Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Kuthumi sobre os animais



Canalizada por Lynette Leckie-Clark
01 de dezembro de 2009

Saudações. Eu, Kuthumi, os saúdo novamente. Eu perguntei: “Os animais ascendem?” Um tema interessante. Algumas pessoas consideram determinados animais como sagrados, acima de si mesmos. Outros consideram os animais como uma ferramenta financeira. Os animais são torturados, abusados, alguns ficam insanos com a crueldade com que eles são tratados. Outros consideram os animais como um transtorno, algo a ser atingido e morto. Outros vêem os animais simplesmente como alimento e pegam somente o que eles precisam.

Mas então há aqueles que tratam os seus animais escolhidos com grande amor. Eles alimentam, acalentam e até mimam este animal, emocional e amorosamente, tratando o animal como se fosse o seu próprio filho. Um contraste de atitudes, não é? Assim como há um reino humano, há um reino animal. Os animais servem ao reino humano, exatamente como os reinos minerais e dos vegetais fazem.

Há alguns animais que entram na cadeia alimentar para a humanidade. Eles vêm sabendo disto. Vocês acham que um pássaro, uma vaca, um cervo, não tem consciência, nem sentimentos? Vocês julgam assim porque eles não se comunicam como vocês, expressando uma linguagem. Entretanto, eles são capazes de chorar devido ao medo e pela dor. Eles têm carne, sangue, ossos, e nervos como vocês. Eles têm também uma forma de inteligência. Conquanto esta não seja a um nível humano, ela existe. Eu posso lhes assegurar que eles realmente sentem dor – emocional e fisicamente.

É o momento para que a humanidade mude a sua atitude com o reino animal, de uma atitude de arrogância para a compaixão. Todos servem nos ciclos da vida, da existência.

Vamos considerar os animais que lhes chegam como um animal de estimação. Freqüentemente é um animal escolhido. Como há muitas espécies, eu falarei do cão ou do gato doméstico. Muitos virão para a vida de uma pessoa para curar a algum nível. Esta é freqüentemente uma cura emocional. Vocês fornecerão o alimento, o abrigo – um porto seguro. Em troca, vocês receberão amor incondicional e lealdade. Muitos de vocês buscam encontrar estas qualidades em um relacionamento humano, e não podem. Assim, vocês dão muito amor e afeição ao seu animal de estimação. Freqüentemente o animal fica contente, simplesmente ao saber que eles estão com vocês no mesmo espaço. Muitos de vocês contam aos seus animais os seus problemas, preocupações, sentimentos. Vocês podem ver o animal olhando para vocês intensamente. Neste momento o animal compreende as suas emoções, os seus sentimentos.

Um cão freqüentemente caminhará com vocês e se vocês estiverem sentados, descansará a cabeça dele em sua perna. Isto equivale a um abraço humano. Os animais se comunicam em um nível diferente dos humanos. Entretanto, eles compreendem mais do que vocês percebem. Os olhos são os portais da alma. Isto também é verdade em relação a um animal. Aqueles que escutam a sua alma compreenderão o que eu estou dizendo. Freqüentemente é difícil para vocês amarem, se doarem totalmente, incondicionalmente. Um animal pode. Muitos cães domésticos fazem isto. Eles aprenderam que a sua companhia humana é tudo o que importa. Que neste relacionamento haja amor, haja paz, haja confiança. Eles se tornam devotados, leais.

Quantos de vocês que experienciam um relacionamento íntimo com outro podem dizer o mesmo? Quantos podem amar incondicionalmente? Pensem nisto por um momento. Pois isto significa aceitar os vários padrões comportamentais do outro, tanto os agradáveis quanto os não tão agradáveis. Vocês podem aceitar verdadeiramente? Um cão pode. E vocês os consideram inferiores a vocês. Algumas vezes o animal é o professor. Até quando vocês estão zangados, o cão não interfere, esperando até que a sua raiva tenha terminado antes de entrar em seu campo de energia. Ele faz isto sem julgamento.
Há alguns cães e gatos que virão até uma pessoa porque eles compartilharam uma existência anterior com eles. Naquele tempo pode não ter sido concluído e assim eles retornam.

Assim como duas almas humanas podem se reconhecer, assim podem a alma de um animal e uma alma humana se reconhecerem. Vocês sentem um reconhecimento instantâneo, uma consciência instantânea de conhecer a outra alma.

Sentem-se muito confortáveis um com o outro. Estes animais encarnam com um propósito. Uma afirmação deste canal me chega: “Ofereça um lar a um animal extraviado, e ele lhe retribuirá com bondade.” E vocês ainda dizem que não há inteligência em um animal? Eu lhes digo: pensem novamente. Fiquem em silêncio e observem.

Assim me perguntam: “Um animal ascende? O que vocês chamam de ascender? O que vocês acham que acontece? Assim como um humano vivencia existência após existência a aprendizagem e experiências, assim pode um animal doméstico. Eu digo doméstico por uma razão. Estes mantêm uma vibração mais elevada do que um animal selvagem. Como a sua vibração se eleva e eles mantêm mais luz, mais amor, eles também percorrem um caminho mais elevado para a ascensão. Pois eles serviram à humanidade e à Deus, assim como vocês. Entendam, meus amigos, vocês acham que a ascensão está em aprender, estudar. Isto é a compreensão humana, a expressão humana. Entretanto, a ascensão não pode ser atingida até que vocês venham verdadeiramente do seu coração, incondicionalmente, com amor, sem julgamento do outro. Sem prejudicar o outro, física ou verbalmente. Vocês entendem? Vocês compreendem os muitos níveis que existem no caminho para a ascensão?

Freqüentemente os laços se tornam muito fortes entre um humano e o seu animal doméstico. Ambos sentem isto e ambos respondem com amor e gentileza. O animal se torna parte da família. Exatamente como vocês requerem algumas vezes a cura universal, assim também o seu animal. Cães e gatos são muito intuitivos, como são os cavalos. Eles respondem fortemente aos vários campos de energia dos outros. Eles freqüentemente absorvem as energias negativas, particularmente dos seus companheiros humanos. Eu não uso a sua palavra “proprietário”, pois nenhuma alma pode possuir outra, não. A energia da cura universal é de grande benefício, ela clarifica e cura o campo áurico do animal e o corpo físico – exatamente como ocorre com vocês. Isto prolonga a vida e restaura a harmonia em cada nível.

Vocês sabiam que estes animais domésticos também residem em uma dimensão mais elevada quando eles fazem a transição? Muitos são capazes de passar por um médium como este – o canal – para reconhecer a família humana que eles amaram tanto durante a sua experiência de vida, assim como vocês são capazes quando fazem a transição. Todos chegam com amor; a negatividade de qualquer tipo não pode existir naquele plano.

Enquanto vocês também elevam a sua vibração e são capazes de se comunicar em níveis mais elevados, muitos são agora capazes de se comunicar com o seu animal de estimação usando a telepatia. Assim, percebam, outros níveis de comunicação estão abertos para vocês.

Estejam abertos a todos com amor

Mestre Kuthumi

Cura Animal:

O Arcanjo Ariel, guardião do reino animal vem guiá-los em um espaço suave, onde vocês sejam capazes de enviar a cura e o amor à Terra e aos seus animais de estimação – aqueles no reino físico e aqueles no outro lado. Comuniquem-se, amem e curem os seus animais domésticos em todas as dimensões.

fonte: Instituto Consciência Adamantina

domingo, 29 de novembro de 2009

O Agora

Este exato momento AGORA é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida.

Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre o AGORA.

Se não for possível fugir do AGORA, por que não acolhê-lo e tratá-lo bem?

A DIVISÃO DA VIDA EM PASSADO, PRESENTE E FUTURO É UMA CONSTRUÇÃO DA MENTE, EM ÚLTIMA ANÁLISE: ILUSÓRIA.

Passado e futuro são formas pensamento, abstrações mentais.
O PASSADO só pode ser lembrado AGORA.

O que você lembra é um fato que aconteceu no AGORA e do qual você se lembra AGORA.

O FUTURO, quando chega, é o AGORA.

Portanto, a única coisa real, a única coisa que sempre existe,é o AGORA.

Concentrar sua atenção no AGORA, não é negar o que é necessário em sua vida. É reconhecer o que é prioritário. Depois, você poderá lidar mais facilmente com o que é secundário.

Veja o que é prioritário e faça do AGORA seu amigo, não seu inimigo. Reconheça-o, respeite-o. Quando o AGORA é a base e o foco principal de sua vida, ela flui com facilidade.

Sinta a vida em seu corpo.
Isso enraíza você no AGORA.

Enquanto não se responsabilizar por este exato momento - O AGORA - você não estará assumindo qualquer responsabilidade por sua vida.

É POR ISSO QUE O AGORA É O ÚNICO LUGAR ONDE A VIDA PODE SER ENCONTRADA.

O AGORA é como é porque não pode ser de outro jeito.
Assumir responsabilidade por este momento presente é estar em harmonia com a vida.

Quando você passa a dar atenção ao AGORA, cria-se um estado de ALERTA. É como se você acordasse de um sonho, o sonho do pensamento, o sonho do passado e do futuro.

É TÃO CLARO E TÃO SIMPLES.
Não sobra lugar para criar problemas.
Só esse momento, tal como ele é.

Quando concentra sua ATENÇÃO NO AGORA, você se dá conta de que a vida é SAGRADA. Existe algo de SAGRADO em tudo que você percebe quando se encontra no presente. Quanto mais você viver no AGORA, mais vai sentir a simples e profunda alegria de SER e do caráter SAGRADO DA VIDA.

A maior parte das pessoas confunde o AGORA com o que ACONTECE no agora. Mas não é isso.

O AGORA é mais profundo do que qualquer conteúdo queocorre nele.
É o ESPAÇO no qual tudo ACONTECE.

Você sempre ignora o fato mais óbvio: o seu sentido mais profundo de ser não tem nada a ver com o que acontece na sua vida, nada a ver com o conteúdo de
sua vida.

O sentido de ser, de EU SOU, está intimamente ligado ao AGORA.
Ele sempre permanece o mesmo.
Na infância e na velhice, na saúde ou na doença, no sucesso ou no fracasso, o EU SOU, o espaço do AGORA permanece imutável no nível mais profundo. Mas como ele costuma se confundir com o que acontece em sua vida, você sente o EU SOU ou o AGORA muito tênua e indiretamente, através do conteúdo da sua vida.

Em outras palavras: sua noção de ser fica obscurecida pelas circunstâncias, por sua corrente de pensamento e pelos inúmeros fatos que ocorrem no mundo à sua volta.

O AGORA FICA ENCOBERTO PELO TEMPO.

No entanto, é tão simples lembrar a verdade e dessa forma voltar às
origens (...)

Eu NÃO SOU os meus pensamentos, NÃO SOU minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências.
NÃO SOU o conteúdo da minha vida.

SOU O ESPAÇO NO QUAL TODAS AS COISAS ACONTECEM.
EU SOU A CONSCIÊNCIA.

SOU O AGORA.


Eckhart Tolle

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Trechos do Capitulo IV do livro:
"O Poder do Silêncio" de Eckhart Tolle

sábado, 28 de novembro de 2009

Mochila de Viagem

E ele, antes de encarnar, sentou com seu Mentor e disse:

- Mestre, já arrumei minha mochila, já posso partir em direção ao Planeta Terra...
E seu Mestre perguntou:

- O que levas aí, meu filho?

Ele respondeu:

- Coisas que vou precisar no Planeta... Missões que devo cumprir, aprendizados que tenho que assimilar, lições que tenho que estudar... nada de mais, Mestre...
O Mestre novamente pergunta:

- E o que mais carregas aí, meu filho? Parece-me que sua mochila está meio pesada...

E ele responde:

- Não, Mestre... Só tenho aqui o que preciso...

O Mestre, fazendo de conta que acredita, o deixa partir...

Ele retorna à Terra, através de um útero quentinho, esconde sua mochila, acreditando que seu Mestre não viu os traumas que ele lá escondeu! Coisinhas que ele ainda não conseguiu se desconectar... Situações de outras vidas...

Ele nasce, inicia seu percurso no Planeta... E, um dia, aquelas coisinhas que trouxe escondido em sua mochila começam a incomodar. Algumas viram dores físicas, outras emocionais e outras ainda espirituais...

O tempo passa... passa... E um dia, cansado de tanto sofrer, resolve descobrir a origem de suas dores...

Passa por uma regressão terapêutica e descobre suas coisinhas que insistiu em carregar em sua mochila, e que não eram necessárias... Tem a oportunidade de conversar com seu Mentor e novamente acontece um diálogo:

Ele diz:

- Mestre, sabias que eu carregava coisas que não necessitaria, não é?

O Mestre responde:

- Sim, meu filho. Sabia!

Ele pergunta:

- Por que então deixastes, Mestre? Sabias que eu sofreria com esse peso a mais...

O Mestre sorri e diz:

- Também sabias que uma de tuas lições era a Verdade. No entanto, quando te perguntei, dissestes que nada de mais carregavas...

Ele fica envergonhado e diz:

- Perdoe-me, Mestre...

O Mestre responde:

- Terás nova oportunidade!


Por: Angélica Specht Altermann
Psicoterapeuta Reencarnacionista - Ministrante de Cursos de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica - ABPR

O amor é a lei da vida

Você já se deu conta de que o amor é a lei maior que rege a vida?Antes de pensar numa resposta negativa, reflita um pouco sobre as seguintes considerações:

Da batalha entre a chuva e o sol, surge o arco-iris, exibindo suas múltiplas cores, tornando a paisagem mais bela e mais poética.
É o amor sugerindo harmonia.

Sob o rumor da cascata, que jorra violenta sobre as rochas desalinhadas e pontiagudas, as andorinhas fazem seus ninhos e garantem revoadas em todos os verões.
É o amor orientando o instinto.

Sob a neve que se estende sobre planícies e montes gelados as sementes dormem, para explodir em flor aos primeiros beijos do sol da primavera.
É o amor acordando a vida.

O tempo, hábil conselheiro, traz o esquecimento das dores e cicatriza as feridas abertas pelos sofrimentos mais acerbos.
É o amor incentivando a vida.

Quando a doença corrói o corpo físico, causando desconforto de dor, e os órgãos já não têm forças para manter funcionando a máquina de carne, a morte, como hábil cirurgiã, liberta o espírito do fardo inútil.
É o amor renovando a vida.

Junto com a tempestade que rasga os céus com raios e trovões, chega a chuva generosa, fertilizando a terra e garantindo a boa safra.
É o amor propiciando a vida.

Sob a pesada pedra, a frágil semente germina e rasteja, contorna obstáculos, até encontrar a luz e florescer, vitoriosa.
É o amor orientando a vida.

Os séculos, quais anciães compassivos, se dobram sobre as memórias dos povos vencidos nas guerras promovidas pelo egoísmo, trazendo o bálsamo do esquecimento.
É o amor amenizando o ódio.

Na face do solo rachado, crestado pela seca implacável, surge pequeno olho d'água, dando notícias da vida que persiste, submersa, invencível.
É o amor alimentando a esperança.

Nos conflitos das guerras sangrentas e cruéis o homem transforma o mundo em que vive, criando tecnologia e fomentando o progresso.
É o amor promovendo o esclarecimento.

As marcas profundas esculpidas nas almas pelos holocaustos de toda ordem, forjam pérolas de luz nos corações sensíveis e os eleva acima das misérias humanas.
É o amor gerando o entendimento.

Quando um agente externo qualquer penetra o organismo humano, imediatamente um exército de células-soldados entra em combate para eliminar o intruso e garantir a saúde.
É o amor defendendo a vida.

O amor age em silêncio, trabalha incansavelmente para garantir a harmonia da vida. Nada supera a sua potência. Nada supera a sua ação. O amor é a lei maior da vida, e rege o micro e o macro cosmos, sem alarde, sem exibição.

Cada planeta que se movimenta no espaço é um orbe em evolução, gravitando na lei de amor. Cada estrela que brilha no infinito, é um astro que conquistou a condição de mundo sublime, e está sustentado pela lei de amor...

Cada criança que renasce nos palcos terrenos, traz consigo um plano de felicidade, traçado pelas leis de amor...

O ser humano, que age e interage no meio em que vive, fomentando o progresso, está sob o amparo da lei de amor.

Cada anjo que habita os mundos sublimes é um Espírito de luz que conquistou o mais alto grau na universidade da vida, e hoje nos convida ao amor...


(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Por que as folhas caem

A cada outono, certas plantas e árvores preparam-se para um repouso necessário e vital à sua vida e continuação.

Algumas espécies de árvores matizam-se de várias cores, num maravilhoso contraste entre a melancolia e a beleza extrema. Depois, uma a uma, as folhas caem, como lágrimas, até que as árvores, nuas e tristes, abram os braços ao inverno e esperem, pacientemente, a primavera, que restaurará cada folha caída.

Por que para nós seria diferente? Por que não perder antes de reencontrar, por que não as lágrimas, por que não dias áridos, frios e secos? E por que não a esperança de que a primavera volte? Porque, creiam, ela volta sempre!

Talvez nos julguemos bons demais para receber o sofrimento, como se ele fosse sempre símbolo de castigo e não algo necessário ao nosso crescimento.

As folhas caem e as árvores parecem assim tão desprotegidas, tão solitárias!... e eu me pergunto o que faz com que sobrevivam.

Elas entendem que esse período é necessário à sua renovação. Elas aceitam, doam-se e esperam e recebem de volta, no tempo oportuno.

Assim somos nós com todas as perdas que sofremos, com as lágrimas que escorrem e salgam nossa boca, com o tempo que parece interminável ou as noites longas demais.

Tanto que não entendemos e não aceitamos o sofrimento, ele se prolongará. Tanto que não vemos isso como uma fase, apenas uma fase, a ferida estará aberta e sangrará.

Não aceitar o outono e negar o inverno não faz com que não existam. Apenas nos deixam fora de uma realidade que chega pra todo mundo.

Não somos maus demais para recebê-los como um castigo e nem bons demais para que possamos não acolhê-los.

As árvores perdem as folhas e perdemos os nossos. Elas choram e choramos também. Elas esperam e nada há que nos impeça de esperar.

E elas recebem, a seu tempo determinado, novos galhos e novas folhas, novas flores e novos frutos. Sentem-se assim completas.

Somos assim o que somos e o mesmo Deus que sustenta as árvores, nos sustenta a nós!

E Ele nos poda, nos molda, nos deixa nús e aparentemente sem defesa, mas está sempre presente e estará ainda quando a primavera voltar, quando seremos, depois do inverno frio, renovados e prontos para recomeçar.



Letícia Thompson

domingo, 25 de outubro de 2009

A constante busca


Corre o homem diariamente de um lado para outro.

Desde a aurora até bem depois do pôr do sol.

Passos apressados nas calçadas, cruzando ruas, olhando sempre o relógio.

Parece sempre atrasado, à procura de algo muito importante.

Nunca tem tempo para nada.

Está sempre em alerta, como se um único descuido seu fosse suficiente para arruinar para sempre a consecução de seus objetivos.

Mas, afinal, o que busca o homem na luta cotidiana da vida?

Para onde dirige seus passos?

O que espera ele encontrar?

Sabe, realmente, o que quer?

Seria por demais simplista dizer que a resposta para tais questionamentos seja: “a busca da felicidade”.

Pois, momentos de felicidade permeiam sua existência, mas são como sopros suaves de brisa que cessam sem aviso prévio e que passam rapidamente.

Fala-se tanto em felicidade, mas se sabe tão pouco a seu respeito.

Diz-se “estar feliz” quando tudo o que se deseja acontece.

Quando o amor é correspondido.

Quando o dinheiro é suficiente para garantir as compras tão sonhadas.

Quando o emprego almejado é obtido.

Quando um título é alcançado.

Quando tudo parece conspirar para satisfazer os mais íntimos desejos.

Nessas ocasiões, uma euforia ímpar toma conta do ser que sai pelas ruas estampando um sorriso largo na face.

Canta e sente uma vontade de erguer os braços aos céus gritando:

“Consegui! Venci!”.

Como se o mundo inteiro tivesse se curvado às suas necessidades e reconhecido seu valor como pessoa, a partir daquela oportunidade.

Mas isso é apenas uma ilusão.

A fragilidade daquela sensação fará com que sua duração seja efêmera e, por isso mesmo, por vezes, quase frustrante.

Por pouco, pouco mesmo, sorrisos abandonam rostos até então eufóricos.

O retorno à realidade pode decorrer da sensação de que a vida continua, não obstante aquela parcial vitória.

A luta continua.

Não pode o homem abandonar o combate porque novas provas vão se apresentar, novos obstáculos vão surgir.

Outra vez será necessário empenhar esforços para prosseguir na jornada.

Nessas horas, quando o homem percebe que suas conquistas não lhe garantem um bem-estar eterno, muitas vezes ele se entrega ao desânimo.

Tem a sensação de que caminha sempre em direção ao horizonte e que este, por mais que ande, distancia-se inelutavelmente dele.

Sempre há algo por fazer, por aprender, por conquistar.

Sempre.

Percebe-se o quão verdadeiro é o ensinamento de que “a felicidade não é deste mundo.”

* * *
O que busca você?

O que seria capaz de fazer estampar em seu rosto um sorriso sincero?

O que você acredita ser suficiente para fazê-lo feliz?

Não se iluda, no entanto, com as promessas enganosas do mundo.

Satisfações materiais não saciam por muito tempo o corpo, tão pouco a mente que deseja a paz.

Por outro lado, as virtudes adquiridas ao longo do tempo podem auxiliar concedendo equilíbrio e lucidez.

A consciência tranqüila e a franca sensação de dever cumprido permitem que se repouse a cabeça no travesseiro todas as noites.

São situações em que se pode desfrutar de felicidade, quando, então, ela pode ser efetivamente alcançável e duradoura, até mesmo neste mundo.

Equipe de Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Paradoxo do nosso tempo

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor,quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia, seus amores, seus amigos, a pessoa que lhe ama...
E, aquelas que estão ao seu lado, sempre..!

George Calin