Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ser transparente



Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar aos outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso. 
É ter coragem de expor-se, de ser frágil, de chorar, de falar sobre o que sente. Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair máscaras, baixar armas, destruir muros. Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde. Mas, infelizmente, a maioria decide não correr este risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma. Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos. Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar. A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós.
Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar. Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro! Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor.
Sugiro que deixemos explodir toda a doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não tentarmos ser tão invencíveis! Chega de tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto.
Tente simplesmente viver, sentir e amar.

Rosana Braga

terça-feira, 2 de abril de 2013

O tempo de cada um

A tolerância é uma virtude ainda rara na atualidade.
Ela permite viver em harmonia junto a quem pensa e age de forma diferente.
Não se trata apenas de suportar um modo distinto de ver e entender a vida.
O exercício da tolerância engloba também o esforço em perceber o que possa haver de admirável na conduta alheia, especialmente quando difere da nossa.
Mesmo perante equívocos, não criticar gratuitamente, pelo simples gosto de denegrir.
Por certo, a título de ser tolerante não vale adotar conduta omissa e conivente.
Na defesa de um bem maior, de um inocente, do patrimônio público, não é lícito deixar de agir.
Mas ainda aí é preciso ter não apenas energia, mas também doçura, para não se converter em um carrasco.
Muitas pessoas se angustiam porque seus amores não lhes compartilham os ideais.
Incontáveis pais estimariam que seus filhos tivessem padrão de conduta mais digno.
Entre esposos, costuma haver descompasso no entendimento de questões capitais da existência.
Essa dificuldade em compreender o ritmo alheio se manifesta em incontáveis setores.
Às vezes, notícias sobre determinados crimes despertam o desejo generalizado de exterminar os seus responsáveis.
Notícias de desmandos na política produzem grande desencanto.
Tem-se a sensação de que a Humanidade está perdida e de que nada mais há para fazer.
Entretanto, embora de forma lenta, tudo se aprimora.
A reencarnação é a chave que permite vislumbrar a lenta sofisticação de todos os Espíritos.
Quem hoje parece lamentável amanhã será um anjo radioso.
Os seres de grande virtude, cujos atos tanto encantam, igualmente cometeram erros em sua jornada milenar.
Assim, o desencanto e o esmorecimento traduzem incompreensão dos mecanismos superiores da vida.
Certamente não é possível e nem desejável alegrar-se perante indignidades de qualquer ordem.
Mas é necessário compreender que cada criatura tem o seu ritmo e o seu momento de transformação.
Perante os equivocados, é necessário exemplificar o bem, mas sem violências e arrogância.
Não vale ser conivente e omisso, mas também não cabe a imposição das próprias idéias.
Se criaturas difíceis estão presentes em sua vida, há uma razão para isso.
Na grande oficina da vida, você foi considerado digno do bom combate.
Os levianos e rudes são os mais necessitados de amor.
Afinal, como afirmou o Divino Amigo, os sãos não necessitam de remédio.
Se os valores cristãos iluminam o seu íntimo, rejubile-se.
Exemplifique-os mediante uma vida laboriosa e digna.
Mas não os imponha a ninguém.
Afinal, Deus a todos assegura o livre arbítrio e pacientemente espera o lento desabrochar das virtudes dos anjos.
Pense nisso.

- Redação do Momento Espírita -

Semelhante atrai semelhante



Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.
Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.
Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.
(Osho)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Amor e Liberdade

O que o homem tem feito para a mulher, por milênios, é simplesmente monstruoso.Ela não pode pensar em si mesma como igual ao homem.E o homem que reduziu a mulher a tal estado, também não pode amá-la. O homem cortou a liberdade da mulher de todas as maneiras. Isso não é amor, é política.

Você ama uma mulher, mas não lhe dá liberdade. Que tipo de amor é este, que tem medo de dar liberdade? O amor só pode existir em igualdade e em liberdade.
 
O amor é uma relação na qual ninguém é superior, na qual ambos são completamente conscientes de que são diferentes, de que suas expectativas de vida são diferentes, ainda assim, com todas estas diferenças, eles se amam.
  
Estarem juntos é um aprendizado enorme, em perdoar, em esquecer, em compreender que o outro é tão humano quanto você, que o outro tem necessidades e carências como você, que o outro comete erros e é tão frágil quanto você.
 
O amor que só existe com liberdade, por outro lado, só sobrevive com compreensão e perdão.

Rajneesh

sábado, 23 de março de 2013



Quando realizamos alguma obra reconhecidamente meritória, nossa tendência natural, até instintiva, é a do relaxamento.

No íntimo, mesmo que não confessemos a ninguém, julgamos que cumprimos nosso papel no mundo e nos esquecemos da imensidão de coisas que precisam ser feitas por alguém.

Acreditamos ter esgotado nossa capacidade em apenas uma, duas, dez, cem ou mil obras, não importa.

Todavia, nosso potencial de realização é infinito e o mundo nos desafia, amiúde, a desenvolvê-lo ao seu limite. O que já foi feito é o que menos importa. Importa o que ainda há por fazer.

Por que não tentar? Por que já nos sentimos desobrigados? Isso significa omissão. A notável cientista Marie Curie, ganhadora de dois Prêmios Nobel, confessou, certa ocasião, numa entrevista: “Eu nunca vejo o que já foi feito. Eu somente vejo o que ainda falta ser feito”. Este, certamente, foi o segredo do seu justíssimo sucesso

Pedro Bondaczuk

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ser Humano



Você receberá um corpo físico. Você pode amá-lo  ou  detestá-lo, mas ele  será seu ao longo de toda a sua existência.

Você receberá lições. Você estará matriculado na escola da vida em período integral.

Você terá oportunidades para aprender a cada dia que passa. Você poderá usar estas oportunidades ou deixá-las passar simplesmente. Não há erros, apenas lições.

O crescimento é resultado de um processo de tentativa e erro: uma experimentação. Os  experimentos  fracassados são tão parte do processo, tanto quanto os experimentos que funcionam.

Uma lição se repetirá até que tenha sido aprendida. Esta  lição  será  apresentada  a  você sob várias formas até que você a tenha aprendido.

Quando conseguir isso, poderá então passar para a próxima lição. Aprender lições é um processo interminável. Não há nenhum evento na vida que não contenha uma lição. 

Se você está vivo, sempre haverá uma lição para aprender. Lá não é melhor que aqui.

Quando o seu lá se transformar em aqui, você apenas estará obtendo outro lá que, mais uma vez, parecerá melhor que aqui.

Os outros são apenas espelhos da sua própria imagem. Você não  pode  amar  ou  detestar  alguma coisa em outra pessoa, sem que isso reflita alguma coisa que você ama, ou detesta em si mesmo.

É você quem escolhe o que quer fazer da sua vida. Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que faz com eles, é problema seu.

A escolha é sua. As respostas estão dentro de você. As respostas às questões da vida estão dentro de você.

from Kabbalah Group

quarta-feira, 13 de março de 2013


Certa tarde, um grupo de pessoas que participava de um projeto relativo à saúde pessoal, se reuniu para falar sobre nutrição e exercícios.
O médico responsável pelo grupo encorajou a todos que falassem sobre suas rotinas diárias.
O primeiro participante admitiu que havia cometido vários excessos, inclusive comer demais.
Outros relataram situações semelhantes.
Mas um dos membros, muito obeso, reportou: "Eu como de forma sadia e moderada, eu bebo moderadamente e pratico exercícios freqüentemente." "Entendo," disse o
médico, "e você não tem mais nada a dizer para nós?" "Bem, sim," disse o homem. "Eu também minto demais."
Aquele comentário provavelmente trouxe algum riso, mas ele sublinha uma verdade importante: o que nós fazemos em secreto ficará evidente em público.
A nossa ilustração bem humorada nos mostra que é inútil tentarmos esconder, através de mentiras, aquilo que somos ou fazemos. Por mais que procuremos encobrir as nossas más atitudes, elas sempre se revelarão e o resultado poderá ser
muito vergonhoso, tanto para nós como para o nosso Deus que é santo e verdadeiro.
Até quando poderemos nos abrigar detrás de uma enganosa máscara de santidade? Quanto tempo ela resistirá ao brilho ofuscante da verdade? E quando a nossa hipocrisia for desmascarada, o que faremos?
A melhor decisão a tomar, para uma vida tranqüila e abençoada, é cultuar o hábito de nos colocar diante do Senhor de maneira pura e santa, para que o nome de Jesus
seja sempre glorificado em nossas ações e para que jamais tenhamos qualquer motivo para nos envergonhar diante de Deus e dos homens.
Deixe que o brilho da verdade seja uma característica de cada um de seus dias.

Paulo Roberto Barbosa