Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 20 de maio de 2012

O amor nos põe a disposição o mais frutífero e abençoado dos terrenos para crescimento interior. Esse "solo fecundo", quando fertilizado pelo afeto real, nos faz abrir mão da ilusão de possuir toda a verdade, eliminando em consequência, nossas síndromes de inflexibilidade.

A condição primordial para que possamos realmente partilhar o amor é não impedir o outro de crescer como indivíduo distinto de nós. Quando bloqueamos o crescimento de quem amamos, a relação de afetividade fica segmentada por montanhas de frustração e desapontamento.

 “A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. (…) O direito estabelecido pelos homens, portanto, não está sempre conforme a justiça. Aliás, ele não regula senão certas relações sociais, enquanto que, na vida particular, há uma imensidade de atos que são unicamente da alçada do tribunal da consciência”. – Livro dos Espíritos, questão 875.

O “respeito aos direitos de cada um”, a que se referem os Guias Espirituais, está fundamentado, acima de tudo, nos bens imortais ou valores íntimos que conquistamos e que nos dão o direito de uso, desfrute e disposição, sem desacatar, afrontar ou impedir, no entanto, o crescimento das pessoas com quem convivemos.

O ultraje e o desrespeito no amor têm como “pano de fundo” certas características psicológicas de indivíduos que negam seus próprios temores, inseguranças e fraquezas e que se compensam utilizando comportamentos autoritários, possessividade e arrogância.

No amor não é preciso viver como se estivéssemos num “torneio”, tentando medir forças ou exibir a importância de nosso valor por meio de imposições, discussões e disputas diárias. O respeito legitima e valoriza o amor, que sempre vem acompanhado de atenção, colaboração, companheirismo e afetuosidade. 

Quando amamos alguém, o melhor a fazer é mostrar-lhe nossa “visão de mundo”. No entanto, devemos dar-lhe o direito de aceitar ou de recusar nossas idéias e pensamentos, sem causar-lhe nenhum constrangimento nem utilizar expressões de subordinação.

Eis algumas notas importantes para todos aqueles que pretendem cultivar o amor pleno:

- respeitar o valor das diferenças pessoais;
- evitar atitudes de possessividade afetiva;
- admitir que todos estamos sujeitos a erros;
- abandonar a ideia de ser compreendido em tudo;
- assumir a responsabilidade pelos atos que praticar;
- não esquecer a própria identidade;
- jamais querer mudar as pessoas pelo seu ponto de vista;
- usar sempre a sinceridade como defesa;
- perceber suas limitações para poder compreender a dos outros;
- entender que em se tratando de amor somos todos aprendizes.

No que diz respeito a laços afetivos, por mais envolvimento que haja em termos de simpatia, ternura e anseio, a dinâmica que nos manterá unidos a outra pessoa será invariavelmente o respeito mútuo. Se desejarmos conviver bem afetivamente, deveremos nos empenhar na aquisição da sabedoria interior, que é sempre uma tarefa pessoal.

Para atingirmos a plenitude do amor, é necessário nos libertarmos das crises de onipotência, pois somente admitindo nossa vulnerabilidade é que criaremos uma situação favorável para o êxito no amor. O amor nos põe à disposição o mais frutífero e abençoado dos terrenos para o crescimento interior. Esse “solo fecundo”, quando fertilizado pelo afeto real, nos faz abrir mão da ilusão de possuir toda a verdade, eliminando, em conseqüência, nossas síndromes de inflexibilidade.

-Hammed-

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