Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Amar e ser amado e a infelicidade humana.

Qual será a causa básica da infelicidade humana?

Poucas pessoas se têm questionado acerca de um assunto de vital importância: existe uma única forma de ver o mundo, por ser a única real e verdadeira, ou a "realidade" do mundo depende da percepção daquele que a vê? Grande número de pessoas admite a primeira alternativa, só que em seu enfoque mais negativo. Pensam assim:"Existe uma só maneira de ver o mundo, nada poderemos fazer para mudá‑la por que se tentarmos seríamos triturados e, além disso, não vale a pena porque o mundo e as pessoas são assim mesmo. Portanto, tentemos passar o melhor possível, aproveitemos ao máximo e quando as coisas se virem contra nós agüentaremos resignadamente; é o preço que temos que pagar por sermos uns "míseros pecadores". E esta maneira de pensar é, nem mais nem menos, a causa básica da infelicidade.

Ou seja: a causa básica da infelicidade humana é se resignar frente ao mundo exterior, às circunstâncias, aos acontecimentos, as pessoas aparentemente todo-poderosas, aos supostos caprichos da sorte ou de forças sobrenaturais, nem imaginando como agir para superar essas barreiras e se levantar até a meta sonhada da realização afetiva. Esta resignação cria seu próprio ambiente negativo, povoado pelos fantasmas do tédio, das preocupações, do sentimento de culpa, da sensação de separatividade, da insatisfação afetiva, entre outros. Nesse contexto, estes fantasmas tomarão conta do campo mental e emocional da pessoa envolvida, prejudicando sua vida toda e em especial seus sentimentos e seu modo de pensar e de agir.

O tédio é um dos ingredientes mais freqüentes da infelicidade, e ele pode ser compreendido como um sentimento de frustração, produzido como conseqüência do contraste entre a situação que se está vivendo e outras circunstâncias, reais ou imaginárias, mas caracterizadas por uma lembrança bem mais agradável.

Na verdade, o tédio tem existido em todas as épocas, principalmente nas classes altas das diferentes civilizações, mas ele tem seu ponto culminante na sociedade moderna, superficial, mecânica, cheia de falsas atrações que parecem manter ocupados os sentidos, mas de uma forma fictícia.

Realmente, estas atrações são anestésicos que conseguem adormecer às pessoas durante um certo tempo, mas quando seu efeito passa, a dor é mais intensa, e como ninguém pode viver, permanentemente anestesiado, o tédio mascarado durante um certo período, volta e cada vez com mais intensidade, fazendo muito infeliz a pessoa, a obrigando a programar diversões, distrações e atividades cada vez mais elaboradas e também mais artificiais para obter aquela pausa de alívio. As doses devem ser cada vez mais altas, mas também é mais intensa a deterioração física, mental, emocional e intelectual.

O ser humano é muito mais que um animal egoísta, mais que seus cinco sentidos apenas, mais que um hedonista(*) exclusivo. Ele é, antes de tudo, um feixe de sentimentos, e tudo aquilo que não os alimente nem os fecunde e que só sirva para deformá-los e deturpá-los, é antagônico às ânsias íntimas do homem, contrário a sua verdadeira essência interior, oposto a sua natureza divina.

Se seu problema fosse "tédio", ataque ele já. E não peque por falta de coragem, porque temos uma boa notícia para lhe dar. Até seria razoável lhe dar parabéns. Não considere isto uma piada, porque se trata de uma realidade palpitante. Vamos analisar o caso com certo detalhe.

Antes de tudo, você precisa concordar com a idéia de que nós os seres humanos não somos grãos de pó, perdidos no meio de imensas constelações e universos e sim maravilhosas peças criadas com infinito amor pelo Artífice Supremo.

E você é um ser humano, portanto uma criatura maravilhosa. Medite um pouco nisto. Não sabemos sua idade, sexo, profissão, aspecto físico nem o número de sua conta bancária, mas afirmamos ‑ sem dúvida ‑ que você é um ser maravilhoso!

Por acaso lhe estaremos dizendo isto por bajulação? Ou talvez seja um recurso psicológico para estimular a aprendizagem?

Nenhuma dessas hipóteses é certa. Dizemos que você é uma criatura maravilhosa, apenas como conseqüência de um raciocínio a nível mais elevado. Com efeito, sabemos que Deus criou tudo o que existe, e em particular sua obra mais perfeita: o ser humano. Portanto, considerando que o Criador é infinitamente sábio, não pode ter feito o homem sem nenhuma finalidade, propósito ou objetivo.

O objetivo Cósmico só pode ter sido um: criar o ser humano para ser feliz, para que ame e seja amado, para que expanda sua Glória pelos confins da Terra, para que seja sua manifestação no mundo material. E isso acontece com todas as pessoas e, portanto com você!

Mas junto com essas bênçãos foi concedido ao homem outro atributo: o livre arbítrio. Sua vontade é livre, ela não está presa aos objetivos Divinos. Deus é paciente. Ele espera até que cada um de nós vença seu orgulho absurdo e supere sua ignorância enorme. Muitas lições e experiências serão necessárias viver nesta caminhada em direção à luz; muito sofrimento acontecerá na marcha, mas há uma meta e ela é maravilhosa.

Precisamente quando o vazio e o tédio invadem a vida de uma pessoa e eles se tornam insuportáveis, estamos nos primórdios de uma transformação incrível: a horrível lagarta está pronta para se converter numa belíssima borboleta. O que está acontecendo? Quando o tédio está nesta fase, é que nossa Alma começa a se rebelar contra o modo que percebemos o mundo, aquele modo único e imutável. Nossa Alma já não suporta mais a prisão porque sabe que existe outra forma de viver, repleta de mágicos cânticos de paz e amor. Temos completado um ciclo, temos aprendido a lição.

Se você está nesta fase, se já não agüenta mais uma vida vazia e sem sentido, é porque já esgotou sua capacidade de errar. Acontece como se uma luz nova se escondesse em seu interior e lhe indicasse que toda sua luta antiga, seu desespero, sua angústia e sua ansiedade são insuportáveis. Você deve se libertar delas já.
Siga o rastro da nova luz que amanhece em seu interior, acompanhe seu vislumbre e verá que ela o empurra em direção à sua evolução espiritual. Esteja muito atento.

Sua Alma está começando a se expressar e seu destino é maravilhoso: as praias da felicidade e o calmo porto do amor correspondido. Parabéns!

por José A Bonilla - bonilla.bhz@terra.com.br

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