Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 30 de dezembro de 2007

TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSOS CORPOS COMO CANAIS DE LUZ

* Wistancia Stone *

A visão completa do que está ocorrendo com os nossos corpos primeiro tem que ser observada através da lente do que está passando ao corpo do planeta Terra. E também devemos compreender, que todas as coisas foram criadas em Unidade com um elo de interconexão com as partes de Deus e os distintos níveis, desde os planetários, até os sistemas solares, galáxias e universos.

Não podemos considerar a transição quântica que está ocorrendo em nosso planeta, sem tomar conta dos efeitos e reverberações da criação completa. De acordo com isso deveríamos formular a nossa pergunta de uma forma diferente: Por Deus, o que está passando em nosso sistema solar, com a galáxia, e com o nosso universo local? Há alguns anos, um mestre espiritual disse: “Quando recolhes um grão de areia, você está literalmente trocando a estrutura molecular de todo o universo”. Compreendi, então, que todas as coisas estão interligadas, sem importar o quanto distantes estamos imaginando que as outras dimensões estão, ou que tão longe de nós está a vida em outros planos de existência. Estamos todos conectados por fibras douradas, que, visíveis ou não, nos conectam com a Fonte Primordial. Durante nossas visões, sonhos, meditações, ou em alguns momentos com qualidade superior de vida, podemos sentir essa conexão.

Por meio da respiração consciente, podemos nos precaver da rede da vida, respirando, e sentir a conexão e a qualidade dessa união. Cada dia mais e mais, os cidadãos da Terra sabem intuitivamente, apesar de não poder provar, que a Terra não se move sozinha no Universo, galáxia e sistema solar, sem outra manifestação de vida que a terrestre. O que realmente está ocorrendo, é que a Luz mais elevada, e freqüências mais altas, novos códigos de energia (escolha o nome que achar melhor) estão entrando na Terra em ondas de ascensão. Por outro lado, os cidadãos do planeta por meio da energia enfocada em suas meditações, orações e preces, estão assimilando essa Luz e esse Amor e conseqüentemente estão irradiando. Logo, essas elevadas energias, vão passando para outras pessoas e ancorando-as no próprio planeta. Se trata realmente de uma co-criação do homem que está trazendo o Céu à Terra.

O MAGNETISMO DESCENDE E AS FREQUENCIAS SOBEM

O que Isaías disse: “Um novo céu e uma nova Terra”, estão se estabelecendo de uma forma sem precedentes e muitos já podem sentir as mudanças profundas que estão ocorrendo no planeta e em seus próprios corpos. O magnetismo está descendendo simultaneamente no planeta e em nossos corpos. As forças magnéticas são como uma goma que une as coisas juntas. Essa descida do magnetismo é um sinal que uma grande mudança está ocorrendo. Os cientistas reconhecem que esta caída no magnetismo, nestes tempos, tem sido muito rápida e no mesmo ritmo acelerado, ocorrem as mudanças. Por outro lado as freqüências da Terra estão subindo e isso afeta notavelmente os corpos dos cidadãos. Com a caída do magnetismo ocorrem mudanças a nível mental e emocional do individuo. É possível que os programas da mente e das emoções, que temos gravados, comecem a soltar-se. Como a resistência cai, é mais fácil deixar ir. Alguns não sabem o porquê de algo ou alguém que antes era indispensável, já não importa. E pelo contrário, coisas ou pessoas sem relevância, subitamente passam a ter importância. É possível que de um momento ao outro certas pessoas, lugares ou situações já não lhe sirvam mais e temos que mudar, o corpo pede por isso.

Por isso, na opinião de muitas pessoas, esses tempos parecem caóticos. Alguns indivíduos se queixam que já nem se quer sabem quem são e sofrem uma crise de identidade.

O QUE ESTÁ OCORRENDO COM OS NOSSO CORPOS

A humanidade atual da Terra caminha vestida de carne, dentro de corpos constituídos por matéria-energia. Até agora, funcionavam com um grau de densidade, mas neste momento alguma condensação está se estabelecendo. Seus veículos físicos estão sendo preparados para serem transmutados em vestimentas de luz, muito mais refinadas e menos densas. O karma está sendo processado e diluído. Haverá menos densidade e menos limitações. Estamos nos condicionando para começar a inter atuar com consciências mais elevadas. Nossa biologia se abrirá para compartilhar com outros seres, não só com nossas espécies terrestres, mas também com habitantes de outros mundos, dimensões ou entidades de níveis distintos de existência. O que realmente está se sucedendo é o que os Mestres chamam de “Transfiguração”.

Está ocorrendo é que a nossa forma condensada entrou em um processo parecido ao “derreter-se”. A substancia de nosso corpo físico, aquela que nos é familiar, está se transformando em Luz e a mudança consiste em que o nosso corpo material e denso, passo a passo, se refina e se converte em “Corpo de Luz”. Também, a medida que vamos nos conectando com a Mente Divina Universal, nossa inteligência se desenvolve em certas áreas da mente. Passamos por iniciações de Luz, e imediatamente aprovamos, e os efeitos podem ser sentidos em nosso corpo físico. Pedimos “Transformação” e isso é o que nos foi concedido. Vemos essa transmutação até nos níveis de nossa carne. Quando o planeta recebe as freqüências elevadas de Luz, os habitantes da Terra entram em um processo de mudanças, o qual se processa em seu organismo a nível dos espaços vazios entre as células e bioquimicamente mudam. A força da Luz, ativa nosso corpos, e literalmente a química do corpo e da mente, mudam. Expressando de uma forma poética, “algo muito antigo, e não obstante, novo, está saindo da casca”. A membrana exterior que segurava e isolava a humanidade está tornando-se delgada e os humanos começam a ter a possibilidade de conectarem-se conscientemente com dimensões mais altas de Luz.

É como uma belíssima flor preparando o botão para que possa abrir e florescer. O botão da flor, guarda dentro de si a informação que permite a conversão em uma flor Crística. Assim nossos DNAs guardam os códigos que disparam a transformação completa de um indivíduo no Cristo radiante, e no mestre Ascenso integrado, com poder total. É o presente de nos convertermos em um Cristo , para continuar a nossa evolução com a realização de todo o nosso potencial. Estamos sendo preparados e começamos a passar de uma densidade molecular a uma nova e mais alta. Isto é transformação. O seguinte passo na escada Divina para a humanidade é assumir a forma de Adão e Eva Kádmon. No processo estamos ativando e reforçando nossos laços com o Eu Superior, o Corpo Crístico, que se conecta a nossa coluna através do oitavo chakra. Uma coisa é saber que possuímos esse corpo a outra é ancorá-lo e ativá-lo completamente. Por algum tempo estivemos nesse processo, que para alguns seres já está completo. Vivemos em um mundo eletro magnético, até agora com uma densidade eletro magnética característica que nos tem limitado muito. Por isso estamos afinando uma freqüência mais alta, por ação de uma energia, a Chama na eletrificação da matéria de nossos corpos, matéria – energia.

Por que é importante? Porque é um passo mais alto em nosso processo evolutivo, desenvolvendo passo a passo, para permitir que o Eu Superior ou o corpo Crístico envolva nosso desenvolvimento. O trabalho que já foi feito preparou alguns seres humanos para viver com um tipo mais avançado de ressonância. Aquela que está bem dentro das capacidades do corpo superior. Temos que esclarecer que a Ascensão não consiste em descartar o corpo físico sim levá-lo conosco um passo acima da escada de Jacó. Chamamos esse processo de “integrar a Deusa” (corpo físico). Trata-se de sentir as mudanças e de ser consciente do processo. E isto nos desenvolve mais sabedoria, porque passamos pela experiência de ascensionar, a iluminação. Devemos ter aceitação, um acordo de nos permitir sentir o que temos que sentir para chegar à compreensão. Não se trata de que despertemos e a ascensão está pronta. É importante sabermos isso, porque nos ajudará no processo de transformação e transmutação. Quanto menos resistência colocarmos ás mudanças, elas serão mais harmônicas.

Me recordo que o mestre Sananda (Jesus) dizia que a entrada e a saída eram através do coração. Quando aprendemos a amar o nosso processo de ascensão, logo eliminaremos o medo e gozaremos das mudanças. O coração já conhece o processo de ascensão e a coração é a porta aberta ao Cristo radiante, nosso potencial oculto no DNA. O controle que temos de nossas emoções também nos ajuda a aprender a experimentar a vida através das emoções e da consciência Crística. Estes sentimentos elevados liberam nosso potencial. A Presença EU SOU também está conectada a chama Tripla no coração e o coração conhece a ascensão.

AS PERCEPÇÕES PODEM SE ALTERAR

O que está ocorrendo é que as dimensões estão se sobrepondo umas as outras. Algumas freqüências de quarta dimensão estão bombardeando nossas freqüências de terceira dimensão e o mesmo ocorre com as freqüências de quinta dimensão e com algumas outras mais altas. Por isso nossas percepções também começam a mudar, mas cada caso é único. Em geral a humanidade está começando a ver e a perceber uma multiplicidade de dimensões e isto causa transtornos nas percepções habituais de uma forma ou de outra. Podemos até perder objetos e logo encontrá-los, ou não. É como ter um triângulo das Bermudas em casa. Outros trabalhadores da luz dizem ter sonhos bem vívidos. Experimentam visões e sonhos, onde um mestre ou anjo os adverte que estará chegando um presente para todos e que devemos nos abrir às novas possibilidades. Muitos sonhos e visões são nossos guias para nos preparar a nível subconsciente e interior para as mudanças que já estão ocorrendo. É como estivéssemos nos aprontando a ser o que éramos antes ou para assumir o que somos em dimensões superiores de evolução. Alguns trabalhadores da luz que às vezes sentem a transcendência, o que chamo de “Síndrome do país das maravilhas”. Às vezes, caminhando na rua se sentem muito altos e rápidos como uma pluma ou pequenos e densos. Outras vezes se sentem como se estivessem montados em um pião ou no olho de um furacão. Isto ocorre porque as dimensões estão se cruzando. Outros passam a perceber muito mais luz e presenças de luz ao seu redor. Naturalmente, estão invocando mestres e anjos ou que eles estão mesmo ao seu lado. Também os irmãos extraterrestres de dimensões Crísticas podem estar agora mais perto e sua presença está sendo percebida por muitos. Alguns circuitos de energia planetária têm sido ativados e estes vórtices planetários podem ser agora percebidos, vistos ou sentidos, de alguma forma, por muitos indivíduos. As mudanças são profundas e continuam ser cada vez mais dramáticas. Temos que integrá-las à vida diária porque não desaparecerão, a transformação é uma fase que não podemos cancelar.

O plano Divino está se desenvolvendo em perfeição, trazendo mudanças cada vez mais profundas. Este é um novo tempo e uma nova Era se aproxima. Se alguma parte sua começa a sentir medo da mudança é melhor se tornar consciente deste medo. Abra essa tua parte que vibra no medo, controla seus pensamentos e diz a sua mente que a mudança é real, e que é nisso que consiste o Plano Divino, e que tudo está bem para ti. É correto fazer um diálogo com aqueles aspectos de sua personalidade que podem se entregar ao medo. Existe um pensamento coletivo da humanidade que renegam as mudanças. Quando ocorreu a caída do homem houve muitas mudanças, mas não foram para o bem, e algo dentro de cada um de nós se recorda disso.

Desenvolva conscientemente a confiança na abertura na Nova Era Dourada de Paz que se aproxima. Mantenha viva a visão e o conceito. Abra aquela parte de seu Ser que teme as mudanças, diga que as mudanças são inevitáveis porque tudo é energia, e a energia, por definição é uma constante mudança.

TODOS OS CORPOS ESTÃO MUDANDO SUAS ESTRUTURAS

No presente, nossas formas físicas estão recebendo ondas de Luz muito poderosas. A Luz é absorvida por todas as estruturas, crendo ou não, as novas freqüências de Luz chegam ao planeta e afetam a todos, mesmo que não estejamos dispostos ou previamente não pedimos para recebê-las. Os efeitos causados por este aumento de Luz não são somente físicos. Também a nível emocional estamos experimentando mudanças dramáticas. Temos um sistema de quatro corpos que estão mudando suas estruturas, e como todos se conectam, se um muda, afeta a todos. Ás vezes nos sentimos desconectados de Deus, outras vezes totalmente conectados com Deus e com os Mestres. Emocionalmente, aguçamos a sensibilidade, e é provável em uma instabilidade flutuando entre os extremos. Por isso precisamos de um trabalho constante de limpeza, para equilibrar os quatro corpos e nos ancorarmos melhor.

O que acontece é que estamos vivendo uma mudança dimensional em um ou nos vários corpos e isso faz um impacto em todo o sistema. A melhor forma de nos harmonizarmos é através da compaixão e do amor por si mesmo. Tenha paciência com teu processo de transformação. Não o controle com o relógio e nem se compare com ninguém. Cada um processa suas próprias mudanças de diferentes ritmos e formas. As pessoas reagem de forma diferente quando as estruturas das polaridades começam a desvanecer-se e quando começam a processar o seu próprio carma. Não há somente uma forma ideal, as possibilidades são múltiplas.

O QUE ACONTECE COM O CORPO FÍSICO

Nosso corpo é baseado no ciclo de carbono e está se convertendo em um corpo de Luz, com base no silício. Alguns trabalhadores da Luz trazem um contrato, um convênio, para ancorar a Luz às densidades de partes determinadas de seus corpos físicos. Alguns trazem Luz ao seu coração, outros aos ossos, outros ativam o funcionamento do cérebro e outros trazem a Luz para o sistema nervoso. Às vezes isto ocorre sem nos darmos conta, mas outras vezes nos produz desconforto. Depende do grau de sensibilidade de cada corpo. Nos dias que virão, cada um de nós seremos muito diferentes e as situações de nossas vidas serão muito distintas a medida que as freqüências aumentam. Temos sentido como o fator tempo tem se alterado e cada vez parece ser mais rápido. O conceito de tempo está se perdendo. O coração da mãe Terra se acelera a medida que suas freqüências sobem, e estamos tratando seguir esse ritmo. Não se trata de sentirmos passar o tempo mais rapidamente e nos envelhecemos. Trata-se de compreender de que estamos aumentando nossa freqüência vibratória porque vivemos em um planeta que está aumentando a sua. Os campos eletromagnético, que aceleram seu giro, as vezes podem te produzir tonturas. Isso é familiar para você?

O que está acontecendo afeta a natureza do espaço e tempo. Afeta as suas relações com a energia e com o corpo. Até os níveis subatômicos de nossos corpos têm que alinhar-se novamente com a Luz e isto nos afeta e podemos sentir. Estamos deixando para trás o espectro planetário que estávamos acostumados e nos movemos a uma freqüência vibratória mais alta, com um nível de magnetismo mais baixo. Naturalmente nos sentimos diferentes. Mas não importa qualquer que seja a sua experiência. Dê as boas vindas às mudanças! Estamos mutando. E neste processo de mutação, cada um de nós estará mais perto de sua própria Divindade. Aceite-o, a medida que a resistência cai, e deixamos a densidade partir, os programas velhos deixam de funcionar. Não há nada que temer, Deus nos proverá. Estamos recebendo um novo par de óculos, uma nova consciência, e um corpo novo para vivermos. A verdade que você pediu antes de encarnar na Terra e agora está acontecendo. Todo o arranjo da matéria está mudando. Estamos arrumando uma nova rede eletro-magnética que estão mudando nossos padrões. Nosso sangue está se tornando mais transparente, porque a hemoglobina está passando de uma densidade molecular para outra. Nossos ritmos biológicos estão sendo alterados.

Os campos magnéticos do cérebro estão trabalhando com mais luz, e a força dessa Luz é a que nós estamos nos ajustando. Estamos nos afinando com um código mais perfeito e mais elevado da criação. Esta nova codificação está literalmente reativando nossas partes adormecidas. As freqüências eletro-magneticas que chegam ao planeta estão alinhando o corpo e o cérebro para que possamos nos adaptar a esta fase do plano Divino a qual está passando a humanidade.

TRANSFORMAÇÕES NO CORPO FÍSICO


A cabeça está aumentando de tamanho. O sangue está mudando. As relações de espaço a níveis subatômicos do corpo estão sendo alterados e realinhados para se corresponderem com freqüências universais e multi-dimensionais. A velocidade de movimento de todas as partículas está mudando, os campos magnéticos do corpo, de cada chakra e das células estão sendo realinhados. É um processo, talvez incomodo e algumas partes do corpo se ressentem mais do que outras. É provável que sinta uma corrente que passa pelo corpo através do centro do tubo prânico. São as ondas de Luz chamadas de “coluna de Metatron”.

Esta coluna de Luz é usada pelos mestres para reprogramar seu corpo eletro-magneticamente. Pode sentir, às vezes, seu calor quando ela atua, um calor que se sente vir de dentro. Pode ter períodos de tempo que se sinta muito cansado. Isto é perfeitamente normal. Quando o arranjo biológico começar para ti, irá senti-lo. Pense que Deus, os mestres, e tua presença EU SOU, estão literalmente transformando seu corpo. Estão aplicando engenharia biomolecular aos circuitos de seu cérebro. A Luz estará chegando a todos os circuitos do corpo para reestruturar as moléculas e acelerar os seus bioritmos. Novos conhecimentos estão se tornando mais accessíveis ao nosso cérebro. Esta ocorrendo mudanças também em nossa pele. É o começo da transmutação biológica de nossa forma.

DESCRIÇÕES DAS MUDANÇAS DO CORPO

Sentem que o calor vem do centro do corpo.

Seu sistema nervoso está sendo reestruturado. Com essas mudanças pode acontecer que sinta dores e desconforto. Para o sistema nervoso as mudanças são particularmente intensas.

Teus ossos também emanam uma corrente de vibração diferente. Às vezes sente dor dentro da medula dos ossos a medida que estão trocando a corrente. A estrutura do esqueleto vai mudar cada vez mais, porque sua conformação atual não é capaz de assimilar energias que chegam com freqüências cada vez mais altas. Com essas mudanças os ossos se acomodarão mais para processá-las. Terão que se adaptar a uma velocidade de rotação mais acelerada. Os ossos do corpo, são os fosseis que guardam nossas recordações. Ao mudar os ossos, também mudará a nossa história pessoal. Talvez a mudança maior que sintamos seja nos ossos.

Podemos às vezes nos sentir muito cansados. E este cansaço pode aparecer repentinamente. Nossa realidade, como a conhecíamos, está sendo trocada e esta é uma atividade, que mesmo que não percebamos, cansa muito o corpo. Mas é Deus orando por nós. Se dê permissão para descansar sempre que sentir necessidade.

Dores de cabeça e desorientação. Palpitações na parte de trás da cabeça(talo cerebral) onde a cabeça se une ao pescoço. Pode ser que o circuito Urim (que falam as Chaves de Enoch) esteja sendo instalado no cérebro? Este é um circuito que nos conecta o oitavo chakra com o sétimo. Esta conexão habilita nossa matéria para receber e logo ser INTELIGENCIA SUPERIOR. Estaremos sendo estimulados em nosso centro de memória, atrás da cabeça, para recordar nossas experiências em outros níveis do ser? Estamos sendo reconfigurados passo a passo para receber e codificar Luz, calor, e sons de uma forma nova? Eu creio que sim.

Pode haver dores em todo o corpo. A nível emocional, todas as emoções guardadas, os medos e negatividades começam a surgir para serem limpos. A raiva se mostrará e logo depois desaparecerá. Essas mudanças nos quatro corpos podem ocorrer muito rapidamente. Temos que saber que a chave da transformação está no contato e na conexão que temos com o nosso Corpo Crístico. O Corpo Crístico é o cume da pirâmide de nossos corpos e precisa se integrar, ancorar, e ativar antes que a nova criação se complete.

Está ocorrendo também mudanças em nossos sentidos, principalmente na visão e audição. Quando as mudanças nos ouvidos começam, poderá se sentir tonto e afetar o seu equilíbrio. Também poderá escutar um som característico e que incomoda. A vista também se altera e às vezes pode ficar com a visão embaçada. Isto causa movimentos momentâneos. Tudo isso incomoda, mas lembre-se que está havendo muita transformação em você. O véu da visão interna esteve coberto por toda uma era, e agora está abrindo para você. Estamos em transição, caminhando entre mundos, simultaneamente mudando nossa consciência, nossos corpos, e nossa realidade. Arranje tempo para praticar meditação regularmente. Isto lhe porá em contato consigo mesmo e ajuda muito o processo.

Nosso cérebro está passando por muitas transformações, Muitas de usas funções se perderam quando ocorreu a caída, e o corpo humano se condensou em uma freqüência mais baixa. Agora a glândula pineal está sendo ativada e está crescendo, e também a glândula pituitária e ambas estão sendo conectadas a nível etérico para nos levar a estados de consciência mais elevados. A glândula pineal está recobrando seu alinhamento com nossa natureza divina. Devido a esse processo pode haver muita dor no centro da cabeça. Os espaços inter celulares sentem dores quando são alcançados pelas novas freqüências de Luz. Está acontecendo a bio-reestruturação dos circuitos que trabalham no cérebro. As mensagens de Luz e Amor não são só pensamentos, são impulsos elevados que estão reordenando os sistemas viventes de Luz no cérebro. A imagem de Deus está sendo re-definida em todos nós. E tudo muda com essa nova ordem. O cérebro necessita passar por vários níveis de aceleração para poder chegar a aceitar o conhecimento evolucionário e a compreendê-lo. O computador do cérebro tem que ser re-estruturado e re-configurado para adquirir a possibilidade de comandar novas formas de transmissão e criação.

AS DORES INTENSAS

Nossa matéria está sendo eletrificada com o fogo do espírito e estamos sendo transformados em uma nova forma física portadora de energias mais refinadas. Mas a dor que acompanha esse processo pode ser intensa para alguns. Os mestres dizem que este é um preço muito pequeno para pagar por um presente transcendental e divino. Naturalmente, muitos não se sentem prontos para suportar a amplitude da dor que podem experimentar. Necessitamos sentir a intensidade da dor para desenvolver compaixão por nós mesmos, para não repetir mais essa dança de densidade novamente. Por isso a mudança inclui irremediavelmente alguma dor. Há pontos específicos de dor no corpo, que correspondem aos pontos de coordenação para a assimilação de energia. Se sente dor, pense nisso.

Estou me convertendo em um coração de cristal.

Eu sou um cérebro de cristal.

Eu sou um transmissor dos anjos.

Entregue-se nas mãos de Deus e receba com gratidão o presente que pediu!

A humanidade está passando por uma emergência fisiológica, e cada um de nós sentirá a mudança de célula por célula, porque cada célula é um holograma que reflete todo o corpo. Estamos em um processo de limpar e apagar o conteúdo de nossos arquivos, isto é: informação genética, padrões kármicos, crenças anscestrais, padrões de pensamento e limitações do passado. Mas nossas células e nosso DNA, também contém a informação da pomba da paz. Quando deixamos partir a codificação anterior, nossa fisiologia mudará. Se cada célula muda, nós também mudaremos. A medida que isto ocorre, nosso corpo se tornará mais transparente e luminoso. Pode acontecer que haja uma guerra, confusão ou lutar entre as células ou partes nós mesmos antes de chegar a adaptação do novo. Por exemplo, provavelmente devemos comer, porque teremos cada vez menos necessidade de alimento e isso não é fácil de aceitar. Se te encontras no meio dessa luta então acredite e chame para lhe ajudar a presença EU SOU. Em seguida peça ajuda ao Deva de seu DNA e de tuas células. Trabalha com tua mente subconsciente. Pense que cada uma de suas células tem um anjo que te ama. Tudo isto é trabalho de integração da Deusa a níveis celulares.

É o Céu se integrando com a Terra. Chame pela vibração da Verdade em cada célula e veja como elas se transformam. Fale a elas com respeito, porque são inteligentes e trabalham a seu favor. Quando uma célula muda, ela transmite impulsos de informações que são geometrias infinitesimais, encarregadas de levar com vitalidade à outras células ou de transmiti-las às outras pessoas. A cooperação é o segredo de integrar a Deusa. Deve estar a cargo de sua própria transformação. Manter um equilíbrio dos quatro corpos neste momento, é a nossa tarefa mais importante. Devemos observar que tipo de energias colocamos em nossos pensamentos e sentimentos e em nossas palavras e ações. Que tipo de energias colocamos quando cozinhamos e comemos. Não vamos conseguir dar um salto quântico de transformação carregando na bagagem nossos velhos valores. Retire o medo e acredite que a mudança será a única realidade que não poderá ser evitada. Então dê as boas vindas! Tudo o que precisamos fazer é estarmos abertos para receber e prontos para dar quando assim será pedido.

NÃO JULGAR OS OUTROS

Há um mito que tem grande força no movimento da “Nova Era”. Diz que: “Cada um cria a sua própria realidade”. Se sentes dor, você mesmo a criou ou está resistindo algo ou se aferrando em algum apego. Estas teorias, seguramente, têm uma aplicação em outras circunstâncias. O que ocorre é algo completamente diferente. Não conhecemos de antemão as experiências que estamos vivendo, por isso é melhor não assumirmos nada, porque pode não ser certo. Alguns de nós, temos corpos muito sensíveis, e são assim por algum propósito. Outros têm que viver o processo de ascensão conscientemente, com todos os seus detalhes, para logo poder ajudar e ensinar aos grupos que virão atrás, ou para escrever o Livro do Conhecimento do Planeta Ascendente. Podemos servir a Luz em uma melhor forma quando aprendemos a não julgar, a não explicar as coisas com critérios antigos do passado, os aplicando ao que está ocorrendo agora, o que é totalmente novo. Sejamos humildes.


* Canal telepático de mestres e arcanjos. Mestra espiritual e autora especializada no tema de Ascensão e da ativação dimensional. Toda a informação contida neste texto foi sintetizada dos relatos dos Seres Divinos de Luz que lhe fizeram revelações. Mostraram raios em toda a sua cabeça em diferentes ângulos. Ela diz: “Vi todos os nadis como começam a se ativarem e como os circuitos estão sendo afinados de uma nova forma. Pude perceber a reestruturação biológica dentro da cabeça com uma nova disposição de seus corredores e lugares. Me mostraram com raio X as linhas principais de luz, e como algumas estavam ativadas e outras não. Vi que existiam espaços vazios onde a luz começava a chegar. Eram os novos circuitos biológicos que estavam sendo instalados, destinados a expandir a capacidade cerebral da nova humanidade”.
fonte original: www.wistancia.com

* tradução: Dilza Guimarães

* fonte: www.anjodeluz.com.br

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

As Leis Universais


Para as nossas considerações e reflexões.

"A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral. Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso. Em suma: É escolha sua como você vive sua vida!".

“Deus criou tudo no universo, mas nada para Si mesmo. Todos são livres para curtir a vida como bem entender. Só que há uma limitação: para cada ação, há uma reação correspondente. Você é livre para fazer o que quiser, mas saiba que está sujeito a esta Lei. Se você usa a sua liberdade para cometer atos injustos, incorretos ou maldosos, as conseqüências inevitavelmente serão ruins. Estes resultados não são causados por Deus, mas sim por seus próprios atos. O Senhor não causa mal a ninguém. Tudo o que acontece a você é fruto de seus próprios pensamentos e ações".

LEIS DO UNIVERSO

LEI DA CONEXÃO

Cada coisa que acontece no Universo está direta ou indiretamente conectada com todos os outros acontecimentos. Cada ação nossa afeta a algo ou alguém de alguma maneira. Cada ato de respiração nosso, contém átomos vindos dos corpos, de todos e de tudo aquilo que nos cerca e eles são incorporados ao nosso corpo.

LEI DOS CICLOS

Todas as mudanças ocorrem em um ritmo que se harmoniza com um ciclo de transformação que lhe é específico. Existe um tempo de plantio e um tempo de colheita que é específico a cada coisa.

LEI DA INTUIÇÃO

Cada um de nós está conectado com o Divino através de nossa Essência e portanto pode ter uma experiência direta do todo quando quiser. Este princípio fala da nossa habilidade de "saber" que o que estamos fazendo é o que é certo para nós, mesmo quando não existe nenhuma maneira de prová-lo a ninguém.

LEI DA SOBERANEIDADE

Cada um de nós tem responsabilidade absoluta pela criação da própria vida. Nosso poder de criar somente e unicamente pode ser exercido através de nossas ações no momento presente, e ele não é maior nem menor do que o poder criador de qualquer outra pessoa. Quando permitimos que outra pessoa tome decisões por nós, estamos jogando o nosso poder fora.

LEI DA ATRAÇÃO

Tudo em nossa vida acontece porque, conscientemente ou não, nós atraímos isto para nós. São as nossas crenças, o que pensamos e o que sentimos em relação a vida, que atrai fatos e acontecimentos que têm ressonância com a nossa energia interior.

LEI DA ABUNDÂNCIA

O Universo nos proverá com tudo aquilo que desejamos e necessitamos, mas, somente na medida em que tenhamos uma intenção clara e na medida em que tenhamos criado espaço para que esta energia se manifeste.

LEI DO AMOR

O Amor é a força criativa do Universo, que nós irradiamos naturalmente quando estamos centrados em nossa Essência. Nós somente somos capazes de experimentar o amor como uma extensão daquilo que nós permitimos que flua através de nós.

Não importa quantas pessoas nos amem ou o quanto elas nos amem. Quando nós não estamos permitindo que o amor flua através de nós, não temos a possibilidade de sentir o amor dos outros ou o amor do Universo. Por exemplo, se alguém nos diz alguma coisa que nos magoe, e nós decidimos que não queremos mais amar esta pessoa, imediatamente paramos de sentir ou expressar amor por esta pessoa e no lugar vamos experimentar alguma raiva. Esta raiva nos impede de estarmos num estado de amor. E não importa quanto amor nos esteja sendo enviado por outra pessoa , nós não seremos capazes de senti-lo.

Nós somos capazes de permitir que o amor flua através de nós, na mesma proporção em que sentimos amor por nós mesmos.

Qualquer condição que coloquemos para amar a nós mesmos, impede o fluxo do amor para os outros e vindo dos outros. ( Por exemplo: se acho que estou muito gorda e fora de forma, não importa quantas pessoas digam o quanto gostam de meu corpo, não vou acreditar nelas. - Não conseguiremos sentir o amor de alguém sobre um aspecto de nós mesmos que nós não amamos.)

É somente através dos relacionamentos que nós somos capazes de descobrir todas as crenças limitadoras de nossa identidade e experimentar nossa habilidade natural de amar incondicionalmente.

É somente através de nossas interações com os outros que podemos descobrir e experimentar a nós mesmos. Nosso objetivo em um relacionamento é experimentar e aprender sobre o amor a nós mesmo e ao outros.

CONCLUSÕES

O MUNDO É O QUE VOCÊ PENSA QUE ELE É

(Mudando seu pensamento você pode mudar o mundo)

NÃO EXISTEM LIMITES

(Não existe limites entre você e seu corpo, você e o mundo, ou entre você e Deus. As divisões que usamos foram criadas em função da necessidade ou conveniência.

A ENERGIA FLUI PARA ONDE VAI SUA ATENÇÃO

O AGORA É O MOMENTO DE PODER

(E só no momento presente, aqui e agora, você tem o poder de mudar as crenças limitadoras e conscientemente plantar as sementes do futuro que você quer criar)

TODO PODER VEM DENTRO DE VOCÊ

(Não existe nem um poder fora de você porque o poder divino, do universo, flui e trabalha através de você)

elogica.br.inter.net/lumigun/leis.htm


LEIS UNIVERSAIS

Existem Leis que nos regem independente de termos consciência delas, sao leis segundo as quais criamos as manifestações de nossa realidade.

Lei da Atração Magnética

Atraimos a nós o que desejamos.
Atraimos também, o que consideramos indesejável (se nos concentrarmos nisso).
Se nos concentrarmos em doença, manifestamos mais doença. Se nos concentrarmos em pobreza, manifestamos mais pobreza.
Se nos concentrarmos em falta de amor em nossas vidas, manifestamos apenas mais carência.
É impossível criar amor quando nos concentramos na pobreza. Trata-se da Lei da
Atração Magnética

Lei da Manifestação Criativa

Concentrando-se intencionalmente no que deseja! Evite se concentrar no que considera
indesejável em sua vida!
Se voce estiver em um ambiente onde pessoas estão entretidas numa conversa sobre algo
que considera indesejável em sua vida.
Educadamente se desculpe e vá embora.
Permanecer nessa energia negativa apenas atrairá mais dela para sua vida.

Lei da Permissão

A Lei mais difícil de todas.
Ponha seus pensamentos na consciência universal fortalecidos pelo desejo. Então, retire-se e permita que o universo os manifeste para voce.
Se voce tiver esperanca.Nao estará permitindo.
Se tiver expectativa, não estará permitindo.
Quanto mais esperar.
Quanto mais esperança tiver, mais tentará manipular ou controlar.
Então mais atrapalhará a manifestação de seus desejos.

A Lei da "Permissão" significa simplesmente isso: PERMITIR!

Lembre-se: tudo na criação é energia.

Todo pensamento para voce pensado apresenta uma frequência.
Cada sílaba, cada palavra ou forma de pensamento que voce invoque tem seus próprios
conjuntos de frequências que ressoam por todo o seu Universo.

Quando se concentra no medo...frequencia de raiva.
Depressao e caos.
Sao as mensagens recebidas por seu Universo.

Quando voce se concentra no amor...
as frequencias da alegria.
Harmonia e Paz ressoam por todo seu universo.

Quem trilha o caminho do autoconhecimento está sempre se transformando e já nao fica no tédio de sempre repetir as mesmas (falhas) e experiências.

- Ricardo Chioro -

www.alma-da.org

domingo, 16 de dezembro de 2007

Felicidade


Todo aquele que inicia sua jornada no autoconhecimento, deve estar preparado para os desafios que encontrará pela frente. O principal deles é quando suas escolhas, decisões e opiniões, passam a se confrontar com as do restante do mundo. De modo geral, surgem conflitos com as pessoas mais próximas, como a família e os amigos, que não conseguem compreender suas atitudes, agora ditadas por seu guia interior. Nesses momentos, podem surgir dúvidas quanto a essas escolhas, e o temor da rejeição por parte daqueles que se contraria. De fato, muitos poderão afastar-se de nós, e de outros nos afastaremos voluntariamente, já que não encontraremos nessa convivência a mesma sintonia de antes, quando éramos direcionados por nosso ego frágil e carente de aprovação.

O medo da desaprovação, aliás, é um dos motivos que leva muitas pessoas a agir de acordo com as expectativas que os outros nutrem a seu respeito, e não em sintonia com seu coração. Desse modo, garantem atenção e sentem-se pertencentes a um grupo, ainda que este não seja capaz de ajudar a preencher o seu vazio ou a reduzir a sua miséria interior.É necessário coragem para romper com tais padrões de comportamento e, quando a dúvida surgir, basta lembrar-se que a felicidade deve ser sempre o critério a guiar nossas escolhas. Se estivermos infelizes, precisamos tomar decisões que nos libertem desta infelicidade, ainda que estas decisões contrariem o restante do mundo.

Nem sempre podemos, a um só tempo, satisfazer nossos anseios e as expectativas que os outros alimentam sobre nós. Aliás, na maioria das vezes, esta conciliação não é possível. Portanto, por mais que nos acusem de egoístas ou individualistas, o importante é termos em mente que o amor por si mesmo e a busca da paz interior deve ser sempre a nossa principal diretriz. Se em algum momento tivermos de escolher entre nossa própria felicidade e a de outrem, devemos fazê-lo com total consciência. Aqueles que escolhem sempre o bem estar alheio, em detrimento de si mesmos, pagam um alto preço e mais cedo ou mais tarde, acabam cobrando dos outros por uma escolha que foi unicamente sua.

Perceber, a cada momento da vida, se estamos verdadeiramente felizes, exige uma consciência sempre alerta sobre nossos reais sentimentos. Este é o caminho mais seguro para que não tenhamos dúvidas quanto às nossas escolhas.“Perguntaram a Shibli: ‘Quem o guiou no Caminho’? Shibli respondeu: ‘Um cão. Um dia eu o vi, quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.

Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água; com isto, o reflexo desapareceu. O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio -, a barreira entre ele e o que buscava, havia se desvanecido.
Da mesma forma, meu obstáculo se desvaneceu quando eu soube que aquilo que eu pensava ser eu mesmo, era o próprio obstáculo. E o meu Caminho foi-me mostrado, primeiro, pelo comportamento de um cão’....
Esta estória do Mestre Shibli é muito bonita.... Um homem que está pronto a aprender, pode aprender de qualquer lugar. Outro que não está pronto, não pode aprender nem mesmo de um Buda. Depende de você. Um cão pode se tornar um deus, se você estiver pronto a aprender. Mesmo um deus pode não parecer um deus, se você não está pronto. No final de tudo, depende de você.

Estar pronto a aprender significa estar aberto a todas as possibilidades, sem preconceito. ... De outro modo, quem observaria um cão? Você nem tomaria conhecimento, passaria por ele e perderia a oportunidade que fez de Shibli um homem transformado, que se tornou um guia. ‘Quem o guiou no Caminho?’, alguém perguntou a Shibli. Jamais podia pensar que ele responderia: ‘Um cão. Um dia, eu o vi, quase morto de sede, parado junto à água': Esse é o lugar onde todos vocês estão: junto da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa os impede, porque vocês não estão saltando para dentro. Alguma coisa os segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar, e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. O conhecido é sempre morto como uma margem e o desconhecido é sempre fluido, fluido como um rio....

O medo sempre diz: ‘Agarre-se àquilo que é familiar, conhecido’. E então o medo faz você se mover em círculos, porque somente um caminho circular pode ser familiar. Você se move sempre e sempre no mesmo traçado. Tudo é conhecido. Alguém perguntou a Buda: ‘Você diz que a Verdade não pode ser ensinada. Então porque ensina? E diz que ninguém pode forçar qualquer pessoa a alcançar a Iluminação, então por que trabalha tanto com as pessoas’?
E dizem que Buda respondeu: ‘A Verdade não pode ser ensinada, mas a sede sim. Ou, pelo menos, você pode tornar-se consciente de sua sede - que está sempre presente, mas você a reprime’. Por causa do medo, você reprime a sede. Você continua reprimindo o que está continuamente ali. Um descontentamento profundo com tudo que está à sua volta. Um descontentamento divino, uma sede.

‘O cão descobriu que o obstáculo’ ... não estava fora, era ele próprio. ...Ele próprio era a barreira entre sua sede e a água, sua fome e a saciedade, seu descontentamento e a satisfação, sua busca e a meta, sua procura e o encontro. Não havia ninguém mais, exceto seu reflexo na água. E esse é o caso, exatamente, o caso de todos vocês, com todos. Ninguém os está impedindo. Algo como uma espécie do seu próprio reflexo entre você e seu destino, entre você como semente e você como flor - não há ninguém mais impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continue a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de se consolar. Deixe de consolar-se, deixe de ter autopiedade. Olhe profundamente no espelho. E todos são um espelho à sua volta. Olhe fundo - você descobrirá seu próprio reflexo em toda parte.... Assim, seja qual for a situação, fique atento. E observe sem qualquer preconceito.

Observe sem o passado, sem um pensamento de sua parte. Não interprete. Observe! Se seus olhos estão claros, se sua percepção está clara, e você observa silenciosamente, todas as situações o conduzem ao Divino. É assim que deveria ser! Cada situação, cada momento da vida, conduz ao Divino. OSHO - do livro “Antes que você morra”.

Elisabeth Cavalcante

Observa o teu comportamento.


A psicologia é um instrumento valioso para o nosso aprimoramento espiritual. Usemo-la todos os dias, observando o nosso comportamento, alimentando os tesouros conquistados no reino da moral e substituindo os instintos inferiores por boas maneiras que a consciência educada no Evangelho aprova.

O tempo que gastaríamos na maledicência, aproveitemo-lo na auto-observação, com o sentido de nos melhorarmos em todas as freqüências espirituais. Esse exercício é um trabalho que agrada Jesus e conquista a amizade dos benfeitores da vida maior. Todos temos uma conduta, Entretanto, isto não basta, sendo necessário que tenhamos uma vida reta...

Essa é a parte que nos toca fazer e esse empenho é nosso, por direito e por justiça, por ter nas marcas das nossas mãos o nosso próprio melhoramento. Há inúmeras pessoas que fazem parte de organizações que desprezam a oração, que não conseguem nem sensibilizar a si mesmas, por lhes faltarem a energia atraída pela súplica. Esquecem-se também de que a oração nao é somente o balbuciar das palavras nem o decorar automático de frases ou páginas escritas pelos dirigentes das comunidades. Tudo o que fizeres dentro das Leis do Amor é uma oração a Deus, pois cada vez estarás enriquecendo a tua própria cultura espiritual, como faculta a tua consciência, na tranqüilidade do coração.

A prece é, pois, um ato de gratidão, quando mostramos o que já aprendemos na escola do Senhor. Em tudo o que estás fazendo com acerto, estás orando ao Criador e terás retorno de ambientes de maior conforto e paz para a tua jornada interminável. Quem não aprendeu a orar, não sentiu a vida na própria alma.

A prece te dará forças novas para corrigir as tua faltas, sejam quais forem. Quem vive no clima da oração, sente mais o céu palpitar por dentro e Deus a dirigir seus passos. O santo e o místico são dados a profundas meditações e são esses seres incompreendidos que nos dão exemplos de virtudes.

Não deixes o tempo passar sem que faças alguma coisa em teu benefício, mudando o teu modo de proceder, mudando no que aprendestes com as grandes almas. Para tanto, temos, por misericórdia divina, o pergaminho de Cristo como herança nossa. Vamos acertar a nossa vida na vida d'Ele, para que se façam as correções necessárias.

Todos sabemos e conhecemos o Bem e o Mal e quais os caminhos que devemos trilhar. Todos temos uma voz interior que deve ser ouvida, como que um alto-falante dentro da consciência, ligados por fios invisíveis ao microfone de Deus.

Se temos "ouvidos de ouvir", é justo que façamos uma cirurgia moral em nós mesmos, em nosso comportamento, para que a luz desabroche em nossos corações hoje e eternamente.

(Do Livro "Cirurgia Moral" - João Nunes Maia/Lancellin).

A Busca do Equilíbrio


O equilíbrio está dentro e não fora.
O equilíbrio não é um estado definitivo, estanque.
O equilíbrio é dinâmico. Exige vigilância constante para não fugir. Fica mais fácil equilibrar se entendermos o equilíbrio como uma faixa e não como um ponto.
A faixa de equilíbrio tem um limite para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, positivo e negativo.
Então o equilíbrio está na neutralidade – nem uma coisa nem outra, podendo ser um pouco cada lado, mas sem permanecer em lado nenhum.
A neutralidade não é um ponto, mas uma freqüência, e nesta freqüência você tem vários pontos. Como a freqüência AM e FM do rádio.
Em função da necessidade você usa um ponto ou outro, mas sem se identificar com nenhum deles.
Quando você se identifica você se desequilibra, pois tem que fazer um esforço muito grande para se manter naquilo com que se identificou.
Estar neutro é ser o que é preciso ser aqui e agora – é fazer o que é preciso fazer, sem se preocupar com certo ou errado.
Escolher entre certo e errado, bem ou mal é se dividir, é entrar em conflito. Quando entra em conflito entra a emoção – pronto, perdeu a neutralidade.
Você entra em conflito porque tem dúvida, a dúvida gera o medo (medo de errar), e o medo...
Bem, já sabemos o que o medo gera.....

Procura-se o autor.

Saber, Querer, Ousar, Fazer

A partir da formação do egotismo (eu sou eu) e do sentimento de separatividade (este sou eu e sou melhor que o outro), criou-se o Poder da Força, passando a humanidade a ser conduzida, não pelo mais sábio, mas pelo mais forte. Depois que se descobriu a máquina, motorizou a evolução e se conquistaram novos mundos a direção dos povos passou ao Poder Econômico que, pela força, determina Paz e Guerra, a prosperidade de poucos e a desgraça e morte de muitos, juntamente com a corrupção e o vício.

Com a velocidade da informação, haveis-vos alçado a um passo da conquista dos direitos do homem. Estes mesmos direitos, resumidos ao poder de compra e venda de bens, estão hoje nas mãos de 4 classes (capitalista, operária, militar e camponesa) que, ao invés de trabalharem para o bem comum (Igualdade, Fraternidade e Liberdade), preferiram rotular esses princípios de utopias e passaram a se destruir mutuamente.
Caminhais aos poucos para uma integração. A ciência redescobre a mística e a metafísica, os povos confraternizam e se unem. Eis que vos encontrais, como raça, em um ponto crítico de consciência, já experimentado por outros — um passo a menos e regredireis, um a mais e evoluireis em direção à coexistência pacífica e ao bem estar universal — o limiar da Nova Era.

Para que haja integração, é necessário que o homem se conscientize de sua totalidade e assuma pelo conhecimento, dentro da liberdade de escolha que é seu direito maior, da lei universal de causa e efeito ou carma. Não é possível que o homem deseje apenas a total responsabilidade por seus atos, que é afinal o resumo das leis de carma. Desejo é emoção, necessidade, carência. O desejo apenas recebe. É necessário o exercício da vontade — um poder inteligente que conduz à concretização do pensamento e da palavra, à criação, ao raciocínio com lógica, método, crítica inteligente e construtiva, e não com paixão. A vontade dá de si.

Dentro dos padrões sociais atuais, torna-se difícil o uso da vontade com fins altruístas e de harmonia? Usai-a então no sentido egoísta de melhorar o vosso mundo, as vossas condições de vida e as dos vossos filhos, até que vos seja possível alcançar um outro tipo de consciência. Começai por considerar o que tendes, o que sois e o que quereis, não só a nível de posses, mas de pensamentos, sentimentos e ideais. Sabendo isto podereis, com o exercício da vontade, partir para criar juntos, sem medo de preconceitos ou críticas destrutivas, novos hábitos, novas formas de convivência, novas instituições sociais/econômicas/políticas. Aptos a elaborar em conjunto uma reforma básica da vossa vida. Não alguém por vós, algum santo ou herói, mas vós mesmos.

Os indivíduos estabeleceram como hábito dizer uma coisa enquanto pensam outra e fazem algo diferente dessas duas primeiras opções, gerando desequilíbrio em si mesmos e no ambiente — se faltais ao respeito a vós mesmos, sendo incoerentes com aquilo em que acreditais, e o sabeis pois não podeis fugir de vós mesmos, como vos será possível respeitar o outro? Daí à falta de credibilidade é um passo, que acaba levando à insegurança, ao caos e a um mundo onde o "esperto" é idolatrado e o honesto desprezado. A insegurança gera medo. Pelo medo se morre diariamente um pouco.
Porque tantos entre vós dizem hoje "sim" à pena de morte? Porque tantos se fecham para qualquer gesto de auxílio a seus irmãos no mundo? Em parte porque ao longo de suas existências clamam a um salvador, qualquer salvador, que não está em si mesmos e que parece jamais os ouvir. Em seu desespero, em suas necessidades não respondidas, já se sentem mortos.

O que importa então: morrer um pouco mais? Porém, mudadas as causas mudam-se os efeitos. O equilíbrio de cada indivíduo consciente levará ao equilíbrio da sociedade. E o equilíbrio não vos será dado por governos ou amigos, não virá de fora. Ele é construído dentro de cada um de acordo com fórmulas que, de tão individuais, se tornam quase secretas.
É preciso coragem para saber, querer, ousar, fazer.
Não vos pedimos que vos torneis indivíduos "bonzinhos", mas que trabalheis com coerência para a conquista de novos caminhos que levem a uma estrutura social eficiente, dinâmica, equilibrada e à mobilização de recursos individuais para resultados globais.
Assim é.

Canalização: Maria João Sacagami

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Depois da Tempestade

Depois das grandes tempestades em nossas vidas,às vezes, ao invés da bonança esperada,costumamos fechar a alma para balanço.
E por mais que digamos estar disponíveis ao diálogo , bem no fundo do nosso coração colocamos uma porta.
E esta porta fica tão trancada , que se nós mesmos não a abrirmos, tornar-se-á quase que intransponível.
É como se nossa casa tivesse sido saqueada e o medo de que fosse arrombada de novo não nos deixasse viver sossegados.
Visitantes cadastrados até poderiam chegar ao jardim ...mas passar da soleira , quem disse?
E ficamos tantas vezes nos perguntando, o porque de ninguém se aproximar muito de nós se pensamos,numa atitude de bloqueio à verdade , que estamos dando espaço para que todos nos visitem.
Fingimos não enxergar o letreiro luminoso de "passagem proibida" ou os cadeados enormes que colocamos nos portões e nos muros que erguemos ao redor de nós, porque é duro admitir que temos medo de mais experiências depois que uma , duas, três ou mil delas não deram certo.
Mas se só as pessoas sensíveis enxergam esse bloqueio e elas são cada vez em número menor , as não tão persistentes se afastam,com medo de que soltemos os cães bravos em cima delas e as ponhamos para correr, assim acabamos , por comodismo, ficando com as pessoas menos perigosas; com aquelas com quem sabemos que nunca chegaremos a ter envolvimento maior,até porque sua percepção não é tão aguçada para penetrar no nosso interior.
Ficamos com aquelas com quem temos menos afinidade e pouco cumplicidade, principalmente aquela que vem do fundo da alma, porque não queremos que ninguém invada a fortaleza inexpugnável dos nossos segredos, onde guardamos as mágoas, os ódios não passados a limpo e os amores mal sucedidos.
Não queremos saber de quem nos leia pensamentos e não pretendemos nos prender
a nada, embora digamos sempre o contrário e saibamos que a falta das amarras
num porto onde poderemos atracar quando estamos à deriva, pode constituir uma bela teoria de liberdade, mas não nos gratifica, pois o ser humano não nasceu para ficar só.
Nós, hoje, mal ou bem podemos escolher nossos amores e amigos.
E que possamos escolher os melhores, e não os mais cômodos .
E que possamos, também, ter alguns inimigos e, entre os nossos conhecidos, pessoas incompatíveis conosco, porque são eles que nos ajudam a superar os nossos limites e nos botam para frente , nem que seja para que lhes mostremos do que e o quanto somos capazes.
Precisamos ter histórias para contar, sejam elas com finais tristes ou felizes.
Precisamos passar por experiências que nem sempre são gratificantes pois uma
existência passada em brancas nuvens, é uma existência sem frutos.
Um dia, talvez, venhamos a entender melhor os mistérios da vida e que,para chegarmos a um determinado ponto, muitas vezes teremos que passar por vários obstáculos.
Talvez entendamos que precisamos nos purificar sofrendo várias provações até conseguir nossos objetivos e receber alguma recompensa.
Algumas doutrinas religiosas e filosóficas tentam explicar porque algumas pessoas sofrem e outras são poupadas e porque alguns de nós encontram suas metades e outros passem a vida inteira a procurá-las.
Mas são explicações que talvez nós leigos, não consigamos facilmente entender.
A única coisa que podemos arriscar, é que nada acontece por acaso(ou será que acontece?).
Talvez, quando sofremos, estejamos passando por um processo de purificação que nunca será entendido ou aceito por nós enquanto estivermos vivendo a experiência.
Talvez, quando procuramos alguém ou alguma coisa, estejamos nos informando; talvez quando encontramos tanta gente incompatível conosco é porque, de alguma maneira, somos ou fomos as pessoas determinadas a surgir em suas vidas, seja para suportá-la ,
ajudá-las ou para que, através delas, aprendamos alguma lição importante: da serenidade à perseverança, da paciência à fé.
Mas, por mais que apanhemos, que nos escondamos para fugirmos da vida, de nós mesmos, dos machucados e rejeições, tudo passa.
O desespero nunca foi solução para nada pois, afinal, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.
A vida sempre seguirá dando voltas.
Tomara que saibamos aproveitar as ascensões para levantar quem estiver próximo de nós e as quedas para aprendermos a ser humildes.

Amor, Paz e Luz

Luise.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

DEUS



O ser humano possui muitas características que a ciência ainda não conseguiu explicar. Uma delas é o poder da fé.
Quando se acredita com fé sincera e profunda em algo, seja Alá, Maomé, Zaratustra, na lua, no sol, com certeza o milagre acontecerá. Mas, poucos seres humanos na história, chegaram a alcançar este êxtase de fé. E, os que alcançaram são considerados, pelos demais como “deuses”.
Mas, isto não significa que eles sejam, o CRIADOR.

A fé é uma energia intrínseca ao ser que “pensa”. Provavelmente, num passado distante, quando nossos ancestrais perceberam que “pensavam” e cruzaram o portal do “ser” para o “existir”, ela começou a se manifestar. E, quem sabe, nesse momento a “alma” começou a se desenvolver dentro de nós.
Todos os seres humanos existentes na terra, trazem dentro de si essa “semente” que, a cada passo da evolução é irrigada ou não. Pode morrer ou evoluir, fazendo com que, cada vez mais esteja presente no ser.

Cada um possui dentro de si o poder de fazer milagres, de serem santos e deuses, se acreditarem realmente na existência de algum ser CRIADOR.
É importante distinguir fé de religiosidade.
Toda pessoa que têm uma religião tem fé no deus desta religião e, acredita que ele é o criador.
Mas, nem toda pessoa que tem fé, obrigatoriamente, tem uma religião.
Muitos têm fé em um CRIADOR PRIMORDIAL de todas as coisas existentes, que existe por toda a eternidade, muito antes de todos os “big-bangs” de que a ciência fala.

Mas se você acredita que existe um deus, ele existirá para você, dentro dos padrões nos quais a sua mente consciente se desenvolveu através dos tempos. Isto é fé.
A maioria dos deuses atualmente venerados (Buda, Maomé, Jesus, etc.), foram seres humanos que, em um determinado momento da história, tiveram uma fé profunda no CRIADOR e, consequentemente expressaram seus poderes e impressionaram as pessoas. Mas eles não são o CRIADOR, muito menos seus “filhos”.
Nós administramos conscientemente, com nossos cinco sentidos, muito pouco do que realmente somos. A outra parte é administrada pelos gens, cujo objetivo maior é a preservação da espécie e a sobrevivência. E isto acontece com todos os seres vivos, em toda a escala da evolução da vida.

Esta matemática fria e precisa, nos dá a impressão de que não passamos de meras cobaias de laboratório, usadas por um ser superior (não um CRIADOR onisciente e bondoso), para algum propósito desconhecido. A impiedade que a vida usa para se preservar, em todas as escalas, inclusive humana, matando e sacrificando outras vidas, provavelmente não é obra de um CRIADOR bondoso.
Deus, ou o CRIADOR, é apenas uma questão de FE. Não de ciência. Não de lógica e, muito menos de explicação científica.

Uma fé primordial está dentro de cada ser humano, em desenvolvimento. Basta que a procuremos. A semente está lá. Basta irrigá-la, que ela continuará evoluindo. E, um dia, quem sabe, poderemos nos aproximar do CRIADOR.

domingo, 11 de novembro de 2007

Amor Incondicional

Tantos tipos de amor tenho visto por aí.
Amores fracos, desnutridos de coragem; amores fortes, que atravessam muitas barreiras, mas que em certo momento tropeçam numa pequena pedra, caem e não conseguem mais se levantar.

De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um que jamais esquecerei: o amor incondicional, aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir; não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.

Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande, e esse tipo de alma normalmente é acompanhada de um espírito de luz.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "poréns...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão de reciprocidade.
Quando se ama incondicionalmente tem um espaço dentro do cérebro que fica reservado em definitivo para que nas vinte e quatro horas do dia o pensamento não se afaste do objeto desse amor.

Já no coração, não existe um espaço designado para guardá-lo, porque ele é todo esse amor, vivenciado e sentido enquanto ele bater.
Amor incondicional não tem orgulho de nenhuma espécie.
Não se envaidece de sua capacidade, nem de sua força, não tem necessidade de alardear a sua existência, nem demonstrar o seu imenso universo, ele é simplesmente um amor humilde, puro e despretensioso e justo por isso se torna grandioso.

Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois que param de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amor incondicional não faz de conta que é, não se obriga a desistir de si mesmo, não precisa viver de fantasias, nem andar travestido de ilusões para prosseguir o seu caminho.

Esse amor do qual estou falando é por si só inteiro, não agoniza e muitas vezes inexiste aos olhos dos outros, mas quem ama incondicionalmente, sabe a receita exata de como vivê-lo sem dores.
Felizes daqueles que despertam essa maneira de amar em alguém, esses sim, têm motivos de sobra para se orgulhar por terem conseguido atingir de forma tão especial um coração carregado do mais puro dos sentimentos.

Amor se torna incondicional quando ele já se acomodou dentro do peito, já se conformou com a estrada que terá que percorrer e já não há mais possibilidade de derrapar em nenhuma curva desse caminho, nem ser atropelado por qualquer dúvida.
É quando também, o que ficou para trás já não importa e o que está por vir não vai mudar nada.

O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo que esteja recebendo o pior de alguém, porque ele não depende de ser querido, nem de ser aceito e não esmorece se for ignorado.
Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que ainda assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até o instante que se eternizaram.

O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso.
Ele já é maduro, há muito deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus planos, porque o amor que se torna velho, é um amor cansado, desgastado, exaurido.
Já o incondicional é e sempre será, ativo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.

Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida ou em algum momento após a morte, mas ele não conta os dias para isso, nem sequer consulta o relógio, embora para ele, o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência.
Amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.

Felizes daqueles que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, aqueles que se permitem amar assim, porque são eles os grandes heróis da vida.
Infelizes daqueles que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de sentí-lo ao seu redor e valorizá-lo independente do que podem oferecer a ele.

Amar incondicionalmente é uma arte.
Ser amado assim, um presente divino.

Anne Parker

Quem é você? Desperte-se para sua verdadeira natureza

A vida é surpreendente... vez ou outra, quando menos esperamos, nos presenteia com um de seus movimentos feitos da mais pura poesia.
Talvez nem todos se dêem conta disso, eu sei. Muitos de nós somos diariamente tragados por uma correnteza interminável de obrigações e afazeres que acaba levando com ela o que temos de mais precioso, a nossa alma. Uma observação: quando digo "alma" não me refiro a nenhum conceito esotérico ou religioso. Quando digo "alma" me refiro àquela parte de nós que sabe que existe um sentido maior para essa nossa existência do que trabalhar, pagar contas, comer e contar os dias até que possamos viajar por alguns dias para um "resort" bacana durante as tão sonhadas férias.

É a "alma" em nós que nos permite seguir pela vida sem nos perdermos da inocência da criança que fomos um dia. É claro que é necessário que percamos um bom tanto da ingenuidade para viver em um mundo como o que vivemos. Mas a inocência... ah! a inocência!!!... essa nunca deveria ser deixada para trás! É ela que nos permite acreditar em nós mesmos, nas pessoas, na vida. Não importa quantas vezes tenhamos nos ferido. Não importa o número de cicatrizes que enfeitem nossa pele humana tão cheia de falhas e imperfeições. Não importa que tenhamos encontrado ogros e dragões de mau hálito todas as vezes em que decidimos dar um passeio pela floresta. A inocência nos diz que podemos continuar a arriscar!
Sem risco, não há vida! (eu sei que vivo escrevendo sobre isso, mas não consigo deixar de pensar na importância dessa mensagem!).

Cabe a cada um de nós reescrever, a cada dia, o final de nossa história. Podemos usar o nosso passado como uma boa desculpa para nos tornarmos amargos, fechados, cheios de defesas, irônicos, sarcásticos e até mesmo cruéis. Mas podemos também aceitar que tudo o que vivemos foi parte fundamental da estrada que nos trouxe a este exato momento, agradecer e olhar para o nosso futuro como um artista olha para uma tela em branco; despejando sobre essa brancura os nossos sonhos, inclusive os que parecem impossíveis. Mesmo se não puderem ser realizados, os sonhos tornarão a nossa vida mais colorida. Por que viver em preto e branco quando existem tantas cores à nossa disposição na paleta da vida?
Estou falando de escolhas, estou falando que você, que me lê aí do outro lado dessa tela, pode mudar a sua vida quantas vezes quiser. Não existe nada que aprisione você a não ser as crenças que você mesmo construiu. As grades são absolutamente ilusórias e incapazes de impedir seu movimento, se você assim quiser.

O que você quer para a sua vida? (Você deveria fazer a si mesmo essa pergunta de vez em quando, é assim que o processo de mudança se inicia.)
Tudo pode mudar de um momento para o outro. Zapt!!! Um pequeno desvio no caminho, e uma nova vida se desdobra à nossa frente. Tudo pode mudar - se ao menos você puder sair dos trilhos conhecidos e confortáveis por um precioso instante de segundo - eu sei que você pode. Mas de nada adianta “eu” saber. “Você” é quem precisa acreditar nisso, com todo o seu Ser.
Não há como criar um futuro diferente se você continuar percorrendo sempre os mesmos caminhos.
Eu sei que é difícil. Como você, fui educada para seguir as regras, agradar a todos e me comportar como uma menina de "boas maneiras". Fui educada para ser bem recebida por São Pedro, um homenzinho careca com asas de anjo que fica em frente àquele enorme portão que existe na entrada do céu. E mais, fui educada para ser sempre solícita. Assim sendo, já que ia para o céu, deveria levar comigo uma latinha de óleo lubrificante para que o portão não fizesse aquele horrível rangido e incomodasse o divino cântico dos anjos.

Eu juro que tentei.
Por muito tempo tentei fazer sempre tudo certo, e até consegui muitas coisas assim. Mas como cansa...
Além do cansaço fui descobrindo que essa forma de ser me tornava uma verdadeira chata! (difícil assumir isso em público, mas tenho com você um compromisso de ser verdadeira). Além disso, seguir sempre todas as regras fazia as minhas costas doerem. E meus ombros aos poucos foram ficando arqueados de tanto carregar aqueles enormes livros de certos e errados. Um dia olhei de relance a minha imagem no espelho e, por um instante, vi a triste imagem de um Corcunda de Notredame (em uma versão feminina e cabeluda) me fitando do lado de lá. Confesso... foi assustador!!!
Foi quando decidi deixar para trás todas aquelas cobranças. Sacudi os ombros e, mesmo sabendo que talvez São Pedro ficasse bravo comigo, decidi ser apenas quem eu poderia ser... eu mesma. Humana e cheia de imperfeições.

Talvez nem todos gostem de mim, eu sei. Talvez eu me perca de vez em quando, como acontece quando visitamos um país estranho. Talvez a vida não seja tão segura e confortável como eu gostaria. Mas de que adianta viver na gaiola mais confortável do mundo?
Todos nós nascemos com asas, e recebemos o dom de voar. Essa é a nossa verdadeira natureza. A minha. A sua.

A águia e a galinha
Existe uma metáfora muito explorada por Leonardo Boff. Ele até escreveu um livro com esse título: A águia e a galinha. A idéia que ele transmite é mais ou menos assim:
Todos nós somos águias!
Eu sou águia. Você é. Todos somos.
Somos dotados de capacidades que encantariam a todos os deuses do Olimpo. Somos seres dotados de uma força incrível, poderosos, capazes de enxergar tão longe quanto a águia que vive no alto da montanha. Mas muitas vezes nos sentimos e comportamos como galinhas que mal alçam vôo acima das suas companheiras que moram no galinheiro, desesperadas por garantir seu grão de milho diário.

Apesar de todo o potencial disponível, muitas vezes desperdiçamos toda uma vida sem nos erguermos um palmo acima do chão. Somos como águias com amnésia, esquecidos, empobrecidos. Somos reis mas muitas vezes nos sentimos pobres como mendigos.
Se eu pudesse bateria com uma varinha de condão na sua cabeça e faria com que a memória voltasse a você. Bem... não nasci fada, muito menos tenho varinha de condão. Mas tenho esse teclado, um pouco de bom humor e ousadia suficiente para brincar com as palavras. Confio que algo em você se agite ao ler estas linhas, que você se aposse da sua verdadeira natureza e descubra que possui asas fortes o suficiente para erguê-lo acima dos desafios cotidianos que muitas vezes parecem grilhões atando seus pés ao chão.

Espero ser capaz de despertar a mim mesma também.
Quem sabe, despertos, possamos voar juntos até São Pedro, contar-lhe uma boas piadas, rir todos juntos e assim garantir um passeio pelo céu de vez em quando?

Como desenvolver nossa Auto-estima

Como desenvolver nossa Auto-estima
Sirley Bittú


Quando somos crianças necessitamos da opinião de nossos pais (ou daqueles que desempenham esse papel) para nos sentirmos confirmados no mundo, aceitos “normais”, tanto perante os outros, como perante nós mesmos. Conforme vamos crescendo, a opinião de outras pessoas a respeito de nossas idéias e atitudes também se torna importante, afinal, somos seres sociais.
É nessa relação entre nosso mundo interno e o mundo externo que desenvolvemos nossa auto-imagem. O esperado é que gradativamente essa imagem possa ser checada com nossa própria avaliação de nossos potenciais e de nossos limites, a partir de uma percepção mais assertiva e cuidadosa de nossas verdades.

A auto-estima é um processo dinâmico que se inicia na infância e continua vivo durante toda a vida. É base significativa de toda nossa estrutura emocional, por isso é tão importante entender e tratar essa questão.

Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a nos relacionar afetivamente a exemplo das relações que vivenciamos durante nossa vida. Sabemos que temos um pouco de nossos pais e das figuras afetivas que nos acompanharam em nossa infância e que estes serão por muito tempo nossos modelos e nossas referências. A família é nosso primeiro grupo social e nos fornece os parâmetros que necessitamos para nos relacionar socialmente. Construímos com essas vivências nosso brasão pessoal, permeado por mitos e verdades sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nosso autovalor é formado ao longo do tempo, desde muito cedo, através da confirmação - ou não - de nossas atitudes,nosso comportamento, nossos desejos e nossas escolhas.

Durante nossa infância precisamos ser confirmados, ou, poderíamos dizer melhor, “alimentados”, pelo amor incondicional, recebido geralmente de nossos pais. Desta forma abrimos espaço para a segurança interna, a autoconfiança e conseqüentemente a autonomia e a independência. Para isso a qualidade da relação afetiva estabelecida com nossos pais faz muita diferença, tendo papel fundamental na confiança que temos nesse feedback.

O amor incondicional traz consigo a aceitação do outro e de seu “pacote completo”, com todos os seus “defeitos” e “qualidades”, mas o limite entre aceitação plena e a permissividade torna-se tênue e muitas vezes de difícil entendimento. Para exemplificar, vamos imaginar alguns pais que no difícil exercício do educar, erram pelo excesso, oferecem tudo sem pedir nada em troca, não ensinam o advento da gratidão. Como resultado podem dar origem a pequenos tiranos, crianças egocêntricas e prepotentes, que fatalmente sofrerão para entender que o mundo é maior que a extensão de sua casa. Outro engano comum no entendimento do amor incondicional é a ausência de limites.

Alguns pais simplesmente não conseguem colocar limite, muitas vezes por medo de frustrar a criança e com isso perder seu amor, deste modo dão a criança uma idéia equivocada de que tudo lhe é possível e permitido. O que muitos desconhecem é que o limite utilizado como parâmetro e não como simples cerceamento, é extremamente importante para o desenvolvimento da noção de respeito, pois tem papel essencial para ajudar a criança a perceber suas características próprias, dificuldades, seu potencial, sua existência e a existência do outro.

Durante a adolescência a confirmação ainda é buscada fora de si, no amigo, nos grupos, nos “iguais”; é a idade dos ídolos, das modas e do“papo cabeça”.
Cada pessoa vivencia essa fase a seu modo, variando conforme sua história de vida e sua personalidade.

Desta forma vamos aprendendo como somos importantes para o mundo e descobrindo nosso valor pessoal. Algumas vezes esse processo não ocorre como esperado, surgindo daí crianças, adolescentes e adultos inseguros, insatisfeitos e muitas vezes rancorosos com maior ou menor estima por si e pelos outros.

Uma das formas de reparar a “baixa” auto-estima, é buscar através do processo de aprofundamento seu autoconhecimento (psicoterapia), desenvolver um outro olhar sobre si mesmo, muitas vezes um primeiro olhar positivo sem préconceitos, num processo de revelação de suas características; aprendendo a fazê-las trabalhar a seu favor, descobrindo desta forma, quem realmente somos, quais os desejos, medos, necessidades, potenciais enfim, sua singularidade.

Olhando as qualidades e os defeitos que possui e aprendendo a aceitá-los, você estará “topando” o pacote completo, chegando mais perto do humano, revendo sua autocrítica e perdoando-se por ser genuinamente imperfeito.

Convivência - a arte da felicidade ou da guerra?!?

por Rosana Braga

Creio que não haja exercício mais difícil nesta vida do que conviver com o outro. Aceitar as diferenças e administrar os conflitos, sem que isso se torne uma guerra trata-se, certamente, de uma charada sagrada.

Sim, porque sem a convivência nos tornamos como que sem propósito. Afinal, embora muitas vezes nos esqueçamos ou prefiramos ignorar esta verdade, o fato é que tudo o que fazemos e somos está a serviço de apenas um objetivo: sermos reconhecidos e amados.

Porém, é também na convivência que reside nosso maior desafio, o mais humano e intrigante aprendizado, o mais intenso conflito a que nos submetemos durante toda nossa existência, do primeiro ao último suspiro!

É quando todos os nossos sentimentos - um a um – ficam aflorados, expostos, escancarados; algumas vezes de forma linda, mágica, encantadora... mas outras vezes, de forma ridiculamente mesquinha, pequena, assombrada...

Se considerarmos que passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho, haveremos de considerar que são as relações nutridas neste lugar que nos servem como práticas mais recorrentes.

Embora, geralmente, não estejam aí nossos encontros mais caros, é no trabalho que trocamos nosso comportamento por um valor determinado, previamente combinado, estejamos satisfeitos ou não com este montante.
Portanto, este pagamento nos induz, muitas vezes, a agir de modo comedido, engessado, como quem cumpre um script sem considerar os verdadeiros sentimentos.

Acontece que não fomos feitos para o fingimento e sim para a autenticidade, seja ela bonita ou não. Assim, mais cedo ou mais tarde, é quem realmente somos que fica em evidência e é a partir daí que encontramos bem-estar ou desespero, alegria ou angústia, prazer ou dor, conciliação ou tormento.

Justamente por isso que acredito piamente ser a gentileza nosso maior trunfo. Obviamente que não falo da gentileza protocolar, mas daquela genuína, capaz de promover a paz nos relacionamentos do cotidiano. Por isso, embora realmente seja difícil praticá-la em algumas ocasiões, penso que é urgente começarmos a ser gentis com aqueles que dividem conosco o ambiente de trabalho e com quem compartilhamos a mesma casa, o mesmo quarto e a mesma cama.

Por quê? Pra que? Até quando? Bem... se ao menos tentarmos e nos abrirmos para sentir os benefícios que a gentileza pode trazer para nossas vidas, tanto do ponto de vista interno, quanto relacional, certamente faremos um esforço.

10 dicas para ser gentil na convivência

1. Tente se colocar no lugar do outro. Tente de verdade, com todo o seu ser.
É eficiente demais esse exercício!

2. Aprenda a escutar. Esvazie seus ouvidos para absorver o que o outro está dizendo. Aí pode estar a solução que nem ele ainda foi capaz de enxergar.

3. Pratique a arte da paciência. Julgamentos e ações precipitadas tendem a causar desastres horrorosos.

4. Peça desculpas, especialmente se esta opção lhe parecer difícil demais.
Isso pode definitivamente mudar a sua vida!

5. Procure ao menos três qualidades no outro e perceba que esse hábito pode promover verdadeiros milagres.

6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são verdadeiras preciosidades para todos.

7. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

8. Analise a situação. Deixe a decisão para o dia seguinte, se estiver de cabeça quente. Alcançar soluções pacíficas depende também do seu equilíbrio interno.

9. Faça justiça. Esforce-se não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras, mas para que você e as pessoas ao seu redor fiquem bem!

10. Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados!

A arte de viver juntos

A ARTE DE VIVER JUNTOS
Roberto T. Shinyashiki

Muitas pessoas formam um casal pensando que vão iniciar uma grande brincadeira
cujo objetivo maior é o prazer.
A experiência mostra que esses que pensam apenas no gozo são os que mais sofrem numa relação.

Depois de algum tempo, vêm as insatisfações, as frustrações, as cobranças, a rotina e o tédio.
A pessoa se sente como um peixe no anzol: tentou comer a minhoca e acabou virando comida de pescador!

Quando duas pessoas desejam se unir, devem criar um espaço no qual possam desenvolver a capacidade de viver a dois, buscar soluções criativas à medida
que os obstáculos aparecem e aprendem a desfrutar todas as formas de viver com amor.

Após a grande libertação sexual dos anos 60 e 70, ficou fácil para as pessoas se encontrarem e terem relacionamentos ocasionais,em que aliviam as tensões, conhecem gente diferente e gozam de momentos agradáveis.
Mas, ao mesmo tempo, cada vez mais, elas sofrem com a "ressaca sexual" - aquela sensação de vazio, culpa e insatisfação que acompanha tais relacionamentos.

A pessoa acorda de manhã e se pergunta: "Meu Deus, O que estou fazendo nesta cama,
ao lado desta pessoa". Já dizia um poeta: "Deitei ao lado de um corpo e acordei à beira de um abismo..."

A ressaca sexual aparece toda vez que se comete uma agressão íntima contra si mesmo e, sem dúvida, é um aviso de que precisa ser mais cuidadoso.
No passado, muitas pessoas experimentavam a "ressaca moral" por ter transgredido
uma regra aprendida na infância, como a norma de que se deve ser fiel ao esposo ou praticar sexo apenas depois do casamento.

Mas hoje, o que nos chama a atenção é a ressaca sexual, cada vez mais experimentada
por mulheres e homens que tiveram um grande número de relações superficiais e passageiras.
Passada a euforia da "liberação sexual", as pessoas estão sentindo falta de relações profundas e sólidas!
Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado de viver a dois; é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no mais íntimo.

Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma,
no qual cada um dos nossos movimentos é mostrado sem a mínima piedade.
Ao mesmo tempo que conhecemos melhor o outro, entramos em contato com nossas inseguranças também. E aí começa o inferno...
Em vez de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro eu, tenta-se quebrar o espelho.

Como é possível quebrar esse espelho?
Há muitas formas, porém as mais freqüentes são:fugir da intimidade, culpar o outro, não assumir as próprias responsabilidades na relação desacreditar o amor.
Viver com alguém é uma oportunidade de conhecer o outro, mas também a maior chance
de entrar em contato consigo mesmo.
Apenas quando conseguimos nos enxergar por inteiro é que percebemos o medo de nós mesmos e nos damos conta de que precisamos evoluir para nos tornar pessoas melhores.
Começamos, então, a nos capacitar para o amor.

Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação,
e ele respondeu: "Um cachorro".
Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou:
"Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d'água.
Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida.
O cachorro, então, fez uma cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo, e a imagem o arremedou.
Então, ele fugiu de medo e ficou observando, distante, durante longo tempo, a água.
Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente.
Num dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção
à água, atirou-se nela e saciou sua sede.
Desde esse dia, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado.
E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim.
Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com a minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com as imagens que eu ficava projetando nos outros".

Texto do livro:
"Amar Pode Dar Certo"

A ilusão do reflexo

A ilusão do reflexo

Conta-se que um pai deu a sua filha um colar de diamantes de alto preço.

Misteriosamente, alguns dias depois o colar desapareceu. Falou-se que poderia ter sido furtado.

Outros afirmaram que talvez um pássaro tivesse sido atraído pelo seu brilho e o levado embora.

Fosse como fosse, o pai desejava ter o colar de volta e ofereceu uma grande recompensa a quem o devolvesse: R$ 50.000,00.

A notícia se espalhou e, naturalmente, todos passaram a desejar encontrar o tal colar.

Um rapaz que passava por um lago, próximo a uma área industrial, viu um brilho no lago.

Colocou a mão para proteger os olhos do sol e certificou-se: era o colar.
O lago, entretanto, era muito sujo, poluído, e cheirava mal.

O rapaz pensou na recompensa. Vencendo o nojo, colocou a mão no lago, tentando apanhar a jóia.

Pareceu pegá-la, mas sentiu escapulir das suas mãos. Tentou outra vez. Outra mais. Sem sucesso.

Resolveu entrar no lago. Emporcalhou toda sua calça e mergulhou o braço inteiro no lago.

Ainda sem sucesso. O colar estava ali. Mas ele não conseguia agarrá-lo. Toda vez que mergulhava o braço, ele parecia sumir.

Saiu do lago e estava desistindo, quando o brilho do colar o atraiu outra vez.

Decidiu mergulhar de corpo inteiro. Ficou imundo, cheirando mal. E ainda nada conseguiu.

Deprimido por não conseguir apanhar o colar e conseqüentemente, a recompensa polpuda, estava se retirando, quando um velho passou por ali.

O que está fazendo, meu rapaz?

O moço desconfiou dele e não quis dizer qual o seu objetivo. Afinal, aquele homem poderia conseguir apanhar o colar e ficar com o dinheiro da recompensa.

O velho tornou a perguntar, e prometeu não contar a ninguém.

Considerando que não conseguia mesmo apanhar o colar, cansado, irritado pelo fracasso, o rapaz falou do seu objetivo frustrado.

Um largo sorriso desenhou-se no rosto do interlocutor.

Seria interessante, falou em seguida, que você olhasse para cima, em vez de somente para dentro do lago.

Surpreso, o moço fez o recomendado. E lá, entre os galhos da árvore, estava o colar brilhando ao sol.

O que o rapaz via no lago era o reflexo dele.

A felicidade material se assemelha ao reflexo do colar no lago imundo.

Na conquista de posses efêmeras, quase sempre mergulhamos no lodo das paixões inconseqüentes.

A verdadeira felicidade, no entanto, não está nas posses materiais, nem no gozo dos prazeres.

Ela reside na intimidade do ser. Nada ruim em se desejar e batalhar por uma casa melhor, um bom carro, roupas adequadas às estações, uma refeição deliciosa.

Nada ruim em desejar termos coisas. A forma como as conquistamos é que fará a grande diferença.

Se para as conseguir, necessitamos entrar no lodaçal da corrupção, da mentira, da indignidade, somente sairemos enlameados, e infelizes.

Esse tipo de felicidade é como o reflexo do colar na água: pura ilusão.

Somente existe verdadeira felicidade nas conquistas que a honra dignifica, que a consciência não nos acusa.

Pensemos nisso. E, antes de sairmos à cata desesperada de valores materiais expressivos, analisemos o que necessitamos dar em troca.

Porque nada vale que mereça sacrificar a honra, a dignidade pessoal, a auto-estima, a vida espiritual.

(conto de autoria desconhecida.)

Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz...

Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz...
Rosana Braga

Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade absurda.

Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser urgentemente revisto, reavaliado e reconduzido.

Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário que vivemos atualmente.

Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não faz muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que ganhava – a partir de então – um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então.

Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacão, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma...

E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?

Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado...

Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...

E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero? Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?

Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.

O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro!

Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão totalmente desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!

Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.

A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante.

E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...

No amor, escolhemos ou somos escolhidos?

No amor, escolhemos ou somos escolhidos?
Sirley Bittú

Quando alguém me procura para iniciar uma psicoterapia por se sentir sozinho, ou descontente com algum aspecto de sua vida, costumo sugerir inicialmente uma “checagem” de sua vida emocional e afetiva.

As perguntas:

“Por que estou sozinho?” “Porque não consigo encontrar alguém para mim?”
Podem ser substituídas por: “O que fiz com minha vida”? “Que pessoas eu encontrei e quais eu não me permiti encontrar”? “O que estou buscando”?
“Quem estou realmente buscando”? Ou mesmo: “Quero ter alguém neste momento em minha vida?”.

As escolhas que fazemos estão sempre ligadas a nossos desejos, sejam eles conscientes ou não. Se você hoje tem alguém ao seu lado que não lhe satisfaz, ou que te traz algum sofrimento, certamente esta pessoa atende alguma outra necessidade que pouco você percebe, mas que no momento é a mais importante e a mais forte.

Se você não tem ninguém ao seu lado pode ser porque de alguma forma preferiu isso; ou por medo ou por egoísmo ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo que nem você tem consciência ainda.
Ninguém está fadado a ficar sozinho, pois a solidão afetiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos em nossa vida.

É verdade! A solidão não é obra do acaso ou de falta de sorte. Você escolhe estar sozinho ou acompanhado baseado - é claro - no seu entendimento do que é melhor para você e no que vai lhe fazer sofrer ou não.
Muitas pessoas entram em depressão por sentirem-se sozinhas, não escolhidas, abandonadas, pouco interessantes e na maioria das vezes elas se tornam assim mesmo, confirmando suas próprias previsões. Interagir, relacionar-se é viver; vida
é emoção, é saúde, é alegria e amor.

Não existe um lugar certo para encontrar alguém especial, o que existe é a percepção do quanto você é especial e importante em sua própria vida. Estar disponível para viver a própria vida, permitir-se saboreá-la, seja de que forma for, é uma atitude que interfere e modifica a qualidade dos relacionamentos que você empreende.

Você pode ter alguém a seu lado que você nunca realmente olhou como homem ou como mulher, simplesmente por estar muito preocupada(o) com um ideal de companheiro(a), ou mesmo de namorado(a).

A pessoa perfeita não existe, porque o ser humano é genialmente imperfeito, o que faz com que as relações sejam ainda mais interessantes e excitantes.
Para entender isso, basta olhar a natureza, onde a diferença e complementaridade propicia a interação das espécies e sua sobrevivência.

Nas relações dos contos de fadas a princesa precisa ser bela, ingênua e pura em seus sentimentos para, “no final da estória”, ser recompensada com um lindo, ingênuo e puro príncipe. No mundo real queremos ser felizes já! Além do mais, estas relações não se sustentariam, afinal, qual príncipe suportaria uma princesa mal-humorada, em TPM, com dor de cabeça, mimada e eternamente insatisfeita? E o inverso então? O príncipe viraria sapo rapidinho!

As relações que fazemos de forma saudável têm o caráter da troca e relacionam-se a um entendimento mais amplo desse forte sentimento humano que é o amor. Amar significa relacionar-se ao pacote completo, encantar-se com as qualidades sem negar os defeitos, ou seja, amar apesar dos defeitos.

Na relação estamos aprendendo e ensinando algo também. Dando e recebendo.
Para isso é preciso primeiro saber que você tem algo a oferecer ao mundo.
Sempre terá e não é necessário ser o ápice da beleza e perfeição corporal, ou um Einstein, tampouco a própria gueixa subserviente e passiva aos caprichos e desejos de alguém, para merecer ser amada(o).

Respeito próprio, amor próprio, auto-estima, autoconfiança, aceitação, determinação. São as bases para uma possibilidade de relacionamento. Veja que todos esses conceitos remetem primeiro a você próprio e depois ao outro.

A forma de buscar relações muda, mas a necessidade humana continua a mesma.
O ser humano necessita se relacionar, precisa desse élan vital que a troca de experiências propicia para sobreviver, se desenvolver e se sentir feliz.
Encontramo-nos então com um novo desafio: como conseguir estabelecer uma relação mais íntima mais cúmplice, baseada na confiança verdadeira e genuína?

Primeiramente comece com você mesmo, estreite as relações consigo mesmo, se conheça mais, se respeite e acima de tudo se aceite, olhe para seus medos, trabalhe-os, procure resolvê-los, valorize o que tem de bom e cuide do que te atrapalha, só assim conseguirá ser livre o suficiente para se relacionar com alguém.

Melhor levar um grande susto do que passar a vida inteira assustado...

Melhor levar um grande susto do que passar a vida inteira assustado...
Rosana Braga

- Agora, eu vou às sessões de terapia só para conversar. Já estou bem... Não tenho mais nada a tratar em mim.

E eu comentei, com tal espanto que quase alterei meu tom de voz:
- O quêêêêêê?!? Como assim?!?!?

Ele faz terapia há apenas dois anos e se considera uma pessoa resolvida, sem questões internas a serem olhadas, como se nada precisasse ser revisto, melhorado, lapidado...

Acrescentei, de certa forma aliviada:
- Apesar de todo meu trabalho de autoconhecimento, ainda vejo tanto em mim a ser descoberto. Ainda me defronto com tantas limitações e tanto a aprender, a ampliar, a conquistar para me tornar uma pessoa mais integrada e mais humana, com toda a complexidade que essa condição nos impõe... E você se considera pronto e acabado depois de dois anos se olhando?!?

E ele respondeu (felizmente) num tom titubeante:
- É...

Prefiro acreditar que aquele “é” final serviu apenas para provar o quão em dúvida ele ficou acerca de um diagnóstico que definitivamente não combina com a ‘metamorfose ambulante’ que todos nós deveríamos ser, como tão inteligentemente compôs Raul Seixas.

E cá fiquei, como de costume, me fazendo vários questionamentos, especialmente sobre mim mesma e o quanto o meu próprio caminho faz sentido ou não, o quanto eu já deveria me sentir resolvida também ou não, o quanto essa minha busca que considero ser pra vida toda é mesmo imprescindível ou não. E me lembrei de uma frase que ouvi, certa vez, de uma pessoa muito sábia – Edda Meceni:

“É melhor levar um grande susto do que passar a vida inteira assustado”.

E creio que consegui compreender um pouco mais sobre a dinâmica que a maioria de nós prefere usar durante a vida. É isso: a gente prefere viver assustado, experimentando pequenos sustos diários. Um medinho de tentar um trabalho novo hoje, um medinho de investir numa relação amanhã, outro medinho de apostar num dom artístico depois de amanhã... e assim vamos levando...

Criamos pequenos impedimentos, todos os dias, para nós mesmos e nos acostumamos tanto a eles que nem os percebemos mais. Obstáculos que vão se transformando em desistências; sustinhos que se tornam quedas e machucados quase imperceptíveis, não fosse pela dorzinha latejante que insiste em causar um descompasso em nosso coração...

No mais, vai ficando também aquela sucessão de pequenos vazios causados pela angústia da não-realização... e a gente vai levando, preferindo acreditar que tá tudo resolvido dentro da gente...

Mas e aí? Cadê a profundidade, donde vem o mais verdadeiro e o mais valioso que pode existir em nós? Como chegar até lá se não nos entregarmos ao grande susto?!?

Como enxergar quem realmente somos sem aceitar a possibilidade de que algumas de nossas mais convictas verdades talvez sejam grandes mentiras, e que algumas de nossas mais convictas mentiras tenham lá seu fundo de verdade?!?

Como sair da cômoda posição de ‘assustadinhos’ e nos permitirmos, de vez em quando, um enorme susto, um desespero criativo, que muda tudo, que faz a gente recomeçar, e que nos mostra o quanto ainda temos a crescer?

Olha, nada tão monstruoso quanto pode parecer... Na verdade, basta que nos entreguemos um pouco mais, que sejamos mais flexíveis, menos endurecidos, menos cheios de certezas absolutas. Minha sugestão é que basta um pouco mais de espaço para o desconhecido e um tantinho de coragem para o grande susto que, por fim, coloca tudo em seu devido e mais perfeito lugar...

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