Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A síndrome do blá blá blá

Você é uma dessas pessoas que quando entra numa roda de conversa magnetiza todo mundo falando o tempo todo e discorrendo sobre o assunto e deixando o resto do grupo com aquela cara de quem perdeu a língua?
E no final, ainda se sente o rei ou a rainha da cocada preta?
Ou você é uma dessas pessoas que quando alguém, um amigo, sei lá, chega para contar alguma coisa, você simplesmente ignora a história dele e atropela contando as suas experiências relacionadas àquele assunto? O amigo, em geral, fica com aquela cara de tonto e se pergunta arrependido: por que eu ainda insisto em conversar com ela…?

Tem muita gente que tem uma espécie de desejo incontrolável de se sobressair nas interações com as outras pessoas, através da fala. Não importa qual seja o assunto ou quem esteja na frente delas. Em frações de segundos, tudo ao redor passa a ser secundário e invisível. O que importa é a força na língua, o que elas têm para dar e vender, para falar, falar, falar… até o sol raiar. Vichii! Será que esse comportamento extremamente desagradável é movido por uma necessidade premente de provar algo muito importante para elas? Será que é uma tentativa de ter poder?
Alguém aí arrisca um palpite?

Já vi pessoas que não deixam nem professores falarem. Quando os coitados começam a entrar em um assunto, seja em salas de aula, em conferências, seja em oficinas de congressos, nas ocasiões mais inconvenientes … essas pessoas os interrompem e como se estivem em grandes tribunas despejam seus discursos inflados tentando desesperadamente mostrar as suas presunçosas aquisições intelectuais. E, com certeza, se achando “o máximo”! Parecem não perceber que além de atrapalharem os colegas e desrespeitarem os professores, estão pagando o maior mico. Caramba!

Sei de um caso, que considero extremo, de um psicoterapeuta que diante dos pacientes que começavam a falar dos seus problemas, engatava um desabafo intempestivo dos problemas dele, deixando os pacientes apavorados e sem coragem de abrir a boca. O maluco se colocava no seu próprio divã às custas dos pobres pacientes. Ninguém merece! Se não fosse trágico, seria cômico!

Na maioria das vezes, essas pessoas são muito inteligentes, articuladas, brilhantes, com um talento inato para verbalizar suas ideias e pensamentos quase que automaticamente. Mas será que essas pessoas são mesmo boas comunicadoras?
Afinal o que é ser um bom comunicador ou uma boa comunicadora?
Segundo Reinaldo Passadori, consultor e especialista em comunicação, o bom comunicador é aquele que se coloca no lugar do outro, é aquele que faz pausas, para que as pessoas apreendam o que está sendo dito. Segundo Passadori, o bom comunicador é aquele que espera pelo feedback do seu interlocutor, o bom comunicador é aquele que leva em consideração a pessoa com quem está se comunicando.

Portanto, se você é uma dessas pessoas, fique ligada! Porque além de estar correndo o risco de sair perdendo profissionalmente, você pode perder boas amizades e ainda ganhar a fama de ser uma pessoa inconveniente, que é uma forma compassiva de chamar uma pessoa de chata! Faça as pazes com o seu Mercúrio, faça promessa para São Gabriel, padroeiro das comunicações, sei lá, dê o seu jeito. SE LIGA!

fonte: http://alternativassaudaveis.com.br

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