Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O medo do Desconhecido

Contam as lendas que um dia um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército árabe.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: “assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido”.

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

Pense nisso!

Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá à liberdade.

Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.

Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que tenhamos que seguir só.

Por vezes, é preciso nadar contra a corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade e infelicitam os seres.

-recebido sem autoria-

O cordão umbilical

Deus é perfeito e faz tudo com perfeição!

Costumo dizer que todas as lições que precisamos aprender para bem viver estão nas coisas simples da vida. É suficiente abrirmos os olhos, que sejam físicos, que sejam do coração.

Uma criança está ligada à mãe pelo cordão umbilical em um tempo normal de nove meses. Passado esse período, essa ligação já não é mais benefício, mas, ao contrário, representa um perigo de vida para os dois.

É maravilhoso perceber que Deus estabeleceu um tempo para que um novo ser humano possa começar sua independência.

Há pais que vivem a vida inteira e não se dão conta disso. Eles querem carregar seus filhos nas costas, a fim de evitar sofrimentos e pensam fazer isso por amor. Mas o que é amar?

Amar é saber a hora certa de cortar o cordão umbilical. Fazendo tudo por nossos filhos, nós os sufocamos e os deixamos despreparados para a vida. Nosso medo é que eles sofram. E daí? Quem não sofre? Quem pode evitar esse caminho?

Amar não é correr o tempo todo atrás das nossas crianças para evitar que caiam, mas estar ao lado delas cada vez que caírem para sanar os ferimentos e dar apoio, um abraço, um beijo, uma simples presença.

Deus, que é nosso Pai maior e conhecedor de todas as coisas, também permite que passemos por caminhos difíceis, às vezes mesmo quase insuportáveis e Ele não nos ama menos por isso. Nós damos muito mais valor às coisas que obtemos com dificuldade e o Senhor sabe disso. Mesmo Jesus conheceu a fome, sede, dor e angústia. E Ele é o Filho do Rei, ele é perfeito...

Amar não é construir no lugar dos nossos filhos, é ensiná-los o valor de construir e o prazer de ver o resultado. É ensiná-los que a vida não nos oferece tudo e que na maioria das vezes precisamos lutar para alcançar as coisas, precisamos passar por sacrifícios, nos resignar e aceitar que não somos perfeitos, mas que dentro da nossa imperfeição, podemos dar o melhor de nós.

Não podemos criar nossos filhos numa redoma de vidro, por que não somos eternos e por que isso seria injusto para eles. Crianças superprotegidas serão adultos mancos para a vida toda e correm o risco de sofrer muito mais do que aqueles que cedo aprenderam que não importa se a gente cai e se machuca, a gente se levanta sempre e pode recomeçar cada vez.

Às vezes o maior presente que podemos dar aos nossos filhos é deixar que caminhem sozinhos, que façam suas experiências, que experimentem as lágrimas e o gosto do sal, as decepções das derrotas e o grandioso sabor das vitórias.

Amar é libertar.

Mesmo se isso dói em nós...

Pense nisso...

Letícia Thompson

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Na Bênção da vida

Mal você acorda pela manhã, e muitas preocupações passam a ocupar a sua mente.
São tantas as providências que tem a tomar que muitas vezes fica atordoado e nem vê o dia acabar.
As coisas mais comezinhas e as mais graves são alvos de sua atenção, ocupando-lhe as horas.
A noite chega e, quando você se dá conta está exausto, extremamente exausto.
Mastiga o jantar enquanto tenta digerir os problemas que ficaram pendentes.
Bem, mas agora é só amanhã...
Um banho rápido e, cama.
Isto é tudo o que conseguirá fazer.
Algumas horas de sono e novamente o dia lhe convida a agir...
E lá vai você outra vez.
As horas se sucedem, os dias se vão, os meses se transformam em anos, e você passa pela vida sem se dar conta das muitas bênçãos que ela lhe oferece, bem como a todas as criaturas que dividem com você o planeta.
Mas, apesar da indiferença, um novo dia se apresenta para ser vivido.
E este dia talvez seja oportuno para você lançar um olhar mais atento ao mundo a sua volta buscando interagir, de maneira consciente, com essas forças inteligentes.
Descubra o valor das concessões que o senhor lhe faz pelas mãos da vida e distenda alegria e reconhecimento por toda a parte.
Observe a natureza, abençoando sem cessar, através das próprias forças em movimentos.
Nascem frutas saborosas em árvores cujas raízes se prendem à lama...
Correm brisas leves, entoando melodias suaves, em apertados vales onde cadáveres se decompõem.
Cai o orvalho da noite sobre o solo ressequido e misérrimo, crestado pelo sol.
Voejam borboletas delicadas nos rios de ar ligeiro qual festival de cor flutuante sobre campina pontilhada de flores miúdas.
Desabrocham, além, espécies variadas da flora que o pólen feliz fecunda em todo lugar.
Rutilam constelações no manto da noite salpicando a terra de diamantes preciosos.
Em cada madrugada renasce o sol dourado, purificando o charco, vitalizando o homem, atendendo à flor sem indagar da aplicação que lhe façam dos raios beneficentes.
Não se detenha e recorde os tesouros com que o bem lhe enriquece o coração, através dos valiosos patrimônios da saúde e da fé, da alegria e da paciência, e vá em frente.
Indiferença é enfermidade.
Medo é veneno que mata lentamente.
Acenda a luz da coragem na alma, a fim de que você não se embarace nas dificuldades muito naturais que seguem ao lado dos seus compromissos em relação à vida.
Confiança em nossos atos é fortalecimento para a coragem alheia.
Otimismo nas realizações também é aliança de identificação com as esferas superiores.
Pense nisso!
Você não está no mundo em vão.
Aproveite a oportunidade, valorize as bênçãos da vida, difunda gratidão e alegria por onde passar, com quem estiver, com as concessões que possuir, justificando em atos edificantes a sua passagem pela terra.
Você não é figurante nos palcos da vida terrestre: é protagonista, é lição viva, é peça importante nessa imensa engrenagem chamada sociedade.
Pense nisso, e movimente-se em harmonia com essas forças poderosas e inteligentes que agem por toda parte.

-Desconheço Autoria-

A Porta Mais Larga do Mundo

Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.
Admirado mediu-a de novo.
Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.
Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.
Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.
Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.
E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar...
Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos...
Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.
Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.
Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça...
Ela ainda me chama insistentemente...
Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!
Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "você bebe socialmente, lembra-se?"
Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.
E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "quando eu quiser, eu paro".
Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa...
Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.
Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vitimas.
Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente...
Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.
Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.
E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.
Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.
Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.
Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 foram internados 84.467 brasileiros por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso do álcool, demandando um gasto de mais 60 milhões de reais?
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o álcool é a droga mais usada pelos jovens no Brasil.
Segundo pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras em 2001, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o consumo começa cedo: em média, aos 13 anos. E o pior é que o álcool é a porta principal de acesso às demais drogas.
E você sabia que a influência da TV e do Cinema nos hábitos de crianças e adolescentes foi recentemente comprovada por pesquisadores da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos?
Por todas essa razões, vale a pena orientar nosso filho para que não seja mais um a aumentar essas tristes estatísticas.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida e em matéria publicada pela Folha de São Paulo em 24/03/2002, intitulada “Nunca se bebeu tanto na TV".

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O raio de luz

Todas as noites antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto afagava-lhes os cabelos anelados.

Diariamente escolhia um assunto que encontrava no evangelho, ou em algum acontecimento do cotidiano.

Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças.

Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão, porque apagaria todas as luzes da casa, de propósito.

E assim o fez.

Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos.

Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu.

O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava a sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objeto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante.

O pai, aproveitando a oportunidade esclareceu: “nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objetos.

Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta.

Alguns contornos podem enganar nossos sentidos.

Muitos detalhes passam despercebidos.

As cores deixam de ser perceptíveis.

“A ausência de luz dificulta nosso caminhar, porque não conseguimos notar com segurança para aonde estamos indo.”

Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo.

As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala.

“Vejam!” – convidou o pai –“percebam como tudo parece diferente na presença da luz.

As sombras já não mais nos confundem.

Agora as formas assumem contornos mais exatos.

“Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direção correta.”

Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama.

A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém.

Registramos a luz sem nos adentrar em sua grandeza.

O raio de luz penetra a furna escura, levando a réstia de claridade que espanca as trevas.

Adentra o vale sombrio e estimula o florescer.

Atinge a gota d’água e reverte-a em um diamante multicolorido.

Visita o pântano e transforma-o em jardim, em pomar.

Viaja pelo ar, aquece vidas e alimenta-as.

Beija as corolas e desata perfumes inesquecíveis.

Aninha-se no cristal e ele reverbera, embelezando-se ainda mais.

***

Não nos deixemos adoecer pelo amolentamento.

Há tantas possibilidades de darmos utilidade e beleza à vida.

Com o exemplo da luz, o Criador convida-nos a fazer o mesmo.

Desfaçamos as sombras nos corações.

Drenemos os charcos das almas.

Projetemos alegrias fomentadoras de vida naqueles que se encontram combalidos pela tristeza e pelo desalento.

Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando, assim, também, nossos próprios caminhos.

Equipe de Redação do Momento Espírita

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Basta acreditar

Os cientistas estão cada vez mais convictos de que ter fé pode auxiliar na cura de doenças. O sentimento de crença, seja qual for a religião ou até para quem é ateu, é a convicção de que algo é verdadeiro, sem necessitar de provas - Por Carolina Brito.

Acreditar em Deus reduz stress, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, publicaram um estudo na revista Pyschological Science, que mostrou as reacções cerebrais em religiosos e em ateus. Os que eram religiosos tiveram uma menor actividade de uma parte do cérebro chamada córtex cingulado anterior. “É como um alarme que toca quando se comete um erro”, disse Michael Inzlicht, coordenador da pesquisa.

Os religiosos são menos ansiosos e stressados quando erram. O grupo de ateus argumentou que o estudo não provou que Deus existe, apenas que ter fé é um benefício.

De acordo com o médico especialista em comportamentos, Dr. Leandro Romani, a importância da fé existe desde o momento em que o Homem começou a observar os fenómenos naturais e pôde identificar algo maior que si próprio, atribuindo um sentimento de confiança e estabelecendo uma relação de crença e conexão com a natureza.

“Com o desenvolvimento de algumas estruturas cerebrais ao longo da evolução humana, houve o aprimoramento de novas habilidades de percepção, pensamentos e sentimento, possibilitando também novas formas de se vivenciar a fé”, explica.

Em muitas situações, quando há o desenvolvimento de um raciocínio que sustente a fé, o médico afirma que esta pode trazer conforto, tranquilidade e facilitar a resistência ou até mesmo ajudar a enfrentar um problema.

A cura pela fé

Existem trabalhos científicos que levam em conta o papel da espiritualidade no processo de recuperação da saúde e até mesmo no processo de adoecer.

“Espiritualidade é uma conexão com algo maior e com outras pessoas, associada a um propósito para a vida, podendo estar associada ou não à crença em Deus ou a uma religião”, comenta o Dr. Leandro.

Ele salienta que é importante utilizar todo o arsenal terapêutico que a ciência oferece para que a fé possa facilitar o processo de cura. A mente comunica-se com o corpo por intermédio do cérebro. “Quando nos lembramos de uma situação de prazer, são acionadas algumas áreas do cérebro como se estivesse a realizar aquela atividade, estimulando a produção de hormônios do prazer que trazem uma sensação de bem-estar”, diz o especialista.
A medicina atual considera que os sistemas orgânicos estão interligados. O Dr. Leandro explica que se fala muito em psico-neuro-imuno-endocrinologia, ou seja, os aspectos psíquicos (pensamentos) influenciam o sistema nervoso (cérebro, medula e nervos periféricos), que está ligado ao sistema imunológico (células de defesa) e ao endócrino (hormônios).

Quando um destes está “desregulado”, afeta os outros, e quando procuramos “ajustar” uma destas partes, as outras também podem ser afinadas. “Ao considerarmos a fé como uma convicção, ela poderá influenciar os processos cerebrais e a produção de hormonas e de células de defesa”, enfatiza.
Dr. Leandro conta que, em 1999, o Dr. Humer publicou um estudo que durou 9 anos, com mais de 21000 pessoas na revista Demograph. A pesquisa mostrou que quem era religioso, pelo menos uma vez na semana, vivia 7 anos a mais, quando comparados com os que não tinham esta prática. “O profissional de saúde precisa fortalecer a fé e a espiritualidade dos seus pacientes, pois existem evidências científicas dos seus benefícios e deixar de considerá-las é negligenciar a promoção da saúde”, finaliza o profissional.

Consultoria: Dr. Leandro Romani, médico especialista em comportamento
http://saudedamulher.pt/bem-estar_basta-acreditar.php

Estrelas

Quando um sonho se torna realidade, a gente nem acredita. Não sabe se chora, se ri ou se grita. Se belisca. Abre e fecha os olhos. Apalpa.

Talvez esteja dentro da nossa natureza não acreditar na realização dos próprios sonhos. Uma natureza pessimista. A gente espera, certo, mas no fundo não acredita. Olhamos para eles como olhamos para o arco-íris e as estrelas: lindos, encantadores, maravilhosos e inatingíveis. Mas gostamos de olhar, mesmo cientes que nunca poderemos tocá-los. O fato de existirem já é um encanto e um milagre Divino. Nos satisfazemos.

E justamente por que não acreditamos, não corremos atrás, não construímos, não tentamos. Olhamos para o que outros conseguem e nos dizemos que eles têm muita sorte. Não nos incluímos nessa categoria.

Mas se um dia resolvemos pegar as sete cores do arco-íris e trazer pra realidade das nossas vidas, veremos que nós também temos muita sorte, que nós também podemos. Se aproveitamos o brilho das estrelas para iluminar nosso caminho e não nos cegar, veremos que teremos uma caminhada mais nítida.

Só vivemos de cinza por opção, pois a vida é colorida, é intensa. Vamos olhá-la com olhos nus. Tocá-la. Vivê-la. Amá-la. Correr atrás do que desejamos e esticar os braços até alcançarmos. Subir escadas, transpor barreiras. Lutar pelo que nos realizará. Brigar, se for preciso. Chorar, mas de pé.

Talvez assim a gente não se surpreenda tanto quando nossa mão atingir, mesmo se timidadente, uma das cores do arco-íris ou a ponta de uma estrela. Talvez outros se surpreendam. Mas nós não. Por que acreditamos. Por que bem nos nosso íntimo sabíamos que o caminho poderia ser longo, mas que um dia chegaríamos lá.

Pense nisso...

Muita Paz!

Letícia Thompson

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