Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Causas das doenças

CAUSAS DAS DOENÇAS.

- SEGUNDO A CIÊNCIA:

Quando nos perguntamos sobre por que adoecemos, é necessário observar que qualquer doença necessita, para surgir, de vários fatores que se conjugam: tendências inatas ou predisposição, educação, cultura, condições de habitat, estado emocional, hábitos, vícios e um estímulo detonador. Como exemplo, analisemos uma crise de rinite. A predisposição somada à exposição aos agentes como poeiras, odores, fungos, ácaros, mudanças climáticas, poluição são fatores suficientes para sensibilizar o nariz (limpar livros antigos, por exemplo, pode ser o estímulo detonador da crise de espirros, coriza, coceira no nariz, etc.).

- SEGUNDO A ESPIRITUALIDADE:

Aceita todos os fatores causais preconizados pela ciência com o diferencial da reencarnação. O indivíduo é herdeiro de suas escolhas feitas em outras vidas, e sua personalidade e defeitos de caráter é que fazem toda a diferença.


FINALIDADES DA DOENÇA

- SEGUNDO A CIÊNCIA:

A Ciência vê a doença como probabilidade ligada a fatores extrínsecos ao indivíduo. Alguns cientistas já aceitam que fatores como o temperamento, por exemplo, podem influenciar em seu surgimento, embora não admitam a responsabilidade pois crêem em heranças ancestrais como fator principal da continuidade do modo de ser.

Tenta-se fugir da responsabilidade que exige mudanças, mantendo o estudo da doença no físico, centrado em sofisticados exames de laboratório.

- SEGUNDO A ESPIRITUALIDADE:

Como foi colocado por Jesus no "Bem-aventurados os aflitos" (Mateus 5:5 e 6, 10), a doença é um motivador para a reflexão. Uma crise que propicia mudanças, redireciona energias, recicla raciocínio, comportamentos, leva à interpretação de sentimentos e sensações e, além disso, à interiorização.

A observação nos mostra que pessoas parecidas em personalidade costumam ter doenças semelhantes, pois cada característica desarmônica produz bloqueio energético que irá se manifestar no órgão físico correspondente, desencadeando doença. Para exemplificar, observemos como as pessoas portadoras de artrite, artrose ou reumatismo são rígidas: têm dificuldade em aceitar novidades, opiniões e visão de mundo diferentes das suas, fixam conceitos de maneira profunda, são críticas contumazes, cobram muito de si mesmas e dos outros, falta-lhes flexibilidade mental/emocional e consequentemente mobilidade. Quem não em flexibilidade mental emocional não terá flexibilidade física.


O SIMBOLISMO DA DOENÇA

- SEGUNDO A CIÊNCIA:

Simboliza apenas sofrimento.

- SEGUNDO A ESPIRITUALIDADE:

Cada tipo de doença e o lugar afetado por ela são recados claros de desajustes em andamento, como auto-sabotagem, carência afetiva, preocupação, ansiedade, medos, temores, tristeza, depressão, frustração, culpa, fuga, etc. Algumas enfermidades costumam se repetir em muitas pessoas. Contudo, por sermos únicos, cada doença é um recado especial e particular. Dessa forma, cada um de nós tem o dever de se auto-observar para progredir e se curar, ativa e definitivamente.

A doença é transformadora. Ao mesmo tempo que mostra defeitos de caráter, ajuda a corrigi-los. Determinada doença aponta intolerância deste; outra o orgulho daquele; outras mais mostram a impaciência, a irritabilidade, a inveja, a ira, a suscetibilidade e a mágoa de vários outros etc.

Ainda necessitamos desse tipo de fato para nos manter vivos, pois a tendência ao suicídio inconsciente é forte, e a moléstia atua como um freio para nos alertar e estimular à reflexão. É como se a natureza estivesse dizendo: "Não como desse jeito! Olhe a gula! Não beba! Não fume! Cuidado com o estresse, a ganância, a inveja, o medo, etc".

Muitas outras são as finalidades das doenças: recicla objetivos da vida, atualiza o cronograma existencial, propicia oportunidades de observar a vida pelo ângulo das conquistas íntimas, desenvolve maturidade para que a saúde não seja valorizada somente por meio da doença, como o desemprego serve para dar valor ao emprego, e a solidão, à solidariedade, pois o homem solidário jamais se encontra solitário etc.

(Do Livro "Saúde ou Doença, a Escolha é Sua"- Américo Canhoto).

Fraternalmente.

Catástrofes e Desencarnes em Massa – A visão espírita

Vez por outra, a Humanidade, em determinadas regiões do Planeta, chora a dor da destruição de cidades e a perda dos entes queridos. Catástrofes naturais ou acidentais vitimam milhares de pessoas e as imagens televisivas, virtuais ou impressas nos mostram as tintas do drama de nossos irmãos, enquanto a população recolhe seus mortos, implorando por auxílio para o socorro aos sobreviventes e a futura reconstrução de casas, prédios, espaços e repartições públicas.

A solidariedade fraternal do mundo fica explícita nas ações de grupos estatais e não-governamentais, que remetem remédios e equipamentos clínicos, bem como alimentos, água potável, roupas e cobertores, em paralelo aos inúmeros voluntários das cruzadas de saúde e defesa civil que atendem às vítimas, no digno exemplo daqueles que se importam com o semelhante e fazem o possível para minorar a dor alheia.

A filosofia espírita apresenta-nos a destruição como uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, importando no aniquilamento da vida material, a interrupção da atual experiência. Há, segundo a cátedra espírita, as desencarnações naturais, as provocadas e as violentas. As naturais decorrem do esgotamento dos órgãos e representam o encerramento “programado” das existências corporais, segundo a lei de causa e efeito e o planejamento encarnatório do ser. As provocadas resultam da ação humana no espectro da criminalidade e da agressividade (assassínio, atentados, guerras). As violentas encampam a ocorrência de catástrofes naturais (enchentes, terremotos, maremotos, ciclones, erupções, desmoronamentos, acidentes aéreos, automobilísticos, ferro ou aquaviários, entre outros), sem desconsiderar que a ação ou omissão humana, em face da ganância, da prepotência e da corrupção, pode estar entre as causas que geram tais efeitos danosos.

É por isso que em muitas dessas situações, o nexo causal entre a catástrofe e a ação humana acha-se presente. Movido por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão do conjunto (leia-se a contemporânea preocupação com os ecossistemas, a preservação do meio ambiente), os homens alteram a composição geológica, com escavações, desmatamentos, aterros e outros mais, e sua imprevidência acaba gerando as ocorrências das mencionadas catástrofes “naturais”. Também podemos mencionar aqui a situação daqueles que, migrando de suas cidades para os grandes centros, habitam os morros, nas periferias das metrópoles, e, sem a mínima infra-estrutura, ficam à mercê das primeiras enxurradas, que levam seus barracos, que fazem desmoronar enormes pedras, vitimando, não-raro, diversas pessoas. Há, aí, um misto entre o evento natural e a ação humana, como causa direta do evento fatal.

Nos casos em que subsistem várias vítimas, seja em pequena, média ou grave dimensão, entende-se que as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam à vida material) são expiadas solidariamente, em razão dos vínculos espirituais entre elas existentes. Todavia, necessário se torna qualificar a condição daqueles que, por comportamentos na atual existência, possam sublimar as provas, alterando para melhor o planejamento vital, garantindo a ampliação de sua permanência no orbe, redefinindo aspectos relativos à reparação de faltas e à construção e realização de novas oportunidades. Eis um caminho para explicar, por exemplo e, ainda que não definitivamente, a existência de sobreviventes.

A compreensão espírita, calcada no sério estudo e na relação direta entre os fundamentos filosóficos espíritas e o cotidiano do ser, na análise de tudo o que lhe rodeia, permite, assim, a desconsideração do termo “fatalidade” como sendo algo relativo à desgraça, ao destino imutável dos seres, pois o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Então, a palavra destino também ganha um redesenho, para representar, tão-somente, o mapa de probabilidades e ocorrências da existência corporal, resultantes, em regra, das escolhas e adequações realizadas anteriormente à nova vida, somadas às atitudes e aos condicionantes do contexto atual, onde, com base no seu discernimento e liberdade, continuará o rol de decisões que levarão o ser aos caminhos diretamente proporcionais àquelas, colocando-o, sempre, na condição de primeiro e principal responsável por tudo o que lhe ocorra.

É verdadeiramente por isto que cognominamos o Espiritismo como a “Doutrina da Responsabilidade”, porque se nos permite a análise criteriosa de nossa relação direta com fatos e acontecimentos da vida (material e espiritual).

Ante eventos como as enchentes em Santa Catarina, além da possível ajuda material que possamos, daqui de longe, efetivar, que nossas vibrações e preces possam alcançar os espíritos socorristas, que encaminham as “vítimas” desencarnadas ou seus familiares, as primeiras ao necessário e conseqüente despertar no Novo Mundo, e as últimas ao esforço para reconstruírem suas vidas. E que todos eles, despertos e recuperados das mazelas físico-espirituais, possam compreender, novamente, que o curso da evolução espiritual continua. Para eles e para nós, que aqui estagiamos.

Marcelo Henrique Pereira

Doutorando em Direito, Expositor e Escritor Espírita.

Saber esperar

Saber esperar exige muita força e inteligência. Deve haver força para determos os impulsos irracionais que querem nos forçar a agir cegamente; e deve haver inteligência para saber reconhecer que uma dada situação não nos é favorável e que seria imprudente e ineficaz tentar qualquer forma de ação.

Mas a atitude de espera deve ser bem compreendida! Ela não pode ser confundida com uma espera passiva de mudança de circunstâncias. A espera deve ser um período no qual nos preparamos cuidadosamente até o ponto em que a nossa inteligência nos disser que o momento de atuar chegou.

Nesse sentido, esperar significa nutrir-se de novas informações, desenvolver habilidades ainda não exercidas, aperfeiçoar competências e fortalecer as próprias energias.

Saber esperar nos fortalece!


Saber esperar é saber isolar-se e recolher-se quando necessário.


PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Espiritualidade

Quando eu falo em espiritualidade, não estou me referindo a nenhuma igreja, a nenhuma religião particular, embora respeite todas. Refiro-me à espiritualidade como o fazia Einstein, apontando para uma vivência cósmica; ou, ainda, outro físico contemporâneo, Fritjof Capra, que denominou seu penúltimo livro de Pertencendo ao Universo. Espiritualidade é uma consciência não-dual, uma consciência de participação, da parte no todo, que na essência é o amor, e na prática é solidariedade.

Uma pessoa que despertou para essa dimensão espiritual é uma pessoa que não se vê separada do outro, da comunidade e do Universo. Eu pergunto: em sã consciência, você colocaria fogo no seu corpo? Se você sente-se não-separado do outro, você jogaria fogo em alguém que está dormindo num banco? E se você se sente não-separado da natureza, você iria empestá-la, destruir ecossistemas por uma neurose de progresso compulsivo, que foi decantada no século passado por Comte e que, agora, testemunhamos o lado sombrio dessa religião do progresso a qualquer custo, progresso a custa da hecatombe? Você empestaria a natureza se você se sentisse não-separado dela?

Sem sombra de dúvida. Nestes últimos séculos temos investido, de forma unilateral, no mundo da matéria, e os frutos são notáveis, sintetizados na tecnociência maravilhosa que dispomos. A grande tragédia, entretanto, é que não houve praticamente nenhum investimento significativo no mundo da subjetividade, da alma, da ética, da consciência, da essência. O resultado encontra-se nos noticiários tristes e apocalípticos de cada dia: escalada de violência e guerras infindáveis; a exclusão desumana de uma maioria, que morre de fome, por uma minoria, que morre de medo; extinção em massa de espécies; rota da colisão do ser humano com a natureza e todo tipo de aplicações tecnológicas irresponsáveis.

O investimento maciço na alma é a única estratégia que poderá viabilizar a perpetuação, com qualidade e dignidade de nossa espécie. Antigas e esquecidas lições: para que serve ganhar o mundo inteiro se você perdeu a sua alma, se você se perdeu de si mesmo, se você se esqueceu do ser que lhe faz ser? Felizmente, crise é também oportunidade de aprender e de evoluir. Gosto de confiar que o ser humano será a maior descoberta do terceiro milênio!

Roberto Crema - Escritor e Vice-Reitor da Universidade Holística da Paz

Dia de Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim... Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados...

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas!

Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei aspalavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

(D.A.)

A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira.

Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores.

Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falaccioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável.

A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.

Séneca, 'Cartas a Lucílio'

Recomeçar é preciso

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.

Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.

A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.

A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.

Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.

Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?

A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.

Avança!

Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.

Letícia Thompson

Discursos de Saint Germain

O caminho à Luz é um processo difícil, mas não impossível. Presenciamos vossa luta. Cada esforço é individual. O auxílio que necessitais também deve ser individual; prazerosamente, vos damos estímulo, através de práticas espirituais, porque constatamos que para um grande número de discípulos é difícil progredir sem o auxílio dessas disciplinas. Não é racional sobrecarregar-vos, enquanto não houver um acentuado progresso de vossa parte; pois do contrário, vossa mente ficaria confusa. Por meio da individualizada Presença EU SOU, a todos serão facultados os exercícios que lhes forem apropriados.
Compreende-se que nem todos vos deveis levar a efeito as mesmas práticas. Cada um escolhe aquela que está mais em concordância consigo. No entanto, é aconselhável exercitar a mesma, por um tempo prolongado, antes de passar para outra.
Falo, propositadamente, da importância da DISCIPLINA. Os homens da época atual necessitam dela. Autodomínio requer vigilância. São poucos os discípulos que, por necessidade interior, executam seus exercícios, sem se deixarem vencer pelo desânimo. Onde a virtude da prudência ainda não é visível, há necessidade de uma disciplina para desenvolvê-la.
Ireis admirar-vos do resultado satisfatório de um exercício executado com persistência. No decorrer do tempo, esses resultados fluem com facilidade e naturalidade, no viver de cada dia, assim como se trabalha e se dorme normalmente., tornando-se uma necessidade interna a fusão em vosso ser real.
O controle diário não deve ser negligenciado.
Amor e Benção
SAINT GERMAIN

Texto do livro "Discursos de Saint Germain"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Paz Interior

A paz interior é esse caminho que queremos todos atravessar.
É essa senda onde as culpas ficaram para trás, o sentimento de dever cumprido fica presente e o arco-íris aponta para o infinito.
Buscamos todos, com vontade, força, verdadeira luta.
Somos, talvez, um pouco desajeitados nessa nossa busca.
Queremos sim, com a força do nosso coração e da nossa alma,mas tropeçamos sempre
nesses sentimentos humanos que nos fazem,se não iguais a todo mundo, bem parecidos.
Acumulamos os restos do dia,nos esquecemos de varrer a casa da alma a cada noite
para o repouso tranqüilo e reparador para o novo recomeço na manhã seguinte.
Temos dificuldade em perdoar,esquecer, passar por cima e ir em frente.
E a alma se inquieta, a paz tarda a chegar porque colocamos,nós mesmos,impedimentos.
Achamos que dar o braço a torcer e seguir em frente seria nos curvar e somos por demais orgulhosos para isso.
Optamos, então, por buscar a paz de outras maneiras.
Outras maneiras...
como se existissem...
Não haverá paz no mundo enquanto ela não começar no coração do homem.
Enquanto esse mesmo homem não começar a tirar de si as pedrinhas que incomodam a si e aos outros e não pensar na felicidade alheia como um objetivo tão importante como a felicidade própria.
Não haverá paz interior enquanto o exterior estiver em guerra,enquanto não compreendermos que somos o sal da terra e que se nossa luz não brilhar todos os caminhos serão escuros.
A paz interior não está no alto ou em baixo,nos mares ou nas montanhas e nem mesmo nas maravilhosas flores que tanto nos fascinam.
A paz interior começa onde começa nossa compreensão de que nada somos se de nós não damos.
Se não a encontramos, é porque buscamos errado.
Ela não começa do lado de fora, ea começa e se termina em nós.
Um dia abençoado!

Letícia Thompson

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