Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 2 de junho de 2013

Recuperando o poder pessoal

Ao ouvir a palavra "poder" muitas sensações podem aflorar em nós e nem sempre estas sensações são positivas. Por muitas encarnações ouvimos e também pregamos sobre os males do poder, ou o perseguimos desmedidamente prejudicando a outros causando arrependimento e associando a ele um sentimento de culpa, ou até mesmo já estivemos em posições de muito poder e por isso fomos perseguidos, traídos ou mal interpretados.

Por esses e muitos outros motivos, a situação hoje é que rejeitamos e temos medo de assumir nosso próprio poder. Porém, assim como o dinheiro, o poder não tem culpa do uso que fazem dele. O poder é sagrado, divino, e resgatar nosso poder em toda sua potência faz parte do nosso aprendizado espiritual aqui neste plano.

Neste processo de resgate do poder pessoal nos deparamos com muitas situações que trazemos em nossa bagagem emocional e que precisamos curar para podermos fazer nossa vida deslanchar de vez. É preciso, então, primeiramente humildade para reconhecer nossas próprias fraquezas e identificar as crenças que estão por traz delas.

Ao contrário do que pensam, poder pessoal não está relacionado com dominar ou mandar nos outros, estar acima da lei ou passar por cima de qualquer um para atingir seus objetivos, isso são falhas de caráter. O poder pessoal vem do terceiro chakra (Plexo Solar) e está relacionado com a força e convicção necessárias para definir nossos limites pessoais, confiar na nossa capacidade de ser bem-sucedido e realizar as aspirações de nossa alma aqui na matéria. Este também é o chakra da ação e sem o poder não há ação, nem realização.

Dessa forma, o Plexo Solar relaciona-se com o "amar a si mesmo", o chakra cardíaco com o "amar ao próximo" e o laríngeo com o "amar a Deus", ou seja, sem poder pessoal nossa consciência não tem a estrutura necessária para vivenciar o amor incondicional e muito menos sustentar a união com Deus.

Quando dizemos sim querendo dizer não, quando damos mais atenção à opinião dos outros do que a nossa, quando desvalorizamos nossas vontades e desejos ou quando nos comparamos negativamente em relação a alguém, estamos diminuindo nosso poder e dando-o aos outros.

Para conduzir nossa vida da maneira que desejamos e receber as bênçãos que merecemos, precisamos primeiramente estar do nosso próprio lado. Aprender a nos automotivar e nos autoimpulsionar a irmos para frente, a não aceitarmos menos do que aquilo que merecemos, a não entrarmos na postura de vítima, a não nos deixarmos abater nos momentos difíceis e a não deixar de acreditar em nós mesmos por causa de opiniões alheias.

Poder é a força que dá sustentação para que a alma se sinta segura de estabelecer-se aqui sem sentir-se agredida ou presa por crenças, medos ou culpas captados de pessoas ou do ambiente.

Assumir a responsabilidade pelo que somos, pelo ambiente onde vivemos e pelas situações que criamos, até então, em nossas vidas é essencial para sairmos do papel de vítima e assumirmos nossa qualidade de criadores conscientes daquilo que vivenciamos. Dessa forma, a chave para recuperar o poder pessoal é decidir agora, não importa como você esteja se sentindo, que fará o melhor que pode para extrair o melhor daquele momento. Seja mudando seu foco, sua postura ou sua atitude, desapegue do sentimento atual e busque pensamentos que possam levá-lo a outros sentimentos até que esteja se sentindo melhor.

Outro ponto é a disciplina necessária para insistir na própria cura. Disciplina é fundamental e disciplina é Poder. Disciplina significa que quando você diz algo a você mesmo, você faz. Significa que sua palavra tem valor, que você sabe que pode contar com você mesmo e que não ficará desapontado. A maioria das pessoas não podem contar consigo mesmas, por isso elas associam disciplina com ser metódico ou com falta de liberdade, mas na verdade disciplina é liberdade.


Finalizando, assumir as rédeas da própria vida significa livrar-nos da dependência dos outros para a felicidade, lutar pelos próprios ideais e ir atrás do que desejamos e necessitamos. Assumimos nosso poder quando amamos a nós mesmos em todos os nossos aspectos e respeitamo-nos como seres dignos e sagrados, lembrando sempre que somos todos iguais, mas que a pessoa mais importante de nossas vidas somos nós mesmos.


por Rodrigo Durante

Afaste-se de pessoas que lhe fazem sentir mal

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.

Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.

São "tóxicas", porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.

Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém (há até terapeutas nessa categoria!) tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.

Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os "sabe-tudo" e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até "livrarem-se" dela ou então se vingam. Seu Ego é Superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas idéias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.

A "toxicidade" reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.

Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas "amizades"?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas...
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz..
E acima de tudo SEMPRE perdoe essas pessoas,

muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.

sábado, 11 de maio de 2013

Pedras no caminho: Devo chutá-las ou analisá-las?


Afinal de contas, o que são realmente as pedras que surgem em seu caminho para atrapalhar seu objetivo ? As pedras em seu caminho são algo bom ou ruim ? Vamos descobrir juntos.
Vejo muita gente por aí dizendo que se aparecer uma pedra que as atrapalhe, elas logo a chutam para longe ou até pedem a Deus, ao Anjo da Guarda, ao amigo, ao parente, para que tirem as pedras de seus caminhos, mas todas as vezes que você se deparar com uma pedra em seu caminho, o que você deve fazer ?
Chutá-la ? Passar por cima dela ? Desviar o caminho e passar ao seu lado ?
Se você escolheu qualquer uma das 03 alternativas, é muito possível que você esteja cometendo um grande erro.

Primeiro é necessário entender que toda pedra no seu caminho, seja ele profissional, pessoal, religioso, entre outros, por menor que seja esta pedra, ela estará lá por algum ou alguns motivos.
Nenhuma pedra em seu caminho surge do nada.
E acredite, TODOS os Motivos possíveis para aquela pedra se encontrar ali são Positivos.
Quem Transforma esta Experiência em algo negativo é a sua Mente, é você mesmo.

Em segundo lugar, perceba em sua Sabedoria, que a melhor atitude que você pode ter mediante uma pedra à sua frente, é parar por alguns instantes, se aquietar, se interiorizar e tentar descobrir qual o motivo desta pedra estar bem na sua frente.
Mas quais seriam estes motivos ?
Bem, existem alguns motivos mais óbvios, ou diria, mais abrangentes, como estas perguntas abaixo ilustram sobre a forma das pedras conversarem com você e lhe induzir a refletir sobre os motivos delas terem surgido.
Faça algumas destas perguntas, ou outras perguntas pertinentes à sua situação atual, toda vez que encontrar uma pedra que lhe bloqueie.

Por exemplo:

Eu realmente estou no caminho certo ?

Se chego a conclusão que não estou, então é chegado o momento de eu ampliar minha visão e enxergar novas possibilidades.

Se estou no caminho que considero certo e favorável para mim, porque, mesmo assim, esta pedra apareceu ?

Será que é porque preciso parar por alguns momentos e refletir sobre o que tenho que fazer após ter passado por ela ?

Eu estou realmente preparado para continuar seguindo este caminho, ou devo estudar mais, me aperfeiçoar mais, amadurecer mais ?

Será um teste para ver o quanto sou paciente e preciso ir um pouco mais devagar observando mais atentamente as coisas que acontecem ao meu redor durante o caminho, ou o quanto sou ansioso em desejar as coisas de forma imediata e saio atropelando tudo que para na minha frente ?

Será que foi algum inimigo que colocou esta pedra aí para me atrapalhar ?
Mas mesmo que tenha sido, devo entender que eu, de certa forma, permití isso, então ela se torna uma ocorrência positiva.

Será que é apenas o meu medo, a minha insegurança, minha baixa auto estima, minha falta de auto confiança, que está fazendo minha mente criar estas pedras, e na verdade elas nem existem, são ilusões da minha mente e do meu ego manipulador ?
Independente da forma que ela tenha surgido, ou a sua origem, na verdade isso pouco importa.
O que importa mesmo é que ela está lá, e está por um motivo, e assim se faz necessário sua parada temporária para analisá-la, pois se você optar por chutá-la, por exemplo, pode apostar que ela surgirá novamente à sua frente em algum outro ponto do seu caminho.

Sabendo que você precisa eliminá-la completamente e adquirir o aprendizado que ela contém, e acredite, é exclusivo pra você, pois cada pedra contém uma mensagem personalizada, sua melhor atitude é não fazer nada com ela.
Nem chutá-la, nem passar por cima, nem passar aos lados e muito menos pedir a Deus pra tirá-la de lá.

Assim que você analisar calmamente e conscientemente a situação, e descobrir o motivo de sua aparição, a pedra simplesmente rolará e deixará o caminho livre à você, sem um mínimo de esforço de sua parte, pois ela terá cumprido sua missão.
Assim, você poderá continuar a seguir seu Caminho ou optar por um outro caminho livremente, sem empecilhos, mas em qualquer das opções, uma certeza nascerá.
A certeza de que você é uma pessoa melhor, mais profissional e mais madura do que era, antes da pedra surgir !

"As pedras em seu caminho existem para seu Bem, para seu Melhor e para seu amadurecimento.

A Escolha em Transformá-las em um obstáculo que o fará desistir ou em uma Ponte que o levará à outra margem do rio, é toda...SUA !"

Abraço Iluminado.
Ricardo Prado

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Como vencer se você fica preso no passado?

Há uma carta do Tarô de Marselha que é muito interessante de ver e analisar. É a carta n° 9, o Ermitão. Vemos a figura de um homem de idade avançada, com uma lanterna na mão, na altura dos olhos, olhando para o passado. Há muitas simbologias e recados nesta carta para nossa vida diária pessoal e profissional. Há muitas lições a tirar desta carta para nossas vitórias ou fracassos.
O Ermitão, uma figura de um homem de idade, corcunda pelo peso da vida, com roupas pesadas, simboliza eu ou você em nossa caminhada. Qual vida? Nossa vida diária. Nossa vida normal. Aquela que escolhemos “encenar” com muitos papéis: o profissional, o filho, o amigo, a namorada, o executivo, o marido ou a esposa, e por aí vai.
O Ermitão pode ser um homem ou uma mulher olhando para o passado ou para trás. Olhando com uma lanterna para enxergar melhor o que viveu e experimentou na vida. Até aqui, a simbologia da figura é bonita. Mas, a partir de agora, temos que analisar a sequência da cena. Como a carta do Ermitão no tarot é o n° 9, temos o fim de um ciclo de vida. Algo deve findar para iniciar uma nova fase. Nem sempre terminar significa morrer. 
Se tudo tem um início na vida, tudo tem que ter um fim. Faz parte da regra dos ciclos. Nascer, viver e morrer. Este ciclo acontece para que haja a renovação e que surjam as oportunidades de uma nova vida e desafios para conquistar, tanto no campo profissional, como campo pessoal: amoroso, família, autoestima, espiritual, etc. Para fazer a transição entre o velho e o novo, entre a antiga vida e a nova que está prestes a iniciar, o Ermitão para por um momento e olha para trás, para seu passado.
Aí temos a segunda simbologia ou lição muito importante desta carta. A primeira é a de que tudo na vida tem ciclos e devemos entender estes movimentos. A segunda é que devemos sempre aprender com nossas experiências de vida. Boas ou ruins, estas vivências são ensinamentos que temos que levar dentro de nós e viver a cada dia como parâmetros de sucesso.
Se passou por uma traição amorosa, por que repeti-la? Já perdeu a cabeça e falou o que não devia? Hoje sabe como ponderar mais. Amou e foi amado? Sabe que vale a pena repetir este sentimento. E por aí vai. Viver e ter experiências constantes, que nada mais são que nossos moldes de personalidade, verdades e definições do que somos e desejamos.
Olhar para o passado é trazer uma bagagem rica de sensações e sentimentos para usar no presente e futuro, o que irá ajudar em nossas conquistas diárias. Mas, há uma grande armadilha nesta situação de olhar para o passado que faz as pessoas pararem no tempo e não conquistar mais nada ou perder oportunidades. Falo de viver no passado ou só olhar para o que viveu lá atrás e esquecer que a vida anda.
Quem vive no passado tem medo do novo ou de novos desafios. Quem fica reclamando do que tinha ou era em uma época que passou joga fora as oportunidades de conquistar novos prêmios ou degraus de sucesso e vitórias. É errado viver do que fomos ou fizemos? Nunca. O que é errado é reclamar do presente, viver no passado e jogar fora seu futuro.
Como cada um tem sua livre escolha, viva como quiser. Mas meu Ermitão é bem esperto, olha para o passado para ver o caminho das pedras do sucesso que terei com minhas escolhas agora e no futuro.


Franco Guizzetti – Coaching Holístico

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vida meia boca

"Toda a existência envolve sofrimento.
Todo sofrimento é causado pelos nossos desejos e apetites".
 Estamos vivendo tempos onde a gente está insatisfeito, mas não sabe com o que anda insatisfeito, e assim, procuramos encontrar paz e felicidade nos outros, nas coisas, nos bens materiais, nas novenas e peregrinações religiosas, nos amores que se sucedem, nos amigos que cobramos cada vez mais a presença, e não encontramos satisfação.
 Se pudessemos resumir tudo em um único objeto, diria que todos nós estamos precisando de "muletas". Estamos vivendo os tempos das muletas, e cada pessoa que vive apertado pela sociedade, anda vivendo uma vida "meia boca", trabalhando para pagar contas que não param de chegar. Não tá fácil não, estamos nos submetendo aos comerciais da tv e quando vamos ver, estamos cheios de tranqueiras embaixo da cama, em cima do guarda roupa, nos fundos dos armários, coisas que compramos e nem sabemos usar, aparelhos que não servem para nada, CD´s que só tem uma música interessante e que já esquecemos de ouvir, DVD´s que assistimos pela metade, revistas que chegam e mal temos tempo de ler, jornais que amarelam na nossa porta dentro dos saquinhos, comidas que estragam na geladeira...ufa!, viver em tempos modernos não é fácil.
Mas, e você? Quem é você hoje? O que te faz feliz? Você se faz feliz? Você se basta? Qual é a sua muleta? Um cigarro, uma dose de whisky, um homem, uma mulher? Qual é a razão da sua dor, da sua infelicidade? Você já experimentou ficar a sós com você? Experimente!
Desligue-se do mundo, dos cartões, dos mercados e lojas em promoção, experimente andar descalço, experimente trocar o uniforme de sempre, e principalmente; experimente sorrir sem medo de ser feliz. Podem te roubar tudo, o nome limpo, a paz interior, o companheiro ou companheira, o emprego, a vaga na escola e até aquele parente querido, mas ninguém pode roubar a sua capacidade de mudar tudo ainda hoje, bastando apenas uma decisão, e essa decisão só depende de você: eu quero e vou ser feliz!
Pronto, a mudança começa agora, a mágica aparece nesse instante, nesse exato momento em que você acorda e se dá conta de como você é importante e pode fazer muito mais do que lamentar-se. Desperte, sorria e viva o novo e único dia em que tudo pode mudar: hoje.

Paulo Roberto Gaefke

Gente com defeito?


Essa ideia de pessoas com defeitos tem alguns defeitos. Um deles está em considerar que Deus criou coisas defeituosas ou que podem apresentar defeito. Outro defeito é tratar-se, com nosso estrabismo ou miopia habitual, de um incentivo a enxergarmos e apontarmos defeitos nos outros. Em geral, nosso ego adere a esse tipo de atitude muito facilmente, bem como a tudo o que o engrandeça e destaque.

Mas vamos, apenas e exclusivamente neste texto, chamar de defeitos aquilo que nos incomoda ou desagrada em outras pessoas, razão pela qual os desaprovamos. Isso é bem genérico. E não é difícil... Vamos lá! Nesse sentido, podemos dizer que todo mundo tem "defeitos".

Olhando bem, logo notamos que alguns "defeitos" e "pessoas" são mais difíceis pra nós, pois nos incomodam mais. No entanto, também notamos que está cheio de gente com defeitos que não nos afetam! A questão, portanto, não é o defeito do outro, mas, sim, como e por que aquilo nos afeta.

Comecei a pensar sobre isso. Fui procurar me entender, a partir dessas minhas reações, tentar me conhecer melhor. Afinal, sou espírita, logo, acredito em evoluir pra me tornar um ser melhor. Tanto eu, quanto os outros. E acredito no autoconhecimento como um caminho importante na evolução.

Notei que certos “defeitos” me afetavam quando surgiam em pessoas próximas a mim, em relação às quais nutria certas expectativas. Tais expectativas costumam ter fundamento? Em alguns casos. Se certa mãe que devia cuidar do filho pequeno não consegue suprir as necessidades dele, poderíamos dizer que o incômodo tem uma base, desde que há uma expectativa legítima de que mães acalentem e cuidem de seus filhos. Mas é preciso considerar que não existe apenas isso, pois há também a condição material, mental e emocional da mãe, de atender a essas necessidades ou não, e pode haver um motivo específico que explique seu comportamento. Seres humanos têm desafios complexos e se complicam emocionalmente, iludem-se com prioridades fictícias, adoecem, perdem empregos...

Pensando assim, também passei a focar nas virtudes e qualidades que antes estavam ocultas na pessoa, sob aquele pretenso “defeito” que até então me incomodava tanto. E vi que lá estava aquela criatura, exercitando essas qualidades e se desenvolvendo, segundo sua possibilidade e compreensão da vida.

Assim, comecei a ter um olhar mais positivo, que os budistas talvez chamassem de “compassivo”. Isso não implica fechar os olhos, mas olhar de outra maneira. Isso também não faz nossa dificuldade passar e tudo ficar instantaneamente maravilhoso. Mas melhora bem a possibilidade de compreensão e convivência.

Não vou dizer aqui que costumamos enxergar nos outros aquilo que não conseguimos ver em nós mesmos, porque é um fato que já comprovei e uma abordagem já muito batida. Mas até nesse sentido, enxergar no outro o que precisamos descobrir em nós é uma sabedoria das Leis Divinas e uma providência educativa.

A inteligência emocional, a percepção de como estamos nos sentindo, é algo muito valioso, para lidar com tais questões de maneira mais sensata possível. Como observa Eckhart Tolle em “O Poder do Silêncio” (Ed. Sextante): “Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra pra si mesmo que ‘isto sou eu’ e ‘aquilo não sou eu’. É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.” Pode ser, então, que atribuir defeitos seja mais um modo de nos afirmarmos – e simplesmente isto! Os defeitos, então, estão na nossa visão egocentrada e não na pessoa, considerada como essencialmente uma criatura divina em vias de progresso espiritual, seguindo sua trajetória e fazendo uso de seu livre-arbítrio.

Além do mais, o conceito de “defeito” que adotamos para este texto, pode perfeitamente aplicar-se a nós mesmos. Nossas atitudes, hábitos e idiossincrasias podem andar desagradando pessoas por aí. Algumas ou muitas. Então, é melhor evitar radicalismos e expandir a compreensão. Reclamações, ações extremadas às vezes são infelizes, tanto em si mesmas quando nos resultados que ocasionam. Diz Emmanuel em “Seara dos Médiuns” (FEB), “olvidemos os defeitos do próximo, na certeza de que todos nos encontramos sob o malho das horas, na bigorna da experiência.”
  
por Rita Foelker

Conhecimento ou Sabedoria?


Quero relatar uma estória que ilustra com clareza esta diferença:

“Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.
O mestre disse-lhes:
- Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé. Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito. O outro subia naturalmente a montanha.
Quando chegaram ao topo um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.
Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:
- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:
- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão”.
Em princípio, conhecer e saber podem ser confundidos, muitas vezes aplicados como sinônimos, mas são coisas bem distintas. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.
O conhecimento é o somatório das informações que adquirimos. É a base daquilo que chamamos de Cultura.

A sabedoria pressupõe não só ter o conhecimento, mas também saber como utilizar esse conhecimento, não só em ocasiões especiais, mas em todos os fatos da vida.  Saber não é apenas Ter o conhecimento, mas é Ser o conhecimento.

A sabedoria é saber usar o “Dom Interior “que cada pessoa carrega dentro de si. É possível alguém adquirir um arsenal de conhecimento, contudo, não ser sábio. Sabedoria é o uso que a pessoa dá ao conhecimento.

Para se ser sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.
É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação e a cultura, mas também se deve ter a coragem de experimentar a vida, o amor e o compartilhar. Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado. Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo. E isso não parece ser uma atitude muito sábia. Então, sejamos sábios: vivamos, amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!

E que saibamos cozinhar nossos feijões em nossa vida!!!

"O conhecimento é o processo de acumular dados; a sabedoria reside na sua simplificação."
 (Martin H. Fischer).