Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Se as coisas fossem perfeitas, não existiriam lições de vida, não haveriam arrependimentos e nem descobertas. Se tudo fosse perfeito, mãos não se uniriam e sonhos não seriam valorizados. Se tudo fosse perfeito, olhares não se completariam e gestos passariam despercebidos. Se tudo fosse perfeito, as lágrimas não existiriam, as palavras seriam perfeitas. Se tudo fosse perfeito, eu pularia no abismo sem medo da morte, pois asas eu ganharia. Se tudo fosse perfeito, eu atravessaria o oceano sem medo de ser levado pelas ondas, sem receios de me perder em suas profundezas. Se tudo fosse perfeito, dores não existiriam e a cura não seria procurada. Nada é por acaso, pois nem o destino é perfeito!"

William Shakespeare

Portal de infinitas Possibilidades...

Quando chega o tempo de dar mais um passo, o Universo nos direciona suavemente, ou nem tanto, para o que precisa ser feito... Às vezes... nossas crenças nos limitam a tal ponto que, sem nem perceber, vamos afunilando as opções nas nossas vidas e... a cada nova crença, menos possibilidades... até que um dia você pode se ver em um ponto onde acredita que só existe uma saída... só tem uma opção...

Me lembro de uma época que me senti assim... por medo, por crenças equivocadas ia descartando tantas coisas... até que me vi presa em uma única possibilidade...

E o Universo se encarregou de tornar indisponível essa única possibilidade...
Me lembro que fiquei muito triste... mas entendi o movimento e... o mais precioso que entendi na época foi que eu estava extremamente limitada ao acreditar que num Universo de infinitas possibilidades, só pudesse existir uma opção.
Depois da tristeza me senti muito livre... acessei uma liberdade que nem imaginava ser possível. Parece que nossos medos nos levam a construir uma redoma de proteção ao nosso redor, nos fazendo eliminar muitas coisas e experiências porque elas não se enquadram ao que acreditamos ser "bom" para nós.... Mas quem determina o que é bom ou não, deve ser sempre o nosso coração... e isso se faz momento a momento, no presente, e não leva em conta nenhuma crença limitante, porque... embora uma vez por já ter passado por determinada experiência que foi "boa" ou "ruim" isso não quer dizer que aquelas coisas vão sempre se manter assim... o que as mantêm assim são nossas crenças criadas a partir do que já vivemos, e que costumamos perpetuar e cristalizar em "certezas" que vão limitando extremamente nossa vida, e nos mantendo em uma prisão, que... mesmo que seja feita com grades de ouro, é sempre uma prisão...

Buscamos nos proteger incluindo na nossa realidade só o que nossas crenças filtram como "bom"... assim como buscamos "excluir" da nossa realidade o que nossas crenças filtram como "ruim"... e essa proteção acaba nos prendendo e limitando a tal ponto, fazendo com que contemos com cada vez menos opções, com tão poucas que um dia... nos vemos em um beco sem saída.
Mas a boa notícia que vem para quem se encontra assim, é que, as vezes estar em um beco sem saída é melhor do que estarmos em um beco com uma única saída... Essa única saída pode nos alimentar e proteger, mas pode impedir que muitas outras possibilidades se manifestem nas nossas vidas.
E quando é hora de expansão, o Universo sempre dá um jeitinho de fazer o movimento, se não fazemos por vontade própria... Não que aquela única saída não possa ser maravilhosa, mas se em um Universo de tantas possibilidades acreditarmos que só temos uma saída, isso pode vir de crenças limitantes e não do seu coração...
Pode ser que essas crenças estejam o prendendo.... em um uma única saída, quando na verdade, aquela é apenas mais uma saída, maravilhosa, de outras tantas também maravilhosas... Não existem regras... mas o bom mesmo é seguir o coração que pode mantê-lo sempre na mesma opção, desde que seja seu Propósito... ou guiá-lo para o próximo passo...
Quando algo não está fluindo é sempre bom observar o movimento do Universo... O que o Universo está querendo lhe mostrar?
Quando as portas se fecham... outras se abrem... a chave é acreditarmos na perfeição do Criador, que sempre está pronto para nos acolher e guiar... e às vezes... um beco sem saída, pode ser a melhor saída... e abrir o Portal de infinitas Possibilidades.

Rubia A. Dantés

sábado, 22 de outubro de 2011

Para o resto de nossas vidas

Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas.
Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.
Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós,coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante.
Provavelmente, iremos pela vida a fora colecionando essas coisas,colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante,cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas,cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.
Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas, outras superficiais porém com algum significado também.
Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.
Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail,
uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo.
Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal,
uma palavra amiga num momento preciso.
Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de
alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital.
Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de exisitir por puro fracasso.
Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.
Para o resto de nossas vidas, levaremos pessoas guardadas dentro de nós.
Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente,quem sabe haverá algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa.
Lá na frente, é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.
Bem lá na frente, é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.
Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.
-autoria desconhecida-

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Difícil problema

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria. Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil de vencer no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa: Iriam os três ao palácio governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.
O segundo levaria uma corça rara.
O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio fraterno recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, a meio do caminho, principiaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar: este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, entretanto cada viajante permanecia atento a obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes.

Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, com as inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho poeirento. Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado, abrigando-se em floresta próxima.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, internando-se pelo mato a dentro, e o conteúdo de prateada bandeja se perde totalmente no chão. Desapontados e irritados, os três rapazes tornam à presença paterna, apresentando cada qual a sua queixa e a sua derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:
- "Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso".

"O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas".

autoria não citada

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por onde anda a minha alma?

Como saber por onde anda a minha ALMA, se estou sempre com pressa e presa a tantos compromissos?

Somos seres que vivemos inebriados pela ação, intoxicados pelo tempo, preenchido em constante atividade, pressão, agitação...

Parar e pensar em ALMA???

Tá louco???

Onde poderia me levar momentos de passividade e quietude com tanta coisa que tenho para pensar, fazer, resolver?

Exatamente ao encontro de nossa ALMA.

O silêncio depois do barulho, a reflexão depois do movimento, a paz depois da agitação é altamente importante, vital e benéfica.

Quem de nós realiza serenamente a maioria de nossas tarefas?

Estamos fazendo aqui, pensando no que faremos ali, daqui há 1 hora, logo mais, o dia seguinte, a semana que vem.....

Ufa!! Quem aguenta?

Oprimidos pela realidade do tempo, não percebemos a vida, por debaixo da vida.

Preocupados em nos servir da autocultura intelectual desprezamos a vida contemplativa e espiritual, como se a primeira nos bastasse.

Sim, é claro que agrada a mentalidade materialista, que ainda vê as experiências espirituais como desperdício de tempo.

Ainda alguns relegam devotos da passividade, ao asilo da esquisitice, do embuste, da insanidade mental.

Pois é exatamente neste asilo da quietude que nos encontramos com a nossa verdadeira face.

Onde somos apresentados ao nosso maior companheiro de jornada. Aquele que nos dá o alimento espiritual, a paz e as respostas as nossas indagações.


A realidade se esquiva, em busca de uma simples posse, nas conquistas materiais, no ter, e ter e ter ainda mais, e nos distancia cada vez mais desse encontro profundo da divindade do nosso EU.

Somos pobres peregrinos, desperdiçando nossa preciosa existência nesta vida, perseguindo um poder que os olhos possam contemplar, e não nos damos conta que é através do que não tocamos, nem cheiramos, nem vemos ou ouvimos que se encontra a riqueza que buscamos.

A busca do sagrado, do profundo, do eterno...

No silêncio de nossa ALMA, bebemos o elixir da sabedoria e saboreamos o néctar da verdade da vida.

Acalmar o pensamento e tentar superar a tendência excessiva ao materialismo, são passos decisivos na direção de um encontro efetivo com o nosso âmago companheiro.

...é por aí que anda a nossa ALMA!!

por Silvana Giudice

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Intimidade



Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante.

Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo. Zzzzzzzzzzz.

A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando começam a apagar lentamente, vencidos pelo cansaço. Antes de sucumbir ao mundo dos sonhos, ele ainda tem o impulso de tocar nela, que está ao seu lado, em posição fetal. Pousa, então, a mão no pé dela, que está descalço. E assim ficam os dois, de olhos fechados, capturados pelo sono, numa intimidade raramente mostrada no cinema.

Hoje, se você perguntar para qualquer pré-adolescente o que significa se divertir, ele dirá que é beijar muito. Fazer campeonato de quem pega mais. Beijar quatro, sete, treze. Quebram o próprio recorde e voltam pra casa sentindo um vazio estúpido, porque continuam sem a menor idéia do que seja um encontro de verdade, reconhecer-se em outra pessoa, amar alguém instintivamente, sem planejamento. Estão todos perdidos em Tóquio.

Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. As revistas podem até fazer testes do tipo: “descubra se vocês são íntimos, marque um xis na resposta certa”, mas nem perca seu tempo, a intimidade não se presta a fórmulas, não está relacionada a tempo de convívio, é muito mais uma comunhão instantânea e inexplicável. Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo.

Martha Medeiros

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Erramos para acertar

Todos erramos querendo acertar. Excepcionalmente, algumas pessoas podem cometer erros conscientemente, mas ainda assim buscam a felicidade, de forma desesperada, mas buscam.

A solidão e carência afetiva deixam a alma aberta a muitas portas que em outras ocasiões manteríamos fechadas. Deixa-nos acessíveis, frágeis e crédulos. O feio pode tornar-se bonito e agradável; o proibido, irresistivelmente atraente. Achamos desculpas para convencer os outros e nem sempre convencemos nosso coração.

Mas insistimos...

Acontece de cometermos erros imperdoáveis, não aos outros, mas a nós. Esses mesmos erros que nos fazem querer não ter existido por um momento, querer apagar da memória e do tempo, desaparecer, ou chorar até que as lágrimas lavem todas as nossas culpas, mas sabemos que, quaisquer que sejam nossas tentativas, elas serão em vão.

E aprendemos com os primeiros erros? Ah, não... tentamos ainda e ainda nessa busca incessante pela felicidade...

Nos cegamos voluntariamente, sem termos consciência do quanto isso pode nos custar, do quanto pode doer, das penas que podem nos causar.

Ah!... As más decisões não têm retorno, os gestos cometidos não têm volta e as palavras ditas se foram.

O que escrevemos, escrevemos, por onde andamosn andamos e não é nos agarrando a esses detalhes que seguiremos em frente.

É justamente quando conhecemos nossos erros e nossas culpas que os evitaremos depois. Sei que isso nem sempre acontece, senão não cometeríamos duas ou três vezes os mesmos desenganos, mas um dia aprendemos.

Aprendemos que todo mundo erra, todo mundo acerta, todo mundo se arrepende e quer voltar atrás; todo mundo chora algo perdido ou uma decisão errada; todo mundo já se sentiu a pessoa mais infeliz e pequenininha em um momento ou um outro e quis esconder-se até de si mesmo.

Aprendemos que a vida tem curvas, laços, boas e más intenções, campos floridos e terras desertas; aprendemos que para se viver é preciso saber perdoar-se a si mesmo, sem porventura deixar de tirar as lições do que se vive.

Ser maduro, completo e sábio não é ser infalível. O mundo é feito de seres humanos, corações e sentimentos e não de super-heróis.

Ser maduro é buscar o melhor do que vivemos, acreditar que Deus perdoa falhas, compreende nossas buscas e nos reconforta a cada queda.

Ser maduro não é evitar as flores que têm espinhos, mas redobrar de cuidado ao colhê-las, conhecer os perigos e não se deixar dominar pelo medo; é viver, consciente de que se não andamos não chegamos a lugar nenhum e se erramos temos direito sim a uma segunda, mesmo uma terceira chance. Porque nada há mais no mundo que Deus deseje do que a nossa felicidade.

Pense nisso...

© Letícia Thompson