão e amor

A paixão pode ser descrita como a beleza de um encontro fulminante entre duas pessoas, mas não se limita a isso.

Está na excitação do inesperado, na vontade de fazer alguma coisa com fervor, na certeza de que se vai conseguir realizar um sonho.

A paixão nos dá sinais que nos guiam a vida – e cabe a nós saber decifrar estes sinais.

O grande objetivo do ser humano é compreender o amor total. O amor não está no outro, está dentro de nós mesmos; nós o despertamos. Mas para este despertar, precisamos do outro.

O universo só faz sentido quando temos com quem dividir nossas emoções.

Paulo Coelho

Todos Temos Duas Almas

Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira. (...) Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma...
- Não?
- Não, senhor; muda de natureza e de estado. Não aludo a certas almas absorventes, como a pátria, com a qual disse o Camões que morria, e o poder, que foi a alma exterior de César e de Cromwell. São almas enérgicas e exclusivas; mas há outras, embora enérgicas, de natureza mudável. Há cavalheiros, por exemplo, cuja alma exterior, nos primeiros anos, foi um chocalho ou um cavalinho de pau, e mais tarde uma provedoria de irmandade, suponhamos.

Machado de Assis, "O Espelho"

O desafio do desconhecido

Quando você explora mares desconhecidos, como Colombo fez, o medo existe, um medo imenso, porque ninguém sabe o que vai acontecer. Você está deixando a praia da segurança.

Você está perfeitamente bem, em certo sentido; só uma coisa está faltando — aventura. Enfrentar o desconhecido dá a você certa excitação. O coração começa a pulsar novamente; volta a se sentir vivo, totalmente vivo. Cada fibra do seu ser está vibrando porque você aceitou o desafio do desconhecido.

Aceitar o desafio do desconhecido, apesar de todo o medo, é coragem. Os medos estão ali, mas se você aceita o desafio várias vezes seguidas, devagarinho os medos desaparecem.

A experiência de alegria que o desconhecido traz, o grande êxtase que começa a acontecer com o desconhecido, torna você forte o bastante, lhe dá uma certa integridade, aguça sua inteligência.

Pela primeira vez, você começa a sentir que a vida não é só tédio, mas uma aventura. Então devagar os medos desaparecem; e você não para mais de ir atrás de uma aventura.

Mas, basicamente, coragem é pôr em risco o conhecido em favor do desconhecido, o familiar em favor do estranho, o confortável em favor do desconfortável — árdua peregrinação rumo a um destino desconhecido.

Nunca se sabe se você será capaz de fazer isso ou não. É um jogo arriscado, mas só os jogadores sabem o que é a vida.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"

Metamorfose

"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz
nos diz que cjegou o momento
de uma grande metamorfos..."

Rubem Alves.

Calmaria

"O eixo da calmaria é o teu coração.
É aí que Deus vive dentro de ti.
Portanto, pára de procurar respostas no mundo.
Limita-te a regressar a esse centro e aí encontrarás a paz."

Elizabeth Gilbert
Do livro 'Comer, Rezar e Amar'

O Despertar da Vida

É importante perceber que o despertar da vida depende de você.
Libere seu coração e deixe que ele construa seu destino.
A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria.
Sua vida muda quando você muda.
Deixe as pessoas do passado no passado. A melhor cura do baixo-astral é abrir os olhos para o mundo.
Enquanto você acreditar, o medo não vai se instalar.
Para viver intensamente é necessário conviver com os riscos.
Por isso acredite sempre, por pior que seja a situação.
Não deixe a dúvida tomar conta de você.
Nosso maior adversário está dentro de nós.
É preciso entrar pra valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Poder é ser dono de sua atenção.
Alguém já disse que visão é a arte de ver o invisível.
Nós é que transformamos a semente em árvore para poder colher os frutos.
A primeira ponte é a do sentido da vida. A segunda ponte é a do silêncio.
A terceira ponte é a da simplicidade. A quarta ponte é a do sentimento.
Você é a pessoa que escolhe ser.
Um dos segredos da felicidade é saber criar condições para que a vida dependa de nós.
Viver é a arte de realizar sonhos.
Viver é ser o artista da autocriação.
As mudanças ficam mais fáceis quando
o que se passa dentro de você é explicado.
O grande néctar da vida é a possibilidade de realizar o divino que existe dentro de cada um de nós.

Adriano
Castelo dos Sonhos
4 Julho 2010

Curadores Espirituais: Os agentes do alto!



Os melhores curadores são discretos em seu trabalho.
Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno...
O toque de suas mãos é gentil e generoso.
Eles têm mãos de Luz!

Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.
Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.
Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem...
E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!

Eles são tranquilos e conscientes de suas tarefas.
Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.
São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.
Eles são Paz perene!

Não carregam posturas arrogantes; são simples e alegres.
São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.
Transitam pela existência sem julgar ninguém.
Eles são da Luz serena!

Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.
Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.
Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.
Os seus atos são lúcidos!

Ah, esses curadores, lindos e tranqüilos, que surfam na luz!
São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.
Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.
Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.

Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.
Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.
Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.
Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender...

Eles estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de luz sobre seus caminhos.
Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.
Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.
E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.

Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.
Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.
Eles caminham no Darma*, como o Alto lhes incumbiu.
E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.

Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos** se dissolvem na luz...
Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo cresce.
Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.
E, eles sempre dizem, contentes: "Senhor, nada é meu, tudo é Seu. Inclusive eu!"

P.S.:
Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.
Estão na carne, mas são estrelas.
Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.
Eles são da Luz!

Om Sinha Ganapati!***

(Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna, a quem devo muito e a quem dedico também essas palavras de admiração e respeito:
"Sou como um garoto nas mãos de Ramakrishna. Ele é o vento de amor espiritual, e eu sou a folha arrastada pelo seu Karuna (compaixão). Sua paz me envolve, e sou impelido a canalizar idéias espirituais. Meu coração brilha sob o seu influxo, e passo, eu mesmo, a ser um vento espiritualista a arrastar outras folhas na direção da Luz Maior".

Wagner Borges - apenas um pequeno vento espiritualista na Terra.

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