Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 18 de janeiro de 2015

Uma maneira muito especial

Você costuma dizer a seu filho que o ama? Ou você é daqueles pais que têm dificuldade com a frase: Amo você?

Esta é a história de um homem. Em verdade, de um pai e um filho.

O homem era apaixonado por caixas. Grandes, pequenas, médias. Caixas altas, baixas. Caixas redondas. Quadradas, retangulares.

O filho amava intensamente o pai. E o pai amava intensamente o filho.

Mas ele não conseguia dizer ao filho que o amava.

Por isso, pensou em uma maneira especial de se comunicar com ele, dizendo dos seus sentimentos. Começou a construir coisas para ele.

Com várias caixas de tamanhos diferentes, ele fez um castelo. E que castelo!

Também construiu um avião. Lindo, imitando um 14-Bis, aquele mesmo com o qual Santos Dumont voou ao redor da torre Eiffel, em Paris. E voava muito bem.

Só a chuva impedia os voos maravilhosos do avião de papelão. Esse era um problema que, algum dia, aquele pai iria resolver.

Quando os amigos do filho apareciam, caixas de todos os tamanhos também apareciam, para o deslumbramento da garotada.

Logo, elas se transformavam em casas, torres, castelos, cidades. Também chapéus, armários e pontes.

E o pai continuava a recolher caixas, onde quer que fosse: no supermercado, na loja de eletrodomésticos, no shopping.

A maioria das pessoas achava que o homem era muito estranho. Principalmente, quando ele descia o morro com o filho, dentro de um carrinho feito com a caixa que trouxera a geladeira nova.

Os idosos apontavam para ele. As senhoras o olhavam zangadas.

Os vizinhos, quando o viam no quintal, às voltas com caixas e mais caixas, riam dele.

Nem se davam conta de que uma caixa se transformara em casa de passarinhos, na grande árvore em frente ao portão. E que outra, zelosamente, guardava o alpiste para alimentar a passarada.

O homem, no entanto, não se preocupava com os comentários e os risos de ninguém porque empinando papagaio, montando castelos, inventando mil coisas com as caixas, ele descobrira uma fórmula especial de compartilhar horas de lazer com o filho.

E mais do que tudo, carregando o filho nos ombros morro abaixo e morro acima, na manhã de sol ou no cair da tarde, ele aprendera uma maneira particular de compartilhar o amor de um pelo outro.


Extravasemos nossos sentimentos, demonstrando a nossos filhos que os amamos.

Permitamos que percebam o quanto eles significam para os nossos corações.

Se nossos braços estiverem começando a apresentar sinais de ferrugem, lubrifiquemo-los com o óleo de muitos abraços.

E se nossa voz anda um tanto preguiçosa para as palavras Amo você, façamos como o pai da história e criemos situações que nos permitam estar com nossos filhos, para as sadias brincadeiras da infância.

Afinal, tudo é uma questão de vontade, esforço e aprendizado.


Redação do Momento Espírita, com base no livro O homem que amava caixas, de autoria de Stephen Michael King, ed. Brinque Book.

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