Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Por que perdoar?

Sempre que ouvimos a palavra perdoar, sentimos uma espécie de calafrio. Imediatamente nos defendemos dizendo que não somos iluminados para fazê-lo, verdadeiramente. Mas não se trata de se parecer com um ascensionado e sim entender o mecanismo que antecede ao perdão. Uma vez aprendido isso fica bem mais fácil.

Ao longo de nossa vida, pessoas cruzam o nosso caminho, umas rapidamente e outras mais ou menos intimamente. Elas nos trazem algo sobre nós mesmos que pode ser bom ou ruim, mas que espelham as nossas verdades internas. Se percebemos logo, imediatamente entendemos e nos aceitamos, sem desconforto.

Se demoramos, rejeitamos quem nos mostra a nossa pior parte. Daí em diante, surge a mágoa, o ressentimento e até o ódio que é proporcional ao nosso descontentamento conosco.

Antes de culpar quem quer que seja, olhemos para dentro e perguntemos:

“ O que essa pessoa causa em mim?

O que ela está me mostrando que eu não quero ver dentro de mim?”

Tão logo respondemos a essa pergunta e nos aceitamos com a dificuldade identificada, mais rapidamente nos transformamos.

Ao mesmo tempo que isso ocorre, a pessoa que nos fez ver também se liberta, pois não há mais necessidade de mostrar mais nada, nós já compreendemos. Então ocorre o perdão mútuo quando deixamos a imagem da pessoa dentro de nós mudar, juntamente com a nossa própria imagem dentro de nós que se reconheceu assim.

Cada UM é para cada UM do jeito que precisa SER. Quando nós libertamos as imagens das pessoas internalizadas em nós, sejam parentes, amigos, cônjuges, chefes, eles passam a não mais ser assim.

Como se trocássemos os seus papéis. O seu roteiro para nós.

É fácil constatar, basta observar a forma com que você lida com cada pessoa à sua volta. Cada uma delas necessita de uma face sua, de um comportamento seu. Assim somos mais dóceis com uns, mais seguros com outros, agressivos com outros tantos, brilhantes com mais outros e assim por diante.

Somos protagonistas, roteristas, diretores, produtores, da nossa peça que encenamos diariamente, a fim de crescer. São nossas escolhas. Se queremos mudar a peça, precisamos liberar os personagens contratados e fazê-los encenar outra peça. E isso está tudo dentro de nós.

Experimentem olhando a foto de alguém e dizendo

“eu liberto você desse papel e coloco você desempenhando um papel de alguém maravilhoso, amoroso, inteligente, generoso, próspero, saudável e outras qualidades mais e veja, depois de algum tempo repetindo o processo, como essa pessoa passa a se comportar com você.

Todos nós somos assim desse jeito que você o formatou.

Não existe ninguém no mundo que não tenha todos estes atributos. Nada está sendo feito e desejado que esbarre no comportamento original de cada um. Quando desejamos tudo isso a alguém, estamos desejando para nós também.

Quem já não ouviu as frases tais como “deseje para o outro o que quer para si mesmo” ou “sempre olhe o lado positivo das pessoas”. Isso nada mais é do que variável do mesmo tema.

Mude a peça de teatro da sua vida. Isso é perdoar o outro e, conseqüentemente, se perdoar também.

Vera Ghimmel

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Mente Humana

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite.

Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.

Um cientista de Phoenix - Arizona - queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências.

Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St. Louis no estado de Missouri, onde existe pena de morte.

Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.

O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.

O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais, e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso.

Abaixo do pulso, foi colocada uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para ele sentisse que seu pulso fora cortado.

Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que está caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava.

De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o condenado pensava que era seu sangue que estava diminuindo.

Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando fraco. Quando os cientistas fecharam por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.

O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que a morte pode ser orgânica ou psíquica.

Essa história é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.

“Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar". Somos o que pensamos e acreditamos ser.


fonte: revista Superinteressante de julho de 2002

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

32 Leis Universais

Existem Leis superiores que comandam tudo e todos neste e em outros Planetas e Dimensões. Elas representam o processo da Divindade em movimento.

1. Lei da Unidade, ou Lei da Energia, ou Lei da Potencialidade Pura: Não existe separação entre você e Deus. Tudo e todos estão interconectados e são diferentes aspectos do Uno, Deus, Luz, Fonte.

2. Lei do Amor: Amai-vos uns aos outros. O Amor é a substância que une tudo, como uma cola energética e energizante. A Lei do Amor afina-se com todas as forças que a humanidade associa com o positivo. Essa Lei coloca o bem-estar, o interesse e o sentimento pelos outros seres em primeiro plano.

3. Lei da Perfeição: tudo é perfeito quando visto sob uma ótica ampla.

4. Lei Universal: garante que tudo que vive tem o poder de conquistar o que for necessário para a sua evolução. Está relacionada às Leis 5, 6, 7, 8, 9.

5. Lei da Mente: A Lei da Mente afirma que aquilo em que você acredita se tornará realidade. Significa que, nesse plano, a crença do homem influencia e cria sua realidade. Enquanto o Espírito é a Realidade Absoluta, a mente é um dos meios pelo qual o Espírito trabalha.

6. Lei Criativa da Afirmação Divina, ou Lei da Intenção e do Desejo: Atesta que o que você pensa, é o que você é. Seus pensamentos, palavras e atitudes são o poder que molda sua realidade. A Lei Criativa da Afirmação Divina está ligada a Lei da Realização.

7. Lei da Realização, ou Lei da Produção, ou Lei da Criação: Você colhe o que semeia. A Lei da Realização apóia-se na Lei anterior em que os pensamentos são sementes que acrescidos da emoção, produzem uma vibração que permite criar. O desejo dá à semente o poder de produzir. Segundo essa Lei o que quer que desejemos nos será concedido se cultivarmos os pensamentos adequados e eliminarmos as dúvidas e os medos. A Lei da Realização está conectada a Lei da Manifestação.
8. Lei da Manifestação: Nossos desejos e necessidades se manifestam quando a intenção visa o bem tanto nosso como dos outros. Essa capacidade de manifestar os desejos na realidade fisica é garantida quando estamos em sincronia com a Vontade Superior e não temos padrões de sabotagem interna em funcionamento. A Lei da Manifestação está associada à lei da Ressonância.

9. Lei da Ressonância, ou Lei da Atração Mútua dos Semelhantes: energias semelhantes vibram em uníssono e atraem circunstâncias afins em função de seus campos energéticos. De acordo com essa Lei, o que for expresso em pensamento, palavra ou ato, entra em ressonância com outros campos e retorna amplificado ao emissor.

10. Lei da Gratidão: é governada pela Lei da Ressonância. Essa lei afirma que quanto mais expressamos nossa gratidão pelas coisas que desfrutamos na vida, tanto mais atrairemos para nós coisas pelas quais agradecer. Relaciona-se a Lei da Causa e Efeito.

11. Lei do Distanciamento: Para conseguir qualquer manifestação almejada é necessário se desapegar do resultado. Essa atitude pressupõe uma confiança total no Eu Superior, proporciona liberdade a aquele que deseja e permite que tudo tome o melhor rumo e desfecho possíveis.

12. Lei da Prosperidade ou Lei da Abundância e da Opulência: Lei que confirma que tudo o que for pedido pelo Eu Superior e for preciso para o crescimento de qualquer ser será concedido em quantidade abundante pelo Universo. Associa-se a Lei do Dar e Receber.

13. Lei do Dar e Receber: O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia universal. A compensação, no entanto, nem sempre chega através de quem recebeu de nós.

14. Lei da Colheita, ou Lei da Paciência: está baseada no conhecimento de que existe o tempo certo para a manifestação de qualquer coisa. Através dessa Lei os seres conformam-se a esse desenrolar orgânico de eventos que fará que todos os pensamentos, palavras e ações se realizem na sua devida estação.

15. Lei de Causa e Efeito ou Lei do Karma: Essa Lei promove o reequilíbrio da energia cósmica, no qual toda ação prevê uma reação igual e em sentido oposto. Tem a ver apenas com trocas de energia e não com algum tipo de punição ou castigo. A energia liberada atrai partículas semelhantes no processo de expansão e contração e acaba por retornar a fonte original produzindo um efeito que será sentido pelo emissor.

16. Lei de Mudança e Transmutação ou Lei da Alquimia: A energia do universo é indestrutível e assume formas variáveis. Segundo essa Lei tudo está em constante mutação e todo ser ou condição pode ser modificado e/ou transmutado.

17. Lei do Equilíbrio ou Lei da Integração das Polaridades. A Dualidade implica em forças opostas combatendo-se entre si. A Lei do Equilíbrio assegura que a “virtude está no meio termo” e que os dois lados ou polaridades de uma situação ou energia devem ser harmonizados e integrados no todo. O Equilíbrio é uma das etapas em direção à iluminação.

18. Lei da Dualidade: Opera no plano terreno através das polaridades energéticas, para a maioria das pessoas. No entanto para aqueles conscientemente conectados a Deus, Luz ou Fonte, os “iluminados”, essa lei não vigora e não os afeta.

19. Lei da Sincronicidade ou Lei da Graça: Ao nos alinharmos com essa Lei passamos a seguir o tempo/espaço divinos e a estar no lugar certo, com as pessoas certas, na hora certa para progredirmos em nossa missão e evolução.

20. Lei da Entrega, ou Lei da Não Resistência: Aquilo a que se resiste, persiste. É somente quando o mar está calmo que o barco entra no porto. Através de entrega colocamo-nos nos braços do desconhecido em plena confiança de que tudo que acontece serve ao aprendizado, a transformação e a evolução.

21. Lei da Adaptação ou Lei do Mínimo Esforço: É a Lei que facilita o fluir com os eventos. Se fundamenta na facilidade e na ausência de ansiedade com que a natureza funciona. Tem relação com a Lei da Entrega, na qual os seres em sintonia com a Vontade Maior entregam-se aos seus desígnios, certos de que trilham o caminho correto.


22. Lei do Discernimento ou Lei da Diferenciação: Essa Lei permite que reconheçamos qual o próximo passo a cumprir em nossa evolução pessoal. Através dela somos capazes de distinguir aquilo que nos serve e aquilo que dever ser descartado no nosso caminho único para a realização.

23. Lei da Misericórdia: A Lei da Misericórdia tem afinidade com a Lei do Amor. Em sintonia com essa Lei abrimos o coração para os motivos do próximo e compreendemos. Essa Lei nos convida a entender os erros seus e dos outros dentro de um contexto maior, sendo qualquer ação, um prelúdio à compreensão.

24. Lei do Perdão: O Perdão dissolve os laços perniciosos e limpa os campos energéticos. A Lei do Perdão apóia-se na Lei da Misericórdia e é através dela que se promove o reequilíbrio da energia kármica.

25. Lei da Compensação: Está relacionada com a Lei de Causa e Efeito. Segundo ela todos os seres têm o direito a uma remuneração justa e de acordo com sua crença de valor pessoal.

26. Lei da Assimilação: Segundo ela nenhuma partícula é construída em nosso corpo sem a total anuência de nosso espírito.

27. Lei da Causa: Rege o nascimento de seres e situações em momentos propícios e concordantes com as posições dos astros no sistema solar, de forma a criarem as melhores condições para o seu desenvolvimento. A Astrologia trabalha sob essa Lei, explicando as pessoas e os ciclos globais em termos das posições planetárias em um sistema simbólico de signos, casas e aspectos.

28. Lei da Evolução e Renascimento ou Lei da Periodicidade: Lei que determina o processo de desenvolvimento através de repetidas encarnações. Proporciona a eficácia e completude crescentes e permite que todos os seres animados cheguem a realizar-se, reconhecendo Deus, Luz, Fonte e sua verdadeira identidade.

29. Lei da Analogia: Essa Lei atesta que assim como é dentro de nós, é fora de nós. Sua máxima é aquela do oráculo de Delfos - “Conhece-te a ti mesmo”. Ao compreender e integrar seus próprios aspectos, o ser chega ao entendimento da Força Divina em si e no universo.

30. Lei do Exemplo: A primeira forma de aprendizado humano é a repetição. Dessa forma a Lei do Exemplo demonstra o poder daqueles que “fazem o que dizem” já que, toda pessoa, conceito ou coisa podem servir de exemplo para os outros seguirem. Aqueles que são exemplo de amor, serviço e de partilha, ajudam a concretizar um plano onde há paz, amor, liberdade, alegria, justiça.

31. Lei do Respeito: essa Lei considera o direito de todo ser vivente, seja do Reino Unicelular, Mineral, Vegetal ou Animal, existir e evoluir. Para os seres conscientes, desde que respeitem e reverenciem todas as formas de vida, assegura a busca da verdade universal e Sabedoria Divina da maneira que os satisfaça e que preferirem. Está associada à Lei da Tolerância.

32. Lei da Tolerância: Essa lei cria espaço para permitirmos que o outro seja da maneira que melhor lhe aprouver, engrandece a diversidade e inspira a reconhecer o divino sob qualquer forma que se apresente. Assim, dissolve a separação que resulta dos julgamentos baseados na religião, cultura, aparência, idade, sexo ou condição social.

Esse texto é uma compilação de vários livros.
Autora Claudia Boacnin
Se você abre uma porta, você pode ou não

entrar em uma nova sala.

Você pode não entrar e ficar observando a vida.

Mas, se você vence a dúvida, o medo e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço...

São inúmeras outras portas que você descobre.

Às vezes quebra-se a cara, às vezes curte-se a mil e uma.

O grande segredo é saber quando e qual porta se deve abrir.

A vida não é rigorosa. Ela propicia erros e acertos.

Os erros podem se transformar em acertos quando são aprendidos.

Não existe a segurança do acerto eterno.

A vida é generosa. Cada sala em que se vive, descobrem-se tantas outras portas.

A vida enriquece quem se arriscar a abrir novas portas.

Ela privilegia quem descobre seus segredos e, generosamente, oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura. Terá sempre a mesma porta pela frente.

É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida.

Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.

(sem autoria definida)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sete Passos para Ultrapassar o Jugo do Ego



Aqui estão sete sugestões para o ajudar a transcender ideias arraigadas acerca da auto-importância. Todas elas são concebidas para o ajudar a impedir que se identifique falsamente com o auto-importante ego.

1.Pare de se sentir ofendido

O comportamento dos outros não é uma razão para ser imobilizado. O que o ofende só o torna mais fraco. Se está à procura de ocasiões em que foi ofendido, irá descobri-las em todo o lado. Trata-se do seu ego a funcionar convencendo-o de que o mundo não deveria ser como é. Mas você pode tornar-se um apreciador da vida e igualar-se ao Espírito da Criação universal. Não pode tocar o poder da intenção ao ser ofendido. Por todos os meios, aja no sentido de erradicar os horrores do mundo que emanam da identificação massiva com o ego, mas fique em paz. Como Um Curso em Milagres nos relembra: a Paz é de Deus, você que é parte de Deus não está em casa excepto na sua paz. Sendo de Deus, você que é parte de Deus, não está em casa excepto na sua paz. Sentir-se ofendido cria a mesma energia destrutiva que o ofendeu em primeiro lugar e leva-o ao ataque, ao contra-ataque e à guerra.

2.Deixe ir a sua necessidade de vencer

O ego adora dividir-nos em vencedores e perdedores. O objectivo de ganhar é um meio infalível para evitar que a consciência contacte com a intenção. Porquê? Porque, em última instância, é impossível ganhar sempre. Alguém por aí vai ser mais rápido, ter mais sorte, ser mais jovem, mais forte e mais esperto e você vai voltar a sentir-se inútil e insignificante.

Você não é os seus ganhos ou as suas vitórias. Pode gostar de competir e de se divertir num mundo em que vencer é tudo, mas não tem que estar lá nos seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos partilhamos a mesma fonte de energia. Tudo o que você pode dizer é que, num dado dia, realizou um certo nível em comparação com os níveis dos outros nesse dia. Mas hoje é outro dia, com outros competidores e novas circunstâncias para considerar. Você é ainda uma presença infinita em um corpo que é um dia (ou década) mais velho. Deixe ir a necessidade de ganhar ao não concordar que o oposto de ganhar seja perder. Esse é o medo do ego. Se o seu corpo não está a fazer de forma a ganhar neste dia, isso simplesmente não importa quando não você não se identifica exclusivamente com o seu ego. Seja o observador, reparando e desfrutando de tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e harmonize-se com a energia da intenção. E, ironicamente, embora você mal dê por isso, surgirão mais vitórias na sua vida à medida que menos as procurar.

3.Deixe ir a sua necessidade de ter razão

O ego é a fonte de imensos conflitos e dissensões porque o empurra na direcção de fazer dos outros errados. Quando você é hostil, desconectou-se do poder da intenção. O Espírito criativo é amável, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Deixar ir a sua necessidade de estar certo nas suas discussões e relações é como dizer ao ego, Eu não sou um escravo teu. Eu quero abraçar a amabilidade, e rejeito a tua necessidade de estar certo. De facto, vou oferecer a esta pessoa a oportunidade de se sentir melhor dizendo-lhe que está certa e agradecer-lhe por me apontar na direcção da verdade.

Quando você deixa ir a necessidade de ter razão, é capaz de fortalecer a sua conexão com o poder da intenção. Mas tenha em atenção que o ego é um combatente determinado. Já vi pessoas terminarem relações, de outro modo bonitas, por aderirem à sua necessidade de estarem certas. Eu incito-o a deixar ir esta necessidade condutora do ego de ter razão parando você mesmo no meio de uma discussão e perguntando-se, Quero ter razão ou quero ser feliz? Quando escolhe o humor feliz, amoroso e espiritual a sua conexão com a intenção é reforçada. Estes momentos expandem, em última análise, a sua nova conexão ao poder da intenção. A Fonte universal irá começar a colaborar consigo criando a vida que você está destinado a viver.

4.Deixe ir a sua necessidade de ser superior

A verdadeira nobreza não tem a ver com ser melhor do que ninguém. Tem a ver com ser melhor do que você costumava ser. Fique centrado no seu crescimento, com uma consciência constante de que ninguém que está no planeta é melhor do que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força vital criativa. Todos temos uma missão para realizar a nossa essência destinada; tudo o que precisamos para cumprir o nosso destino está disponível para nós. Nada disto é possível quando se vê a si mesmo como superior aos outros. É um velho ditado, mas nem por isso menos verdadeiro: todos somos iguais aos olhos de Deus. Deixe ir a sua necessidade de se sentir superior vendo a manifestação de Deus em todos. Não avalie os outros com base na sua aparência, realizações, posses e outros indícios do ego. Quando você projecta sentimentos de superioridade é o que recebe de volta, levando a ressentimentos e, afinal de contas a sentimentos hostis. Estes sentimentos tornam-se no veículo que o leva para mais longe da intenção. Um Curso em Milagres visa esta necessidade de ser especial e superior: “A especialidade faz sempre comparações. É estabelecida por uma falta vista no outro e mantida por procurar e manter claro à vista todas as faltas que possa perceber.

5.Deixe ir a sua necessidade de ter mais

O mantra do ego é mais. Nunca está satisfeito. Não importa o quanto você realize ou adquira, o seu ego vai insistir que não é suficiente. Vai encontrar-se num estado perpétuo de esforço e eliminar qualquer possibilidade de alguma vez chegar. No entanto, na realidade você já chegou e como escolhe usar este momento presente da sua vida é sua escolha. Ironicamente, quando você pára de precisar de mais, mais do que deseja parece chegar à sua vida. Desde que esteja desapegado da necessidade, vai achar mais fácil transmiti-lo aos outros porque percebe como precisa de pouco para estar satisfeito e em paz.

A Fonte universal está contente consigo mesma, constantemente em expansão e a criar vida nova, nunca tentando manter as suas criações para os seus próprios propósitos egoístas. Ela cria e deixa ir. À medida que deixar ir a necessidade do ego de ter mais, você identifica-se com essa Fonte. Você cria, atrai para si e deixa ir, nunca exigindo que venha mais. Como um apreciador de tudo o que se manifesta, você aprende a poderosa lição que São Francisco de Assis ensinou: “… é dando que nós recebemos.” Ao permitirmos que a abundância flua em e através de si, você combina com a sua Fonte e garante que esta energia continuará a fluir.

6.Deixe de se identificar com base nas suas realizações

Este pode ser um conceito difícil se você pensar que é as suas realizações. Deus escreve toda a música, Deus canta todas as canções, Deus constrói todos os edifícios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir o seu ego a protestar em voz alta. Não obstante, permaneça sintonizado com esta ideia. Tudo emana da Fonte! Você e essa Fonte são um! Você não é este corpo e as suas realizações. Você é o observador. Note tudo isso e esteja grato pelas capacidades que tem acumulado. Mas conceda todos os créditos ao poder da intenção que o trouxe para a existência e da qual você é uma parte materializada. Quanto menos precisar de ter os créditos pelas suas realizações e mais conectado permanecer com as sete faces da intenção, mais você é livre para realizar e mais lhe será mostrado para si. É quando se apega a essas conquistas e acredita que faz todas essas coisas sozinho que abandona a paz e a gratidão da sua Fonte.

7.Deixe ir a sua reputação

A sua reputação não está localizada em si. Ela reside na mente dos outros. Portanto, você não tem controlo sobre ela de todo. Se você falar com 30 pessoas, terá 30 reputações. Conectar-se com a intenção significa escutar o seu coração e conduzir-se com base no que sua voz interior lhe diz que é o seu propósito. Se estiver excessivamente preocupado com a forma como vai ser apreendido por todos, então desconectou-se da intenção e deixou que as opiniões dos outros o orientassem. Trata-se do seu ego a funcionar. Trata-se de uma ilusão que permanece entre si e o poder da intenção. Não há nada que possa fazer, a menos que se desligue da fonte do poder e se convença de que o seu propósito é provar aos outros como é poderoso e superior, e desperdice a sua energia a tentar ganhar uma reputação gigante entre os outros egos. Faça o que faz porque a sua voz interior está sempre conectada e agradecida à sua Fonte pelo modo como o dirige. Permaneça na intenção, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade pelo que reside em si: o seu carácter. Deixe a sua reputação para os outros discutirem; isso não tem nada a ver consigo. Ou como diz o título de um livro: O Que Você Pensa de Mim Não é Assunto Meu!

Wayne W. Dyer

Wayne W. Dyer, Ph.D. é um autor e orador reconhecido internacionalmente no campo do auto-desenvolvimento. É autor de 30 livros, criou muitos programas de áudio e vídeo e participou em milhares de espectáculos de TV e de Rádio. Os seus livros Manifeste o Seu Destino, Sabedoria das Idades, Existe uma Solução Espiritual para Cada Problema e os mais vendidos do New Yorque Times 10 Segredos para o Sucesso e a Paz Interior, O Poder da Intenção, Inspiração e Mude os Seus Pensamentos – Mude a Sua Vida foram todos destacados como especiais pela National Public Television. Visite www.drwaynedyer.com para mais informações.

Fonte: www.spiritlibrary.com
Tradução: Ana Belo

Faltas Alheias

“Não é sobre as faltas alheias que devemos fixar a atenção, mas sobre o que nós mesmos deixamos de fazer.

Fácil é ver a falta do próximo; difícil, a nossa própria. A dos outros, damos o maior relevo possível; a nossa, ao contrário, dissimulamos, como o trapaceiro esconde seus dados falsos.

Que te pode interessar que outrem seja ou não culpado? Vem, amigo, e olha o teu próprio caminho! Que, pouco a pouco, sem se cansar, o sábio sopre sobre as impurezas de tua alma, como o ourives sopra sobre as partículas de prata.

Pela atividade viril, pelo esforço vigilante, pela paz da alma e pelo domínio sobre si mesmo, o sábio pode fazer uma ilha que não submerge nas ondas. Calmo é o seu espírito, calma a sua palavra, calma a sua maneira de agir.

Quando um homem, que não é crédulo, mas que conhece o Incriado (o Nirvana) , rompe assim suas amarras e diz adeus aos prazeres, torna-se o mais eminente dos mortais.”

(texto Budista)

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Aura

Cada um de nós constrói nossa própria prisão ou nosso próprio palácio.

Cada pensamento consciente, cada declaração de nossos lábios, cada interação nossa com o mundo, deixa sua impressão sobre uma aura que cerca a cada um de nós e fica conosco onde quer que vamos.

Toda a vida, todas as bênçãos, tudo aquilo que é transmitido de Cima deve passar através desta aura.

Mesmo se for a maior das bênçãos, a aura pode distorcê-la, transformando- a em um horrível ruído.

Ou ela pode ressoar e ampliá-la ainda mais.

Uma aura de beleza atrai beleza.

Uma aura de amor atrai amor.

Uma aura de vida e alegria atrai luz ilimitada.

Somente você é o mestre de sua aura.

Somente você tem permissão e o poder de, a qualquer momento, transformar seus pensamentos de feios para o belos, suas palavras de amargas para doces, suas ações de morte para vida.

E assim também, seu mundo inteiro.


Do livro "Trazendo o Céu para a Terra” do Rabbi Tzvi Freeman