Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 11 de março de 2012

As taças...

Se qualquer ser humano se deparasse com a seguinte cena: uma bandeja contendo três taças, a primeira com água até a borda, a segunda com um pouco de água e a terceira praticamente vazia, provavelmente pensaria que a melhor delas seria a primeira,
afinal, continha água suficiente para matar a sede de uma pessoa.

A terceira, aos olhos humanos, seria uma desafortunada, uma esquecida ou quem sabe uma coitada, não cumpriria sua função.

Os olhos humanos, porém, não enxergam pela lógica de DEUS, a lógica do ser humano que só cresce quando aprende.

Sabemos que as mudanças que acontecem na vida das pessoas, a princípio assustam ou até chocam, mas, com o passar do tempo, o aprendizado gerado pelo “mudar” provoca crescimento significativo no interior das pessoas.

Nas mudanças perdemos e ganhamos em um dialético processo que envolve mortes e ressurreições. Deixamos algo para trás e adquirimos algo do novo que chega. Saímos de uma situação acomodada do costumeiro cotidiano para mergulharmos na escuridão do
desconhecido.

Imaginem a mesma cena inicial, em qual das taças há espaço para água nova?
Em qual taça poderia ser depositado o mais saboroso dos vinhos? Qual taça mantém espaço para o novo?

Nem sempre o que é visível é o melhor, nem sempre o que parece catastrófico
realmente é. Muitas vezes a taça vazia, o não estar completo nem fechado, o desejo de algo mais abre nossa vida para um universo de possibilidades.

Nós humanos muitas vezes nos enchemos de cursos, formações, títulos, seguranças financeiras, fanatismos, verdades cristalizadas, saberes protegidos pela redoma que construímos ao redor de nossos corações e nos esquecemos do mais importante: dar
espaço para DEUS entrar, dar espaço para crescer com o cotidiano que tanto nos ensina se soubermos observá-lo não somente com os olhos.

Quando enchemos nossa taça de água não há espaço para o bom e verdadeiro vinho. Quando depositamos nossa segurança em tantos saberes nos fechamos para o aprender. Perdemos a condição de eternos aprendizes.

Se você não se sente completo, se não se sente pronto e acabado, que bom!
Você está vivo e pronto para experiências novas, aprendizados novos, para o crescimento pessoal, familiar e profissional.

Freud dizia que o maior perigo da humanidade é achar que sabe.
Ser aprendiz significa que na taça da minha vida tem espaço para mais vida.

Todos nós, pais, filhos, profissionais ou pessoas, temos espaço livre para o novo que virá com as mudanças, somos pessoas que já têm um pouco de vida, valores e experiências na sua taça, porém, ainda não se fechou ao que ainda virá.

Bem aventurados aqueles que aos olhos humanos são incompletos, insuficientes
e incapazes momentaneamente, pois neles há espaço para a vida em abundância!
Pensando assim, que bom olharmos para nossas crianças, as taças delas estão só com um fundinho de água e temos muito espaço para ensiná-las que a vida é aprender sempre.
Somos aprendizes do amor, da profissão, da vida em família, da felicidade!

Não lamente se hoje sua taça está quase vazia! Alegre-se que nela há espaço para ser feliz!

Nota: Esta Crônica consta do livro APRENDIZES " Porque felicidade também se aprende"
da autora: Adriane Albuquerque Cirelli

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