Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Prece indígena


Prece indígena

Há uma prece indígena que diz:

"Deixem-me seguir as pegadas do meu inimigo por três semanas,
carregar o mesmo fardo e passar pelas mesmas provações que ele,
antes de dizer uma só palavra de desaprovação à sua conduta".

São palavras que encerram uma profunda sabedoria.
Julgar o procedimento alheio, sem antes procurarmos entender os motivos que o levaram a agir assim, é o caminho mais fácil, porém é também o que mais nos leva a cometer injustiças.
Sempre esperamos que os outros entendam nossas motivações e quando não o fazem nos sentimos injustiçados.

Mas será que nós procuramos sempre entender as razões alheias?
Será que, ao menos por um instante, seríamos capazes de tentar imaginar como agiríamos se estivéssemos no lugar da outra pessoa?

Poucos de nós ao menos tentam.
Mas, a maioria de nós não hesita em desaprovar tudo que esteja contrariando aquilo que considera "certo".

Experimente, ao menos uma vez,
carregar o fardo de seu inimigo...

Encontre seu eu superior


Encontre seu eu superior
Por Patricia Gebrim

Dentro de todos nós existe um "Eu" (vou chamar de Eu Superior) que reflete as nossas mais belas qualidades. Faz parte desse Eu a nossa sabedoria, a nossa capacidade de amar, a nossa força, a nossa coragem, a nossa luz. É ele quem nos indica sabiamente a direção a tomar quando estamos perdidos, é ele quem nos encoraja a superar obstáculos e nos empurra com firmeza em direção à vida e ao crescimento. É ele que nos ajuda a acreditar em nós mesmos, a amar e a perdoar.

Você não gostaria de ter alguém assim ao seu lado?
Mas você pode estar se perguntando, se todos temos dentro de nós um Eu Superior, porque tantas vezes nos sentimos perdidos, apegados a situações limitadoras, abandonados e absolutamente sós?
Bem, imagine a sua vida como se fosse uma floresta. Visualize essa floresta com vários tipos de plantas, muitas delas medicinais. Vizualize também pedras, grandes e pequenos animais e tudo o mais que faz parte de uma floresta, da sua floresta. Imagine agora que nessa floresta exista uma pequena rosa azul, meio escondida pela vegetação, e que essa rosa tenha a capacidade de curar todas as suas doenças, sejam elas do corpo, das emoções, da mente ou da alma.Imaginou?
Pois bem... talvez você caminhe por essa floresta por toda uma vida e nunca sequer repare naquela flor. Talvez esteja sempre tão apressado, que nunca tenha sentido o suave aroma de suas pétalas, nem reparado na vibrante tonalidade daquele azul. Talvez você prefira acreditar que rosas azuis não existem. E se você acreditar nisso, eu lhe digo, assim será. E a sua rosa permanecerá lá, intocada, sem ser descoberta, por toda a sua vida.Rosas azuis existem? (a decisão é sua)
Assim é seu Eu Superior. O tempo todo (agora mesmo!) ele está aí, dentro de você, esperando que você o descubra. Sua presença é sutil, e para encontrá-lo você precisa aprender a valorizar essa sutileza. Você percebe como a sua mente é barulhenta? São pensamentos e mais pensamentos se repetindo, um após o outro, falando sempre as mesmas coisas, rodando e rodando até que você se sinta cansado ou, como diz uma grande amiga minha, até ficar com a "cabeça gorda" de tanto pensar!

Como ouvir a voz de seu Eu Superior em meio a tanta agitação? Como sentir o suave aroma de uma rosa azul meio escondida entre as folhagens, se você sempre passa correndo pela floresta sem nem mesmo perceber que lá é a sua verdadeira morada?

Quantas vezes você pára um pouco a sua vida para estar mais próximo de você mesmo? Observe sua rotina. Você tem momentos de silêncio em sua vida?
Consegue ficar só com você mesmo? Sem ler nada, sem conversar, sem TV ???
Por "cinco" minutos?
Cinco minutos para você!
Para aqueles que querem reencontrar seu Eu Superior e não sabem por onde começar, eu vou propor um começo. Vai parecer fácil, mas se você tentar "meeesmo" colocar isso em prática, verá que não é tão fácil assim. Bem, a minha proposta é que você dedique a si mesmo, e só a você, cinco minutos, todos os dias. Apenas cinco minutos. Cinco minutos em que você feche os olhos e se imagine entrando na sua floresta, em busca da sua rosa azul. Que tal?
Acredite, você precisa se voltar para dentro, porque você não vai encontrar seu Eu Superior no mundo externo. Você precisa entrar na floresta, precisa reencontrar sua natureza interna, ouvir seu ritmo, lembrar-se de quem você é. E então, quando você tiver reatado contato com essa parte luminosa de você, poderá voltar-se para fora e descobrirá que essa luz estará em tudo o que existe, como se a separação entre o dentro e o fora deixasse de existir.
Quando você se torna sagrado, percebe que tudo é sagrado também.
Os momentos da minha vida em que me senti mais próxima de meu Eu Superior foram momentos simples.

Tive uma idéia... Vou dividi-los com vocês. Deixem me lembrar... ah... quando brinquei com minhas cachorras naquelas poças de água. Ou quando eu era criança e me deitava à noite naquele colchonete velho, lá na casa de Ubatuba e ficava sozinha olhando para o céu. Ou naquela vez em que saí para pescar ao luar com meu pai e tudo se tornou magicamente perfeito. Na verdade, não importa tanto "o que" se esteja fazendo, e sim "quem estamos sendo". Encontrar o Eu Superior é estar plenamente presente, aceitando tudo como é. É tornar sagrado o momento, seja ele qual for. É ter a noção de que a vida é um pequeno sopro que acontece num instante tão mínimo, que não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar um segundo sequer.
Agora mesmo você pode sentir o que estou tentando lhe dizer, se perceber o quanto este exato momento é único em sua vida. Este exato momento em que você lê estas linhas no seu computador nunca se repetirá. Este momento contém tudo o que você precisa para reencontrar seu Eu Superior, e com ele a totalidade da Vida. Basta que você mergulhe nele, agora mesmo, como se não existisse nenhum passado e nenhum futuro. Como se este momento fosse a sua única chance de tocar a felicidade. E é!
Quando reencontramos o nosso Eu Superior e aprendemos a mantê-lo em nossas vidas, tudo adquire um novo significado. Nossa visão se amplia, nossos sentidos se refinam, nossas emoções se acalmam, nosso pensamento adquire a clareza cristalina de um lago de águas límpidas e tranquilas. Finalmente nos sentimos em paz, mesmo em meio aos movimentos, muitas vezes caóticos, da vida. É como se encontrássemos um lugar seguro e sempre disponível dentro de nós.

No entanto, como nos mitos que falam de um santuário sagrado escondido no topo de alguma montanha, por mais que existam indicações, acreditar e iniciar essa busca é algo que só você pode fazer.

De minha parte, desejo-lhe a melhor das jornadas!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Luxúria


Luxúria
por Rosemeire Zago

Pessoas inseguras podem ter muita sede de sexo.
Viver em função da aparência demonstra não gostar de você como você é.
Então, busca-se compensar essa falta de confiança na supervalorização do belo, do corpo, tanto no outro como em você

A luxúria representa o desejo desordenado pelos prazeres sexuais. Pode ser definida como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso, tendo também conotações sexuais. Opõe-se à propagação da espécie, sendo consumado apenas para satisfazer as próprias necessidades.

Segundo São Tomás de Aquino, a luxúria refere-se aos prazeres sensuais, onde ele lembra que tanto a comida quanto a relação sexual têm como finalidade a conservação da vida e, desde que utilizadas para esse fim, não são consideradas pecado. Na cultura cristã o sexo sempre esteve associado ao pecado, a algo sujo e mau, mas aceito em nome da procriação ou do amor, apesar de que em nossos dias o sexo ainda provoque muita culpa, em especial nas mulheres.
Porém, na época das cavernas, e por muito tempo depois, o que ligava homens e mulheres era o desejo físico, indiscriminado e passageiro, como se observa hoje nos animais, e infelizmente, em alguns homens. A associação estabelecida entre amor e sexo vem da necessidade cultural de "purificar" o sexo. Criou-se então o amor romântico, aquele sentimento nobre e elevado que uniria um homem e uma mulher.
A origem desse pecado capital pode ser intensificado e reforçado na infância, quando pais reprimem as crianças de todo e qualquer impulso sexual. Esses pais geram através da repressão muita culpa e criam assim adultos reprimidos sexualmente ou liberados em excesso.
Do ponto de vista psíquico a grande diferença que a mulher estabelece entre sexo, amor e intimidade e, a pouca importância que os homens tendem a dar aos dois últimos, é fonte de muitos conflitos nos relacionamentos.Uma das causas da busca incessante por sexo, aparência e estética, tem origem na própria sociedade, na mídia, que vende a idéia que feliz é quem tem a beleza semelhante a da modelo da capa da revista.
Esse culto pelo belo, pela estética e o prazer geram muita angústia e insatisfação, quase sempre refletida na preocupação excessiva com o próprio físico, principalmente para quem está longe dos moldes ditados.
Na publicidade a imagem de um homem bem-sucedido é sempre associada à fama, poder, dinheiro e belas mulheres. Isso mesmo, no plural. O homem desde pequeno é incentivado a ir à caça, a não se "prender" apenas a uma mulher, mas a ter muitas, como se isso demonstrasse seu poder e sua capacidade sexual. Nas rodas de amigos faz questão de contar suas peripécias sexuais, onde ninguém tem certeza do limite entre a realidade e a fantasia.
O sexo descompromissado e causal é muito mais procurado pelos homens, isso não quer dizer que muitas mulheres também não o procurem. Mas os homens em geral, não só separam muito bem o sexo do amor, como até fogem do amor, da intimidade e do compromisso. A razão destes comportamentos pode favorecer a compulsão pelo sexo, explicada em muitos casos pelo medo que os homens têm do envolvimento e da intimidade que esse amor acarreta e que vem literalmente do berço. Ou seja, da relação que mantiveram com suas mães e da forma mais ou menos traumática pela qual foram obrigados a se separar delas.
É evidente, que todo esse comportamento denota uma necessidade de defesa e proteção que oculta seu desejo maior: ser cuidado e acima de tudo amado.
Porém, o medo da rejeição muitas vezes o impede de assumir tal necessidade.
A pessoa foge da intimidade e se defende na busca pelo sexo excessivo, que se torna sua única fonte de prazer.
Mas se a vontade obedece apenas ao prazer, a pessoa começa a buscar apenas o que lhe dá satisfação, poderá ocorrer sérios conflitos internos, pois quanto maior o apego ao material, ao físico, ao externo; menor será a busca pelos valores espirituais. Assim se afasta cada vez mais dos valores internos. Na verdade, a luxúria desvirtua a sensualidade e deforma o amor, tornando o apetite sexual insaciável.

Luxúria no trabalho

Nas empresas este pecado pode ser identificado pelo assédio sexual: em nome da posição hierárquica "desfruto do poder de dominar" Aparece com isso a grande dificuldade de relacionamento entre homens e mulheres nos ambientes organizacionais, reforçando heranças culturais arraigadas bem como dificuldades emocionais de expressar a afetividade de forma saudável. No trabalho, a luxúria ainda pode ser percebida pela vontade de ter tudo para si, evidenciando um líder que não democratiza a maior riqueza de uma empresa e de seus colaboradores: o conhecimento.
Ou seja, o líder faz de tudo para deter o conhecimento e as informações da empresa e do mercado por medo de perder o controle da situação, medo de ver algum membro de sua equipe com capacidade e competência maior do que a sua.
É típico, por exemplo, no líder que recebe os informativos e não repassa para a equipe ou que faz assinaturas de revistas para o departamento, mas somente ele as lê.
Normalmente este tipo de líder não apura e não tem capacidade e competência técnica, preocupando-se somente em fazer com que outros membros não tenham acesso ao conhecimento o que, na sua cabeça, colocaria em risco a sua posição. Com isso, a equipe nota rapidamente este comportamento detentor do líder o que faz com que ele perca rapidamente a confiança da equipe. Nos fracassos, a equipe tende a culpar o líder por não fornecer as informações e conhecimentos importantes e necessários.

Luxúria e insegurança

A luxúria demonstra uma grande insegurança e sobrepõe-se de tal modo que transforma a natural necessidade de amar e ser amado, em uma necessidade compulsiva e patológica de satisfação, geralmente uma busca pela satisfação imediata.
Podemos encontrar muitas pessoas com "máscaras de bonzinho" para seduzir, conquistar, simplesmente para conseguir o que querem e, depois de satisfeitos, vão embora. Vivem em função da aparência, o que mostra uma pessoa que não consegue gostar de si como é, buscando compensar sua falta de confiança, supervalorizando o belo, o corpo, tanto no outro como em si.
O autoconhecimento e em conseqüência o crescimento emocional podem levar a um grau de auto-aceitação e auto-estima capazes de restabelecer a capacidade de amar aos outros, e principalmente, a si mesmo.

Você que veio das Estrelas...


Você que veio das Estrelas...

Você, que veio das estrelas e deu o grande mergulho no mundo de matéria.

Você, que veio das estrelas e, com o sacrifício de sua própria origem cósmica, se abrigou num invólucro de carne.

Você, que veio das estrelas e abandonou a realidade universal para habitar o mundo de ilusões.

Você, que veio das estrelas, e que agora sente-se estranhamente só, esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interna. Ouça o que ela tem para lhe dizer, que nada mais é tão importante, nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair sua visão cósmica.

Descobrirá que, na verdade, não está só, que são muitos os seus irmãos das estrelas que para cá também vieram para estender a mão e amparar com ombros fortes os passos da humanidade desta difícil época de transição.

Será fácil reconhecê-los, palavras não serão necessárias, e nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes.

Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação com seus sentimentos.

Você, que veio das estrelas, sente agora no canto mais íntimo de sua alma, que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal, que chegou o momento do reconhecimento, que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de que todos se incumbiram, antes de aqui chegarem.

Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida, apalpe seu ser interior, deixe que ele fale, acima de tudo, acima do mundo, acima de todos os conceitos que não lhe permitem existir em toda a sua potencialidade cósmica.

Você, que veio das estrelas, que é todo luz e é todo força, libere-se, que chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.

Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço, compartilhando agora com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil, não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem apenas solidão, não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto, assuma sua personalidade cósmica, estenda seus braços e, num único abraço, envolva sua grande família, sua imensa família universal e todos juntos, com plena consciência da unidade de sua origem, cada qual com a sua parcela de colaboração, cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização da humanidade para este novo milênio!

Wagner Borges

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Graças à Mãe Terra


Graças mãe, porque nos tens dado a luz do dia que nos impulsiona no trabalho e enche de frutos as nossas mãos.

Graças pelas noites amenas com que proteges os nossos sonhos e embelezas os nossos amores.

Graças Terra, pelas flores que nos concedes para iluminar os nossos campos, alegrar as nossas vidas e sentir o amor que o Pai nos tem.

Graças pelas tuas montanhas, que ante a sua vista majestosa nos apercebemos da grandiosidade deste lugar onde moramos.

Graças pelo azul dos teus mares que inspira em nós a admiração por Deus e nos permite assomar a um mundo maravilhoso que, sem compreender, admiramos.

Graças Terra pelos teus regatos e pelos teus rios, porque levas nas tuas águas os lamentos e as alegrias das vidas em flor.

Graças pelas tuas chuvas, porque nos limpam o ar e a mente e nos permitem ver renascer as plantas como símbolo inegável de uma vida eterna.

Graças pelos teus aromas que nos motivam a viver num dinamismo constante, que fazem nascer nas nossas mentes a necessidade de vier em harmonia, e nos recordam a veneração que devemos ter por sermos a alegria dos nossos pais e dos nossos filhos.

Graças amada mãe Terra, porque nos acolhes desde há muitas gerações e porque recebeste no teu seio tantas dores e amores, que tu compreendes melhor do que nós próprios.

Graças por nos recordares que a nossa origem e destino estão no teu solo.

Graças pelos teus ensinamentos que nos fazem compreender a vertente temporal das nossas vidas carnais, e a eternidade do nosso espírito.

Graças por nos entenderes, graças por nos acolheres, graças por te renovares ano a ano nas tuas Primaveras, porque assim nos vemos a nós próprios renascer nos nossos filhos e depois nos nossos netos.

Graças por nos ensinares que a vida é continuidade de existência em novas formas.

Graças por nos explicares que a imortalidade reside em nos podermos perpetuar na nossa descendência.

Graças pela Lua que nos ilumina e que tu maravilhosamente conduzes pelos nossos céus.

Graças por esse Sol que é teu esposo, porque entre ambos nos ensinam a dualidade que existe em toda a criação.

Graças por nos alimentares.

Graças pela música dos teus ventos e pelo rumor das águas dos rios.

Graças pelo trinado dos pássaros e pelo vôo das borboletas.

Graças pelo sorriso das crianças e pelo carinho dos velhos.

Graças pelas tuas manhãs que anunciam novas alegrias e graças pelo entardecer que preludia o descanso.

Graças a Ti porque és para nós a mãe que nada pede e tudo dá.

Com todo o meu Amor como uma homenagem para Ti neste dia.

Graças Terra.

(autoria desconhecida)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Quando o Grande Espírito Criador criou o grande mistério


Quando o Grande Espírito Criador criou o grande mistério.

Quando o Grande Espírito Criador criou o grande mistério, dentro dele deu origem à Mãe-Terra e a ela deu filhos. Quando a Grande Mãe teve seus filhos, não havia diferença entre os homens e animais, árvores, pedras, rios, montanhas, água, vento ou terra.

Todos éramos um só e compartilhávamos dos mesmos conhecimentos. Um podia se tomar o outro e saber como o outro pensava e agia. Todos éramos irmãos, sábios e dotados de grande poder de cura. Podíamos ir até as estrelas num piscar de olhos, e nos juntar ao Grande Espírito que nos dava seus ensinamentos e nos contava histórias sobre o Grande Mistério.

Ao descer, nós nos reuníamos em volta da grande fogueira do irmão fogo e lá trocávamos ensinamentos e nos harmonizávamos com os Grandes Espíritos das Quatro Direções Sagradas, e, no decorrer do grande manto da noite, nosso Pai Céu nos dava abrigo e nos cobria com seu grande manto de estrelas. A Mãe Terra nos dava calor e nos aquecia com a sua energia feminina, dentro de nós pulsavam então as energias masculinas e femininas harmonicamente, como em uma grande canção sagrada que o nosso coração cantava. Recebíamos amor do Grande Avô Sol e da Grande Avó Lua.

Mas, hoje irmão, a Grande Mãe Terra e o Grande Espírito, o Grande Pai, nossos irmãos, avós e espíritos guardiões estão tristes porque um de seus filhos se perdeu, se afastou de sua família e do grande mistério.

O filho homem se esqueceu de seus irmãos, pais, avós e companheiros guardiões e do Grande Espírito e, principalmente, de sua origem. Mas, nós, homens sábios de todas as nações, juntos, numa grande assembléia, podemos resgatar essa gama de conhecimento, voltar a dançar em volta do Grande Fogo, cantar com os quatro ventos, nos juntar aos Grandes Guardiões das Quatro Direções Sagradas, voltar para o colo de nossa mãe e resgatar a grande medicina sagrada.

Nós nos esquecemos de que temos esse conhecimento, o qual está apenas adormecido no coração dos homens. Para resgatá-lo, basta olhar e mergulhar dentro de si, reencontrar o Grande Mistério e falar com o Grande Espírito, que nos espera com nossos pais, avós, irmãos para trocarmos ensinamentos, histórias e canções.

Voltar a aprender com o Grande Espírito e juntos ouvir o nosso coração sagrado bater como uma grande canção de tambor em uma só batida.

Por Sthan Xanniã

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O principal requisito para adquirir o autoconhecimento é um amor puro.


O principal requisito para adquirir o autoconhecimento é um amor puro.

Buscai o conhecimento por puro amor, e o autoconhecimento finalmente coroará
o esforço." H. P. Blavatsky

Não existe nada mais compensador e prazeroso na vida do que estar atento e consciente aos nossos próprios processos internos, nossas próprias armadilhas inconscientes. Vivemos uma série de episódios diários, como protagonistas ou não, e muitas vezes não nos damos conta do que realmente estamos fazendo e, principalmente, de que forma estamos agindo ou reagindo a algumas situações que, querendo ou não, atravessam nosso caminho.

Este mês aconteceram alguns fatos em minha vida e parei para refletir muito profundamente. Por isso, penso ser pertinente relatar algumas reações que são próprias de todos nós.

Quando escolhemos o caminho espiritual como prioridade em nossas vidas, devemos saber que uma série de provações vão acontecer para sermos testados em nossos limites, até para que os Mestres possam saber, com total
propriedade, até onde podem ou não contar conosco.

Se estivermos preparados, reagiremos de uma forma, senão, reagiremos de outra. O mais importante em todo processo de vida, ou seja, em todo processo evolutivo, é que devemos estar atentos às nossas motivações inconscientes.

Todos os que escolhem o caminho espiritual possuem a vontade de servir. Mas o que não devemos perder de vista é que cada um de nós tem uma função nesse servir, que é naturalmente criada a partir da forma e do funcionamento de nossa personalidade e escolha de nossa alma.

Podemos funcionar nesse serviço sendo prestativos, buscadores, sábios, videntes, reflexivos, benfeitores, e muitas outras coisas. Como falei anteriormente, todos temos uma função relacionada à nossa forma de funcionamento e escolha. Quase sempre sabemos sobre essa função no que diz respeito à personalidade, no entanto, quando falamos em alma, nossa percepção muitas vezes se confunde.

Percebi que, quando o que sempre sonhamos está prestes a acontecer, muitos dos nossos sentimentos inconscientes afloram com grande força e nos colocam facilmente em situações que pensávamos estar resolvidas. Processos infantis afloram como a sujeira que emerge do ralo quando está entupido. Nesse momento, a única coisa que podemos fazer é enfrentar o odor incomodativo e a sujeira inevitável bem diante de nós.

Os principais sentimentos que enfrentamos nesse nosso processo evolutivo são os nossos medos. E sem medo de errar, eu afirmo que em toda busca e processo evolutivo - seja individual ou coletivo-, existe a necessidade de nos depararmos com a nossa sombra, com aquilo que mais nos atemoriza, e certamente é do que mais nos atemoriza.

Não pense você, meu caro leitor, que quando escolhemos esse caminho estamos livres e protegidos desses confrontos, muito pelo contrário. Nossa capacidade de suportar algumas situações é testada frequentemente, até o momento que nos tornamos fortes e algumas situações que anteriormente eram limites para nós se tornam corriqueiras.

Escolher a senda da compaixão, o serviço à humanidade, ou seja, o trabalho junto à Grande Fraternidade Branca é maravilhoso, mas devemos saber que as provações são constantes até que nos tornemos absolutamente úteis para esse serviço. Todos sofremos de medo agudo, uns mais, outros menos, mas, inevitavelmente, em nossas provações durante a vida devemos nos confrontar, estando nessa senda ou não, com nossos fantasmas, nossos demônios pessoais, nossa mais terrível sombra. E nesse momento nossa coragem e capacidade de entrega são testadas. Ah! A entrega parece ser um dos maiores obstáculos existentes em nossas almas, porque ela nos remete ao teste, ao grande teste do desapego e de nossa fé!

Somos testados quase sempre com o que há de mais precioso em nossas vidas. E nesse processo de aprendizado real, do desapego e entrega, não podemos exercer nenhum controle para não gerar medo e ansiedade. O único controle que podemos exercer é sobre a disseminação de nossos medos e angústias, esses sim devem ser controlados, dominados, subjugados e finalmente transformados.

Como se faz isso? Não é tão difícil quando temos consciência do que deve ser apreendido. Devemos saber o que é, qual a origem e só nesse momento poderemos olhá-lo nos olhos e ter a certeza que ele não passa de uma forma de pensamento criada por nós mesmos, que o nosso trabalho não pode nem deve ser o de destruí-la, mas sim de criar uma forma pensamento oposta àquela criada, e aprender, a partir da conscientização, o controle sobre a criação desses pequenos demônios que infestam nosso dia-a-dia.

Criamos sim nossa própria realidade a partir de nossos pensamentos, que são responsáveis pela criação dessas formas pensamentos, que mais cedo ou mais tarde voltam para nos testar. Essa é mais uma passagem pelo umbral na senda espiritual, o enfrentamento com nossos demônios pessoais, criados a partir dos nossos sentimentos e pensamentos e se você escolheu esse caminho, saiba que ele não é feito apenas de flores. Pois até que as flores cresçam e perfumem plenamente as nossas vidas, devemos semear a terra e colocar as mãos no adubo puro que nós mesmos criamos para nós. Devemos apenas aprender, nesse processo, a transformar o que há de mais negativo e assustador na grande possibilidade de florescimento.

A descoberta de Buda


A descoberta de Buda

Você nasceu com uma enorme possibilidade de inteligência.
Você nasceu com uma luz dentro de você.
Ouça a pequena e silenciosa voz dentro de você, ela irá guiá-lo.
Ninguém mais poderá guiá-lo, ninguém mais poderá ser um modelo para a sua vida,
porque você é único.
Nunca houve ninguém como você, e jamais voltará a existir outra pessoa exatamente como você.
Essa é a sua glória, sua grandeza:
o fato de ser absolutamente insubstituível, de ser apenas você mesmo e ninguém mais.
(Osho)

Nós falamos do Buda antes. É bom contar a história toda.
O nome dele era Sidarta Gautama. Vivia num fausto, em meio ao luxo quando jovem, porque seu pai e sua família eram os governantes de uma imensa região rural e tinham muito dinheiro.
Tentaram evitar que Sidarta chegasse ao conhecimento do mundo exterior por muitos anos. E o mantiveram dentro das muralhas, mas um dia Sidarta se aventurou para fora dos muros e aprendeu sobre a vida que existia nas ruas.
Aprendeu sobre a pobreza, a doença, a crueldade, a raiva e todas as chamadas experiências negativas que ninguém jamais lhe permitira vivenciar quando estava dentro dos portões da cidadela.
E ele se despojou de todas as suas riquezas e de todos os luxos, da família, largou a mulher, os filhos, todos da sua casa e desapareceu, embarcando em sua viagem rumo ao esclarecimento do espírito.

"O que posso fazer?", ele perguntava. "O que posso fazer?"

E então ele exercitou uma série de disciplinas físicas e mentais muito rigorosas, desde o jejum até meditações que duravam o dia inteiro, treinamentos físicos de todos os tipos imagináveis.
Isso durou bastante tempo, não uma ou duas semanas, mas um longo tempo. Em torno de seis anos.
Ele procurou outros mestres e lhes perguntou como tinham chegado ou se aproximado da experiência da iluminação do espírito, e fez o que eles disseram, pois queria homenagear os mestres que encontrava no seu caminho.
Nada, porém, criou aquela experiência de iluminação do espírito. Só resultou num corpo fraco e uma vida muito difícil, com disciplina e treinamento físico e mental.
E um dia Sidarta Gautama disse:

"Vou sentar-me sob esta árvore até que meu espírito se ilumine. Já experimentei tudo, segui todas as disciplinas físicas, todos os treinamentos, todos os exercícios, passei fome, fiz todas as dietas, todos os jejuns e todas as meditações. Vou simplesmente ficar aqui, sentado no chão, estou cansado de tudo isso, e não vou me levantar até estar iluminado."

E ficou lá sentado, sem fazer nada. Nenhum exercício, nenhuma meditação, nenhum jejum, absolutamente nada. Para muitos de nós, isso é muito difícil, porque achamos que existe alguma coisa que devemos fazer para conseguir iluminar nosso espírito. .

O Buda ficou lá sentado, até que abriu os olhos e descobriu que estava iluminado. E ele disse: "Estou iluminado."

E as pessoas se aproximaram dele e gritaram: "O que você fez? O que você fez? Ensine para nós, mestre! Você se tornou o Buda, o Iluminado. Qual é o segredo? O que você fez?"

E o Buda disse uma coisa extraordinária: "Vocês não precisam fazer nada."

Nossa, o pessoal lá não entendeu nada, não entendeu o que Buda disse, que não é necessario fazer nada, pois já somos o que queremos ser.... Buda apenas recordou-se. Apenas isso, depois de largar todas aquelas práticas esotéricas: ele apenas recordou-se.

Imagine só.
Depois de todo aquele tempo. Depois de toda aquela autoflagelação, usando apenas uma túnica, passando fome e com toda aquela disciplina física.
Depois de todo aquele tempo, ele descobriu que não era contar as contas de um terço, que não era acender incenso, nem sentar e meditar três horas por dia.
Não era nada disso!

Pode ser isso, se você quiser que seja. Pode ser, se é isso que combina com você. Pode ser, se for esse o seu caminho, mas não é necessário fazer nada.

O Buda disse, na verdade: "Estou iluminado porque compreendi que essa inspiração é saber que não é preciso fazer nada para ser iluminado."
Não é interessante ?

De certa forma, é triste, se pensarmos em todo o esforço que as pessoas estão dedicando a isso, em programas e treinamentos anuais, para finalmente descobrir que essa inspiração não exige absolutamente nada.
Cheguei até aqui e concluirei dizendo uma coisa ousada. Vou lhe dizer que um dia eu também posso ser iluminado.
Você pode pensar que estou brincando, mas não estou. Posso ser um mestre iluminado e qualquer um pode.
E sabe como vou saber que fiquei iluminado?
Quando eu encontrar paz, alegria e amor em cada momento.
Assim como Buda, Jesus Cristo, Paramahansa Yogananda, quero ir em busca dessa inspiração.

(Neale)

Não permitais que eu me preocupe demais com essa coisa
chamada "eu".
Dá-me senso de humor.
Dá-me a graça de saber discernir uma brincadeira,
de extrair alguma alegria da vida e de compartilhá-la com outras pessoas.

(São Tomas More)

Decisão sobre 'certo' e 'errado' deve ser interna


Decisão sobre 'certo' e 'errado' deve ser interna
Por Patricia Gebrim

É um fato: Todos nós queremos acertar.
Queremos acertar no trabalho, queremos acertar nos relacionamentos, queremos acertar com nossos amigos, com nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, esposas... Sendo assim, eu me pergunto, em voz bem alta para que você também possa ouvir:
- Se eu, e você, e as outras pessoas queremos tanto acertar, como é que acabamos criando tanto caos ao nosso redor?
Resista à tentação de culpar os outros, de pensar que você (e eu...) somos os 'bons' e que os 'outros' é que não sabem fazer nada direito e estão bagunçando a sociedade em que vivemos. Não, essa não pode ser a solução, porque se você perguntar aos outros, eles vão garantir a você, com uma convicção muito parecida com a sua, que estão 'certos' e que também não sabem como é que as coisas ficaram como ficaram!
Então estamos todos 'errados'?
Eu vou dizer a vocês o que penso. Estamos tão preocupados com o 'certo' e o 'errado' que acabamos nos perdendo em um mar de definições. São tantos os manuais de condutas ...
A família talvez seja o primeiro manual de condutas com o qual entramos em contato. Cada família tem sua lista de 'certos' e 'errados', e embora a tal lista não fique afixada em um lugar específico, desde crianças somos punidos ou recompensados com base no que ela contém.
No entanto, a família não é a única 'fazedora de listas'. Quer mais? Pense na escola, nas religiões, nas regras de cada sociedade, na influência da mídia, e por aí vai. É gente demais dizendo para a gente o que é 'certo' e o que é 'errado'. O que 'devemos'e o que 'não devemos' fazer.
Já nem sabemos mais o que devemos comer!
Eu não estranho que estejamos tão perdidos, cansados, carregando esse monte de manuais debaixo de nossos braços, sem saber direito quais deles seguir (porque, além de tudo, para nos enlouquecer um pouco mais, eles não dizem todos a mesma coisa!).
Mas existe um ponto em comum nesses manuais. Todos eles, de alguma maneira, nos consideram pessoas vazias, incapazes de escolher o próprio rumo e dependentes de suas regras e indicações para sobreviver.
Eu pergunto a você: Será que é assim?
Quando eu penso nas crianças, antes de terem sido esmagadas pelos tais manuais, percebo que elas já sabiam de coisas que, mesmo hoje, nós, adultos, ainda tentamos aprender. As crianças têm uma inclinação natural para o amor, para a verdade, para o carinho, para a alegria e para o respeito pela natureza. As crianças não se prendem a emoções negativas, não tentam controlar as coisas, confiam e se entregam com uma pureza que nós, adultos massacrados, ironicamente chamamos de ingenuidade.
O que quero sugerir com isso é que talvez nós não sejamos tão vazios como pensamos.
Talvez, somente talvez, cada um de nós já possua, ao nascer, tudo aquilo que precisa para criar harmonia ao seu redor. As sementes sagradas do amor, do perdão, do respeito pelo outro, do afeto... da alegria.
Se por um momento você puder imaginar que seja assim, talvez possa começar a criar mais leveza na sua vida jogando fora todos esses manuais de 'certo/errado'.
Eu sei, você pode estar pensando algo assim:
- Mas se abrirmos mãos de todas essa regras, dessa 'moral'... será que não nos perderemos ainda mais?
E você estará certo. Nos perderemos ainda mais se não colocarmos nada no seu lugar. Para abrirmos mão dos 'certos' e 'errados' dos manuais, precisamos ser capazes de encontrar as respostas em algum outro lugar. Eu diria: dentro de cada um de nós!
Eu não preciso ler o código penal, ou qualquer outro tipo de código para saber se uma atitude minha é 'certa' ou 'errada'. Basta que eu olhe para dentro de mim, porque quando faço algo que não é saudável para o meu ser,
sinto-me mal. Simples assim! E ao me perceber posso corrigir minhas ações, buscando aquilo que é mais saudável para minha alma.

Troque 'certo/errado' por 'saudável/não-saudável'
(Pense em saudável/não-saudável não só em termos físicos, mas também psicológicos e espirituais)
Quando, ao invés de me perder nos escuros labirintos descritos nos manuais, eu passo a me perguntar se aquilo me faz bem, ou mal; começo a me encontrar.
E quanto mais me encontro, mais em harmonia fico, e menos caos gero ao meu redor.
Isso pode parecer egoísta (lá venho eu de novo tentando adivinhar seus pensamentos, me desculpe).
- Será que se eu fizer o que me faz bem, não vou estar sendo egoísta e prejudicar os outros?
De novo, se você pensou isso está certo. Mas - preste atenção! - eu não estou sugerindo que saiamos por aí fazendo tudo o que 'queremos', tudo o que faça bem ao nosso 'pequeno ego', à nossa 'personalidade'. Ora, essa personalidade foi construída a partir das experiências imperfeitas que todos nós vivemos. Sendo assim, é claro que essa personalidade é cheia de distorções e, portanto, capaz de escolhas egoístas e destrutivas!
O que estou sugerindo é que façamos o que faz bem à nossa alma
E o que faz bem à nossa alma nunca irá prejudicar outro alguém, porque a nossa alma sabe que em algum nível todos nós fazemos parte de algo único, e que se eu ferir o outro estarei ferindo o meu próprio Eu.
Fazer escolhas com a alma significa que já sabemos diferenciar a alma do ego, significa que o nosso pequeno ego consegue abrir mão de seus desejos egoístas, baseados em uma percepção dualista da realidade, a favor de desejos mais luminosos, baseados na unidade de tudo o que existe.
Para fazer escolhas com nossa alma, no entanto, antes é preciso conhecê-la e libertá-la. Precisamos ser capazes de calar o ruído externo e buscar no silêncio dentro de nós o som sagrado e único de nossa essência. E esse som sempre nos dirá o que fazer, não o 'certo' ou o 'errado'; e sim o que é natural, o que está em sintonia com a VIDA.
Quando mergulhamos dentro de nós e perguntamos à nossa alma o que fazer, toda a confusão cessa e podemos escolher em paz. Eu arrisco dizer que esse é o novo tipo de moral que, enquanto humanidade, precisamos aprender a desenvolver. Uma moral que vem de dentro, que conecta a individualidade de cada ser à beleza do Todo.
Uma moral que paira além da ambigüidade mutiladora oferecida pela maioria dos 'manuais de conduta' existentes no mercado.

Onde está a sua felicidade? Descubra


Onde está a sua felicidade? Descubra
Por Luiz Alberto Py

Está muito difundida entre nós a idéia de que a felicidade depende do sucesso pessoal. Este pensamento contém um equívoco frustrante, pois cria obstáculos quase intransponíveis para nosso convívio com o sentimento de sermos felizes. Uma das causas mais freqüentes desta vinculação entre realização e felicidade consiste na formulação que os pais inadvertidamente costumam fazer para seus filhos condicionando seu amor por eles ao comportamento deles. É comum ouvirmos os pais dizendo para os filhos que só gostam deles quando eles fazem tal ou qual coisa ou tiram notas altas no colégio, ou afirmando: "não gosto de você quando age desta forma". Para a criança, o amor dos pais é o valor mais próximo de felicidade, o que a leva a estabelecer uma associação entre conseguir resultados e ser feliz.

Quando associamos realização pessoal com felicidade, colocamos esta no futuro, pois o sucesso, ou nossas metas e objetivos ficam visualizados em nosso porvir. Uma vez que seja construída alguma formulação como: "eu serei feliz quando...", ou "no dia em que eu conseguir (...) então serei feliz", estamos pondo nossa felicidade fora do alcance do momento presente. Estaremos quase que proibidos de nos sentirmos felizes enquanto não obtivermos o sucesso proposto. Isto funciona como uma espécie de castigo temporário que nos constrange, determinando que não poderemos saborear o sentimento de felicidade enquanto não cumprirmos determinada meta ou compromisso assumido com nós mesmos.

O problema é que o amanhã nunca chega e a realização, posta no futuro, sempre depende de uma nova conquista, que está sempre mais adiante, como o horizonte, que nunca podemos alcançar ou, para usar um exemplo mais corriqueiro, a cenoura que se amarra na frente do focinho do burro para induzi-lo a caminhar, sem jamais alcançá-la. Nossa felicidade, da mesma forma estará sempre no dia seguinte, no próximo resultado, ou quando finalmente estivermos morrendo. Pensar a felicidade como uma espécie de recompensa por sucessos obtidos desloca-a do nosso presente, do aqui-e-agora da existência e a transforma num conceito teórico e abstrato.

Também não podemos deixar que as dores e tristezas que fazem parte inevitável da vida de todos nós obstruam a capacidade de ser feliz. Muitas vezes durante a vida a felicidade convive com momentos de sofrimento. Aliás, é certo que quanto mais pessoas amamos, mais momentos de solidária dor atravessaremos, mas isto faz parte do processo de viver plenamente.

Na verdade, a felicidade só existe no momento presente: no ar que nos enche os pulmões e oxigena nosso organismo, na comida que nos alimenta, na água fresca bebida em um momento de sede, na contemplação das maravilhas da natureza de nosso exuberante planeta, no som e no vôo dos pássaros, no calor do sol ou no frescor da chuva, na mão que nos acaricia ou na pele que acariciamos, no perturbador encontro com a pessoa amada, que faz o coração pulsar forte e cheio de vida.

Quando nos permitimos viver cada momento de nossas vidas atentos à milagrosa benção que nos foi concedida de podermos estar vivos, conscientes e, além disso, capazes para nos envolver amorosamente com as outras pessoas, então a felicidade estará sempre conosco, independente dos sucessos. E a alegria de eventuais realizações será apenas um ingrediente a mais de uma vida plena e feliz.

domingo, 22 de julho de 2007

Infelicidade é viver para impressionar os outros


Infelicidade é viver para impressionar os outros
por Roberto Shinyashiki

Nós nascemos com um potencial infinito de realizações.
Porém, à medida que vamos sendo educados, durante a infância e adolescência, perdemos a rota original de nossa própria existência.
Deixamos de fazer aquilo que nos realiza e passamos a agir em função dos outros: pais, professores e depois toda a sociedade.
Nosso objetivo de vida nos é imposto e passamos a condicionar nosso sucesso ao aplauso das pessoas que nos cercam.
Para continuar merecendo essa aprovação, progressivamente abandonamos nossas vocações e passamos a realizar os desejos alheios.
A maioria das pessoas vive para ser admirada por uma multidão de olhos vorazes que, muito provavelmente, não se cruzarão mais.
Quando elas param para perceber o rumo dado as suas vidas, verificam que apenas colecionaram cupons que não servem para nada.
Quem consegue realizar as metas de sua alma é feliz e desperta admiração devido a sua integridade como pessoa.
Ao contrário, quem vive para ser admirado sempre será infeliz, porque está deixando de lado o compromisso consigo mesmo.
Não se consegue ser feliz valorizando mais a opinião dos outros do que seus próprios sentimentos.
Alguns se sentem infelizes, mas raciocinam: "Se os outros estão aplaudindo é porque estou no caminho certo".
E avançam nas suas frustrações.
Você é mais importante do que qualquer julgamento alheio.
Para ser feliz, viva para surpreender a si próprio, e não aos outros.

A ORAÇÃO SILENCIOSA


A ORAÇÃO SILENCIOSA

A oração silenciosa é um reconhecimento de Tudo Que É. Nesta oração, eu sei que cada oração que eu já fiz é ouvida pelo Espírito Universal, e que aquele Espírito me deu tudo que eu pedi. É um reconhecimento de que minha alma é completa no Amor e na Graça de Deus. É um reconhecimento do meu total estado de perfeição e de ser. Tudo que eu desejo, tudo que eu quero co-criar, já está dentro da minha realidade. Esta é a oração silenciosa porque eu sei que meu coração já está pleno. Não há necessidade de pedir nada ao Espírito Universal, porque isso já foi concedido.

Em meu coração, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu aceito que a alegria que eu queria já está em minha vida.
Eu aceito que o amor pelo qual eu orei já está em mim.
Eu aceito que a paz pela qual eu pedi já é minha realidade.
Eu aceito que a abundância que eu desejei já preenche minha vida.
Em minha verdade, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu me responsabilizo pelas minhas próprias criações,
E por todas as coisas que estão em minha vida.
Eu reconheço o poder do Espírito Universal que está em mim
E sei que todas as coisas são como deveriam ser.
Em minha sabedoria, eu aceito meu Ser perfeito.
Minhas lições foram cuidadosamente escolhidas pelo meu Eu,
E agora eu caminho através delas com experiência plena.
Meu caminho me conduz numa jornada sagrada com propósito divino.
Minhas experiências tornam-se parte de Tudo Que É.
No meu conhecimento, eu aceito meu Ser perfeito.
Neste momento, eu sento numa cadeira dourada
E sei que Eu Sou um anjo de luz.
Eu olho para uma bandeja dourada
- o presente do Grande Espírito -
E sei que todos os meus desejos já foram realizados.
No amor por meu Eu, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu não lanço julgamentos ou cargas sobre o meu Eu.
Eu aceito que tudo no meu passado foi dado por amor.
Eu aceito que tudo neste momento vem do amor.
Eu aceito que tudo no meu futuro resultará num amor maior.
Em meu Ser, eu aceito minha perfeição.
E assim é.
Tobias
Canal - Geoffrey Hoppe

Você é insubstituível...


Você é insubstituível...

Ao compreender você renasce de outra forma.
Caso contrário, seu inimigo dormirá com você.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.
Quando alguém o ofender ou o frustrar, "você" é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo!
Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.
Proteja sua emoção.
Filtre as agressividades e as incompreensões geradas pelos que o rodeiam.
A emoção é a parte mais frágil da alma humana e, paradoxalmente, é a que mais tem proteção.
Se você permitir, uma crítica o destruirá.
Mas, se você se proteger, um milhão de ofensas não o afetarão.
Não faça de sua emoção uma lata de lixo social.
Não gravite em torno dos seus insucessos.
É impossível evitar algumas derrotas.
Quando for derrotado, saiba que não existe o fundo do poço para a inteligência humana, há sempre uma saída para aquele que enxerga.
Aprenda a caminhar pelas vielas do seu ser para encontrá-la.
Nosso mundo está dentro da casca de uma noz.
Rompa-a e veja as oportunidades pulsando lá fora.
Areje sua emoção.
Talvez você esteja tão ocupado que nem ache tempo para dialogar consigo mesmo.
É provável que você cuide de todo mundo, mas tenha se esquecido de você mesmo.
Talvez seja bom você fazer um "stop introspectivo":
pare e repense seriamente o que você tem feito com sua vida. Será que você não se auto-abandonou?
Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo que perturba a sua alma.
Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos .
O que significa isso?
Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não Ocorreram e que talvez nem ocorram.
A vida , como sua mente, está continuamente agitada, você a complica ainda mais.
Se esse for seu caso, você está com a mais comum e moderna síndrome psíquica:
a síndrome SPA, a síndrome do pensamento acelerado.
Quando pesquisei essa síndrome, descobri que nem sempre ela representa uma doença psíquica, mas um estilo doentio de vida.
Como está seu estilo de vida?
As características dessa síndrome são:
pensamento acelerado, fadiga excessiva, irritação, déficit de concentração, humor flutuante, etc...
Muitos cientistas não percebem, mas o ritmo de construção do pensamento do homem moderno acelerou-se de um século para cá. As causas?
O excesso de informações, estímulos, estresse, preocupações sociais.
Como você não gerencia e aquieta seus pensamentos, seu cérebro começa a protegê-lo.
Como? Desligando-o. Sua memória fica péssima.
E você e alguns médicos desinformados começam a achar que você está com alterações cerebrais.
Na realidade, nosso cérebro tem mais juízo do que nós mesmos.
Ele fecha as janelas da memória para pensarmos menos e gastarmos menos energia.
Será que, que devido a síndrome do pensamento acelerado,você não envelheceu no único lugar em que não é permitido envelhecer, no território da emoção?
Será que você não se aprisionou no único lugar em que deveria ser livre, no palco de sua mente?
Se estiver se sentindo velho e aprisionado, não desanime, pois o destino não é um fato inevitável, mas uma questão de escolha.
Opte por libertar-se do cárcere da emoção.
Quanto pior for a qualidade da educação, mais relevante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio.
No mundo todo, a educação passa pelo caos.
O reflexo disso é grave: nunca tivemos uma indústria do lazer tão diversificada, tais como a TV, o esporte, os parques de diversões, a internet, mas o homem nunca foi tão triste e sujeito a tantas doenças emocionais.
Entretanto jamais diga:
"O que estou fazendo neste mundo maluco?
Não pedi para nascer!"
Não é verdade.
Você "optou" por nascer.
Você não foi fruto passivo do seu pai e da sua mãe.
Você "implorou" para nascer, lutou para nascer, batalhou para ter o direito à vida.
A vida lhe pertence, você decidiu geneticamente por ela.
Agora, precisa decidir intelectualmente por ela.

Autor: Augusto Cury

Toda raiva tem origem no desejo.



Toda raiva tem origem no desejo
Por Emilce Shrividya

Como nos diz a Bhagavad Gita, uma escritura essencial do Yoga, os piores inimigos que temos na Terra podem ser encontrados em nossa própria mente: desejo e raiva. Um não está separado do outro.
Quando um desejo é frustrado, ele se transforma em raiva. E junto de um desejo existe outro desejo, e desse modo continuamos alimentando a raiva nesta cadeia infindável de desejos.
A raiva surge de nossos desejos insatisfeitos, de nossas mágoas, frustrações, decepções e gera infelicidade.
O ódio e a raiva são considerados as maiores emoções negativas ou aflitivas por serem os maiores obstáculos da bondade, da compaixão e do altruísmo e também por destruírem nossas virtudes e nossa tranqüilidade mental. Com a raiva perdemos os méritos de nossos bons pensamentos e de nossas boas ações.
Seis tipos de pessoas são tristes

No grande poema épico indiano, Mahabharata é dito:

"Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva"
Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza.
E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente
Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.
Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.
A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.
É muito importante saber que ninguém provoca raiva em você, ela é criada por você. Já existe em você acumulada desde a infância... De repente, isto é acionado por alguma palavra ou por alguma ação de alguém e você experimenta uma raiva, às vezes inapropriada, sem motivo.
Se não temos controle sobre nossa mente que vagueia a todo instante, perdemos o controle e, a raiva brota muito forte de nosso interior, nos destruindo e magoando.
Geralmente esta raiva começa quando somos crianças. Quando não conseguíamos o que desejávamos, ficávamos zangados e nossos pais faziam o que queríamos. Assim aprendemos que podíamos ficar zangados porque isto funcionava para alcançar nossos desejos.
Muitas vezes, as pessoas falam o que não querem, são dominadas pela raiva e explodem causando inimizades, mágoas e conflitos. E depois dizem: "Perdi a cabeça! Não tenho controle sobre minha mente ou emoções! Mas o que posso fazer? Eu sou assim mesmo. Não vou mudar!"
Porém, elas precisam entender que estão prisioneiras de camadas densas e sólidas de raiva e de desejos insatisfeitos. Se não despertarem para a necessidade urgente de começar a fazer algo a respeito, elas vão viver em total infelicidade, no meio de suas próprias negatividades. Isto é viver em um verdadeiro inferno interior.
Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.
Pare o ciclo da raiva
Na Bhagavad Gita, o Senhor Krishna diz: "Ó Arjuna, deixe de pensar em seus inimigos externos. Em vez disto, conquiste seus inimigos internos".
O Yoga diz que precisamos observar a raiva, analisá-la; aprender a lidar com ela e a dissolvê-la através da contemplação e da meditação.
Pratique a meditação e perceba seus efeitos. Sinta o apaziguamento. Perceba como sua mente se torna pacífica e serena e como isto lhe apóia durante o seu dia.
Contemple, sem julgamento e culpa, os fatores que deram origem à manifestação da raiva, aprendendo a se conhecer melhor.
É importante reconhecer os erros para corrigi-los e agir melhor no futuro. Peça desculpas, treinando a humildade, que é a virtude das pessoas fortes e corajosas.
Compreenda que ninguém é perfeito. Cada um de nós fez algo de errado. É da condição humana. O importante é aprender com nossos erros sem a atitude de censura ou crítica excessiva por nós mesmos, pois esta autopunição é fonte de sofrimento para nós. E quando vamos entendendo isto, nos tornamos mais tolerantes com as falhas das outras pessoas e sentimos menos raiva.
Liberte-se do sentimento de culpa, porque se você se culpa você alimenta ainda mais a sua raiva e se torna prisioneiro deste ciclo vicioso. A culpa gera mais baixa-estima e você cai na armadilha do ego e, como conseqüência passa a ser mais limitado, amargurado, infeliz. Este é o estado de escravidão do ego que nos faz sentir pequenos, inferiores.
Baba Muktananda, em seu livro Encontrei a vida, nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabi'a:
"- Você alguma vez sente raiva?
-Sim -replicou ela-, mas só quando me esqueço de Deus."
Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Referências bibliográficas:
Meu Senhor ama um coração puro-Chidvilasananda, Swami-Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.
Encontrei a vida- Muktananda, Swami- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.

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