A arte da escuta é algo divino. Se você puder escutar corretamente, aprenderá o segredo mais profundo da meditação. Ouvir é uma coisa, escutar é totalmente diferente; são mundos separados. Ouvir é um fenômeno físico; você ouve porque tem ouvidos. Escutar é um fenômeno espiritual; você escuta quando tem atenção, quando seu interior se une a seus ouvidos.
Escute os sons da natureza e da mesma forma escute as pessoas. Escute sem impor coisa alguma ao que você está escutando – não julgue, pois no momento em que você julga, a escuta cessa.
Uma pessoa realmente atenta permanece sem tirar conclusões, nunca conclui sobre coisa alguma, porque a vida é um processo, não se esgota no seu julgamento. Somente os tolos podem concluir; o sábio hesitará ante as conclusões. Escute, portanto, de uma forma aberta, atenciosa, alerta e receptiva. Simplesmente esteja presente, totalmente com o som que o circunda. Você ficara surpreso, pois perceberá que está realmente escutando e, ainda assim, haverá silêncio.
OSHO
Textos selecionados.
Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O Coração
O coração é a morada da alma. Nele, se dá o milagre da transmutação de nossas mazelas amorosas, -aquelas que são originadas pelas reações do ego, e que nos fazem cultivar sentimentos como raiva, ódio, ressentimento, rejeição, amargura- em uma outra forma de manifestação do amor, que é a compaixão.
Quando temos dificuldades de relacionamento é porque, geralmente, projetamos inconscientemente no outro nossas próprias fraquezas, como o individualismo, o egoísmo, a falta de segurança interior, então o olhamos com uma atitude de julgamento e crítica.
Um aprendizado fundamental é que nossas dificuldades e a dos demais seres humanos são semelhantes, senão iguais. Colocar-se no lugar do outro é uma arte que todos precisamos aprender, pois sem esta atitude compassiva, será impossível desenvolver o amor incondicional.
Não é nada fácil assimilar este aprendizado. Principalmente, quando a outra pessoa não é alguém próximo de nós, mas um estranho que está seguindo uma existência em total sintonia com seu lado sombrio, identificado com a energia da violência.
Neste caso, torna-se muito difícil olhá-lo e enxergar nele nosso semelhante. Mas a compaixão não se harmoniza com qualquer forma de julgamento, ou pelo menos, não com aquela que quer fazer justiça com as próprias mãos.
Quando um ser humano se desvia, por total inconsciência, do caminho do bem, a justiça é uma ferramenta para que ele tenha a chance de rever suas atitudes. Nem sempre isto acontece, pois depende de grau de evolução de cada um, mas sob a ótica espiritual, ele é um espírito em sua caminhada evolutiva que ainda não alcançou a luz.
Ao sofrermos qualquer ato que venha de alguém nesse estágio, a primeira reação é do ego, que quer a vingança, e não perdoa aquele que lhe causou algum mal.
Somente os que já despertaram algum grau de consciência, conseguem transcender esta reação humana e perdoar, pois sabem que há, naquele ser, ainda que esteja extremamente oculta, a semente do divino.
O perdão deve acontecer em nível de alma, pois, se ele não ocorrer, mesmo que vejamos a justiça ser feita, continuaremos a nutrir por aquela pessoa, um sentimento de ódio que nos afastará de nossa essência, que é o amor.
Independente de ter sofrido algum tipo de violência, algumas pessoas vivenciam um sentimento de vitimas diante da vida. Culpam tudo e todos à sua volta, pela sensação de infelicidade que experimentam.
Quando a vida se torna muito difícil e tudo parece dar errado, é o momento de pararmos e refletirmos, pois este pode ser um sinal de que nos distanciamos demais de nosso coração.
De que, ao invés do caminho que nos leva ao autoconhecimento, erramos a trilha e acabamos nos conduzindo para o auto-engano. Redescobrir a fonte interior de amor, com a qual todos chegamos a este mundo, é a saída para que não levemos uma existência baseada na dor e no sofrimento.
...".Você não sabe o que é a música do silêncio. Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio.
Você não sabe como se comunicar apenas estando ali presente, por intermédio da sua presença. Você está evoluindo, e os padrões antigos de comunicação estão ficando insuficientes. Você terá de desenvolver novos padrões de comunicação não-verbal. Quanto mais alguém amadurece, mais necessária é a comunicação não-verbal.
A linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio.
Portanto, não tome uma atitude errada; do contrário, irá parar de crescer. Nada faz falta quando a linguagem começa a desaparecer; essa é uma idéia errada. Algo novo tem de aparecer, e os antigos padrões não são suficientes para contê-lo.
Você está crescendo e suas roupas estão ficando apertadas. Não é que esteja faltando algo; algo está sendo acrescentado a você a cada dia.
Quanto mais você medita, mais você ama e mais se relaciona. E, por fim, chega o momento em que apenas o silêncio convém. Assim, da próxima vez em que estiver com alguém e não estiver se comunicando com palavras, e sentir-se pouco à vontade, fique feliz. Mantenha o silêncio e deixe que o silêncio estabeleça a comunicação.
A linguagem é necessária para aproximar pessoas com quem você não tem um relacionamento amoroso. A não-linguagem é necessária para pessoas com quem você tem um relacionamento amoroso.
É preciso tornar-se inocente outra vez como uma criança, e calado. Os gestos sairão - às vezes vocês sorriem e dão-se as mãos, ou às vezes vocês apenas ficam em silêncio, olhando um nos olhos do outro, sem fazer nada, só estando ali, presentes.
As presenças se encontram e se fundem, e algo acontece que só vocês sabem. Só vocês, com quem está acontecendo - ninguém mais vai saber, tal a profundidade em que acontece.
Aproveite esse silêncio; sinta-o, prove-o e saboreie-o. Logo você vai ver que ele tem a sua própria comunicação; que ela é maior, mais elevada, mais secreta e mais profunda. E que a comunicação é sagrada; há uma pureza em torno dela".
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros".
Elisabeth Cavalcante
Quando temos dificuldades de relacionamento é porque, geralmente, projetamos inconscientemente no outro nossas próprias fraquezas, como o individualismo, o egoísmo, a falta de segurança interior, então o olhamos com uma atitude de julgamento e crítica.
Um aprendizado fundamental é que nossas dificuldades e a dos demais seres humanos são semelhantes, senão iguais. Colocar-se no lugar do outro é uma arte que todos precisamos aprender, pois sem esta atitude compassiva, será impossível desenvolver o amor incondicional.
Não é nada fácil assimilar este aprendizado. Principalmente, quando a outra pessoa não é alguém próximo de nós, mas um estranho que está seguindo uma existência em total sintonia com seu lado sombrio, identificado com a energia da violência.
Neste caso, torna-se muito difícil olhá-lo e enxergar nele nosso semelhante. Mas a compaixão não se harmoniza com qualquer forma de julgamento, ou pelo menos, não com aquela que quer fazer justiça com as próprias mãos.
Quando um ser humano se desvia, por total inconsciência, do caminho do bem, a justiça é uma ferramenta para que ele tenha a chance de rever suas atitudes. Nem sempre isto acontece, pois depende de grau de evolução de cada um, mas sob a ótica espiritual, ele é um espírito em sua caminhada evolutiva que ainda não alcançou a luz.
Ao sofrermos qualquer ato que venha de alguém nesse estágio, a primeira reação é do ego, que quer a vingança, e não perdoa aquele que lhe causou algum mal.
Somente os que já despertaram algum grau de consciência, conseguem transcender esta reação humana e perdoar, pois sabem que há, naquele ser, ainda que esteja extremamente oculta, a semente do divino.
O perdão deve acontecer em nível de alma, pois, se ele não ocorrer, mesmo que vejamos a justiça ser feita, continuaremos a nutrir por aquela pessoa, um sentimento de ódio que nos afastará de nossa essência, que é o amor.
Independente de ter sofrido algum tipo de violência, algumas pessoas vivenciam um sentimento de vitimas diante da vida. Culpam tudo e todos à sua volta, pela sensação de infelicidade que experimentam.
Quando a vida se torna muito difícil e tudo parece dar errado, é o momento de pararmos e refletirmos, pois este pode ser um sinal de que nos distanciamos demais de nosso coração.
De que, ao invés do caminho que nos leva ao autoconhecimento, erramos a trilha e acabamos nos conduzindo para o auto-engano. Redescobrir a fonte interior de amor, com a qual todos chegamos a este mundo, é a saída para que não levemos uma existência baseada na dor e no sofrimento.
...".Você não sabe o que é a música do silêncio. Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio.
Você não sabe como se comunicar apenas estando ali presente, por intermédio da sua presença. Você está evoluindo, e os padrões antigos de comunicação estão ficando insuficientes. Você terá de desenvolver novos padrões de comunicação não-verbal. Quanto mais alguém amadurece, mais necessária é a comunicação não-verbal.
A linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio.
Portanto, não tome uma atitude errada; do contrário, irá parar de crescer. Nada faz falta quando a linguagem começa a desaparecer; essa é uma idéia errada. Algo novo tem de aparecer, e os antigos padrões não são suficientes para contê-lo.
Você está crescendo e suas roupas estão ficando apertadas. Não é que esteja faltando algo; algo está sendo acrescentado a você a cada dia.
Quanto mais você medita, mais você ama e mais se relaciona. E, por fim, chega o momento em que apenas o silêncio convém. Assim, da próxima vez em que estiver com alguém e não estiver se comunicando com palavras, e sentir-se pouco à vontade, fique feliz. Mantenha o silêncio e deixe que o silêncio estabeleça a comunicação.
A linguagem é necessária para aproximar pessoas com quem você não tem um relacionamento amoroso. A não-linguagem é necessária para pessoas com quem você tem um relacionamento amoroso.
É preciso tornar-se inocente outra vez como uma criança, e calado. Os gestos sairão - às vezes vocês sorriem e dão-se as mãos, ou às vezes vocês apenas ficam em silêncio, olhando um nos olhos do outro, sem fazer nada, só estando ali, presentes.
As presenças se encontram e se fundem, e algo acontece que só vocês sabem. Só vocês, com quem está acontecendo - ninguém mais vai saber, tal a profundidade em que acontece.
Aproveite esse silêncio; sinta-o, prove-o e saboreie-o. Logo você vai ver que ele tem a sua própria comunicação; que ela é maior, mais elevada, mais secreta e mais profunda. E que a comunicação é sagrada; há uma pureza em torno dela".
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros".
Elisabeth Cavalcante
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Caminho do Mago
Existe um Mago dentro de todos nós. Esse Mago tudo vê e tudo sabe.
O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. Tudo que o Mago vê tem suas raízes no mundo invisível.
A natureza reflete o estado de alma do Mago. O corpo e a mente podem adormecer, mas o mago está sempre desperto.
O Mago possui o segredo da imortalidade.
A volta da magia só pode acontecer com o retorno da inocência.
A essência do Mago é a transformação.
O Mago observa o mundo ir e vir, mas sua alma habita as esferas de luz.
O cenário muda, o observador permanece o mesmo. Seu corpo é apenas o lugar que suas memórias chamam de lar.
Quem sou eu? É a única pergunta que vale a pena ser feita e a única que jamais é respondida.
É seu destino desempenhar uma infinidade de papéis, mas esses papéis não são você.
O espírito não é localizado, mas deixa atrás de si uma impressão digital que chamamos de corpo.
Um Mago não acredita ser um evento localizado que sonha com um mundo maior. Um Mago é um mundo que sonha com eventos localizados.
Os Magos não acreditam na morte. À luz da consciência, tudo está vivo!
Não existem inícios ou fins. Para o Mago, eles não passam de elaborações mentais. Para viver mais plenamente, é preciso morrer para o passado.
As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja.
A consciência do Mago é um campo que existe em toda a parte.
As correntes de conhecimento contidas no campo são eternas e circulam eternamente.
Séculos de conhecimento estão comprimidos em momentos reveladores. Vivemos como ondulações de energia no vasto oceano de energia.
Quando o ego é posto de lado, temos acesso à totalidade da memória.
Quando as portas da percepção forem purificadas, você começará a enxergar o mundo invisível : o mundo do Mago.
Existe dentro de você um manancial de vida onde você pode purificar-se e transformar-se.
Purificar-se consiste em livrar-se das toxinas da sua vida: emoções tóxicas, pensamentos tóxicos e relacionamentos tóxicos.
Todos os corpos vivos, físicos e sutis, são feixes de energia que podem ser diretamente percebidos.
O Poder é uma faca de dois gumes. O poder do ego busca controlar e dominar. O poder do Mago é o poder do amor.
A sede do poder é o eu interior.
O ego nos segue como uma sombra escura. Seu poder é inebriante e sedutor, porém essencialmente destrutivo.
O eterno conflito de poder termina na unidade.
O Mago vive num estado de conhecimento. Esse conhecimento dirige sua própria realização.
O campo da consciência se organiza ao redor das nossas intenções. O conhecimento e a intenção são forças. O que você pretende muda o campo a seu favor. As intenções comprimidas em palavras envolvem o poder mágico.
O Mago não tenta solucionar o mistério da vida. Ele está aqui para vivê-lo.
Todos possuímos um eu-sombra que é a parte da nossa realidade total.
A sombra não está presente para magoá-lo e sim para mostrar-lhe onde você está incompleto.
Quando a sombra é abraçada, ela pode ser curada. Quando ela é curada, ela se transforma em amor.
Quando você puder viver com todas as suas qualidades opostas, você estará vivendo seu eu total como o Mago.
O Mago é o mestre da alquimia. A alquimia é a transformação. É através da alquimia que você começa a busca da perfeição. Você é o mundo. Quando você se transforma, o mundo em que você vive também será transformado.
As metas da busca – o heroísmo, a esperança, a graça e o amor – são a herança do intemporal.
Para invocar a ajuda do Mago, você precisa ser forte na verdade, sem ser teimoso no julgamento.
A sabedoria está viva e é, portanto, sempre imprevisível. A ordem é outra face do caos, o caos é outra face da ordem.
A incerteza que você sente interiormente é a porta de entrada para a sabedoria. A insegurança sempre estará com o que busca : ele continua a tropeçar mas nunca tomba.
A ordem humana é feita de regras. A ordem do Mago não tem regras : ela flui com a natureza da vida.
A realidade da sua experiência é uma imagem especular das suas expectativas.
Se você projetar as mesmas imagens todos os dias, sua realidade será a mesma todos os dias. Quando a atenção é perfeita, ela cria ordem e clareza a partir do caos e da confusão.
Os Magos não lamentam a perda, porque a única coisa que pode ser perdida é o irreal.
Mesmo que você perca tudo, o real permanecerá.
No cascalho da devastação e do desastre estão enterrados tesouros ocultos.
Quando você examinar as cinzas, examine bem!
Na medida em que você conhece o amor, você se torna o amor. O amor é mais do que uma emoção. Ele é uma força da natureza e, portanto, tem que conter a verdade.
Quando você pronuncia a palavra amor, você pode captar o sentimento, mas a essência não pode ser proferida.
O amor mais puro situa-se onde é menos esperado : no desapego.
Além de andar, sonhar e dormir, existem infinitas esferas de consciência.
O Mago existe simultaneamente em todas as épocas. O Mago enxerga infinitas versões de cada evento.
As linhas retas do tempo são na verdade fios de uma teia que se estende em direção ao infinito.
Os buscadores nunca se perdem, porque o espírito está sempre acenando para eles. Os buscadores recebem continuamente pistas do mundo do espírito. As pessoas comuns chamam essas pistas de coincidências. Não existem coincidências para o Mago. Cada evento existe para expor outra camada da alma.
O espírito deseja conhecê-lo. Para aceitar esse convite, você precisa deixar cair suas defesas. Comece a procurar em seu coração.
A gruta do coração é o lar da verdade.
A imortalidade pode ser vivida em meio à mortalidade. O tempo e o intemporal não são opostos. Por abarcar tudo, o intemporal não tem opostos.
No nível do ego, nos esforçamos para resolver nossos problemas. O espírito percebe que o problema é o esforço.
O Mago tem consciência da batalha entre o ego e o espírito, mas compreende que ambos são imortais e não podem morrer.
Cada aspecto seu é imortal, até mesmo as partes que você julga com mais severidade.
Os Magos jamais condenam o desejo. Foi seguindo seus desejos que eles se tornaram Magos.
Todo desejo é criado por algum desejo passado. A cadeia do desejo nunca acaba. Ela é a própria vida.
Não considere nenhum desejo inútil ou errado : um dia cada um deles será realizado.
Os desejos são sementes que esperam o momento propício para germinar. A partir de uma única semente de desejo, florestas inteiras se desenvolvem.
Acalente cada desejo do seu coração, por mais trivial que ele possa parecer.
Um dia esses desejos triviais o conduzirão a DeusO maior bem que você pode fazer ao mundo é tornar-se um Mago!
Este trabalho é dedicado com muito carinho, ao Mago que me ensinou a buscar o caminho do milagroso!
Texto: Retirado do livro O CAMINHO DO MAGO – Deepak Chopra
O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. Tudo que o Mago vê tem suas raízes no mundo invisível.
A natureza reflete o estado de alma do Mago. O corpo e a mente podem adormecer, mas o mago está sempre desperto.
O Mago possui o segredo da imortalidade.
A volta da magia só pode acontecer com o retorno da inocência.
A essência do Mago é a transformação.
O Mago observa o mundo ir e vir, mas sua alma habita as esferas de luz.
O cenário muda, o observador permanece o mesmo. Seu corpo é apenas o lugar que suas memórias chamam de lar.
Quem sou eu? É a única pergunta que vale a pena ser feita e a única que jamais é respondida.
É seu destino desempenhar uma infinidade de papéis, mas esses papéis não são você.
O espírito não é localizado, mas deixa atrás de si uma impressão digital que chamamos de corpo.
Um Mago não acredita ser um evento localizado que sonha com um mundo maior. Um Mago é um mundo que sonha com eventos localizados.
Os Magos não acreditam na morte. À luz da consciência, tudo está vivo!
Não existem inícios ou fins. Para o Mago, eles não passam de elaborações mentais. Para viver mais plenamente, é preciso morrer para o passado.
As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja.
A consciência do Mago é um campo que existe em toda a parte.
As correntes de conhecimento contidas no campo são eternas e circulam eternamente.
Séculos de conhecimento estão comprimidos em momentos reveladores. Vivemos como ondulações de energia no vasto oceano de energia.
Quando o ego é posto de lado, temos acesso à totalidade da memória.
Quando as portas da percepção forem purificadas, você começará a enxergar o mundo invisível : o mundo do Mago.
Existe dentro de você um manancial de vida onde você pode purificar-se e transformar-se.
Purificar-se consiste em livrar-se das toxinas da sua vida: emoções tóxicas, pensamentos tóxicos e relacionamentos tóxicos.
Todos os corpos vivos, físicos e sutis, são feixes de energia que podem ser diretamente percebidos.
O Poder é uma faca de dois gumes. O poder do ego busca controlar e dominar. O poder do Mago é o poder do amor.
A sede do poder é o eu interior.
O ego nos segue como uma sombra escura. Seu poder é inebriante e sedutor, porém essencialmente destrutivo.
O eterno conflito de poder termina na unidade.
O Mago vive num estado de conhecimento. Esse conhecimento dirige sua própria realização.
O campo da consciência se organiza ao redor das nossas intenções. O conhecimento e a intenção são forças. O que você pretende muda o campo a seu favor. As intenções comprimidas em palavras envolvem o poder mágico.
O Mago não tenta solucionar o mistério da vida. Ele está aqui para vivê-lo.
Todos possuímos um eu-sombra que é a parte da nossa realidade total.
A sombra não está presente para magoá-lo e sim para mostrar-lhe onde você está incompleto.
Quando a sombra é abraçada, ela pode ser curada. Quando ela é curada, ela se transforma em amor.
Quando você puder viver com todas as suas qualidades opostas, você estará vivendo seu eu total como o Mago.
O Mago é o mestre da alquimia. A alquimia é a transformação. É através da alquimia que você começa a busca da perfeição. Você é o mundo. Quando você se transforma, o mundo em que você vive também será transformado.
As metas da busca – o heroísmo, a esperança, a graça e o amor – são a herança do intemporal.
Para invocar a ajuda do Mago, você precisa ser forte na verdade, sem ser teimoso no julgamento.
A sabedoria está viva e é, portanto, sempre imprevisível. A ordem é outra face do caos, o caos é outra face da ordem.
A incerteza que você sente interiormente é a porta de entrada para a sabedoria. A insegurança sempre estará com o que busca : ele continua a tropeçar mas nunca tomba.
A ordem humana é feita de regras. A ordem do Mago não tem regras : ela flui com a natureza da vida.
A realidade da sua experiência é uma imagem especular das suas expectativas.
Se você projetar as mesmas imagens todos os dias, sua realidade será a mesma todos os dias. Quando a atenção é perfeita, ela cria ordem e clareza a partir do caos e da confusão.
Os Magos não lamentam a perda, porque a única coisa que pode ser perdida é o irreal.
Mesmo que você perca tudo, o real permanecerá.
No cascalho da devastação e do desastre estão enterrados tesouros ocultos.
Quando você examinar as cinzas, examine bem!
Na medida em que você conhece o amor, você se torna o amor. O amor é mais do que uma emoção. Ele é uma força da natureza e, portanto, tem que conter a verdade.
Quando você pronuncia a palavra amor, você pode captar o sentimento, mas a essência não pode ser proferida.
O amor mais puro situa-se onde é menos esperado : no desapego.
Além de andar, sonhar e dormir, existem infinitas esferas de consciência.
O Mago existe simultaneamente em todas as épocas. O Mago enxerga infinitas versões de cada evento.
As linhas retas do tempo são na verdade fios de uma teia que se estende em direção ao infinito.
Os buscadores nunca se perdem, porque o espírito está sempre acenando para eles. Os buscadores recebem continuamente pistas do mundo do espírito. As pessoas comuns chamam essas pistas de coincidências. Não existem coincidências para o Mago. Cada evento existe para expor outra camada da alma.
O espírito deseja conhecê-lo. Para aceitar esse convite, você precisa deixar cair suas defesas. Comece a procurar em seu coração.
A gruta do coração é o lar da verdade.
A imortalidade pode ser vivida em meio à mortalidade. O tempo e o intemporal não são opostos. Por abarcar tudo, o intemporal não tem opostos.
No nível do ego, nos esforçamos para resolver nossos problemas. O espírito percebe que o problema é o esforço.
O Mago tem consciência da batalha entre o ego e o espírito, mas compreende que ambos são imortais e não podem morrer.
Cada aspecto seu é imortal, até mesmo as partes que você julga com mais severidade.
Os Magos jamais condenam o desejo. Foi seguindo seus desejos que eles se tornaram Magos.
Todo desejo é criado por algum desejo passado. A cadeia do desejo nunca acaba. Ela é a própria vida.
Não considere nenhum desejo inútil ou errado : um dia cada um deles será realizado.
Os desejos são sementes que esperam o momento propício para germinar. A partir de uma única semente de desejo, florestas inteiras se desenvolvem.
Acalente cada desejo do seu coração, por mais trivial que ele possa parecer.
Um dia esses desejos triviais o conduzirão a DeusO maior bem que você pode fazer ao mundo é tornar-se um Mago!
Este trabalho é dedicado com muito carinho, ao Mago que me ensinou a buscar o caminho do milagroso!
Texto: Retirado do livro O CAMINHO DO MAGO – Deepak Chopra
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ouse e conquiste, mude sua vida para muito melhor
Merecemos tudo de bom que a vida tem a nos oferecer. O que entregamos para a vida, ela devolve na mesma medida. É a lei.
Se você está parado ou se repetindo, a sua vida fica literalmente sem movimento. Somos os protagonistas do nosso teatro/vida. Sempre.
Uma questão é ter muita energia empenhada em nome de inúmeros interesses em todas as áreas das nossas vidas, outra questão não menos importante é o fato de tudo ser passageiro e das nossas "missões", na maioria das vezes, serem apenas e tão somente ideais auto-impostos sem que haja fundamentação genuína para que este gasto de energia/vida promova efetivamente um profundo e significativo sentido da existência.
Pessoas que passam por crises de vida, seja por conta de traumas, perdas afetivas, grandes transformações da consciência por busca pessoal, etc., costumam chegar à conclusão de que o que realmente importa é sermos felizes; mesmo que por vezes isto tenha um caro preço de conquista, sempre será melhor do que estarmos onde não devemos estar.
Tenho absoluta certeza de que, seja qual for o caminho escolhido para este intento -que, na certa, é muito mais rápido do que você pode imaginar-, logo se perceberá num ambiente muito mais favorável do que o anterior, tão conhecido por você.
Se por algum acaso tiver a clareza de que chegou ao seu limite, ouse e conquiste. Tenha a certeza de que o paraíso é aqui, no planeta Terra mesmo.
Se, ainda, você tiver a clareza do que pretende mudar em você e mesmo assim ainda estiver com alguma dificuldade de reprocessar algum padrão emocional repetitivo, que o(a) desagrada e que o(a) envolve em situações não mais desejadas, não deixe de buscar ajuda terapêutica. Às vezes, não damos conta de tudo sozinhos.
Hoje, temos o EMDR e o Brainspotting como umas das ferramentas mais potentes e rápidas para a "Cura emocional na máxima velocidade". Leia um pouco sobre esta terapia inovadora:
A focalização de elementos da memória traumática ou de outras quaisquer questões perturbadoras, mais a estimulação bilateral (visual, auditiva ou tátil) promovem o "diálogo" entre os hemisférios cerebrais e por consequência, a "metabolização" (reprocessamento) destas situações emocionais escolhidas para serem reprocessadas.
Em pouco tempo, a pessoa tem a sensação de maior distanciamento da perturbação emocional e espontâneamente começa a reavaliar suas questões e experiências de vida a partir de uma perspectiva mais otimista. Em seguida, cria-se espaço para reprocessar vivências de modo totalmente diferente do que foi anteriormente concebido como realidade de vida.
Num exemplo específico de um trauma de um grave acidente, este normalmente perde a capacidade de mobilizar o indivíduo. Isto serve para qualquer situação em que nos vemos paralisados. O EMDR vai lá ao fundo de suas memórias e significados, reprocessa-as até que elas percam toda a força de comando paralisante. Pode ser desde um vício, medo, fobia, perdas afetivas, etc... Ao final, prazerosa e espontâneamente, porque nós somos assim e sempre desejamos o prazer, chega a libertação e, por fim, estaremos plenamente felizes.
O EMDR facilita o resgate de bons momentos. A partir destas conquistas, a pessoa pode se organizar para muito melhor, superar inadequados sentimentos de culpa, planejar melhor o futuro, viver melhor o momento presente e desejar coisas boas para si.
Lembre-se de que você é o protagonista de sua existência. Escolha sempre o melhor para você. Pesquise caminhos para resolução de conflitos, tenha coragem e conquiste a si mesmo. Você pode. Você merece ser feliz.
Silvia Malamud
Se você está parado ou se repetindo, a sua vida fica literalmente sem movimento. Somos os protagonistas do nosso teatro/vida. Sempre.
Uma questão é ter muita energia empenhada em nome de inúmeros interesses em todas as áreas das nossas vidas, outra questão não menos importante é o fato de tudo ser passageiro e das nossas "missões", na maioria das vezes, serem apenas e tão somente ideais auto-impostos sem que haja fundamentação genuína para que este gasto de energia/vida promova efetivamente um profundo e significativo sentido da existência.
Pessoas que passam por crises de vida, seja por conta de traumas, perdas afetivas, grandes transformações da consciência por busca pessoal, etc., costumam chegar à conclusão de que o que realmente importa é sermos felizes; mesmo que por vezes isto tenha um caro preço de conquista, sempre será melhor do que estarmos onde não devemos estar.
Tenho absoluta certeza de que, seja qual for o caminho escolhido para este intento -que, na certa, é muito mais rápido do que você pode imaginar-, logo se perceberá num ambiente muito mais favorável do que o anterior, tão conhecido por você.
Se por algum acaso tiver a clareza de que chegou ao seu limite, ouse e conquiste. Tenha a certeza de que o paraíso é aqui, no planeta Terra mesmo.
Se, ainda, você tiver a clareza do que pretende mudar em você e mesmo assim ainda estiver com alguma dificuldade de reprocessar algum padrão emocional repetitivo, que o(a) desagrada e que o(a) envolve em situações não mais desejadas, não deixe de buscar ajuda terapêutica. Às vezes, não damos conta de tudo sozinhos.
Hoje, temos o EMDR e o Brainspotting como umas das ferramentas mais potentes e rápidas para a "Cura emocional na máxima velocidade". Leia um pouco sobre esta terapia inovadora:
A focalização de elementos da memória traumática ou de outras quaisquer questões perturbadoras, mais a estimulação bilateral (visual, auditiva ou tátil) promovem o "diálogo" entre os hemisférios cerebrais e por consequência, a "metabolização" (reprocessamento) destas situações emocionais escolhidas para serem reprocessadas.
Em pouco tempo, a pessoa tem a sensação de maior distanciamento da perturbação emocional e espontâneamente começa a reavaliar suas questões e experiências de vida a partir de uma perspectiva mais otimista. Em seguida, cria-se espaço para reprocessar vivências de modo totalmente diferente do que foi anteriormente concebido como realidade de vida.
Num exemplo específico de um trauma de um grave acidente, este normalmente perde a capacidade de mobilizar o indivíduo. Isto serve para qualquer situação em que nos vemos paralisados. O EMDR vai lá ao fundo de suas memórias e significados, reprocessa-as até que elas percam toda a força de comando paralisante. Pode ser desde um vício, medo, fobia, perdas afetivas, etc... Ao final, prazerosa e espontâneamente, porque nós somos assim e sempre desejamos o prazer, chega a libertação e, por fim, estaremos plenamente felizes.
O EMDR facilita o resgate de bons momentos. A partir destas conquistas, a pessoa pode se organizar para muito melhor, superar inadequados sentimentos de culpa, planejar melhor o futuro, viver melhor o momento presente e desejar coisas boas para si.
Lembre-se de que você é o protagonista de sua existência. Escolha sempre o melhor para você. Pesquise caminhos para resolução de conflitos, tenha coragem e conquiste a si mesmo. Você pode. Você merece ser feliz.
Silvia Malamud
Mudar mesmo quando não acreditamos na mudança
Todos nós sabemos o quanto é difícil mudar de atitude, mesmo que isso implique em seguir um caminho melhor.
O cérebro percorre automática e velozmente os caminhos neuronais já formados há muito tempo. Por isso, fazer o que nos é habitual é tão fácil. Mas quando se trata de formar um novo caminho neuronal, uma nova sinapse, é preciso tempo e esforço para seu aprendizado. É como quando aprendemos a dirigir. Primeiro, temos que prestar atenção em todos os detalhes, depois dirigimos sem ter de pensar no que estamos fazendo.
Assim também ocorre com as atitudes mentais, quando pensar e reagir de um determinado modo torna-se familiar e nossa reação é automática. Por exemplo, o hábito de sentir-se alvo de ataques externos. Por termos vivido muitas vezes agressões em relação à nossa pessoa, conhecemos o papel do "bode expiatório". No entanto, nem sempre estamos sendo atacados, mas facilmente nos sentimos alvo das agressões alheias... Identificar quando isto está de fato ocorrendo e nosso hábito de nos sentir atacados é a primeira tarefa do autoconhecimento. A segunda se trata de aprender a sair cada vez mais rápido do campo de batalha! Seja ele real ou imaginário...
Pema Chödrön comenta numa palestra sobre Felicidade (veja True Happiness em www.amazon.com) sobre três estados que nos encontramos diante das mudanças.
O primeiro é quando já compreendemos que uma atitude mental nos faz mal, então, saímos dela automaticamente. O segundo, quando já sabemos que nos faz mal, mas estamos parcialmente convictos de que somos capazes de mudar e, a terceira, quando sabemos que nos faz mal, mas acreditamos ser impossível mudar.
No primeiro estado, deixar de agir de um modo negativo já não exige mais esforço, pois se tornou uma escolha. Como desistimos de nos torturar, de nos sentirmos frustrados diante de certa atitude mental, toda vez que ela vem à tona naturalmente a identificamos e buscamos saídas efetivas para deixá-la.
Por exemplo, o ressentimento. Toda vez que percebemos que estamos ressentidos, lembramos de escolher deixar essa postura de nos sentirmos prejudicados. Esta lembrança é a sabedoria intuitiva que nos diz: "Procure uma saída, dê um salto, caia fora".
No segundo estado, apesar de estarmos convictos de que determinada atitude mental é negativa, nos sentimos propensos a permanecer nela. Seja porque ainda temos a esperança de tirar algum proveito desta postura ou porque nos sentimos tão familiarizados com ela, isto é, ela faz tão parte de nós, que duvidamos se somos capazes de mudar.
Facilmente nos encontramos presos neste estado, pressionados pela expectativa de sermos quem idealizamos ser e a realidade na qual nos encontramos.
Podemos já ter entendido que cultivar a atitude de que deveríamos ou poderíamos fazer isso e aquilo nada adianta, se não a colocarmos em prática. Viver em constante estado condicional nos leva a nos distanciar de nós mesmos! Afinal, quando estamos sob a custódia de idealizações exigentes, deixamos de nos sentir reais para nós mesmos!
Mas, apesar de já saber que de nada ajuda nos culparmos, nos colocarmos para baixo, ainda não temos a capacidade de mudar.
Neste segundo estado mental, a saída encontra-se em buscar o caminho do meio: nem nos exigir demais, nem nos denegrir. Assim, este estado de meia confiança pode tornar-se um possível ponto de partida. Nele, começamos a desenvolver a autocompaixão. Deste modo, tornamo-nos mais flexíveis e empáticos em relação a nós mesmos e aos outros. Lenta, mas, suavemente, o caminho obstruído começa a se abrir.
Pema Chödrön ressalta que neste momento é importante lembrar que não importa se nos consideramos merecedores ou não da mudança, porque a escolha de mudar não é uma questão moral baseada no julgamento de ser ou não merecedor de felicidade, mas sim da escolha de melhorar e progredir, isto é, de dar o salto.
Por fim, temos o terceiro estado: quando entendemos que a mudança é necessária e poderia nos trazer algo positivo, mas, simplesmente, não acreditamos sermos capazes de mudar.
Ficamos presos neste estado enquanto ainda acreditamos que esta atitude vai nos trazer algum benefício, mesmo que passageiro. Há algo que nos conforta diante da idéia de não termos que nos esforçar para mudar. Desta forma, enquanto não nos sentirmos angustiados, iremos permanecer tal como estamos. No entanto, inevitavelmente, uma hora ou outra, seremos tocados pela dor de tal atitude mental negativa. Então, cada vez que nos sentirmos novamente desesperados, estaremos mais descrentes que podemos encontrar uma saída. É um círculo vicioso: sofremos, nos acomodamos com o sofrimento e sofremos novamente, mais e mais...
Por isso, não vale a pena cultivar este terceiro estado. Uma maneira de passar deste estado sem saída, para o segundo -o da meia confiança- é reconhecer os momentos, mesmo que fugazes, de bem-estar.
O antídoto é a autocompaixão: despertar o desejo de se resgatar do próprio sofrimento. Assim, gradualmente nos tornamos receptivos para receber ajuda, seja alheia ou de nós mesmos, isto é, quando reconhecemos que temos recursos internos que não estávamos usando.
Mesmo sendo difícil mudar um padrão negativo, não nos resta outra escolha se não quisermos continuar sofrendo!
Não estamos condenados a sofrer para sempre. Aliás, a única virtude da negatividade é que ela também é impermanente!
Bel Cesar
O cérebro percorre automática e velozmente os caminhos neuronais já formados há muito tempo. Por isso, fazer o que nos é habitual é tão fácil. Mas quando se trata de formar um novo caminho neuronal, uma nova sinapse, é preciso tempo e esforço para seu aprendizado. É como quando aprendemos a dirigir. Primeiro, temos que prestar atenção em todos os detalhes, depois dirigimos sem ter de pensar no que estamos fazendo.
Assim também ocorre com as atitudes mentais, quando pensar e reagir de um determinado modo torna-se familiar e nossa reação é automática. Por exemplo, o hábito de sentir-se alvo de ataques externos. Por termos vivido muitas vezes agressões em relação à nossa pessoa, conhecemos o papel do "bode expiatório". No entanto, nem sempre estamos sendo atacados, mas facilmente nos sentimos alvo das agressões alheias... Identificar quando isto está de fato ocorrendo e nosso hábito de nos sentir atacados é a primeira tarefa do autoconhecimento. A segunda se trata de aprender a sair cada vez mais rápido do campo de batalha! Seja ele real ou imaginário...
Pema Chödrön comenta numa palestra sobre Felicidade (veja True Happiness em www.amazon.com) sobre três estados que nos encontramos diante das mudanças.
O primeiro é quando já compreendemos que uma atitude mental nos faz mal, então, saímos dela automaticamente. O segundo, quando já sabemos que nos faz mal, mas estamos parcialmente convictos de que somos capazes de mudar e, a terceira, quando sabemos que nos faz mal, mas acreditamos ser impossível mudar.
No primeiro estado, deixar de agir de um modo negativo já não exige mais esforço, pois se tornou uma escolha. Como desistimos de nos torturar, de nos sentirmos frustrados diante de certa atitude mental, toda vez que ela vem à tona naturalmente a identificamos e buscamos saídas efetivas para deixá-la.
Por exemplo, o ressentimento. Toda vez que percebemos que estamos ressentidos, lembramos de escolher deixar essa postura de nos sentirmos prejudicados. Esta lembrança é a sabedoria intuitiva que nos diz: "Procure uma saída, dê um salto, caia fora".
No segundo estado, apesar de estarmos convictos de que determinada atitude mental é negativa, nos sentimos propensos a permanecer nela. Seja porque ainda temos a esperança de tirar algum proveito desta postura ou porque nos sentimos tão familiarizados com ela, isto é, ela faz tão parte de nós, que duvidamos se somos capazes de mudar.
Facilmente nos encontramos presos neste estado, pressionados pela expectativa de sermos quem idealizamos ser e a realidade na qual nos encontramos.
Podemos já ter entendido que cultivar a atitude de que deveríamos ou poderíamos fazer isso e aquilo nada adianta, se não a colocarmos em prática. Viver em constante estado condicional nos leva a nos distanciar de nós mesmos! Afinal, quando estamos sob a custódia de idealizações exigentes, deixamos de nos sentir reais para nós mesmos!
Mas, apesar de já saber que de nada ajuda nos culparmos, nos colocarmos para baixo, ainda não temos a capacidade de mudar.
Neste segundo estado mental, a saída encontra-se em buscar o caminho do meio: nem nos exigir demais, nem nos denegrir. Assim, este estado de meia confiança pode tornar-se um possível ponto de partida. Nele, começamos a desenvolver a autocompaixão. Deste modo, tornamo-nos mais flexíveis e empáticos em relação a nós mesmos e aos outros. Lenta, mas, suavemente, o caminho obstruído começa a se abrir.
Pema Chödrön ressalta que neste momento é importante lembrar que não importa se nos consideramos merecedores ou não da mudança, porque a escolha de mudar não é uma questão moral baseada no julgamento de ser ou não merecedor de felicidade, mas sim da escolha de melhorar e progredir, isto é, de dar o salto.
Por fim, temos o terceiro estado: quando entendemos que a mudança é necessária e poderia nos trazer algo positivo, mas, simplesmente, não acreditamos sermos capazes de mudar.
Ficamos presos neste estado enquanto ainda acreditamos que esta atitude vai nos trazer algum benefício, mesmo que passageiro. Há algo que nos conforta diante da idéia de não termos que nos esforçar para mudar. Desta forma, enquanto não nos sentirmos angustiados, iremos permanecer tal como estamos. No entanto, inevitavelmente, uma hora ou outra, seremos tocados pela dor de tal atitude mental negativa. Então, cada vez que nos sentirmos novamente desesperados, estaremos mais descrentes que podemos encontrar uma saída. É um círculo vicioso: sofremos, nos acomodamos com o sofrimento e sofremos novamente, mais e mais...
Por isso, não vale a pena cultivar este terceiro estado. Uma maneira de passar deste estado sem saída, para o segundo -o da meia confiança- é reconhecer os momentos, mesmo que fugazes, de bem-estar.
O antídoto é a autocompaixão: despertar o desejo de se resgatar do próprio sofrimento. Assim, gradualmente nos tornamos receptivos para receber ajuda, seja alheia ou de nós mesmos, isto é, quando reconhecemos que temos recursos internos que não estávamos usando.
Mesmo sendo difícil mudar um padrão negativo, não nos resta outra escolha se não quisermos continuar sofrendo!
Não estamos condenados a sofrer para sempre. Aliás, a única virtude da negatividade é que ela também é impermanente!
Bel Cesar
Só Amando, Avançaremos
Por toda a história da humanidade, assistimos a lutas intermináveis de seres das mais diversas nacionalidades contra os de outra, e entre si, numa busca desenfreada de punir o outro, de conquistá-lo, de fazer-se o vencedor de alguma coisa que nem sempre foi claramente definida. E assim, com esta herança, vamos vivendo... Mudamos as formas de guerrear, de agredir, mas continuamos a fazê-lo, como se não houvesse qualquer outra saída para nós. Brigamos para sermos melhores do que o outro, para conservarmos o que entendemos ser nosso, para fazermos com que o outro pense como nós, viva como nós.
No centro de toda esta luta, está o Ego, aquele que em nós habita e que tem início e fim, aquele que por isto sente muito medo da morte - pois sabe que vai um dia desaparecer, aquele que é inseguro e que tenta se mostrar melhor do que todos os outros. E a história mostra que continuamos repetindo esta caminhada sangrenta, sem que haja vencedores, mas criando muita destruição, muito sofrimento.
A pergunta que cabe é - será que é mesmo este o único caminho? Será que para que sejamos respeitados pelo outro, precisamos domá-lo? Será que retribuindo o mal com o mesmo mal estamos ensinando alguma coisa, ganhando alguma coisa, melhorando a situação, nem que seja um pouco?
Parece-me que não. O Mal só será transformado em contato com o Bem. Já de início, a pessoa má é uma ignorante, alguém que conhece pouco de si mesma, da Vida, do Amor que está nele e em tudo. Só aprendendo e vivenciando esta experiência amorosa, através do contato com o Bem nos outros, vai poder confiar em si mesmo e sentir-se motivado a viver o perdão - que o acolheu - e o amor, que lhe fez feliz, lhe curou as feridas da alma e lhe devolveu a paz!
Se continuarmos a punir o mal com mais mal ainda, multiplicaremos o mal em torno de nós. Reforçaremos o negativo, o denso, o absurdo, o sofrimento, a angústia, o desequilíbrio, a doença.
Assim, diante do erro, mostremos uma atitude correta. Precisamos nos disciplinar para sermos este professor, pois disto depende, penso eu, o futuro da hossa humanidade. Se o agressor me encontrar tranquila, serena, se eu não lhe ofender da mesma forma, ao lhe devolver todo o lixo que me atirou, eu deixarei de sujar mais ainda a atmosfera e tirarei dele a vontade de continuar me ofendendo. Terei conseguido transmutar a energia inicial, neutralizando-a.
Se o outro está errado, por que também preciso errar? Se o outro caiu, devo cair com ele, ou preciso tentar lhe levantar, de alguma forma? O que ganharei caindo também? Será que não me tornarei mais forte exatamente porque consegui não cair? Por ter tido força para me sustentar de pé, apesar de tudo?
As prisões estão cada dia mais cheias, de pessoas que são tratadas como animais, como feras - que também não deviam ser tratadas daquela forma. No Brasil, já não são mais capazes de abrigar o número crescente de presidiários... Eles por acaso saem de lá - no fim de uma pena cumprida - melhores do que eram antes dali entrarem? Infelizmente, sabemos que não. Precisariam ser reconhecidos errados, sim, mas pra eles deveria ser oferecido um programa de tratamento. Não de espancamento, de falta de compreensão, de falta de respeito. Desta forma, nada vai evoluir para melhor.
Será que diante dos filhos que erram, pensando numa realidade ainda mais próxima de nós, apenas nos lembramos do castigo, da pancada, do palavrório agressivo? Ou será que procuramos dar um exemplo mais maduro e equilibrado, tentando iniciar um diálogo que explique de forma honesta o porquê da desaprovação, tudo isto temperado com muito amor, muito mesmo, muito respeito? Isto para que a agressão que sofremos não gere uma atitude agressiva - do mesmo teor da que iniciou tudo.
Para termos paz, precisamos viver em paz, cultivando a paz e promovendo a paz. Se continuarmos a guerrear, sempre viveremos em guerra... Num círculo vicioso que parece não ter fim - onde construímos com esforço e destruímos por ignorância e invingilância - sem avançarmos nada, sempre recomeçando... Partindo do mesmo ponto.
Só amando iremos avançar, realmente. E, vamos sempre nos recordar de que amar está sempre unido ao perdoar. Para os que amam, espero que amem mais ainda! Para os que se fecharam nas sombras, por falta de amor, que isto se reverta o mais rápido possível. Para os que estão magoados, que procurem perdoar e amar mais ainda. Para os que vivem no mal, enganados, que encontrem o Bem na pessoa de alguém!
Maria Cristina
No centro de toda esta luta, está o Ego, aquele que em nós habita e que tem início e fim, aquele que por isto sente muito medo da morte - pois sabe que vai um dia desaparecer, aquele que é inseguro e que tenta se mostrar melhor do que todos os outros. E a história mostra que continuamos repetindo esta caminhada sangrenta, sem que haja vencedores, mas criando muita destruição, muito sofrimento.
A pergunta que cabe é - será que é mesmo este o único caminho? Será que para que sejamos respeitados pelo outro, precisamos domá-lo? Será que retribuindo o mal com o mesmo mal estamos ensinando alguma coisa, ganhando alguma coisa, melhorando a situação, nem que seja um pouco?
Parece-me que não. O Mal só será transformado em contato com o Bem. Já de início, a pessoa má é uma ignorante, alguém que conhece pouco de si mesma, da Vida, do Amor que está nele e em tudo. Só aprendendo e vivenciando esta experiência amorosa, através do contato com o Bem nos outros, vai poder confiar em si mesmo e sentir-se motivado a viver o perdão - que o acolheu - e o amor, que lhe fez feliz, lhe curou as feridas da alma e lhe devolveu a paz!
Se continuarmos a punir o mal com mais mal ainda, multiplicaremos o mal em torno de nós. Reforçaremos o negativo, o denso, o absurdo, o sofrimento, a angústia, o desequilíbrio, a doença.
Assim, diante do erro, mostremos uma atitude correta. Precisamos nos disciplinar para sermos este professor, pois disto depende, penso eu, o futuro da hossa humanidade. Se o agressor me encontrar tranquila, serena, se eu não lhe ofender da mesma forma, ao lhe devolver todo o lixo que me atirou, eu deixarei de sujar mais ainda a atmosfera e tirarei dele a vontade de continuar me ofendendo. Terei conseguido transmutar a energia inicial, neutralizando-a.
Se o outro está errado, por que também preciso errar? Se o outro caiu, devo cair com ele, ou preciso tentar lhe levantar, de alguma forma? O que ganharei caindo também? Será que não me tornarei mais forte exatamente porque consegui não cair? Por ter tido força para me sustentar de pé, apesar de tudo?
As prisões estão cada dia mais cheias, de pessoas que são tratadas como animais, como feras - que também não deviam ser tratadas daquela forma. No Brasil, já não são mais capazes de abrigar o número crescente de presidiários... Eles por acaso saem de lá - no fim de uma pena cumprida - melhores do que eram antes dali entrarem? Infelizmente, sabemos que não. Precisariam ser reconhecidos errados, sim, mas pra eles deveria ser oferecido um programa de tratamento. Não de espancamento, de falta de compreensão, de falta de respeito. Desta forma, nada vai evoluir para melhor.
Será que diante dos filhos que erram, pensando numa realidade ainda mais próxima de nós, apenas nos lembramos do castigo, da pancada, do palavrório agressivo? Ou será que procuramos dar um exemplo mais maduro e equilibrado, tentando iniciar um diálogo que explique de forma honesta o porquê da desaprovação, tudo isto temperado com muito amor, muito mesmo, muito respeito? Isto para que a agressão que sofremos não gere uma atitude agressiva - do mesmo teor da que iniciou tudo.
Para termos paz, precisamos viver em paz, cultivando a paz e promovendo a paz. Se continuarmos a guerrear, sempre viveremos em guerra... Num círculo vicioso que parece não ter fim - onde construímos com esforço e destruímos por ignorância e invingilância - sem avançarmos nada, sempre recomeçando... Partindo do mesmo ponto.
Só amando iremos avançar, realmente. E, vamos sempre nos recordar de que amar está sempre unido ao perdoar. Para os que amam, espero que amem mais ainda! Para os que se fecharam nas sombras, por falta de amor, que isto se reverta o mais rápido possível. Para os que estão magoados, que procurem perdoar e amar mais ainda. Para os que vivem no mal, enganados, que encontrem o Bem na pessoa de alguém!
Maria Cristina
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Humildade
Humildade é simplicidade, é naturalidade.
Muitos interpretam humildade como pusilanimidade ou frouxidão de caráter. Os que assim pensam estão muito longe da verdade.
Ser humilde não é ser covarde, não é se aviltar nem rastejar. É apenas ser simples.
Certas pessoas, para atestar a sua humildade, se dizem insignificantes, esquecidas de que esse sentimento depressivo a seu próprio respeito entorpece e anula qualquer atividade sua. A sugestão é algo importante na nossa vida, e aquele que se deprecia, vai-se convencendo da sua incapacidade, perdendo, assim, o estímulo para qualquer investimento.
Se a própria pessoa se desvaloriza, se amesquinha diante dos outros, como esperar que alguém lhe dê qualquer incumbência de responsabilidade?
"A justiça começa por casa", diz um sábio rifão.
Ninguém é insignificante; todos têm seu valor. Cada um deve procurá-lo dentro de si e fazê-lo viver.
A parábola do óbolo da viúva, por exemplo, nos mostra o valor da ação sincera, embora aparentemente insignificante. Ela ofereceu o que possuía e o fez com amor.
Segundo o Mestre, não seremos julgados, no tribunal divino, pelo número de talentos que nos foi confiado, mas pela fidelidade na sua aplicação.
A tragédia mais pungente é a do talento que se perde por força de uso. E deixa de ser usado pela carência de esforço, de uma vontade resoluta.
Ser humilde é proceder como a viúva da parábola: fazer aquilo que estiver ao nosso alcance, o melhor que pudermos, com todo o nosso amor, para que o talento que nos foi confiado se multiplique.
Saibamos que da contribuição fiel de cada um de nós é que a evolução segue a sua trajetória. Contribuição consciente e perseverante.
Pode-se ser humilde e austero ao mesmo tempo, pois a humildade não nos compele a deixarmos as coisas erradas ao nosso lado, sem ajudarmos com a energia que se fizer necessária para consertar esses erros.
A humildade é ativa e vigilante porque conhece a sua missão.
Humildade, pois, é ausência total de vaidade e desligamento das coisas transitórias da Terra; é libertação integral.
(Do livro “Vem...”, de Cenyra Pinto).
Muitos interpretam humildade como pusilanimidade ou frouxidão de caráter. Os que assim pensam estão muito longe da verdade.
Ser humilde não é ser covarde, não é se aviltar nem rastejar. É apenas ser simples.
Certas pessoas, para atestar a sua humildade, se dizem insignificantes, esquecidas de que esse sentimento depressivo a seu próprio respeito entorpece e anula qualquer atividade sua. A sugestão é algo importante na nossa vida, e aquele que se deprecia, vai-se convencendo da sua incapacidade, perdendo, assim, o estímulo para qualquer investimento.
Se a própria pessoa se desvaloriza, se amesquinha diante dos outros, como esperar que alguém lhe dê qualquer incumbência de responsabilidade?
"A justiça começa por casa", diz um sábio rifão.
Ninguém é insignificante; todos têm seu valor. Cada um deve procurá-lo dentro de si e fazê-lo viver.
A parábola do óbolo da viúva, por exemplo, nos mostra o valor da ação sincera, embora aparentemente insignificante. Ela ofereceu o que possuía e o fez com amor.
Segundo o Mestre, não seremos julgados, no tribunal divino, pelo número de talentos que nos foi confiado, mas pela fidelidade na sua aplicação.
A tragédia mais pungente é a do talento que se perde por força de uso. E deixa de ser usado pela carência de esforço, de uma vontade resoluta.
Ser humilde é proceder como a viúva da parábola: fazer aquilo que estiver ao nosso alcance, o melhor que pudermos, com todo o nosso amor, para que o talento que nos foi confiado se multiplique.
Saibamos que da contribuição fiel de cada um de nós é que a evolução segue a sua trajetória. Contribuição consciente e perseverante.
Pode-se ser humilde e austero ao mesmo tempo, pois a humildade não nos compele a deixarmos as coisas erradas ao nosso lado, sem ajudarmos com a energia que se fizer necessária para consertar esses erros.
A humildade é ativa e vigilante porque conhece a sua missão.
Humildade, pois, é ausência total de vaidade e desligamento das coisas transitórias da Terra; é libertação integral.
(Do livro “Vem...”, de Cenyra Pinto).
Assinar:
Postagens (Atom)