domingo, 29 de janeiro de 2012

A consciência espiritual do século XXI

Estamos precisando expandir a nossa consciência, o que é uma legítima busca por espiritualidade que significa conhecermos mais sobre nós mesmos. Buscar a espiritualidade é elevar a consciência para níveis que nos tragam o entendimento definitivo de que nada se cria, tudo se transforma. Não como uma lei que aprendemos na escola, mas compreendendo isso com consistência, sentindo com todas as células do nosso ser. Precisamos compreender de uma vez por todas, que toda ação tem uma reação com sentido oposto e com mesma intensidade. Que não existe um Deus que castiga e pune, mas que nossos atos podem se voltar contra nós mesmos. Precisamos compreender que a lei da atração sintoniza os acontecimentos aos pensamentos de mesmo padrão.

Não podemos negar. Basta olharmos para a história da humanidade e vermos que, mesmo ainda engatinhando nesse crescimento, a humanidade está evoluindo. E isso deve ser olhado sob uma perspectiva otimista, para percebermos que, mesmo com tantas insanidades humanas, ainda assim estamos evoluindo, desenvolvendo-nos naturalmente.
É fácil percebermos esse avanço. Basta assistirmos a um filme que retrate histórias de épocas remotas para percebermos essa evidência e sentirmos o quanto o nosso planeta, em meio a tantos desastres, também evolui. Mas, não dá para ignorar o fato que nosso Planeta também está muito doente, debilitado, ferido, por conseqüência de tantos maus tratos.

É importante falar nesse assunto para enfatizar que buscar a espiritualidade no século XXI se dá em uma condição muito diferenciada do que foi no século XV, por exemplo. O melhor é que ninguém é condenado e morre na fogueira por falar de espiritualidade. Se aquela conduta ainda existisse, eu mesmo, certamente, já teria virado churrasco!

Esse universo de possibilidades, aliado à necessidade emergente de curar o planeta, bem como à tecnologia de informação acessível, torna tudo mais fácil e especial. Por isso, buscar a espiritualidade no século XXI é uma tarefa com prioridade máxima, no entanto muito mais simples agora do que já foi nos séculos anteriores. A grande dádiva divina para esse momento é que podemos, de maneira inédita, unir ciência, tecnologia e espiritualidade para, por meio dessa comunhão bem sucedida, criarmos possibilidades de resolver os problemas do mundo. Veja os equipamentos eletrônicos avançadíssimos, os computadores, os celulares, a medicina tão bem equipada, remédios incríveis, os meios de comunicação globalizados, a informação em tempo real, o rádio, a televisão, a mídia em geral, os modernos meios de transporte, as novas fontes de energia ecologicamente corretas e muito mais.

Por termos a oportunidade de ver e ajudar nessa união fantástica da ciência e da espiritualidade, em prol de uma causa nobre, esse momento histórico pode ser considerado um presente de Deus para a humanidade.
O que mais motiva nessa busca por espiritualidade é que quanto mais elevarmos as nossas consciências, em níveis mais angelicais, mais nos tornaremos livres, abandonando o sofrimento e curando a miopia que não nos permite compreender os mecanismos naturais de evolução universal.
Só tem ódio, raiva, ciúme, inveja, medo, insegurança, mágoa quem não compreende esses mecanismos universais (a maioria da população mundial). Quem busca e encontra a espiritualidade dentro de si pode até sentir essas emoções negativas periodicamente, até mesmo em função do inconsciente coletivo em que vivemos. Mas com essa nova forma de ver o mundo, será possível não nutrirmos mais essas inferioridades, e a cura desses aspectos vai se tornar algo real.

Refiro-me à capacidade de não ser solo fértil para esses aspectos inferiores, que são ilusões do ego. Quem busca essa espiritualidade dentro de si próprio, confronta-se com momentos mágicos, repletos de alegria e plenitude, que, consequentemente geram motivação para ajudar ao próximo. Naturalmente, vai brota um forte empenho em mostrar para as outras pessoas as ?boas novas?. Podemos nos tornar geradores de energia positiva, que sendo produzida abundantemente por uma pessoa em seu equilíbrio espiritual, pode tranquilamente ser emanada para mais pessoas ao redor, para os ambientes e para o planeta em geral.

Nesse momento, faz-se necessária muita tolerância, compaixão, paciência e, principalmente respeito para compreender que cada pessoa possui seu tempo de despertar, que não necessariamente será o mesmo nosso.
Vivemos a vida ligados no piloto automático por muitos anos, concentrados apenas nos interesses do ego, que honestamente são ínfimos baseados nas verdadeiras necessidades essenciais que o espírito tem. Por um motivo qualquer, de uma hora para outra, buscamos essa espiritualidade e podemos encontrar. Quando isso vem a acontecer, a impressão transmitida é como se uma bomba de luz explodisse conceitos e visões antigas da sua vida. Então você se dá conta do quanto adormeceu e perdeu tempo, do quanto já sofreu e de que essa nova consciência poderia ter sido um poderoso instrumento para resolver as adversidades do passado, com muito mais leveza e eficiência.

Quando qualquer pessoa se abre e expande a sua consciência, é como se ela pudesse ter uma visão periférica (igual a das águias) que lhe permite enxergar longe e amplamente. Fruto desse processo, um encantamento intenso acontece, tão grande e intenso que muitas vezes pode até desequilibrar a pessoa, provocando um certo fascínio. Esse fenômeno é incompreendido por aqueles que ainda não despertaram para essa espiritualidade, podendo ser interpretado como fanatismo.
Quando essa abertura acontece, o indivíduo quer a todo custo que as pessoas próximas a si também experienciem essas dádivas, que é essa consciência mais espiritualizada. Porém, como dito acima, cada um tem seu tempo, e isso deve ser respeitado, a fim de que a pessoa não faça papel de louca e desequilibrada perante aqueles que ainda não estão maduros para descobrir os benefícios desse novo estado de consciência.
Ser espiritualizado é conhecer mais sobre nós mesmos e saber respeitar os momentos de cada um.

por Bruno J. Gimenes

Oração e Amor - Sopro vital e compreensão

Ó, Grande Espírito, Senhor da Vida!
Só Tu conheces todos os corações.
Tu sabes das dores secretas que todos carregam.
E Tu és a cura de todos os males.
Por isso, criaste o Amor...
E ordenaste que ele entrasse em todos os corações.
E isso deu ânimo aos homens.
Mas, com o tempo, eles se perderam pelos caminhos...
E hoje eles choram, prisioneiros de si mesmos.
E só Tu podes despertá-los!
Para renovares o Amor que há neles.
Não para que eles Te adorem, porque Tu não precisas de adulação.
Mas, para que eles floresçam...
Tu sabes que eles se esqueceram do próprio espírito.
E, às vezes, até mesmo te negam – cheios de birra e arrogância.
No entanto, Tu estás acima disso – e de tudo.
E o Amor veio de Ti, e é a coisa mais linda de todas.
E Tua compreensão é infinita...
E, mesmo que os homens sejam teimosos, Tu és sempre o Pai Magnânimo.
E só Tu podes equilibrá-los.
E eu te peço que abençoes a toda humanidade...
Em nome do Amor que sopraste em nossos corações.
Esse Amor, que veio de Ti e está aqui, e é a coisa mais linda de todas.
Esse Amor, que não se explica, só se sente...
E que faz a oração acontecer.

P.S.:
Ó, Grande Espírito!
Assim como o Amor veio de Ti...
A prece veio do coração.
E ambos são lindos.
E, juntos, eles geram um mantra.
E é em Tua homenagem.
É, simplesmente, uma palavra:
GRATIDÃO.

Paz e Luz.

- Wagner Borges – grato, por tudo.

- Nota:
Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

Como vai sua bolsa?

Conta a lenda que o ser humano quando foi criado, em virtude da imenso volume de qualidades que recebeu, ganhou uma grande bolsa para carregá-las. Ocorre que como havia muitas qualidades e sua auto-estima era sempre positiva e muito grande, ficava pesado carregar tudo numa bolsa só.

Assim o ser humano resolveu cortar a bolsa em duas partes, carregando uma na frente com algumas qualidades, e a outra atrás com o peso maior, pois assim era mais fácil caminhar. Porém, à medida que o tempo foi passando, todas as qualidades que estavam na bolsa de trás foram sendo esquecidas e o sentimento de auto-estima do ser humano foi-se reduzindo.

O que essa estória nos explica é porque em todas as estatísticas, de cada quatro pessoas, três sofrem de falta de autoconfiança, baixo conceito de si mesmo(a) e baixa auto-estima. Acontece que queiramos ou não, somos nosso crítico mais importante. Não existe opinião mais importante a nosso respeito, que a nossa própria opinião.

Em nosso dia a dia, o tempo todo temos uma “conversa silenciosa” que se passa entre o nosso ouvido direito e esquerdo. E na maioria das vezes nem notamos qual o teor dessa conversa, mas que tudo o que trazemos na bolsa às nossas costas, fica rolando em nossa cabeça, diminuindo nosso sentimento de valor e competência pessoal.

Sempre que nos sentirmos derrotados(as) e rejeitados(as), o que temos de fazer é uma avaliação da nossa “BOLSA”.

B = Bênçãos. Faça uma avaliação de tudo o que tem recebido de positivo em sua vida. Coisas que recebe e que nem valoriza mais de tão acostumado que já está. Sua saúde, comida à mesa, amigos, família, trabalho, seus estudos, enfim, as bênçãos são muitas.

O = Objetivos de vida. Pense em quais são os seus sonhos, seus objetivos, o que está buscando, onde se encontra e onde quer chegar.
Se não tiver sonhos e objetivos, procure criar alguns e comece a persegui-los.

L = Lições que a vida têm lhe apresentado. Lembre-se que nossos erros não são erros, mas aprendizados. Pense que todas as dificuldades que a vida possa ter-lhe apresentado, por mais difíceis que sejam de aceitar e enfrentar, na verdade resultaram de suas próprias escolhas e são lições de vida inestimáveis.

S = Sucessos. Pense em todos os sucessos e realizações em sua vida. Temos o péssimo hábito de esquecer das coisas boas e importantes que conseguimos. Mas se você parar para pensar, vai ver que a lista de realizações e sucessos é imensa e você nem se dava conta.

A = Ações. Faça um balanço das ações que vem praticando para realizar seus sonhos e atingir os seus objetivos na vida. Se achar que não está agindo de acordo, mude. Afinal já que temos uma BOLSA para carregar tantas coisas boas a nosso respeito, por que não tirarmos o melhor proveito dela?

Ao seu sucesso e Auto estima positiva

Wilson Meiler é palestrante motivacional e autor de vários livros dentre os
quais o “bestseller” De Bem com Você, De Bem com a Vida.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O caminho do meio.


Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca saíram da floresta. Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo, ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.

Então... um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno..
.
"Se apertares esta corda demais, ela arrebenta;
e se a deixares solta demais, ela não toca."

De repente, Siddhartha percebeu de que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.

Se apertares esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixares solta demais, ela não toca.

Uma aldeã ofereceu a Siddhartha a sua taça de arroz.

E pela primeira vez em anos, ele provou uma alimentação apropriada.

Mas quando os ascetas viram o seu mestre banhar-se e comer como uma pessoa comum, sentiram-se traídos, como se Siddhartha tivesse desistido da grande procura pela iluminação.
(Siddhartha os chamou)

- Venham...

- e comam comigo.

Os ascetas responderam:

- Traíste os teus votos, Siddhartha. Desistiu da procura. Não podemos continuar a te seguir. Não podemos continuar a aprender contigo. E foram se retirando, Siddharta disse:

- Aprender é mudar.

- O caminho para a iluminação está no Caminho do Meio.

- É a linha entre todos os extremos opostos.

O Caminho do Meio foi a grande verdade que Siddhartha descobriu, o caminho que ensinaria ao mundo.

- Texto retirado do filme "O Pequeno Buda"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quatro Leis da Espiritualidade

Na Índia ensina-se as quatro Leis da Espiritualidade

A Primeira Lei diz:

A pessoa que chega é a pessoa certa


Significa que nada ocorre nas nossas vidas por casualidade.
Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão,
para que possamos aprender e evoluir em cada situação.

A Segunda Lei diz:

O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido.


Nada, absolutamente nada que ocorre nas nossas vidas poderia ter sido de outra maneira.
Nem mesmo o detalhe mais insignificante!
Não existe: "se acontecesse tal coisa, talvez pudesse ter sido diferente...".
Não!
O que ocorreu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender essa lição e então seguir adiante.
Todas e cada uma das situações que ocorrem nas nossas vidas são perfeitas, mesmo que a nossa mente e o nosso ego resistam em aceitá-las.

A Terceira Lei diz:

Qualquer momento em que algo se inicia, é o momento certo.


Tudo começa num momento determinado.
Nem antes, nem depois !
Quando estamos preparados para que algo novo aconteça nas nossas vidas, então será aí que terá início!

A Quarta e Última Lei diz:

Quando algo termina, termina!


Simplesmente assim!
Se algo terminou nas nossas vidas, é para nossa evolução!
Portanto é melhor desapegar, erguer a cabeça e seguir adiante, enriquecidos com mais essa experiência!

Creio que não é por acaso que estás a ler isto.
Se este texto chega até nós hoje é porque estamos preparados para entender que nenhum grão de areia, em momento algum, cai em lugar errado !!!

Vive Bem! Ama com todo o teu Ser!
E permite-te ser Imensamente Feliz!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Voltar a Confiar...



Resolvi arrumar meus armários e quase não acreditei como consegui liberar muitas coisas que, de outras vezes, não me permitia abrir mão delas! Foi com uma facilidade surpreendente que ia retirando dos armários coisas que de alguma forma eram preciosas e pensei que nunca me desfaria delas, porque seriam úteis um dia...
Olhando aquelas que já mantinha faz muito tempo... e que ali permaneciam só guardadas, sem serem usadas, observei como é difícil acreditar no presente e perceber que tudo aquilo que precisamos nos chega...
Parece que nos apegamos ao bom e ao bonito, acreditando que o Universo não será capaz de trazer coisas melhores ou mais belas... de alguma forma nos sentimos seguros no controle de tudo porque não confiamos no fluxo ilimitado da abundância...

Quantas coisas ficam só guardadas até o dia em que não nos servem mais...

Quanto espaço e tempo perdemos com o que não vamos usufruir?
Entendo que esse tempo novo nos pede mais foco na simplicidade e no que realmente importa...
A falsa segurança que as coisas que guardamos nos armários e dentro de nós nos dão, tem seu preço... e o mais alto preço que pagamos é que perdemos as possibilidades do presente...

Sei que acordei assim... muito desapegada e com sede de vazio... me deu uma vontade de ver todos os meus armários vazios e tive a certeza que poderia abrir mão de tudo que estava ali guardado... acho que entendi que as coisas mais preciosas não podem ser conservadas no armário...
Mas além disso, também me deu um desejo muito grande de esvaziar a minha vida de tudo que não tem mais sentido para mim... de focar só nas coisas que são essenciais ao coração... Nesse, então, costumamos guardar muito mais coisas que não precisamos, do que nos armários...

Quando foi que desaprendemos que podemos confiar no Grande Mistério?

Acho que em um tempo muito remoto... que nem temos mais consciência dele, vivíamos livres e confiantes de que tudo que precisássemos nos chegaria naturalmente... sem esforço... e não precisaríamos nos preocupar em armazenar nada porque o que estava em sintonia perfeita com o nosso momento nos era oferecido com gratuidade pela Mãe Natureza... e naquele tempo éramos Um com a Natureza e com Todos...
Mas nos esquecemos disso e, assim, aprendemos a querer controlar e guardar tudo, como se precisássemos da referência do passado e da expectativa do futuro para existir... mas é justamente essa a razão que nos impede de estar no presente.

Voltando aos armários, retirei muitas coisas... muitas mesmo.... e acordei no dia seguinte bem diferente, parece que tudo se ampliou... me deu uma vontade de viajar muito e... mais que a vontade, acreditei que isso é possível... parece que minha vida simplificou... percebi como ainda era muito presa e senti coisas que nem sei definir... relacionadas à certeza que podemos muito mais do que nosso passado e nossas expectativas do futuro nos fazem acreditar...
Senti que sempre é tempo de voltar a ser livre... e que essa liberdade está sempre disponível quando estamos no presente... senti que é tempo de voltar a confiar...

Rubia A. Dantés

sábado, 21 de janeiro de 2012

O sentido da vida

A vida é estranha. Geralmente ficamos obcecados por grandes feitos quando na verdade é a combinação de coisas pequenas que tornam as coisas grandes possíveis.

Invariavelmente tentamos criar nossos próprios mundinhos para termos a ilusão de que controlamos a nossa existência achando que a individualidade é a nossa essência, mas nos afetam as discordâncias sem percebermos que são as diferenças que tornam a vida interessante.

Quando criamos o nosso mundo, construímos nele barreiras defensivas em torno de nossos sentimentos para justificar o medo que sentimos de sermos próximos de alguém.

Para descobrirmos o verdadeiro sentido da vida, temos que olhar com mais clareza para dentro de nós mesmos e nos descobrirmos dentro deste universo chamado Vida.

E é importante demais que consigamos ouvir o eco da voz que se chama consciência, pois é ela quem nos fará ouvir as verdades.

Muito se fala sobre o tema Vida.

Dizem que vida é sabedoria, é coisa profunda, é ter família e perpetuar a espécie. Eu digo que vida é amor. Amor em todas as suas frágeis formas, força poderosa e duradoura que dá sentido real a todas as vidas.

É o amor que nos impulsiona a celebrar a vida, nos faz ser criativos, é a força que nos diz que se há coisas pelas quais vale a pena morrer, há muito mais coisas pelas quais vale a pena viver.

Outro dia me deparei ouvindo um relógio dentro de mim. Um relógio de vida que todos temos e que faz a contagem regressiva do tempo que nos resta. Um dia ele para e ninguém contesta... Foi então que entendi que não dá para perder um segundo. Cada tic tac é precioso demais e nos dá a certeza de que temos que fazer o que nos deixa feliz.

Pena é que muitos de nós, preocupados com o que os outros vão dizer ou pensar, deixamos de abrir as asas. Os enganos são parte da vida, os erros do passado já não precisam ser castigados. A rejeição e a resistência sempre serão inevitáveis quando fazemos algo especial, portanto não adianta nos perguntarmos a todo o momento se fizemos certo ou errado. Sempre teremos a resposta em nosso coração...

E quando nos virmos cercados de pessoas querendo nos ver fracassar ou fazer menos, é importante seguirmos caminho mesmo sendo ele difícil.

Sempre teremos um dia Não, mas o importante é sabermos que sempre haverá o dia Sim...

Quando nos olharem com estranheza, achando que sabem onde queremos chegar, é exatamente quando temos que lutar. Nunca desistir é o lema, pois é quando lutamos que nossos sonhos se realizam e então temos a certeza de que lutar valeu a pena, pois é com a vitória que saboreamos cada gota de vida que nos resta.


Augusta Schimidt

Campinas/SP
Jan.2012

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