Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sábado, 6 de agosto de 2011

Salvo pela gentileza

Conta-se uma história de um empregado em um frigorifico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da camara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos já haviam saido para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abiu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho ?.
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei...

Numa tradução óbvia, isso significa que os mesmos vermes que comem os pobres, comem os ricos, não tente ser melhor que ninguém, quando cair debaixo de sete palmos de terra, nenhum verme vai te questionar sobre o seu patrimônio.

-recebido sem autoria-

Fui ajudá-lo a chorar

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?
Você é daqueles que se fecham em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?

Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?

Há certa passagem que pode ilustrar isso; passagem vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: ”a criança que mais se preocupa com os outros”.
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.

Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
Nada – disse o menino – ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.

A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.
Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.

Para muitos, esta é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.
Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos têm capacidade de auxiliar.

Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.

Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer “estou aqui com você”, são atitudes muito importantes.
Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.

Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.
Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.

Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que tem o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.
Você sabia?

Você sabia que não precisamos dizer “meus pêsames” às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?
O dicionário nos diz que a palavra “pêsame”, significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém, e assim sendo torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.

Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por este momento.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nas seguintes fontes:
Histórias para pai, filhos e netos, Paulo Coelho
Dicionários Aurélio e Michaelis

Para reflexão

"Tudo o que eu preciso para viver carrego sem ocupar as mãos.

Tudo o que eu preciso para ser feliz não se transporta numa caixa,
não se guarda numa bolsa, nem pesa nos ombros.

Carrego comigo o que é possível para me movimentar livre,
nesse mundo tão cheio de coisas.

As coisas que eu carrego não têm peso, nem forma, nem volume.
São coisas que me alimentam sem que eu precise comer.

Que me locomovem sem que eu precise caminhar.
Que me alegram sem que eu precise comprar.
Carrego comigo a sabedoria herdada dos meus pais.
A dignidade conquistada com o meu trabalho.
As lições aprendidas na dor.
O amor dos meus afetos.
E a força da minha fé.

As coisas que não cabem no coração, pesam nos braços."

-Momentos de Fé-

Espelho meu...

A imagem que damos de nós é muito importante. Nós somos o que somos e ninguém nos muda, mesmo se os acontecimentos podem influenciar nosso estado de espírito. Vivendo em sociedade é imprescindível andar segundo ela.

Erramos quando queremos cobrar das pessoas que nos aceitem como somos, se somos nós que nadamos contra a corrente. Somos o centro da nossa vida, não da vida de todo mundo. Há pessoas que têm uma imagem negativa delas próprias. Se acham feias, gordas demais, magras demais, não tão inteligentes... e reclamam que estão sozinhas, que não encontram ninguém. Mas a imagem que temos de nós é a que passamos para os outros!

Olhe-se no espelho! O que você vê? Sinceramente. Agora pense que o que você vê é o que os outros vêm. Então por que cobrar dos outros uma atitude que nós mesmos não temos em relação a nós? Por que cobrar aceitação se não nos aceitamos, por que cobrar atenção se nos sentimos em nós mesmos esquecidos? Aquele que quer que as pessoas mudem sua maneira de vê-lo, deve mudar primeiro a sua maneira de ver-se.

Se algo não te agrada, há sempre uma maneira de mudar. Quando mudamos a imagem que temos de nós, a sociedade muda a imagem que tem de nós; quando nos aceitamos, a sociedade nos aceita; quando nos gostamos, as pessoas passam a nos gostar. E sabe por quê? Porque começaremos a agir em função dessa imagem.

Se estamos felizes e realmente satisfeitos com o que vemos no espelho, traremos em nós uma aura que vai transmitir essa imagem. Uma pessoa que se acha bonita (sem presunção, por favor!) passa essa imagem bonita a outros. Da mesma maneira como pessoas positivas ou negativas conseguem influenciar seus arredores.

Olhe-se uma vez mais no espelho. Você não gosta do que vê? Então, talvez seja o momento de fazer alguma mudança: corte o cabelo, cuide-se um pouco mais, faça-se bem e feliz, não pelos outros, mas por você. Se você faz pelos outros só vai cair de decepção em decepção. Faça por você! Procure pensar mais em coisas bonitas e deixar de mascar problemas na sua mente.

Lembre-se que o que há dentro da nossa cabeça modifica nossa expressão. Faça uma faxina na sua vida e elimine tudo o que você não gosta e realce aquilo que pode fazer o seu charme. Todos temos algum tipo de beleza escondida, que seja física ou espiritual. Coloque isso pra fora. Exteriorize o que você tem de melhor! Você verá... quando você olhar no espelho e se sentir satisfeito do que vê, o mundo vai se sentir satisfeito com que vê também. Ame-se e seja feliz! Afinal, você merece, como todo mundo!

Pense nisso...

Letícia Thompson

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diferenças não são defeitos.

Sendo cada ser humano único e diferenciado,
só existe um modo de possibilitar
a vivência a dois: o conhecimento e o respeito
das diferenças de cada um,
que precisam ser aceitas e ajeitadas pelo casal.
Só assim a riqueza das diferenças do casal
pode criar algo novo e especial na relação.
Se duas pessoas são distintas, pensam
de modos diferentes e atuam em estilos diversos, sua união pode oferecer mais alternativase maiores possibilidades, já que a soma das
experiências e características do casal
é bem maior do que seria,
caso eles fossem muito parecidos.

É comum os dois desejarem coisas diferentes,
simultaneamente. Pode ser que um queira
comprar novos móveis e o outro fazer uma viagem.
Em vez de ficar dizendo um ao outro que o desejo
dele é bobagem, é muito mais eficaz organizar
o orçamento familiar,
de forma a conseguir atender aos dois.

Não adianta querer convencer o outro de que a
vontade dele é desnecessária e sem razão,
porque isso vai acabar gerando insatisfação e
produzirá focos de conflitos em outras áreas.

É fundamental termos claro, em nossas mentes,
as coisas em que somos diferentes um do outro
e o que é de real importância modificarmos,
para que o relacionamento não apenas sobreviva,
mas seja um crescer contínuo.
É importante saber que o limite que cada
um de nós tem hoje, tanto poderá ser mantido,
como poderá evoluir e aumentar as possibilidades
de aceitação e mudança.
Isto será um passo à frente do ponto de equilíbrio,
em busca do encontro com o amor.

Mas se você usa a fórmula de encontrar defeitos
nas outras pessoas para livrar-se de situações
embaraçosas, que você não quer enfrentar,
pergunte-se como estará daqui a dez anos se
continuar com esta conduta.
Por acaso, para dissolver qualquer tipo de vínculo amoroso, você começa a colocar defeitos no parceiro ou então procura outra pessoa, fora da relação,
para servir de “carona”?
Caso você queira evitar intimidades e
se esquivar de uma entrega à alguém,
a solução mais fácil é encontrar defeitos.
Isso porque, se o outro tem muitos defeitos,
você se sente especial, com mais qualidades,
e assim, está se valorizando
à custa dos defeitos dele.

Não necessitamos destruir ninguém para sermos
livres, valorizar-nos, ou para decidir se é bom
ou ruim nos entregarmos inteiramente a alguém.
Geralmente a pessoa que põe defeito no outro
guarda uma tristeza, lá do passado.
Possivelmente, alguém a criticava muito
quando criança. A maior parte dos nossos
comportamentos são aprendidos,
e muito do que se considera defeito,
na verdade, é apenas diferença.

Quando duas pessoas estão empenhadas
em manter uma relação saudável e gratificante,
ambas fazem mudanças e concessões.
Uma das coisas mais importantes,
e lamentavelmente raras na relação,
é perceber que o outro mudou.
Os dois mudam e crescem juntos,
ou a mudança e o crescimento apenas de um
vai ameaçar muito o ponto de equilíbrio do outro.
Portanto, é básico, na caminhada para o amor,
que o casal programe seus passos
o mais próximo possível um do outro.

Pense nisso...

Roberto Shinyashiki

Do livro "A Carícia Essencial", Editora Gente.

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