Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Basta acreditar

Os cientistas estão cada vez mais convictos de que ter fé pode auxiliar na cura de doenças. O sentimento de crença, seja qual for a religião ou até para quem é ateu, é a convicção de que algo é verdadeiro, sem necessitar de provas - Por Carolina Brito.

Acreditar em Deus reduz stress, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, publicaram um estudo na revista Pyschological Science, que mostrou as reacções cerebrais em religiosos e em ateus. Os que eram religiosos tiveram uma menor actividade de uma parte do cérebro chamada córtex cingulado anterior. “É como um alarme que toca quando se comete um erro”, disse Michael Inzlicht, coordenador da pesquisa.

Os religiosos são menos ansiosos e stressados quando erram. O grupo de ateus argumentou que o estudo não provou que Deus existe, apenas que ter fé é um benefício.

De acordo com o médico especialista em comportamentos, Dr. Leandro Romani, a importância da fé existe desde o momento em que o Homem começou a observar os fenómenos naturais e pôde identificar algo maior que si próprio, atribuindo um sentimento de confiança e estabelecendo uma relação de crença e conexão com a natureza.

“Com o desenvolvimento de algumas estruturas cerebrais ao longo da evolução humana, houve o aprimoramento de novas habilidades de percepção, pensamentos e sentimento, possibilitando também novas formas de se vivenciar a fé”, explica.

Em muitas situações, quando há o desenvolvimento de um raciocínio que sustente a fé, o médico afirma que esta pode trazer conforto, tranquilidade e facilitar a resistência ou até mesmo ajudar a enfrentar um problema.

A cura pela fé

Existem trabalhos científicos que levam em conta o papel da espiritualidade no processo de recuperação da saúde e até mesmo no processo de adoecer.

“Espiritualidade é uma conexão com algo maior e com outras pessoas, associada a um propósito para a vida, podendo estar associada ou não à crença em Deus ou a uma religião”, comenta o Dr. Leandro.

Ele salienta que é importante utilizar todo o arsenal terapêutico que a ciência oferece para que a fé possa facilitar o processo de cura. A mente comunica-se com o corpo por intermédio do cérebro. “Quando nos lembramos de uma situação de prazer, são acionadas algumas áreas do cérebro como se estivesse a realizar aquela atividade, estimulando a produção de hormônios do prazer que trazem uma sensação de bem-estar”, diz o especialista.
A medicina atual considera que os sistemas orgânicos estão interligados. O Dr. Leandro explica que se fala muito em psico-neuro-imuno-endocrinologia, ou seja, os aspectos psíquicos (pensamentos) influenciam o sistema nervoso (cérebro, medula e nervos periféricos), que está ligado ao sistema imunológico (células de defesa) e ao endócrino (hormônios).

Quando um destes está “desregulado”, afeta os outros, e quando procuramos “ajustar” uma destas partes, as outras também podem ser afinadas. “Ao considerarmos a fé como uma convicção, ela poderá influenciar os processos cerebrais e a produção de hormonas e de células de defesa”, enfatiza.
Dr. Leandro conta que, em 1999, o Dr. Humer publicou um estudo que durou 9 anos, com mais de 21000 pessoas na revista Demograph. A pesquisa mostrou que quem era religioso, pelo menos uma vez na semana, vivia 7 anos a mais, quando comparados com os que não tinham esta prática. “O profissional de saúde precisa fortalecer a fé e a espiritualidade dos seus pacientes, pois existem evidências científicas dos seus benefícios e deixar de considerá-las é negligenciar a promoção da saúde”, finaliza o profissional.

Consultoria: Dr. Leandro Romani, médico especialista em comportamento
http://saudedamulher.pt/bem-estar_basta-acreditar.php

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