Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Chega de sentir medo do outro


Todos nós precisamos amar e ser amados, sabia? Fomos feitos para aprender a nos amar, a nos conectar uns com os outros e compartilhar.

Somente com o amor podemos experimentar níveis mais altos de consciência, níveis mais apurados de compreensão.

Chega de sentir medo do outro, viu? Nem se preocupe mais com o poder que o outro aparenta ter, tá? Pare de se sentir ameaçado por não se sentir forte e capaz! Não precisa mais ficar se defendendo das pessoas que não acreditam nas mesmas coisas que você, tá?

O momento espiritual em que vivemos é muito especial. É chegada a hora da transformação dos nossos medos. Alguém já te falou que o nosso querido planeta Terra, um ser vivo, está se modificando? Não só o planeta como a humanidade está evoluindo. Isso significa que as frequências energéticas mais sutis estão mais aceleradas. Consegue perceber isso em você mesma?

Derrube aquelas suas paredes internas! Não permita mais que o seu coração esteja cercado de tijolos! Nunca mais! Pois cada medo, cada mágoa, cada preocupação ou cada angústia é um desses tijolos que emparedamos nosso coração. E o coração é o centro de amor.

O primeiro passo é retirar esses tijolos, um a um, ok? Toda tristeza ou medo superados significa que deixamos entrar mais luz no coração e que podemos escutá-lo com mais facilidade. É assim que evoluímos! E evoluímos quando destruímos a muralha que fomos muitas vezes obrigados a construir em volta do coração.

Com coragem e confiança, experimente amar sem medo. Experimente amar sempre! Perca o medo de abraçar de verdade! Afinal, amar é simplesmente... amar! É dar sem querer receber algo em troca. Eu te garanto que esse tipo de amor existe dentro de você.

Bom Dia! Bom Divertimento! Pra quem que você disse eu te amo nesses últimos dias?

"O amor existe dentro de nós. Fomos fabricados com esse atributo, com essa marca registrada de Deus"

Luis Carlos Mazzini

A busca espiritual de Hafik


Em um dos seus raros escritos, o sábio sufi Hafik comenta a busca espiritual.

“Aceite com sabedoria o fato de que o Caminho está cheio de contradições. Há momento de alegria e desespero, confiança e falta de fé. Assim como o coração cresce e se encolhe para continuar batendo, o Caminho muitas vezes nega-se a si mesmo, para estimular o viajante a descobrir o que existe além da próxima curva”.

“Se dois companheiros de jornada estão seguindo o mesmo método, isto significa que um deles está na pista falsa. Porque não há fórmulas para se atingir a verdade do Caminho, e cada um precisa correr os riscos de seus próprios passos”.

“Só os ignorantes procuram imitar o comportamento dos outros. Os homens inteligentes não perdem seu tempo com isto, e desenvolvem suas habilidades pessoais; sabem que não existem duas folhas iguais numa floresta de cem mil árvores. Não existem duas viagens iguais no mesmo Caminho”.

Paulo Coelho

O Eu Real: Além das aparências


Você, que desceu à Terra para mais uma experiência no corpo, jamais deixou de ser um cidadão do universo. Sua verdadeira natureza não é desse ou daquele lugar, mas do infinito. Sua casa é no coração do Todo e tudo que vive é seu próximo.

Você pode lembrar-se de muitas vidas, em diversos lugares, mas você é uma consciência espiritual, que não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.

Você tem cara de gente, mas o seu rosto espiritual tem a cara da luz.

Você deita o corpo físico no leito, diariamente, mas não fica dentro dele, mesmo que nem saiba disso. Enquanto a natureza faz o seu trabalho de regeneração do veículo denso, você, o eu real, se desprende para fora dele e viaja com o corpo sutil pelos planos extrafísicos, encontra seus amigos astrais e realiza atividades de estudo e trabalho, naquelas moradas além da Terra. E, quando volta ao corpo, nem se lembra disso.
No entanto, dentro ou fora do corpo, é você mesmo o tempo todo.

Quando você rememora vivências de outras vidas na carne, isso ainda é um evento menor. Na verdade, você precisa se lembrar mesmo é de algo a mais, além das lembranças de vidas passadas – muitas vezes, cheias de condicionamentos limitantes e coisas mal-resolvidas. Você precisa se lembrar das cidades astrais e dos sítios extrafísicos, para perceber que veio de outros planos e que é um SER DE LUZ, um viajante eterno, e que nada pode limitar o seu progresso ou condicioná-lo a este ou àquele corpo - ou àquela vida ou situação específica.

Você carrega o fogo estelar em seu peito. Você não é branco, negro, amarelo ou vermelho.

Você é da raça da LUZ! Você é parceiro das estrelas, sempre foi...
No momento, você está hospedado num corpo denso emprestado pela Mãe Terra. Então, agradeça-a pela oportunidade de aprender algo bom enquanto na carne. E trate corretamente o veículo de argila que Ela lhe emprestou. Tenha respeito e admiração por quem o recebe e o ajuda em sua evolução.
Porém, jamais se esqueça de sua verdadeira natureza espiritual.

Mantenha os pés no chão, mas permaneça ligado ao Alto, de onde vem suas melhores inspirações. Respeite o caminho terrestre, por onde for, mas não perca o brilho estelar dos seus olhos, nem deixe as coisas do mundo bloquearem sua luz.
Da mesma forma que o barco pode entrar no rio, mas o rio não pode entrar nele – pois afundaria –, entre no mundo, mas não deixe as coisas do mundo afundarem o seu barco espiritual e afogarem a sua lucidez. Viva o que tem que ser vivido, mas sem perder o discernimento e a luz do espírito por causa disso.

Você é mais do que imagina. E, se concentrar melhor sua atenção, desbloqueará diversos de seus potencias adormecidos. Se resolver melhorar, melhorará!
Mas nada acontece da noite para o dia. Tudo demanda esforço e paciência, e a ansiedade com qualquer resultado a curto prazo, com certeza, envenenará seus melhores propósitos. Apenas estude e trabalhe da melhor forma possível, sem preocupações com resultados ou condições. O seu esforço correto o levará a prestar atenção em algo a mais, na vida e em você mesmo. E isso é um tipo de melhoria.

Você é um cidadão do universo. Sempre foi, e sempre será...
Lembre-se disso!

Wagner Borges

O silêncio da alma


Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio.
Essa é a canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranqüila.
Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam.
Toda a vida se transforma em meditação.
Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação. Só há experiência.
Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza.
E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.
Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.
Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos.
Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.
Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave e doce simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.
É amor de Deus o que estás respirando.
Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar.......... de alegria.
Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.
Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.
Caminha na vigília, não adormecido.
Porque teu lar é Meu coração e o Meu é o teu.
Somos tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será.

Neale Donald Walsh

A cura cósmica


A cura cósmica é a recondução do ser humano à sua origem interna, é a consciente unificação da vontade pessoal com a vontade superior do próprio indivíduo. Realiza-se pela sin­tonia com a realidade espiritual e se inicia quando temos von­tade de saber qual é a verdadeira meta da vida.

Esse processo de cura intensifica-se só quando nos entregamos aos níveis superiores do nosso ser — o que podemos fazer de maneira simples, dirigindo-nos a esses níveis internos da consciência, porém, com toda a sinceridade: Quero ser aquilo para que fui criado.

Farei o que for preciso para isso. Ao nos entregarmos assim à von­tade interna do eu superior, podemos desempenhar o papel que nos cabe no universo em que vivemos e entrar em harmonia. E, à medida que essa harmonia chega ao plano físico, as doenças podem ser eliminadas, pois elas surgem justamente quando há desvios no caminho traçado para nós.

Se estivermos preocupados só com a remoção de algum incômodo físico, emocional ou mental, ficamos limitados aos problemas da personalidade e, assim, impedimos que ocorra uma cura verdadeira, não-paliativa. Devemos aproximar-nos da cura cósmica com humildade, em um estado interno de silêncio, de imparcialidade diante do que desconhecemos.

Devemos aprender a calar e observar. Calar significa não criar expectativas. Se já nos oferecemos, nosso eu superior nos escutou. Na verdade, sabia das nossas necessidades antes de a ele nos dirigirmos. Observar é estarmos atentos para perceber o que o eu superior quer de nós, o que devemos mudar.

Se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados. Nenhum curador pode resolver nosso problema se não nos transformamos. Na verdade, para a cura se tornar efetiva, a forma de agir da medicina comum deve complementar-se com procedimentos que considerem o ser como um todo e o levem a se harmonizar com realidades profundas.

O curador espiritual transcende os aspectos materiais do paciente. Para isso interage com leis internas. O trabalho do curador começa no seu próprio ser: ele tem de sanar suas desarmonias antes de se tornar veículo de cura para os demais. Somente quando começa a se unir à vontade superior dentro de si mesmo é que passa a transmitir a energia de cura a que nos estamos referindo. Há médicos e terapeutas que se tornam curadores.

Há, também, curadores que deixam de sê-lo por usarem a energia de cura com propósitos egoís­tas, por explorarem comer­cial­mente o seu trabalho. Enquanto a medicina e a terapia normais são legalmente exercidas mediante pagamento, a cura cósmica é in­compatível com qualquer tipo de retri­buição.

Dar de graça o que de graça se recebe é uma lei expressa por Jesus, um curador, e essa lei continua a reger o serviço de todos os curadores autênticos. Praticamente não há, na superfície da Terra, quem não precise de cura. Por isso, há na Terra centros suprafísicos dedicados à cura cósmica, alguns dos quais foram revelados.

Esse é o caso de Aurora, civilização não-física que está na área intraterrena do Uruguai e cuja irradiação chega à superfície. Não há limitações para a cura cósmica: ela se dá além das dimensões materiais. Assim, se tivermos a intenção de realizar a vontade do nosso eu superior, estabelecemos con­tato telepático com centros como Aurora, não importa que estejamos em outras dimensões da consciência.

Se estivermos com essa atitude correta, a energia de cura pode tornar-se realidade para nós.Entre os recursos de que dispomos para entrar em contato com esse nível de cura, os mais poderosos e próximos de nós são a fé e a devoção ao que é o mais elevado que possamos conceber.

Da Série Sínteses de palestras de Trigueirinho A cura cósmica Irdin Editora

A "tequinologia" do abraço por um matuto mineiro


O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia...
- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito di um só aproveitá!
Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha....
Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia.. .
Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva...
Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém
pega um poquim da sua alegria... Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...
Si arguém perde outro arguém querido, não há palavras, mas um abraçu silencioso diz tudu...
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia,
mas ninguém inda discubriu...
Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô.....
Iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração...
Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!...
I o coração do ôtro é massargiado tamém! Mas num é só isso, não...
Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:
É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!...
Intonce....
Um abraçu prô cê!!!

Tolerância


Muitas vezes, no nosso dia-a-dia, costumamos reclamar de algumas pessoas que nos atendem em lojas, supermercados, ao telefone, enfim, as pessoas que nos atendem de alguma forma.
O que não nos damos conta é que também estamos entre essas pessoas. E que, como elas, também estamos nos relacionando com várias outras pessoas.
Devemos pensar duas vezes antes de nos irritarmos.
A irritação, a intolerância, fazem com que provoquemos males ainda maiores na sociedade que vivemos.
São os pequenos desentendimentos que geram os grandes conflitos da humanidade.
Por isso, não negue consideração e carinho diante de balconistas fatigados ou irritadiços. Pense nas provações que, sem dúvida, os atormentam nas retaguardas da família ou do lar.
A pessoa que se revela mal-humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.
Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares é obrigação.
Embora estejam sendo pagos para cumprir suas tarefas ou sejam subordinados a nós são seres humanos como nós mesmos.
Lembre-se que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.
Muitas vezes, nós mesmos, atormentados por algum problema a resolver, tratamos mal alguém que nos venha pedir um favor com delicadeza.
O que aconteceria se essa pessoa também nos tratasse mal; ficaríamos ainda mais irritados. No entanto, se essa pessoa, apesar da nossa má-vontade, nos tratasse bem, com cortesia e gentileza, pensaríamos melhor no que estamos fazendo, podendo até mudar de atitude.
Em muitos casos, o que nos falta é um pouco de tolerância.
Ter tolerância é ter paciência e saber entender os problemas alheios.
A tolerância deve ser aplicada indistintamente entre todos e em qualquer lugar. É lição viva de fé e elevação e não pode ser esquecida.
Tolerar, no entanto, não significa conivir.
Desculpar o erro não é concordar com ele. Entender e perdoar a ofensa, não representa ratifica-la, mas sim ser caridoso e compreensivo.
É indispensável não entrar em área de atrito, quando puder contornar o mal aparente a favor do bem real.
Perdoe as ofensas e tente entender os problemas alheios sem julga-los preconceituosamente.
Faça aos outros o que gostaria que fizessem para você.
Seja uma pessoa amistosa para com todos.
Contribua sempre com um pouco de amor para vencer o mal do mundo.
Pense nisso!
Tolerância é caridade em começo. Exercitando-a, em regime de continuidade, você defrontará com os excelentes resultados do bem onde esteja, com quem conviva.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos livros Sinal Verde, cap. 14 e Convites da Vida, cap. 56, ed. FEB.

Tenham um dia repleto de paz!

A fita métrica do amor


Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento ...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu,
quando trata você com carinho e respeito,
quando olha nos olhos e sorri destravado
É pequena para você quando só pensa em si mesma,
quando se comporta de uma maneira pouco gentil,
quando fracassa justamente no momento em que teria
que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:

A amizade,
O respeito,
O carinho,
O zelo,
E até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento,
pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros,mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande é a sua sensibilidade, sem tamanho...

Martha Medeiros no livro "Non Stop/Crônicas do Cotidiano"

A Alma!


... E o Deus dos deuses separou de si mesmo uma alma e a dotou de beleza.
E deu-lhe a suavidade da brisa matinal e o perfume das flores do campo e a doçura do luar.
E entregou-lhe a taça da alegria, dizendo-lhe:
"Só poderás beber desta taça se esqueceres o passado e não te preocupares com o futuro."
E entregou-lhe a taça da tristeza, dizendo:
"Bebe dela, e compreenderás a essência da alegria da vida."
E soprou nela um amor que a abandonaria ao primeiro suspiro de saciedade, e uma meiguice que a abandonaria à primeira manifestação de orgulho.
E fez descer sobre ela, do céu, um instinto que lhe revelaria os caminhos da verdade.
E depositou nas suas profundezas uma visão que vê, o que não se vê.
E criou nela sentimentos que deslizam com as sombras e caminham com os fantasmas.
E vestiu-a de um vestido de paixão que os anjos teceram com as ondulações do arco-íris.
E colocou nela as trevas da dúvida, que são as sombras da luz.
E tomou fogo da forja do ódio, e ventos do deserto da ignorância, e areia do mar do egoísmo, e terra pisada pelos pés dos séculos e amassou todos esses elementos e fez o homem.
E deu-lhe uma força cega que se inflama nas horas de loucura e desvanece diante das tentações.
Depois, depositou nele a vida, que é o reflexo da morte.
E sorriu o Deus dos deuses, e chorou, e sentiu um amor incomensurável e infinito e uniu o homem e a alma .

-Gibran Khalil Gibran-

Saber esperar


Saber esperar exige muita força e inteligência. Deve haver força para determos os impulsos irracionais que querem nos forçar a agir cegamente; e deve haver inteligência para saber reconhecer que uma dada situação não nos é favorável e que seria imprudente e ineficaz tentar qualquer forma de ação.

Mas a atitude de espera deve ser bem compreendida! Ela não pode ser confundida com uma espera passiva de mudança de circunstâncias. A espera deve ser um período no qual nos preparamos cuidadosamente até o ponto em que a nossa inteligência nos disser que o momento de atuar chegou.

Nesse sentido, esperar significa nutrir-se de novas informações, desenvolver habilidades ainda não exercidas, aperfeiçoar competências e fortalecer as próprias energias.

Saber esperar nos fortalece!

Saber esperar é saber isolar-se e recolher-se quando necessário.

Paulo A.S.Raful
Lauro de A.S.Raful

Viva a vida!


A vida nos foi dada gratuitamente, cabe a nós a decisão de como queremos vivê-la. O poder de reação está dentro de cada um de nós. Da mesma forma que despencamos para o fundo de um poço temos que ser suficientemente fortes para sairmos dele.

Os amigos, nessas horas, nos amparam e nos mostram a saída mas o resto do caminho a percorrer depende de nós.

Para ser feliz não existe poção mágica. É preciso somente que se tenha a alma limpa e desprovida de mágoas e rancores. Quanto mais tempo ficarmos remoendo as dores mais tempo levaremos para cicatrizar as feridas. Não há mal que dure para sempre. Por maior que um problema possa parecer jamais poderá ser maior que a nossa vontade de viver.

Estamos aqui de passagem. Nada trouxemos e nada levaremos. Cada um é livre para cumprir a sua missão da maneira que desejar. Nada colheremos além do que plantarmos. Quem nunca passou por um momento difícil na vida? Somente nessas horas podemos medir o tamanho da nossa força interior.

Viver é enfrentar os obstáculos de frente. Fugir ou adiar será apenas prorrogar o sofrimento. Sempre teremos almas iluminadas nos estendendo a mão mas, para que isso aconteça, precisamos deixar aberto o nosso coração.

A Felicidade está sempre batendo a nossa porta, basta abri-la e convidá-la a entrar.

E Viva a Vida!

Ana Amélia Donádio

O Poder da Validação


Todo mundo é inseguro sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor.
Não escapam pais professores chefes nem colegas de trabalho. Afinal ninguém é de ferro
Eu para ser absolutamente sincero fico inseguro a cada artigo que escrevo e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros.
Segurança não depende da gente depende dos outros.
Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamenteela é sempre temporária efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação"embora para os estatísticos o significado seja outro.
Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro mas eu uso esse termo para seres humanos.
Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe que ela é real verdadeira que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros constantemente.
Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita por mais bonito ou bonita que você seja.
O auto conhecimento tão decantado por filósofos não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se por definição.
Validar o outro significa confirmá-lo como dizer: "Você tem significado para mim".
Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Amo você!".
Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar um sorriso um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo.
Estamos tão preocupados com a própria insegurança que não temos tempo para sair validando os outros.
ESTAMOS TÃO PREOCUPADOS EM MOSTRAR QUE SOMOS O "MÁXIMO" que esquecemos de dizer aos nossos amigos filhos e cônjuges que o "MÁXIMO" são ELES.
Por falta de validação criamos um mundo consumista onde se valoriza o "ter" e não o "ser".
Por falta de validação criamos um mundo onde todos querem mostrar-se ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são e não pelo que gostaríamos que fossem.
Mas justamente graças à validação elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia.
Um elogio certo um sorriso os parabéns na hora certa uma salva de palmas um beijo um dedão polegar para cima um "valeu cara valeu".

Stephen Kanitz

Sonhos


Sonhos grandes, sonhos pequenos, sonhos. Sonhos nascem a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Sem percebermos um sonho nasce dentro do nosso coração. Sonhos nos motivam a viver, a continuarmos caminhando. Vivemos, na verdade, na busca da realização dos nossos sonhos. Às vezes, pessoas que estão ao nosso redor tentam matá-los com palavras de pessimismo.

Acham que, se não podem realizar seus sonhos, as outras pessoas também não merecem realizar os seus.Puro egoísmo. Muitas vezes, achamos que não conseguiremos realizá-los, que eles estão muito distante de nós. Ou achamos que não merecemos, porque não somos ninguém. Se não acreditarmos neles, os perderemos.

Temos que tirar do baú os sonhos, caso contrário, eles envelhecem e assim não conseguiremos mais realizá-los. A realização vem pela luta, esforço e persistência. Caminhar ao lado de pessoas que nos motivem a sonhar e a persistir nos mesmos é muito importante. É um passo para a realização deles.

Mesmo que tudo o leve a pensar que parece impossível, não desista do seu sonho. Busque forças dentro de você. Peça ajuda a Deus. Nenhuma oração volta sem resposta. Acredite que tudo pode acontecer quando desejamos do fundo do coração. Da bíblia temos que: "Tudo posso naquele que me fortalece". Tudo e não algumas coisas!

Acredite na beleza dos seus sonhos e na capacidade de realizá-los. Você é capaz! Sonhe sempre. Nunca deixe de sonhar e você será sempre um vencedor.

-texto extraído do site www.mensagensangels.com.brsem citação quanto a autoria-

Caminhando -para casais-


Se caminho na tua frente é para servir-te de guia
Se caminho atrás de ti é porque necessito te seguir
Se caminho ao teu lado é porque estamos sincronizados no mesmo ritmo

Se caminho na tua frente é para limpar os obstáculos do teu caminho
Se caminho atrás de ti é porque confio na luz da tua senda
Se caminho ao teu lado é porque juntos somos força e luz

Se caminho na tua frente é porque tenho audácia para desbravar o desconhecido
Se caminho atrás de ti é porque tenho coragem para te acompanhar
Se caminho ao teu lado é porque juntos somos caminho e caminhada

Se caminho na tua frente é porque em mim te encontrarás
Se caminho atrás de ti é porque em ti me encontrarei
Se caminho ao teu lado é porque nos encontramos um no outro.

Cargin dos Santos -Tadany-

De um jeito só seu


Há um jeito que é só seu, de semear o bem.

Se tem sabedoria para falar, fale!
Há pessoas precisando de quem lhes rasque novos horizontes.

Se tem o dom de ouvir, ouça!
Há pessoas precisando falar para reorganizar os pensamentos e sentimentos.

Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os!
Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom.

Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a!
Há pessoas persistindo no mesmo erro, por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza.

Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do seu lar.
Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual.
Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum.
Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir. A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais. A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam. A sua santa paciência de permanecer num hospital ao lado de um enfermo terminal, ou de varar a noite num velório, naquela hora crítica em que todos vão embora.

Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada. Mesmo que seja afagar as folhas de uma árvore, cantar junto com o seu canarinho, alisar o pelo de seu bichinho de estimação, aquele que você salvou da enxurrada. Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto.

Na contabilidade divina, pouco importa se o seu jeito de semear o bem alcançar uma criatura ou milhões de criaturas. Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu. É só isto que realmente importa!

Fátima Irene Pinto

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tecnologia, um problema para alma


Jamais em nenhum momento da presença do ser humano na Terra foi atingido, como hoje, a realização das suas esperanças mais queridas.
As descobertas científicas e os avanços tecnológicos nos permitem avaliar o dia em que todos terão o que comer, em que o ser humano formará uma comunidade unificada e não mais viverá como entidades separadas. Milhares de anos foram necessários para esta evolução, afim de que o ser humano pudesse desenvolver a capacidade de se organizar socialmente e concentrar suas energias num sentido definido. O homem criou um novo mundo com suas leis e destino. Olhando para a sua criação, como fez Deus, no sétimo dia de descanso, ele também tem o direito de sentir que está perto de atingir uma grande meta.

Mas se olhar para si mesmo, o que terá ele de admitir? Terá por acaso atingido a realização do outro sonho da humanidade: o alcance da perfeição pessoal? Terá por acaso aprendido a amar o próximo como a si mesmo, a ser justo, a conhecer a verdade e a compreender que, potencialmente é feito à imagem e semelhança de Deus?

Tais perguntas tornam-se embaraçosas, pois a resposta que se impõe é dolorosamente difícil de responder. Temos criado coisas maravilhosas, mas teremos merecido realizações tão grandiosas? Não temos uma existência caracterizada por fraternidade, felicidade e contentamento; ao contrário, vivemos num caos espiritual e num estado de confusão em meio às fronteiras com a ansiedade, com a depressão e a solidão; podemos está à beira da loucura, não aquela loucura nervosa, mas um estado semelhante à estafa mental e decepcionado por si próprio, em que vai se achar perdido o contato com a realidade interior e a vida intelectual está adversa da afetiva.

Hoje, os fiéis vão à igreja e escutam sermões que falam dos princípios de amor e caridade ao próximo; entretanto, os mesmos se considerariam tolos se perdessem um bom negócio, embora sabendo que o melhor seria se negar ao negócio, os oradores acabam levando seus rebanhos a viajar mais pelo exterior do que para interior.

Possuímos em nosso interior um líder apagado pelos lideres externos e isso nos tira a liberdade. Acabamos vivendo a vida concentrados em atrativos externos deixando escapar nossa própria essência. O que mais assusta é a dolorosa expressão de ansiedade e sofrimento, como se estivessem presenciando um acidente, quando, na realidade, trata-se apenas de pessoas que transitam no cumprimento das suas obrigações diárias.

Adquirimos a certeza que a nossa vida é mais afortunada que a de nossos antepassados; ensinamos a nossos filhos que o futuro da humanidade dependerá deles, já colocando em cima da juventude a responsabilidade que não tivemos: "cuidar do planeta, a impaciência com os idosos, a impaciência com as crianças, as críticas generalizadas, a falta da religiosidade e também de amor ao próximo, todos são exemplos que estamos transmitindo e cobrando um futuro pelo qual não fazemos nada para mudar.

Mas será que nossos filhos têm a intuição segura da finalidade de suas vidas? Como todos os seres humanos, sentem que a vida deve significar alguma coisa, deve ter um sentido, mas qual é ele? Acaso encontrarão um objetivo nas declarações contraditórias e no cinismo resignado com que se deparam por todos os lados? Anseiam pela felicidade, pela verdade, pela justiça, por amor, por um objeto ao qual possam dedicar os seus esforços. Somos nós capazes de satisfazer as suas aspirações?

No momento, sentimo-nos tão impotentes e sem direção quanto eles. Não sabemos responder, porquanto já desistimos até de perguntar. Fingimos que a nossa vida repousa sobre alicerces sólidos e fechamos os olhos às sombras da ansiedade, insegurança e confusão que nos cercam.

Acredito que alguns encontram a resposta num retorno à religiosidade, que ao despertar do seu coração a fé, procuraria mais curar seu interior do que satisfazer seus anseios tecnológicos.

Não se trata de uma decisão inspirada pela devoção, mas pela necessidade de segurança, de cura. O observador que se interessar mais pela felicidade do coração, pelo engrandecimento do poder espiritual se sentirá mais leve e mais livre para abençoar a sim mesmo e escapar das ansiedades de obter o que a tecnologia ainda vai pôr na mesa. Chega!... Não podemos trocar o verdadeiro amor ao próximo, pelas loucuras da falsa felicidade que nos deixam apáticos ao ver tamanho prazer material, satisfazendo aos olhos e a mente, mas sem transcender a vontade do coração. Será tarefa nossa e, ao mesmo tempo, os espíritos estarão nos despertando, orientando para a religiosidade e a cura interior para equilibrar os anseios tecnológicos da necessidade do coração.

Os que procuram a solução pela volta à espiritualidade não poderá deixar-se arrastar por uma formulação freqüentemente proposta defensores dos diferentes credos, a saber, que é preciso escolher entre viver para o bem ou viver bem. Quando se vive para o bem, vivemos para a humanidade e quando se vive para viver bem, estamos vivendo para si próprio, um tipo de vida caracterizada apenas pela satisfação das necessidades do conforto material.

Pode parecer até que as únicas pessoas que se interessam pelo bem-estar sejam os políticos, os sacerdotes e ministros religiosos.

Falsa realidade... Vemos mais pessoas comuns à procura da cura interior do que os que pregam a felicidade.

por Bernardino Nilton Nascimento

O círculo vicioso da raiva


Você certamente já experimentou estados emocionais de intenso amor e intensa raiva, mas já parou para identificar energeticamente esses estados? Já parou para refletir, conscientemente, e se entregou a essas emoções e percebeu a enorme diferença entre esses dois estados?
O amor nos aquece, literalmente aquece nossos corações, sentimos um agradável calor fisicamente, esquentando nosso peito, além de uma certa emoção percorrendo nosso corpo. O amor nos traz sentimentos de expansão, de pulsação, nossa respiração torna-se mais plena, completa, nossos movimentos mais suaves. Nossas sensações de bem estar se ampliam e passamos a nos expressar com maior fluidez.
Sentimos-nos movidos por dentro em direção à expressão desse amor e distribuímos, mesmo sem perceber, essa energia, onde quer que estejamos. Toda energia formada por sentimentos positivos, como o amor, a afeição, a simpatia, a onda energética que invade o corpo é descendente, ao contrário das energias desencadeadas por sentimentos negativos como o medo, a raiva, onde a onda energética é ascendente.
A raiva é uma emoção que, se bem direcionada, pode curar e restaurar nossa integridade emocional e física. Ele é uma emoção que carrega o corpo num movimento ascendente, que ativa todo o sistema nervoso simpático, nosso sistema de emergência.
A onda da raiva sobe pela espinha, passa pela nuca, nossos pêlos ficam arrepiados, e se ela for intensa, até nossas costas se arqueiam, como nos animais. Esses sentimentos passam pela cabeça, e é por isso que temos a sensação de estarmos perdendo a razão, desce pelos olhos que se enchem de sangue (por isso ficam vermelhos) passam pela boca e dentes e chegam aos braços.
Na maioria das vezes é melhor não responder a essas reações, a não ser que você esteja dentro de um consultório terapêutico. Esses sentimentos passam por vários estágios e, se não colocarmos um sério limite nessa onda negativa, eles se desencadeiam da seguinte maneira: aborrecimento - irritação - raiva - ódio - fúria. Com o medo acontece a mesma coisa: apreensão - ansiedade - medo - pânico - terror.
A raiva e o medo são emoções que fazem parte da natureza humana, mas vale a pena tentar puxar o freio de mão, afinal de contas não podemos sair por aí depositando nossas frustrações em cima das pessoas.
Quando permitimos que a hostilidade se desenvolva sem limites em reações sem controle, ou pior, quando carregamos esses sentimentos no decorrer de nosso dia, geramos um círculo vicioso. Vamos pensar em um exemplo: Meu chefe briga comigo, fico enfurecida, mas não posso expressar esse sentimento. Fico de cara fechada durante todo o dia, trato mal meus colegas, que também se ressentem.
Vou para casa e encontro meu vizinho, que me diz um sonoro boa noite, mas não respondo. Entro em casa e meu marido me dá um beijo que recebo com frieza. Meu colega de trabalho, que ficou ressentido, vai para casa e briga no trânsito, meu vizinho no dia seguinte não me diz bom dia. Meu marido se fecha e resolve dormir mais cedo. Quando acorda, nem olha direito para mim.
Percebe o tamanho da história que criamos quando somos atingidos, normalmente em nossos egos inferiores? Criamos um círculo vicioso de sentimentos negativos que se espalham e reverberam. O decorrer do dia é prejudicado, bem como meu objetivo em construir uma vida mais feliz.
A tristeza, o ressentimento, a hostilidade e a frustração se instalam em meu coração, por que tenho uma armadilha engatilhada apenas esperando o comando para ser disparada, por que esse é um padrão que estabeleci muito cedo em minha vida. Se esse círculo for interrompido em um primeiro momento, muito carma pode ser evitado.
Pare por um momento e reflita sobre o mecanismo da raiva que traz dentro de você. A primeira atitude deve ser a conscientização de que ela está lá, que é só dar o comando para que ela se manifeste.
A segunda atitude é tentar, com muita sensibilidade, investigar a causa real que desencadeia a raiva em meu coração. Meu chefe gritou comigo por um erro que cometi. Sinto-me com raiva, pelo erro ou pelo grito? Será que me permito errar? Em que tempo em minha vida fui tão cobrada a ponto de supor que o erro não faz parte da vida? Ou foi pelo grito? Por que me deixei contaminar por um estado de espírito em desequilíbrio, descontrolado, a ponto de entrar também nesse descontrole?
A raiva é um dos principais obstáculos à construção de nossa felicidade. Ela corrói nosso coração, nossa alma, nossa vida! Ela impede o desenvolvimento do amor, da bondade, da tolerância, da compaixão.
Para quem deseja sair da densidade dos sentimentos negativos e adentrar pela porta abençoada da espiritualidade, da alegria, da compaixão e felicidade, é preciso começar, lentamente, a desfazer esse padrão que se estabeleceu sabe-se lá há quantas vidas atrás, e começar a praticar, ou seja, a construir conscientemente sentimentos como o perdão, o amor, a compreensão, exercitando diariamente, da mesma maneira que exercitamos nossos músculos.
Você já parou para pensar que aquele que te faz sofrer é o que mais colabora com teu crescimento? É difícil aceitar isso, não é mesmo? Como podemos olhar para uma pessoa que nos trai e nos ofende e imaginar que essa mesma pessoa está contribuindo para o teu crescimento?
Dalai Lama diz: "...na realidade, o inimigo é a condição necessária para a prática da paciência..." Mas pense bem: como você pode praticar a paciência, a tolerância, a compaixão, com pessoas que só lhe fazem o bem?
Somente as pessoas que não nos são tão simpáticas, e muitas vezes até hostis, nos dão a oportunidade de crescimento. A princípio é quase impossível adquirir essa postura diante da vida, mas com o passar do tempo, com o exercício diário da autoconsciência e conseqüente compreensão, somos dirigidos a um caminho carregado de bons sentimentos e da tão querida sensação de aquecimento de nossos corações.

Eunice Ferrari

Frágeis corações


Eu gostaria de poder entender por que deixamos tantos dos nossos sonhos de lado. Não é bem assim... é que eles se perdem, ou os perdemos, por que desejamos deles um pouco mais do que nos oferecem ou nós mesmos nos assentamos num comodismo que no fim das contas acaba nos incomodando e deixando infelizes.

Muitas relações "duráveis" continuam porque nenhum dos dois admitiu estar insatisfeito. É a vida que corre, sem que se peça dela um pouco mais. Porém cada um, bem no fundo de si, nem que seja por algumas vezes, gostaria de reviver aqueles momentos em que o coração batia desesperadamente e não sabia onde encontrar lugar para se colocar.

As pessoas acostumam-se demais umas às outras. Raros são os casais que conseguem manter pelo menos um pouco das emoções de antes. Os dois conhecem-se tanto que passam a se tornar invisíveis, pelo menos como homem ou como mulher. A mulher torna-se a mãe, dona-da-casa, amiga até... e o homem aquele que tem a responsabilidade maior pelo sustento da casa. E o que sobra depois disso? Sobram apenas restos dos sonhos que ficaram para trás...

Pudessem as pessoas pelo menos vez ou outra parecer "novo" ao outro, as coisas poderiam ser diferentes. Pudessem as mulheres de vez em quando deixar os afazeres domésticos e dedicarem-se completamente a uma noite de amor, toda de amor vestidas e os homens as vissem como se fosse a primeira vez e pela primeira vez oferecessem flores, a magia retornaria.

É preciso imaginação num relacionamento, é preciso criatividade e uma ponta de emoção. É preciso querer, não ter medo da nudez dos desejos, não ficar embaraçado depois de tantas coisas vividas, é preciso buscar a intimidade perdida e o olhar nos olhos depois do passar dos anos.
O amor não é o quinhão dos jovens ou dos grandes românticos. É o pedaço que o coração mais anseia, é a outra parte da lua, é o elo que reforça os mais frágeis corações.

Letícia Thompson

Peixe fresco


Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.
Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.
Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.
Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como "sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados eabatidos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você
recomendaria?
Antes da resposta, leia o que vem abaixo:
Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma
namorada maravilhosa, quando começam com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.
Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.
Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.
L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:
"O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta
de um bom problema.
Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz.
Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.
Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.
Você se diverte.
Você fica vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos.
Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.
Massacre-os.
Curta o jogo.
Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!
Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.
Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao
encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.
Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
"Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar."

-autoria desconhecida-

Tudo o que eu realmente preciso saber, aprendi no jardim da infância


Este texto é um resumo da dissertação de mestrado do Dr. Robert Fulghum, transformada em livro que se tornou um best-seller nos Estados unidos.

“... Tudo o que eu preciso saber sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não estava no topo da montanha da escola graduada, mas lá no monte de areia do jardim de infância. Estas são as coisas que eu aprendi:

Compartilhar todas as coisas.

Jogar Limpo.

Não bater nas pessoas.

Colocar as coisas de volta onde você as encontrou.

Arrumar a sua própria bagunça.

Não pegar as coisas que não são suas.

Pedir desculpas quando você magoar alguém.

Lavar as suas mãos antes de comer.

Dar descarga.

Biscoitos quentes e leite gelado são bons para você viver uma vida balanceada.

Aprenda algo, pense em algo, desenhe, pinte, cante, dance, brinque e trabalhe a cada dia.

Tire uma soneca todas as tardes.

Quando você sair por este mundo, cuidado com o trânsito, segure as mãos, e permaneçam juntos.

Tenha cuidado com as coisas maravilhosas.

Se você pudesse reler os livros de sua infância, com certeza tudo que você precisa saber estaria lá em algum lugar. A regra de ouro, o amor e as medidas básicas de saúde. Ecologia, política, igualdade e vida sã.

Pegue um desses itens e o extrapole em sofisticados termos adultos e aplique-o à sua vida familiar ou ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e ele se tornará verdadeiro, claro e firme. Pense que mundo melhor ele poderia ser, se todos nós, o mundo inteiro, tomássemos leite com biscoitos por volta das três horas a cada tarde e nos deitássemos com nossas próprias roupas de cama para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como política básica sempre colocar as coisas de volta onde eles as encontraram e arrumassem as usas próprias bagunças.

E ainda é verdade, não interessa qual a sua idade, quando você sair pelo mundo o melhor é dar as mãos e permanecer juntos...”

Gratidão x Reclamação


Quantas vezes nos pegamos reclamando de tudo o que aconteceu conosco até o momento? Quantas vezes nos sentimos injustiçados pelo o que a vida nos fez e também pelo que não nos fez ou deu? Não que não estejamos cobertos de razão de indignarmos e nos sentirmos preteridos pela vida ou pelas pessoas, mas é que o mecanismo de funcionamento dela é outro.
Quanto mais reclamamos, mais focalizamos e emprestamos a nossa atenção para as coisas ruins. Com o nosso foco naquilo que reclamamos, criamos vida e fortalecemos o que não queremos. O resultado disso é a continuação do que não gostamos. Com os Senhores do Karma aprendi mais claramente que tudo o que queremos que mude temos que focalizar e curar, não perpetuar a sua existência em nós. É como se tirássemos uma roupa que não mais usássemos do nosso armário, olhássemos, colocássemos defeito e depois devolvêssemos ao armário. Não adiantou nada! Eles me orientaram durante o processo da Cura Kármica que ao focalizarmos um relacionamento, uma situação, um padrão de comportamento ou uma doença que não mais queremos, imediatamente estamos assumindo a nossa responsabilidade sobre a existência dos mesmos. Isso basta para que possamos liberar essas coisas em nossa vida.
É como passar em revista tudo aquilo que não mais queremos que fique nos acompanhando e possamos abrir espaço para novas oportunidades, relacionamentos, situações e bem-estar. Somos como um armário que precisamos, de vez em quando, abrir gavetas, mexer em lembranças, olhar atentamente o que queremos que volte ao armário e o que não.

Reclamar é se eximir da co-participação do que não gostamos. É tentar culpar pessoas, situações e ao próprio DEUS de sua má sorte! Não existe má sorte! Existe má escolha. O que escolhemos resulta em algo que pode ser adequado ou não a nós. E é nessa hora que temos que parar de reclamar e agradecer os mecanismos que a vida possui para nos sinalizar que estamos indo na direção do abismo. Agradecer é focalizar as mudanças e dar vida a elas, mesmo as que ainda estão por nos encontrar.
Para que possamos ter novas portas se abrindo e novas perspectivas surgindo em nossas vidas, precisamos antes fazer uma faxina nos hábitos e escolhas que não nos trouxeram bons resultados. É admitir que isso nos pertence mesmo que não seja lá muito confortável de se encarar. Eu acabei fazendo uma lista imensa de padrões de comportamento que nos obstruem e que dá medo!
Não sabia que era tão extensa e já comecei a pedir a cura de todas essas influencias e enviarei aos que fizeram o processo para aproveitarem a faxina. Vou aplicar em meus trabalhos de Cura Kármica. Libertar-se é antes de tudo admitir! Então pare de reclamar e comece a agradecer as escolhas que deram bons resultados e as que você quer que lhe aconteçam ainda!

por Vera Ghimel
http://www.veraghimel.com.br

Proativos e Reativos


Em 14 Lições


Pessoas re-ativas são aquelas que pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito.
Pessoas pró-ativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e a todos a seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstancias. Escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa que atenda a muitos.

Quando um Proativo comete um erro, diz: "Enganei-me", e aprende a lição.
Quando um Reativo comete um erro, diz: "A culpa não foi minha", e responsabiliza terceiros.

Um Proativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um Reativo sente-se vítima perante uma adversidade.

Um Proativo sabe que o resultado das coisas depende de si.
Um Reativo acha-seperseguido pelo azar.

Um Proativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.
Um Reativo está sempre "muito ocupado" e não tem tempo sequer para os seus.

Um Proativo enfrenta os desafios um a um.
Um Reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.

Um Proativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um Reativo faz promessas e quando falha só se sabe justificar.

Um Proativo diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda".
Um Reativo diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu".

Um Proativo ouve , compreende e responde.
Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.

Um Proativo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um Reativo resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.

Um Proativo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho.
Um Reativo não se compromete nunca e diz sempre: "Faço o meu trabalho e é quanto basta".

Um Proativo diz: "Deve haver uma melhor forma de o fazer. . ."
Um Reativo diz: "Sempre fizemos assim. Não há outra maneira."

Um Proativo é PARTE DA SOLUÇÃO.
Um Reativo é PARTE DO PROBLEMA.

Um Proativo consegue "ver a parede na sua totalidade".
Um Reativo fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar".

Um Proativo passa esta mensagem aos amigos...
Um Reativo a e a DESTRÓI… Acredita que esse texto foi enviado apenas para ele!

Extraído do Arvore Sagrada

Vinganças


Quando sair para uma vingança, prepare duas covas. (Ditado chinês)

Incrível como a vingança faz parte da vida do homem moderno.
Como o casal em que o homem aceita um convite para jantar sem consultar a esposa. Ela se sente desvalorizada e na noite do jantar acaba se atrasando. Agora é a hora de ele se sentir desvalorizado, e não conversa com ela durante o jantar.
Aí ela começa a beber...
Aí ele começa a flertar com outra...
Aí ela começa a se comportar inadequadamente...
Voltam para casa.
Ele briga com ela.
Aí ela começa a chorar.
Aí...
Aí...ela decide não mais sair com ele...
Aí ele decide não mais sair com ela...
Então ficam mais solitários.
E os dois perdem seu tempo (que poderia ser de prazer).
Desperdiçam suas vidas.
É dramático perceber como faz parte dos pensamentos das pessoas o já famoso “Ele (ela) vai ver!!!”
Mais dramático ainda é ver como as pessoas não se importam em prejudicar sua vida para vingar-se de outras.
Basicamente existem dois tipos de vingança: a ativa, em que o vingador realiza atos de agressão direta ao outro, como falar mal, despedir do emprego, abandonar, trair a confiança. A outra maneira é a passiva, na qual o vingador realiza a vingança pelo não fazer, como não estudar, não procurar, não falar, não compartilhar.
Muitas vezes uma pessoa pede uma carícia para a outra durante muito tempo e com muita intensidade. Se não a consegue, pode iniciar um processo de vingança para ser reconhecida.
Um garoto cujo pai ironizava sua capacidade resolveu vingar-se e superar o pai, conseguindo bem mais do que ele havia conseguido.
Poderia também se vingar não conseguindo nada, e deixando o pai se sentir também um fracasso por ter um filho que fracassou.
Analise se as condutas vingativas fazem parte de sua vida.
O vingador é alguém que, freqüentemente, não faz o melhor para si mesmo porque a pessoa com quem está em conflito quer que ele adote essa conduta.
É como o adolescente que, mesmo querendo estudar,não o faz para não dar o “braço a torcer” ao pai. Ou o marido que não pára de beber para não aceitar o conselho da esposa, com quem está brigado.
Para uma pessoa que está na posição vingativa, é importante pensar na seguinte frase:
“Eu vou fazer o melhor para mim, mesmo que a pessoa com quem eu estou em conflito também queira que eu faça isso”.

(De “A carícia essencial – uma psicologia de afeto”, de Roberto Shinyashiki)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Aceitar as pessoas


Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e o equilíbrio do interlocutor.

- Qual é o segredo? perguntou.

- Não existe segredo, mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro.

- Aprender o que?

- A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas.

- Mas é muito difícil aceitar pessoas assim.

- É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las?

- E como você consegue?

- Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas.

Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas estou tentando.

Quanto a nós, vamos tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração.

Amilcar Del Chiaro Filho no livro
"A Minha Paz Vos Dou..."

A Vida e o Amor


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente
dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração
pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança,
te traíram sem qualquer piedade.
Percebe que não há como distinguir os bons e os maus, pois poucos nascem assim,
a vida é que os torna melhores ou piores, pelas tristezas e felicidades que passaram e experiências vivenciadas.
É como se a vida fosse formada por corações e cruzes, onde os corações representam nossos momentos felizes, o carinho e amor que recebemos, e as cruzes são nossas dores, decepções, sofrimentos, momentos ruins pelos quais passamos.
Então você poderá entender que alguns de nós vivenciaram pouquíssimas cruzes e muitos corações o que fará com que essas pessoas tenham muito mais amor a transmitir, outras passaram pelo contrário e são predominantemente frias, insensíveis, buscam coisas materiais, acreditam que os fins justificam os meios,
com essas é preciso ter cuidado, alguns podem mudar e melhorar, outros podem mudar você e trazê-lo para a realidade deles.
Assim ao conhecer alguém preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração
para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, esteja aberto a algumas alterações,
mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite ao máximo seus momentos de felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento,
esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar
e não esteja apenas de passagem, como acontece com muitas pessoas que cruzam nosso caminho.

François de Bitencourt

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Céu ou inferno...é sempre você


Jean-Paul Sartre tem uma frase muito famosa: "O inferno são os outros". Essa é a ideia de quase todas as pessoas do mundo, exceto alguns budas: o inferno são os outros.

Não concordo com ele, embora essa seja a experiência de milhões de pessoas. Parece absolutamente certa, mas não é, não há sequer um átomo de verdade na frase. O inferno é sempre você. Você pode ser o inferno, pode ser o céu — é sempre você, é sua decisão.

O céu não é um lugar. Você tem de criá-lo, assim como cria o inferno. É um estado psicológico. E, quando você sabe que é o criador, há uma grande liberdade.

Se o outro é responsável, você não está livre, está sempre amarrado, porque o outro sempre pode criar amargura ou felicidade para você. Dos dois jeitos você é dependente, e ninguém gosta de dependência.


Osho, em "Meditações Para a Noite"

Palavras


Palavras não são apenas palavras.
Elas têm disposições de ânimo, climas próprios.

Quando uma palavra se aloja dentro de você,
ela traz um clima diferente à sua mente,
uma abordagem diferente, uma visão diferente.
Chame a mesma coisa de um nome diferente
e perceberá: algo fica imediatamente diferente.

Existem as palavras dos sentimentos
e as palavras intelectuais.
Abandone cada vez mais as palavras intelectuais, use cada vez mais palavras dos sentimentos.

Existem palavras políticas e palavras religiosas. Abandone as palavras políticas.
Existem palavras que imediatamente
criam conflito.
No momento em que você pronuncia,
surgem discussões.
Assim, nunca use uma linguagem lógica
e argumentativa.
Use a linguagem do afeto, do carinho, do amor, para que não surja discussão alguma.

Se você começar a ficar consciente disso, perceberá uma imensa mudança surgindo.
Se você estiver um pouco alerta na vida,
muitas infelicidades poderão ser evitadas.
Uma única palavra pronunciada na inconsciência pode criar uma longa corrente de aflição.

Uma leve diferença,
apenas uma virada muito pequena,
e isso cria mudança.
Você deveria ser muito cuidadoso
e usar as palavras
quando absolutamente necessário.

Evite palavras contaminadas.

Use palavras arejadas,
não controversas,
que não são argumentos,
mas apenas expressões de suas impressões.

Se você puder se tornar
um especialista em palavras,
toda a sua vida será totalmente diferente.

Se uma palavra trouxer infelicidade,
raiva, conflito ou discussão, abandone-a.
Qual é o sentido de carregá-la?
Substitua-a por algo melhor.
O melhor é o silêncio,
depois é o canto,
a poesia,
o amor.

Osho

O poder da doçura


O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante.

Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo.
E conseguem modificar muitas coisas. Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.
Antes dela e depois dela tem se falado em altos brados sobre miséria, fome e enfermidades que tomam comunidades inteiras.

Ela observou a miséria, a morte e a fome rondando os seus irmãos, na Índia. Tomou uma decisão. Agiu. Começou sozinha, amparando nos braços um desconhecido que estava à beira da morte nas ruas de Calcutá.
Fundou uma obra que se espalhou, com suas Casas de Caridade, por todas as nações.
Teve a coragem de se dirigir a governantes e homens públicos para falar de reverência à vida, de amor, de ação.

Não gritou, não esbravejou. Cantou a música do amor, pedindo pão e afeto aos pobres mais pobres.
Deixou o mundo físico mas conseguiu insculpir as linhas mestras do seu ideal em centenas de corações. Como a água mansa, ela cantou nos corações e os conquistou, amoldando-os para a dedicação ao seu semelhante.
Há muito amor em sua estrada que, por enquanto, você não consegue valorizar...

Busque se aplicar no dom de ver e, vendo a ação da presença do Criador, que é amor, na expressão mais alta, como conceituou o Apóstolo João, faça de sua passagem pelo mundo um dia feliz.
Se você espera ser útil e desaprova a paralisia do coração, procure amar, porque todos os mistérios da vida e da morte se encontram no amor... pois o amor é Deus!

Redação do Momento Espírita, com pensamento finais do cap. 22 do livro Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

O Falcão e o Cálice


Conta a lenda que certa manhã, o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar. Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço, que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, porque podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não conseguia ver.

Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada. Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento. Mas, para não descarregar sua frustração em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.

Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado e Gengis Khan estava morto de cansaço e de sede. Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos, não conseguia encontrar nada para beber até que, enfim, avistou um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.

Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-lo aos lábios, o falcão levantou vôo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe.

Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira e tornou a enchê-lo. Após outro tanto de tempo, com a sede apertando cada vez mais e com o cálice já pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido.

Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circunstância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e mais tarde contaria aos seus guerreiros que o grande conquistador era incapaz de domar uma simples ave.

Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo. Manteve um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e quando estava pronto para beber, o falcão de novo levantou vôo e veio em sua direção. Gengis Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito do falcão, matando-o.
Retomou o trabalho de encher o cálice. Mas o fio de água havia secado.

Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça d‘água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região.
Se tivesse bebido a água, já não estaria mais no mundo dos vivos.
Gengis Khan voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços.
Mandou fazer uma reprodução em ouro da ave e gravou em uma das asas:
Mesmo quando um amigo faz algo que você não gosta, ele continua sendo seu amigo.

Na outra asa:

Qualquer ação motivada pela fúria é uma ação condenada ao fracasso.

Nem sempre o que parece ser, realmente é!

-sem autoria definida-

De acordo com Seth...


Muitos de vocês, por exemplo, continuam buscando por algum eu interior espiritual aparentemente remoto, no qual possam acreditar e do qual buscam ajuda e apoio, mas enquanto isso vocês desacreditam do eu familiar com o qual vocês têm íntimo contato. Vocês estabelecem divisões entre os eus que são desnecessárias.
Alguns correspondentes escrevem dizendo: “Eu percebo que sou muito egoísta.”

Existem muitas escolas para o avanço espiritual que lhes ensinam a se “livrarem da desorganização de seus impulsos e desejos”, empurrando de lado um eu que vocês são em busca de uma versão idealizada maior. Primeiro, o eu que você é, está sempre mudando e nunca é estático. Há um eu interior em termos dessas definições, mas esse eu interior, que é a fonte de seu ser presente, fala através de seus impulsos. Seus impulsos fornecem um ímpeto espiritual e biológico inato interior em direção ao seu desenvolvimento mais ideal. Você tem que acreditar no eu que você é. Agora.

Seth/Jane Roberts, da sessão 75
Tradução: Luciene Lima, São Paulo, SP, Brasil

Vende-se Tudo


No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento.
Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:

- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem. Ai que pena!!
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes..
O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão.
O sofá foi o primeiro que se foi.
Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto.
Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar,que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê.
No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros..

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material..
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.

Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.
Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

.... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir

É melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ !

Martha Medeiros

Aceite-me como eu sou!


Aceita-me como sou! Não tente me mudar! Eu nasci assim, cresci assim e provavelmente vou morrer assim. Se você me ama... deve me aceitar como sou! Alguém já ouviu isso? Já disse isso?

É uma súplica. É, na verdade, uma maneira de dizer, sem usar palavras, que não aceitamos mudanças, nem queremos que nos mudem. Nós somos o que somos e pronto!

Mas se todo mundo se mantiver nessa posição, cada um vai ficar isolado. Porque na realidade, não podemos mudar a nós e nossa personalidade por causa de ninguém, nem deixar que façam o que querem de nós, mas é tremendamente egoísta dizer "aceita-me como sou" que significa de fato "não estou disposto(a) a fazer nenhum esforço para me adaptar ao "seu" jeito de ser.

Relacionamentos são compromissos. Se não há flexibilidade de parte e de outra e uma disposição para se guardar e ao mesmo tempo se adaptar à personalidade do outro, não há relacionamento que funcione.
E se essa prédisposição a se adaptar só ocorre de um lado, também não funciona. Se devemos aceitar a outra pessoa exatamente como ela é, mas nós devemos nos ajustar a ela para que continuemos juntos, não há equilíbrio na relação. E é injusto.

Em todo relacionamento é preciso que haja contrabalanceamento. Cada um se esforça um pouco, põe o orgulho e as idéias fixas do lado e ambos encontram um meio de continuar no mesmo caminho. Somos humanos e podemos ser flexíveis se nosso coração nos pede. Isso não nos diminui, mas pelo contrário, nos engrandece.

Que ninguém nos molde! Que não sejamos também marionetes! Mas que tenhamos amor suficiente no coração para reconhecermos sozinhos os pontos aos quais podemos ceder para a felicidade da pessoa que convive conosco.

Se ambos tiverem a riqueza de espírito de pensar assim, a caminhada juntos será longa, eternamente longa...

Letícia Thompson

Teoria da janelas partidas


Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.

Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipa de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito.

Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Por que que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metro de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estações, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metro, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’.

A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Texto baseado no livro “Broken Windows”, de James Q. Wilson e George L. Kelling.

domingo, 1 de maio de 2011

Quando as fronteiras deixam de existir...


Quando consigo ultrapas-sar as fronteiras da minha mente empobrecida pelos conceitos limitados do mundo, olho a vida com os olhos da minha alma, e percebo assim, que o Universo não tem início, nem meio, nem fim...
Uma vez deposta essa fronteira da limitação dos meus sentidos, posso ouvir o som da vida pulsando no coração do outro, que por muitas vezes está escondido sob a máscara da conveniência social.
Calmamente, posso me aproximar de um outro ser, percebendo que nele também existe um Universo imerso em sua alma, onde me vejo nos seus olhos e sinto meu coração pulsar no mesmo ritmo que o dele.
A vida se torna mais colorida.
A música se faz. O som é criado pelas linhas da harmonia, que só pode existir quando todos os limites são ultrapassados e deixam de ter um sentido temporal.
O tempo, fronteira do medo, deixa de existir.
Essa é a linguagem da alma. Uma linguagem de liberdade, de luz e de amor, que não conhece distância, nem raça, nem cor e nem credo, mas que vê o princípio em tudo e o todo sendo um só.
A alma não conhece fronteiras. para ela não existe o limite, pois seu sentido de existência, o amor, é tão infinito quanto o próprio Universo.

Sandra Baptista

Na luz do eterno - dentro e fora, como sempre...


Meu caro, olhe pelas janelas do avião e veja o sol brilhando lá fora.
É uma festa natural na atmosfera – os fótons dançam no ar -, enquanto a vida acontece na luz. Mantidas as devidas proporções, aqui, dentro da nave, ocorre o mesmo processo vital.
Se você olhar para além das janelas dos sentidos do corpo, perceberá o Sol do Espírito Supremo brilhando em cada passageiro. E, também, a dança da luz na aura de cada um.
Mesmo na eventualidade de um desastre aéreo, nessa mesma nave, e todos os passageiros viessem a mudar de plano abruptamente, nada mudaria nessa luz imperecível. Cada um prosseguiria vivo, apenas se manifestando em outros sítios extrafísicos, aprendendo e evolvendo continuamente, na rota do infinito...
O corpo é útil, por um tempo de aprendizado na Terra, mas é a luz do espírito que o anima.

Quando ela está dentro, a carne vive e pulsa com o esplendor sideral.
Quando o espírito viaja para fora do corpo, durante o sono, como você bem sabe, sua luz irradia nos níveis celestes. E, no momento da passagem final – que os homens chamam de morte e pensam que é o fim -, o espírito emerge para fora da carne como um sol, livre para dançar na luz e reencontrar seus pares extrafísicos, na vida que segue além da vida...
Isso ocorre com todos, inexoravelmente, pois o espírito é imortal.
Quando o mesmo está desperto – e pontificou atitudes corretas e úteis na vida terrestre -, o seu brilho é intenso. Porém, em caso contrário, se prejudicou os demais e afetou o próprio progresso com atitudes medonhas, sua luz será tênue e ficará bloqueada dentro de formas mentais escuras e horrendas, num verdadeiro casulo energético denso, que será como uma espécie de prisão virtual psíquica. Ou seja, será prisioneiro em sua própria aura esmaecida.
Todavia, a luz essencial permanecerá em seu ser, como sempre, pois nada poderá apagar o eterno. E, no devido tempo, quando o espírito se curar de suas sandices, ela irradiará novamente como um sol imperecível.
No momento certo, a festa da luz acontecerá, como sempre...

Agora, olhe novamente para os passageiros do seu vôo.
Igual a você, eles também são da luz. Mesmo que eles ainda não saibam, isso não altera o fato de que todos são consciências espirituais. No momento certo do despertar consciencial de cada um, eles também dançarão na luz... igual aos fótons lá na atmosfera.
Caríssimo, que os seus chacras dancem na luz, e que sua aura seja muito brilhante, intensa e linda.

P.S.: O sol brilha; por isso os fótons dançam na luz.
O Papai do Céu é o Sol de tudo; e todos dançam em Sua luz.
E a vida acontece, tanto na Terra - dos vivos que pensam que morrem -, quanto no Astral – dos supostos mortos, que vivem, como sempre...
E tudo vive, como deve ser, na luz...
É hora de puxar o carro astral, pois o avião já vai pousar, e nossos escritos desceram direitinho por você. Depois, você os fará viajar por aí, até os leitores, que, talvez, na devida sintonia espiritual, poderão voar na luz que está neles mesmos, como sempre...
A trupe da Companhia do Amor vai nessa, sempre lembrando que está todo mundo muito vivo, e que toda hora é hora de crescer.

Companhia do Amor
A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 26 de março de 2007.)
- Nota de Wagner Borges: esses escritos foram recebidos dentro de um vôo de São Paulo para Curitiba. Um pouco antes do embarque, no saguão do aeroporto de Congonhas, eu percebi a presença de dois espíritos da Companhia do Amor perto de mim. Então um deles projetou energias sobre o meu chacra coronário. Imediatamente eu senti um bloco de idéias descendo em minha mente. Em seguida, o embarque para o vôo se iniciou, e só consegui escrever já dentro do avião.
Peguei um livro que estava lendo antes - do grande filósofo brasileiro Huberto Rohden - e escrevi tudo isso em suas páginas, como se eu fizesse um download das idéias do extrafísico para o físico; da mente dos dois espíritos para minha mente, e daí para as folhas do livro.
O objetivo de escritos assim é aquele de sempre: falar da imortalidade da consciência para os homens da Terra. E, como os próprios espíritos da Companhia do Amor gostam de falar, essas coisas precisam ser ditas diretamente, sem circunlóquios, na lata!

Wagner Borges

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