Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Dor Física e a Dor Emocional


Pode parecer estranho dizer isso, mas a dor também pode ser a solução e cura para muitas das nossas dificuldades e doenças.
Ninguém gosta de senti-la, mas poucos se dão conta de que a escolheram sentir.

Nós nos afastamos quando sentimos dor. Não gostamos de olhar para ela. Raramente cuidamos dela, e tão pouco aceitamos a existência dela em nossa vida.
A dor pode se expressar de várias maneiras em nós, através do nosso corpo físico e também através das nossas emoções. A dor física, é aquela dor de um machucado, de uma ferida no corpo, uma dor que incomoda mas que pode ser passageira. Muitas vezes um simples curativo ou analgésico a faz ir embora. Já a dor emocional vem de uma ferida no coração, e para este ferimento o tratamento é mais longo. Essa dor é mais persistente e resistente, e nos causa um profundo desconforto que parece nos corromper gradualmente.

A maioria de nós se preocupa muito mais em tratar as dores físicas que as dores emocionais.
O corpo físico é um indicativo de onde pode estar vindo essa dor. E o emocional? Quantos de nós paramos a correria do dia-a-dia para tratar nosso emocional? Será mesmo que essa dor pode esperar só porque não está tão visível? Se não olha para a dor, ela vai aumentar porque precisa ser vista, precisa ser tratada. E de que forma ela aumenta? Através dos nossos conflitos, internos e externos. Geralmente só quando estamos no caos, é que enfim damos atenção a essa pobre dor emocional. Alguns de nós só olhamos para a dor emocional quando ela se transforma em física.

A dor emocional é a maior prova de que temos um coração, e que podemos amar, que podemos e devemos sentir nossas emoções. Devemos sentir para saber de onde vem essa dor, só assim podemos trata-la. Quando fingimos não sentir dor, ou quando a rejeitamos, o nosso corpo acolhe ela para nós, e depois de um tempo, padece, adoece e sofre. Pronto! Agora além da dor emocional, demos lugar para mais uma dor, a física.

Sabe aquela raiva que julgamos ser “feio” sentir? Nosso fígado vai sentir por nós. Sabe aquilo que devíamos ter falado naquele momento e não falamos? Nossa garganta também vai nos ajudar a guardar aquilo por mais algum tempo, até quando ela não aguentar mais e adoecer também.

Sim, tudo o que rejeitamos nosso corpo acolhe por nós, nos protege do que ainda não conseguimos lidar, olhar e resolver. Mas até quando ele consegue fazer isso por nós? Até o limite dele. Muitas pessoas deixam o corpo chegar em seu limite pelo simples fato de não aceitar ou não querer olhar para o que está por traz da dor.

Intensificamos nossa dor remoendo mágoas, alimentando medos, tristezas e raivas. Aceitar algo que nos incomoda, sem medo de expor nossos sentimentos é uma forma de olhar para nossa dor emocional, acolher e nos libertar dela.

Só você pode curar sua dor, é inútil achar que o outro vai te livrar do sofrimento. É você quem escolhe as relações que quer estabelecer com as pessoas, é você quem escolhe as experiências que precisa ter na vida. Então em vez de culpar o outro pelo seu sofrimento, olhe para si mesmo e se ajude.

Você tem recursos em você e na sua vida que podem te ajudar a superar toda e qualquer tipo de dor emocional. Esteja com os familiares, amigos, medite, pratique esportes, faça terapias, ouça músicas alegres, dance, brinque, esteja em contato com a natureza, esteja em contato com o seu coração, esteja com você.

 A função da dor é sinalizar algo em nosso caminho. É um alerta de que algo não está bem. Quando não olhamos e nem percebemos “as placas de sinalização”, podemos errar o caminho. A experiência da dor pode definir nossos caminhos. Muitas vezes escolhemos o caminho da dor...e se nos atentarmos ao percurso todo, podemos encontrar algum atalho para o caminho do amor. Quando entendemos o papel da dor em nosso caminho, ela se torna desnecessária.

Autora: Cristiane P. Cappa

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Responsabilidade


Um dos principais atributos da maturidade consiste em assumir a total responsabilidade por nossas decisões e escolhas. Quando ainda não alcançamos este estágio, costumamos adiar ou simplesmente evitar as escolhas importantes, por medo das conseqüências.

De modo geral, ficamos paralisados, com a vida em suspenso, estagnada, pelo receio de nos arriscarmos, esperando que alguém decida por nós ou que uma solução mágica surja e nos garanta a certeza de nossa escolha.

Ocorre que nada nem ninguém virá satisfazer esse nosso desejo. Somos nós e somente nós quem precisamos tomar a decisão, fazer a escolha, e pagar o preço que for necessário. Este é um atributo essencial da vida, a coragem de assumir o risco de acertar ou errar.

Não importa qual seja o resultado de nossa escolha, o fundamental é que tenhamos a coragem de dar o passo. Pois ainda que erremos e a decisão se mostre equivocada, podemos revê-la, tomar outra direção. Mas, se isto não for possível, a solução é aceitar que o erro é parte essencial do amadurecimento e aprendizado.

Ficar se culpando por uma escolha equivocada não vai trazer de volta a situação anterior. Por essa razão, é inútil cultivarmos este sentimento, pois ele certamente só nos trará angústia e infelicidade.

A única atitude sensata é seguir em frente, aprendendo com o erro e vendo nele uma oportunidade de crescimento e evolução interior. Assim, se dá a passagem definitiva da imaturidade para um novo estágio, em que a sabedoria e a serenidade sejam predominantes.

"Seja corajoso e solte toda esta bobagem. Não há nenhum inferno e não há nenhum paraíso. Você cria seu paraíso e você cria seu inferno. Não há ninguém em nenhum lugar para punir você ou premiar você... Não há ninguém, você é livre.
Mas eu não estou dizendo que você não pode criar o inferno para si mesmo, você pode. O fundamento é o mesmo.

Ame, alegre-se, celebre, e você criará o paraíso - porque o que quer que você seja, se você é feliz, se você é alegre, você compartilha sua felicidade e sua alegria. Você pode compartilhar somente aquilo que você é - e quando você compartilha, ele ressalta em você. Esta é a lei.

A vida reflete e ecoa - o que quer que você jogue para ela, volta milhares de vezes. Sorria e toda a existência sorri para você. Grite e abuse, e toda a existência grita e abusa de você. E você é a causa raiz; você cria todo o processo.
Não é que a existência está interessada em gritar e abusar de você. A existência é neutra; ela simplesmente reflete, é um espelho. Você faz uma cara feira e você vê uma cara feia no espelho. Você sorri e o espelho sorri.

E lembre-se, os prêmios e as punições não vêem de fora; você os cria. Você é o causador deles, você é o solo. Você é livre -mas liberdade não significa que você é irresponsável. De fato, na liberdade você se torna totalmente responsável- porque você é responsável por si mesmo, ninguém mais é.

Nenhum Deus é responsável por você, você é responsável. Se você está miserável, lembre-se, você deve estar criando isto... Tente descobrir as razões e você as encontrará. Se você está feliz, então também olhe para dentro, por que você está feliz? E siga criando estas situações mais e mais: e você se tornará mais e mais feliz".
OSHO -The Revolution.

Elisabeth Cavalcante

domingo, 19 de agosto de 2012

Escuro


O lado escuro pode estar dentro de todos nós aqui na Terra.
Nós andamos no escuro por mais iluminados que sejam os nossos caminhos.
Fazemos coisas que nunca pensamos em fazer, mas elas acontecem mesmo sem percebemos que estamos desta forma fugindo das nossas responsabilidades.
Isso pode parecer ser uma mentira que contamos para nós mesmos justificando o mal e alheios ao prejuízo que causará a quem quer que seja.

Se o nosso caráter é bom, se temos dignidade ou não, é algo que a princípio pode parecer muito difícil de saber.
Mas se analisarmos com a razão, tornaremos essa dúvida em algo muito fácil de ser solucionado, a não ser que nossos atos e feridas sejam mais profundos do que imaginamos.

Nós seres humanos temos que estar preparados para tudo, para sermos bons ou maus dependendo das circunstâncias que nos cercam e que nos obrigam a sermos misericordiosos ou insanos.

Para isso temos que ter fé e saber que temos um porto seguro para chegar.
A fé é que nos torna fortes, que nos dá a força que precisamos.
E o porto seguro é que nos dá a segurança que precisamos, é onde relaxamos para não perdermos os sonhos de uma vida inteira, para não termos pesadelos, para não termos culpas, o que atrasaria a nossa caminhada.
É muito difícil andarmos com leveza levando peso em nossos ombros.

Não seja um isolado da sorte.
Aprenda a ver as oportunidades que a vida lhe oferece, diversifique os seus projetos para não ficar atado a uma única ideia.
E se prepare também para o fracasso quando, por um acaso, ele ocorra.
E aí é bom que tenha sempre algo escondido dentro da palma de sua mão para que esse fracasso inesperado não destrua seus sonhos.
Não seja um daqueles que pensam que seria mais fácil as estrelas do céu caírem a seus pés do que sentir em seu paladar o gosto de uma derrota.

Não estou pedindo que seja um pessimista, mas apenas advirto que você não pode viver fora da realidade, julgando-se capaz de tudo.
Os obstáculos existem, assim como existem os empecilhos para que você possa mostrar a sua real capacidade de realizações.
E se estiver em dúvida e precisar dar asas à sua curiosidade em saber alguma coisa que poderia ajudá-lo a ter uma vida melhor, pergunte.
Não tenha medo da resposta: ela poderá indicar o rumo certo a tomar, fazendo você respirar o seus desejos como respira o ar que lhe dá a vida e tudo correrá bem para você.
Acompanhe de perto tudo que lhe é oferecido, mas não pegue com uma lixa na mão, e sim, com uma luva de pelica.
Você tem que se fazer ver com a faculdade de querer ser uma pessoa com qualidade, capaz de proporcionar àqueles que confiam em você a paz, o amor e a segurança.

Que a energia soberana nos acompanhe sempre é o que eu realmente quero neste momento.
Esta não é uma mensagem espiritual, é a minha opinião.


Grão 3 – (Ben Kalil)

sábado, 18 de agosto de 2012


As pessoas buscam a espiritualidade com o seu cérebro: é lá que eles estão enganados. Espiritualidade é alcançada através do coração. O que eu quero dizer com o coração? É o centro nervoso no meio do peito, o pequeno pedaço de carne que os médicos chamam de coração? Não, a definição do coração é que é a profundidade da mente, sendo a mente a superfície do coração. Que em nós que se sente é o coração, o que pensa que é a mente. É a mesma coisa que pensa e sente, mas a direção é diferente: sentimento vem do fundo, pensada a partir da superfície. ... Os Sufis têm, por conseguinte, considerado o desenvolvimento da qualidade do coração como uma cultura espiritual, e têm chamado a cultura do coração. Ele consiste no ajuste do coração.
Sintonia significa mudar o tom das vibrações. Ajustando o coração significa mudar as vibrações, levando-os a um passo certo qual é o natural onde você sente a alegria eo êxtase da vida, o que lhe permite dar prazer aos outros até mesmo por sua presença, porque você está atento. Quando um instrumento é devidamente afinado você não precisa tocar música sobre ele, apenas golpeando-lo você vai sentir um grande magnetismo vinda dele. Se um instrumento bem afinado pode ter de que o magnetismo, quanto maior deve ser o magnetismo dos corações que estão sintonizados. Rumi diz: "Se você amou um ser humano ou se você tem amado a Deus, se você ter amado o suficiente, você será levado no final à presença do supremo amor de si mesmo".
Hazrat Inayat Khan (1882-1927)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Viver sem medo


Imaginemos uma vida sem medo. Imaginemos a sensação de viver em plena confiança e Fé, sem duvidar nunca que o melhor que possamos imaginar nos chegará, como a todos que amamos. Uma vida assim é possível, mas não poderá ocorrer sem a intenção e a devoção para este propósito.

A maioria de nós vive a vida com medo. Temos medo de não conseguir o que necessitamos, seja no amor, segurança, dinheiro, amigos, trabalho ou conhecimentos. A maioria das pessoas toma decisões baseadas no medo.
O problema de utilizar o medo, como base em nossas estruturas vitais, é que o medo não tem consistência por si mesmo, por ele não sustentar nada, justamente por ser estéril. O medo é algo estranho, que fecha os corações e causa névoas profundas na mente. Quando vivemos com medo, não conseguimos pensar direito, e assim, não vivemos com nosso potencial.

O que realmente interessa é viver bem com nosso próprio "eu", o que pode significar ter que iniciar um trabalho de limpeza interna e ter uma relação íntima com o divino, na forma que agrade. Quando estamos de bem com nós mesmos, e em perfeito contato com a essência divina, não temos nada a temer.

Todos os medos nascem do medo à morte. É instintivo de nós querer viver, mas não podemos negar que devemos deixar esta forma corpórea algum dia. As mudanças interiores também simbolizam uma espécie de morte, que é a transformação de uma vida para outra.

Viver com medo nos distrai de nosso verdadeiro propósito de vida e da nossa existência na Terra. Paremos para analisar todos os medos, que anos de preocupações ocuparam nossa mente; perceberemos que os mesmos jamais ocorreram. Muitas vezes o destino se encarrega de mudar os fatos, seja através de nossas meditações, orações ou simplesmente mudanças interiores.

Em todos os séculos sempre surgiram predições de catástrofes, desastres, da escuridão e do Juízo Final. Algo ocorre e algo não. Não se pode viver a vida baseando-se no "talvez", que seria um triste desperdício do potencial humano. Quando enfocamos nossos pensamentos e energias para a divindade da vida, o Todo Poderoso, começamos sentir sua onipresença e o medo se evapora.

Somos uma expressão de Deus com forma e, portanto, não devemos sentir medo. Existem pessoas que são felizes com seus dramas e ficam aborrecidas quando estão em paz. Talvez viver com incertezas as fazem se sentirem mais vivas. Cada pessoa "faz" suas emoções. Existe muito trabalho a ser feito, seja com os mais humildes ou com o nosso Planeta. Devemos primeiramente buscar tempo para interiorizarmos, centrarmos e ter uma experiência pessoal com o Divino. Depois devemos fazer amizade com os nossos temores e medos, para entender o que eles querem nos ensinar.

Viver a vida com amor e fé não gera espaço para medos e dúvidas constantes. Viver a vida no presente, com a intenção consciente de amor e honrar a todos e tudo que nos rodeira, nos fará amarmos e honrarmos a nós mesmos.

-Helena Gerenstadt-