Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ainda tenho muito que errar...

É provável que você já tenha ouvido, várias vezes, a famosa assertiva "ainda tenho muito que aprender!". Sim, todos temos. E que ótimo que seja assim! Mas, sabe, hoje ouvi o idealizador do Buscapé (maior site de comparação de preços) falando sobre a relevância dos fracassos no caminho da realização e do sucesso! Gostei demais daquele ponto de vista!

É verdade que algumas pessoas parecem sentir certo prazer em contabilizar seus fracassos. Vejo muito disso no dia a dia. Mas, em geral, são pessoas que (até sem perceber) contaminam-se com seu próprio veneno e sucumbem neste lugar - o de vítima, o de fracassada!

Não foi sobre isso que o Romero falou. Nada de vitimização ou drama. Muito pelo contrário. Havia uma lucidez incrível no testemunho dele. Usou a própria trajetória para mostrar que os fracassos podem ser fundamentais se soubermos olhar para eles como ferramentas. Se conseguirmos nos manter acima deles e preservar nossos valores, a despeito das inevitáveis frustrações.

Pensei: isso sim é visão de gente grande. De quem sabe que fracasso e frustração fazem parte, tanto quanto conquista e celebração. Sem eles, o sucesso seria oco. Sem eles, não haveria amadurecimento e crescimento que fazem valer a pena. E assim é em qualquer área da vida. Inclusive na amorosa.

Não que eu defenda a crença de que amar é sofrer. Isso é imaturidade e romantismo de quinta! Amar é entrar em campo e jogar pra valer. É se relacionar com o outro, mas sobretudo consigo mesmo. Todos os dias. É ter coragem de se olhar, se ver e tentar. De dar o melhor de si, mesmo correndo todos os riscos do mundo. É lidar com suas limitações, mesmo quando isso for muito difícil. É errar e fracassar e se frustar e, ainda assim, reconhecer-se em pleno sucesso!

Porque o que faz todo o sentido do mundo é assumir esse lugar de aprendiz não como quem sabe que tem muito que aprender. Mas quem aceita e aproveita o fato de ainda ter muito que errar. E do alto de sua caminhada errante, sustentar a firmeza de nunca ter desistido. Afinal, só não erra quem não compartilha, quem não convive, quem não troca. Quem não ama com todas as suas possibilidades!

Rosana Braga

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