Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Transformações



Todo o Universo está em Evolução.
Massas estelares se aglomeram e explodem,
dando origem a novas estrelas.
Velhas estrelas se desintegram,
fazendo surgir as super novas.
Na Terra todos os Reinos evoluem:
o mineral, o vegetal e o animal.
É sabido que a matéria é indestrutível.
Transforma-se.
Se a matéria não pode ser destruída,
muito menos o espírito.
Nós, os humanos, somos seres constituídos de uma energia sutil que vem do Plano Divino e neste instante encontra-se revestida de matéria.
Pode o homem se destruir
e mais tudo ao seu redor?
Não, ele não pode.
Por mais que tente.
Todo o mal que fizer resultará em transformações, inclusive de si mesmo, seja qual for o preço a pagar. É a Lei da Causa e Efeito.
Estamos aqui para desenvolver a compreensão de quem somos e qual é o nosso real destino.
Quando Moisés escreveu o primeiro mandamento,
- "Amar a Deus acima de todas as coisas",
sabia o que isso significava.
Aquele que verdadeiramente ama a Deus acima de todas as coisas, com nada mais precisa se preocupar, pois todo o resto estará em perfeito equilíbrio com as Leis Universais:
sua vida, sua saúde e seus relacionamentos.
Sim, parece tão simples, todavia, simples não significa que seja fácil. Há um trabalho a ser feito.
É como gerar energia elétrica.
Por amor a Deus e à vida, primeiramente,
é necessário represarmos as nossas águas internas
e fazê-las circular corretamente
nos turbilhões das nossas almas.
Muitos perdem grande quantidade de energia
com futilidades e coisas que não pertencem
ao seu mundo de experiência.
Enfoquemos nossas mentes em objetivos
sadios e construtivos.
Uma vez que os alcancemos, muito bom seria cultivarmos a modéstia e compartilharmos os resultados, nem que seja mostrando o caminho e estimulando a fé entre todos que nos nos cercam.
Se um pode, outros também poderão.
Egoísmo é querer só para si, quando o mundo
foi criado para todos.
Egocentrismo é se achar o umbigo de mundo, quando Deus é o Centro de tudo que há, e somente Ele pode estar em toda a parte.
Realizemos, mesmo que provoquemos inveja.
Isto não importa. Perdoemos e ignoremos.
Doemos, mesmo que encontremos ingratos.
Isto também não importa, mas sim a doação.
Lembremos aos nossos irmãos que devem amar a Deus, mesmo que por isso nos menosprezem.
Conduzamos os que nos ouvem com amor, exemplos e atitudes. Geralmente, as pessoas não ouvem o que dizemos, mas, com certeza, ouvem
o que fazemos.
Isto importa a Deus.
Estejamos conscientes ou ignoremos,
a Lei da Evolução existe.
É uma Lei perfeita e imutável.
Imutável, porque é perfeita.
Todos nós nela estamos inseridos.
Há apenas dois caminhos para a nossa Evolução.
Um deles é o caminho da compreensão,
que é o mais feliz e compensador.
O outro, é o do sofrimento, gerado por nós mesmos, pela nossa incompreensão.
Seja como for, de qualquer forma,
estamos evoluindo.
E em última instância, no âmago do nosso inconsciente, o que todos nós queremos é ser amados e viver num mundo melhor.
Sim, é possível. Só que não depende do outro. Depende cada um de nós, do pronome EU.
Façamos a nossa parte. Quanto mais consciências despertas, mais chances todos terão de viver uma vida harmoniosa, como está destinada a ser.

Daniel
(o autor)

sábado, 22 de novembro de 2008

Difícil é ser transparente



Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente?
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente... Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar... Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde!

Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser... Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção... E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos. Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa
brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado.

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar, doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando... pode parar, por favor?". Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!

Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível. Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto que consigamos docemente viver... sentir, amar... E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento.

Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar."

(desconheço a autoria)

Encontro de Almas




Um encontro de almas, é um encontro peculiar, por ter sido um encontro marcado lá do outro lado, onde elas se encontraram, destinadas a realizar determinada missão, que acontece quando as almas se encontram, podendo assim, o amor acontecer, pois são almas predestinadas.
Este amor chega sem ter dia marcado ou momento marcado para acontecer. Simplesmente chega, e se instala, criando uma verdadeira festa de sentimentos alegres, que modificam todos os propósitos e conceitos até então firmados.

O encontro de duas almas tem como foco principal não a aparência física, mas a afinidade entre elas existente.

Sempre vão existir momentos de tristeza, quando se perguntam porque não se encontraram antes. Acontece que esse momento é determinado pelo Destino, e muitas vezes quando o momento desse encontro acontece, não é mais possivel extravasar toda a plenitude do amor que trazem, quando não é mais possivel viver a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro, enfim, sem que exista a possibilidade de realizar este amor em total plenitude, e por vezes esse amor fica incompleto, e as almas sentem uma saudade doida e doída uma da outra.
Existiu o encontro, mais uma vez incompleto, e reconhecem que não haverá retorno para suas pretensões, e que será necessário aguardar nova oportunidade, um novo encontro.

Atingindo essa compreensão, entendem que mesmo estando distantes, podem sentir e pressentir a alegria, a tristeza, o querer de um pelo outro.

Estas almas falam além das palavras, falam pela compreensão anímica, e assim se entendem, e se comunicam, sabendo que deverá haver um novo reencontro.

Contudo, se o reencontro ocorrer no tempo certo, estas almas afins se entrelaçam e buscam a forma de juntas ficarem, num processo contínuo de reaproximação até a consumação do amor predestinado.
De qualquer maneira, estas almas ficam marcadas, e nunca conseguirão se separar. Sempre acontecerão reencontros, até que possam cumprir a missão.

Almas que se encontram não mais se sentirão sozinhas, pois reconhecerão a necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade.

Marcial Salaverry

LEIS MENTAIS E CÓSMICAS QUE NORTEIAM A VIDA DO SER HUMANO!

1a Lei da Vibração

O que é vibração?
Vibração é "Vai e vem", "Ir e vir" ir é dar; vir é receber.
Essa lei se expressa na realidade humana caracterizada no (Dar e Receber), no ser Útil e ser Valorizado. Dar e ser Útil são "Ir", Receber e ser Valorizado é "Vir". Por isso quando uma pessoa não se sente útil também não se sente satisfeita, mesmo que receba muito, como ocorre na superproteção.

2a Lei da Evolução

O universo encontra-se em marcha contínua para frente. O mais importante é compreender que estamos integrados na contínua evolução universal. Existimos para crescer, evoluir, aprender, progredir, aperfeiçoar-nos, semos felizes e ascendermos. A Lei da Evolução Contínua é infinita e mais forte que a nossa fragilidade de elemento cósmico. A felicidade estática de permanente desfrutar não existe. A felicidade somente será encontrada num processo evolutivo, como realização e satisfação daquele que se vêem crescendo. A evolução cósmica processa-se em todos os níveis, todos os sentidos, e todos os elementos.

3a Lei da Direção

A lei da "direção" como lei cósmica é uma só; da matéria à energia, do mundo físico ao mental. No mundo físico é a Lei da Dinâmica, em sua manifestação mais "pura". Um elemento não pode deslocar-se em direções diferentes ao mesmo tempo. A lei da direção no sentido psíquico se expressa da seguinte forma: Só podemos atingir um alvo de cada vez. E como é possível fazer rápido progresso, se só podemos programar um objetivo de cada vez? A lei determina um objetivo de cada vez, mas não fala de dimensão (tamanho) desse objetivo.

4a Lei da Harmonia

No micro e no macrocosmo existe uma harmonia de forças, movimentos, ritmos, e equilíbrio de energias, harmonia é a unidade na variedade. O universo é um todo em harmoniosa evolução. A lei da harmonia, no sentido mental ou psíquico é "Um por todos e todos por um”. Todo objetivo programado precisa ter em vista o seu bem pessoal (felicidade), e o de todas as pessoas envolvidas.

5a Lei do Impulso

É A mesma lei que fez o físico grego Arquimedes exclamar: "Dêem-me um impulso e um apoio e levantarei o mundo" Todo movimento está fundamentado num impulso inicial. A alavanca existe na medida em que há um apoio. Você só pode erguer o pé direito para dar um passo na medida em que o pé esquerdo encontre apoio no chão ou em qualquer superfície resistente. A segurança dos movimentos depende da segurança do apoio. A lei do Impulso encontra seu equivalente no mundo mental ou psíquico na lei da Gratidão. Quando agradecemos, reconhecemos que conseguimos algo e sempre que há motivo para agradecer; há o reconhecimento de que existiu um apoio. Quanto mais agradecemos, mais segurança adquirimos.

6a Lei da Não-Resistência

A lei da Não-Resistência é também uma aplicação da lei da dinâmica. Quanto menor a resistência do atrito, por mais tempo se mantém um corpo em movimento. É para reduzir a resistência do atrito entre o eixo e a roda de um veículo que se usa lubrificante. No mundo psíquico, a lei da Não-Resistência encontra seu correspondente na lei do Perdão que é a própria Compreensão.

7a Lei da Atração

Na realidade é a própria lei da criação expressa de outra forma, ou dito de outro modo, é uma lei derivada da lei da criação. Os semelhantes "se atraem". Que semelhantes? O que está na mente (subconsciente), e o que está na realidade exterior prática ou existencial. Assim, quem tem programado em seu subconsciente que a vida é difícil, vai atrair dificuldades para sua vida. Outra forma de manifestação dessa lei é você cultivar pensamentos positivos na dificuldade.

8a Lei da Afirmação

A repetição contínua de uma idéia desenvolve pensamentos e imaginação, até criar convicção a Fé. A Fé a que se refere esta Lei é totalmente ecumênica não tem nada com religião, mas sim com a certeza.

9a Lei dos Opostos

Entre o Bem e o Mal, o Positivo e o Negativo, há uma relação de complemento e não de negação. "O problema não existe", o que existe são obstáculos e dificuldades colocados em nosso caminho como desafio, que nos provocam ou nos chamam ao crescimento, ao desenvolvimento e a efetivação da lei da Evolução. Nós temos a mania de vestir as dificuldades e obstáculos como o "fantasma" do problema. O mal é desafio para a caminhada em direção ao aprofundamento na compreensão e a valorização da alegria. É a dor que nos permite experimentar a maior profundidade sensorial do prazer, somente o sofrimento nos permite dimensionar o valor e a grandeza da felicidade.

10a Lei do Equilíbrio

A lei do equilíbrio no mundo físico encontra seu similar no principio da balança. Uma pessoa passa a ser negativista e perder o equilíbrio entre o positivo e o negativo, quando em sua mente fazem-se presentes mais as imagens negativas e com essas imagens tudo passa a dar "errado". A decadência de um povo ou de uma nação inicia-se quando 50% + 1 das pessoas está negativa.

11a Lei do Amor Próprio

É Lei que nos mostra o ensinamento do Mestre Jesus: “AMA A TEU DEUS E A TEU PRÓXIMO COMO A TÍ MESMO”, mas quem é o próximo; mais próximo; que está próximo de nós? Somos nós mesmos, portanto, devemos nos amar até o amor transbordar e, assim envolver tudo e todos em nossa volta. Esta lei é comparada com a maior de todas as leis: CRIAÇÃO.

12a Lei da compreensão

Em primeiro lugar devemos compreender a nos mesmos; se observarmos a palavra compreensão vamos notar duas vogais (EE) juntas, isto é, como no verbo a primeira pessoa sou (EU) a terceira é (ELE), portanto, primeiro eu me compreendo para depois buscar compreender meu semelhante, ou seja Ele/o outro. A Compreensão encontra seu equivalente na lei do PERDÃO.

13a Lei do Policiamento

Devemos policiar palavras, pensamentos, sentimentos, ações e emoções. O que sai de nossa boca não volta, com uma PALAVRA enaltecemos ou destruímos um pessoa ou a nós mesmos, por isso devemos policiar tudo que dissermos.
PENSAMENTOS; todos os pensamentos se transformam em imaginação, e a imaginação materializa-se.
SENTIMENTOS; Somos seres que vibram entre o positivo/negativo e passamos parte de nosso tempo oscilando entre Alfa e Ômega; policiar os sentimentos é ficarmos o máximo de tempo na freqüência mental Alfa.
AÇÕES; a forma como agimos faz toda a diferença em nossa vida! E como queremos viver? A vida é feita de escolhas e nossa escolha faz toda diferença.
EMOÇÕES; é muito importante colocarmos a certeza positiva em tudo, não só nas emoções, mas em todas as nossas escolhas. Esta Lei encontra sue equivalente no (ORAI E VIGIAI).

14a Lei do Desejo

Especificar de modo claro tudo o que queremos (desejamos), todo desejo deve ter princípio, meio e fim, deve haver coerência, bom senso.

15a Lei da Ousadia

É preciso ter muito mais coragem para viver do que para morrer. Ousado é aquele que faz tudo o que for melhor em seu favor com determinação e persistência, aguardando o tempo que for necessário sem jamais desistir de suas metas e seus objetivos.

16a Lei da Certeza

A certeza é o mesmo que a fé, colocar a certeza em tudo não basta é preciso colocar a certeza positiva, portanto, a certeza encontra seu equivalente na Fé inabalável e a Fé remove montanhas.

17a Lei do Silêncio

Devemos calar para tudo o que for a nosso favor. O silêncio nos protege da maledicência e da inveja. Esta Lei encontra equivalência na Lei de Atração.

18a Lei da Capacitância

A capacitância está ligada a capacidade do campo áurico individual e a tela do pensamento. A energia cósmica sabe que tem capacidade; antes ela é a própria capacidade, porém, na aura, ela se encontra condicionada pelo espaço/tempo e também pelo livre-arbítrio. Imaginemos o espaço ocupado pela aura em torno da matéria, este espaço é ocupado pelos demais corpos, mas o circulo dourado os condiciona, pois ele circunda a aura, sendo a sua proteção. Dentro deste espaço o homem tem em si a parcela da energia cósmica, com a qual ele trabalha. A existência humana ocorre no presente, mas na aura correr na linha evolutiva, indo ao passado ou ao futuro.

19a Lei da Resistividade

A resistividade é a capacidade de usar bem e de uma forma sensata e equilibrada todo o potencial energético que forma a nossa capacitância. Nos sistemas eletrônicos, o resistor é uma peça componente do circuito integrado de um transformador. Ele está programado para oferecer uma determinada resistência a um fluxo de corrente diminuindo-lhe a voltagem. No sistema integrado mental, não existe uma peça programada para opor resistência ao fluxo de energia; o mecanismo funciona movido pela 13º Lei: POLICIAMENTO.

20a Lei da Indutância

A indutância que no terreno psicobiofísico é um resultado obtido pela conjugação do uso energético das duas Leis que a antecedem. No campo da eletrônica está ligada ao magnetismo exatamente como acontece no processo mental. A Lei mental ligada a Indutância é a Lei da certeza, que aciona a energia potencial da aura, magnetizando-a fazendo-a assumir a sua verdadeira característica que é ser dinâmica.

21a Lei de Causa e Efeito

Esta lei explica os acontecimentos da vida atribuindo um (Motivo Justo), e uma (Finalidade Proveitosa), para todos os acontecimentos com que se depara o homem. Causa e Efeito e/ou Ação e Reação encontram sua equivalência na lei da Compreensão.

22a Lei de Responsabilidade

A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios salvo se a eles deu origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo. A lei de Responsabilidade encontra equivalência na lei do Policiamento.

23a Lei de Misericórdia

Esta Lei ensina "Não julgues" para que não sejais julgados com a mesma severidade com que julgastes o teu semelhante: Isto não significa que vamos abolir as leis morais, mas sim dar-lhes cumprimento. Compreender o próximo, conviver com as diferenças, respeitar as limitações também é um ato de misericórdia, mesmo quanto seja necessário aplicar a disciplina com o rigor correspondente ao ato praticado. Esta lei encontra equivalência na lei do Amor Próprio, que por sua vez encontra seu equilíbrio na lei da Criação.

24a Lei da Potencialidade Pura

Entre em contato reservando um momento do dia para ficar em silêncio! Para apenas SER. Fique sozinho em meditação silenciosa pelo menos uma vez por dia. Reserve um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Pratique o não-julgamento. Comece o dia dizendo: Hoje não julgarei nada; não julgarei quem quer que seja; nem a mim mesmo.

25a Lei da Doação

Dê um presente em todo lugar que for, a todos que encontrar; esse presente pode ser um cumprimento, uma flor, uma oração/prece. Ofereça sempre alguma coisa às pessoas com quem fizer contato. Estará, assim desencadeando o processo de circulação de energia, alegria, riquezas e abundância na sua vida e na vida de outras pessoas. Agradeça as dádivas que a vida oferece. E esteja aberto para receber.Deseje em silêncio felicidade e muita alegria toda vez que encontrar alguém. .

26a Lei do Carma

Observe as escolhas que vai fazer a todo momento. Toda vez que fizer uma escolha pergunte à si mesmo; quais serão as conseqüências? Trará felicidade e satisfação a mim e aos outros? Peça orientação ao seu coração. Se sentir conforto siga adiante com a escolha; se sentir desconforto observe. O coração é intuitivo e conhece a resposta certa.

27a Lei do Mínimo Esforço

Pratique a aceitação dizendo: Hoje aceitarei pessoas, as situações, as circunstâncias e os fatos como eles se manifestarem. Não se volte contra o Universo lutando contra o momento presente. Aceitando as coisas como elas são assuma a responsabilidade pela sua situação. Desista da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer ou persuadir os outros. Permaneça aberto a todos os pontos de vista.

28a Lei da Intenção

Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela antes de entrar em silêncio e meditação; olhe antes de adormecer; olhe quando acordar. Libere a lista de seus desejos no ventre da criação; confie. Esteja consciente do momento presente.

29a Lei do Desapego

Comprometa-se hoje com o distanciamento e o desapego. Não force soluções de problemas. Transforme as incertezas em um ingrediente essencial da própria experiência através da sabedoria da certeza e encontrará segurança. Experimente a aventura da vida com todo o mistério, diversão e magia.

30a Lei do Propósito de Vida

Você deve nutrir com amor a divindade que habita em você; no fundo de sua alma. Preste atenção no espírito que anima seu corpo e sua mente. Faça uma lista de seus talentos únicos, depois outra lista das coisas que adora fazer; diga então: Quando eu expresso meus talentos e os ponho a serviço da humanidade perco a noção do tempo e crio abundância na minha vida e na vida de outras pessoas. Pergunte diariamente a si mesmo: Como posso servir? Como posso ajudar?"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Comunicação Intrapessoal

Se quisermos bem relacionarmo-nos com o próximo, precisamos primeiramente melhorar a qualidade da “comunicação conosco mesmos”, também denominada de “comunicação intrapessoal”. Este artigo tem o foco na comunicação conosco mesmos, para que - com mais facilidade - possamos atingir a finalidade de bem relacionarmos com o próximo.

O ser humano é dono do seu próprio destino. A ele - e somente a ele - é dado o poder de acreditar em seu potencial e crescer. Se, com freqüência, existem seres que vivem cabisbaixos olhando a lama, também existem outros que seguem altaneiros olhando o firmamento, onde brilham as estrelas. Tanto um quanto outro têm problemas. Se ambos tem problemas por que então uns vivem confiantes e outros infelizes? Está sobretudo na mentalização de cada um deles o diferencial entre um indivíduo que faz sua vida acontecer, e outro que deixa sua vida acontecer. O primeiro está a caminho da felicidade, o segundo parou na estrada.

O primeiro, através de sua mentalização positiva, tem boa auto-estima; o segundo, influenciado pela sua mentalização negativa, tem baixa auto-estima.

Uma importante observação: É preciso que tomemos muito cuidado em não transformar determinadas informações, como as acima, em regras gerais. É essencial que saibamos que às vezes existem pessoas que andam cabisbaixas, não porque não queiram olhar as estrelas, mas sim porque não conseguem olhá-las. São aqueles estados emocionais que empanam – temporariamente – nosso campo de visão. Consoante com este raciocínio, é mais importante o indivíduo andar cabisbaixo por estar vivendo um período dolorido de auto-enfrentamento (e futuro crescimento), do que o indivíduo estar sempre sorrindo num processo de auto-ilusão.

Ter boa auto-estima é o passo fundamental para o ser humano acreditar em seu potencial e crescer de forma contínua. E ter boa auto-estima implica em bem comunicarmos conosco mesmos (a já citada comunicação intrapessoal), o que por sua vez implica em desenvolvermos o auto-conhecimento e o auto-amor, assuntos logo a seguir desenvolvidos.

I - O AUTO-CONHECIMENTO:

O auto-conhecimento é o passo inicial para a nossa mudança comportamental, e muitas vezes fugimos dele... Geralmente não nos conhecemos. Por exemplo, se somos avarentos, dissemos que somos “econômicos”; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

A partir do momento em que passamos a melhor nos conhecer, abre-se uma enorme estrada para nosso desenvolvimento. No entanto, a etapa seguinte ao nosso auto-conhecimento é a mais difícil: é a fase em que precisamos ter atitudes que impliquem em nosso desenvolvimento interior. E a mudança interior é a nossa maior dificuldade. Não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) “a maior” dificuldade do ser humano. Portanto, o auto-conhecimento é o importantíssimo primeiro passo, mas o fundamental é nossa atitude após nos auto-descobrirmos.

Para nos conhecermos, o Budismo nos ensina que precisamos passar a ter rotineiramente dois procedimentos:

Atenção Plena: É a arte budista de observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos, que é um hábito que, para ser desenvolvido, exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: É o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não devemos falar a nós mesmos coisas como “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Esta atitude de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, um proceder altamente destrutivo. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.

Complementa a “interiorização” o ato de estudarmos nossas reações perante a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente” e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos “se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?” Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos e conhecer o porquê de nossas reações, que é um importante passo para a mudança de comportamento.

Os dois procedimentos acima (Atenção Plena e Interiorização) levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida.

Sobre o tema auto-conhecimento, disse a educadora Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz/Wanderley Soares de Oliveira, Editora Dufaux): “Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si próprio”.

II - O AUTO-AMOR:

Jerônimo Mendonça, orador mineiro, era um otimista. Suas palavras consolaram milhares de pessoas. Nasceu saudável e fisicamente perfeito, mas na fase adulta a vida lhe trouxe enormes dissabores físicos:

Ficou cego dos dois olhos;

Sofreu paralisia total do seu corpo, o que o obrigava a proferir suas palestras sobre uma maca;

Acrescente a estes desafios o fato de sentir imensa dor no peito, conseqüência de angina. Para atenuar sua dor, amigos colocavam sobre o seu tórax um saco com 30 quilos de areia.

Jerônimo tinha tudo para ser infeliz. Mas, altamente espiritualizado, foi um exemplo de vida digna e com significado. Não obstante suas dores, ele aprendeu a se auto-amar.

A seguir um dos seus textos, pois além de ser orador, era escritor (por ser cego, ditava seus textos):

“O homem mais infeliz, é aquele que perde o senso de autocrítica. Senão vejamos:

Há quem lastime não ter uma mansão para residir, no entanto milhões estão dormindo debaixo de pontilhões abandonados.

Há quem reclame, em lágrimas, não ter podido comprar o carro do ano, ao passo que muitos jazem parafusados ao leito da paralisia.

Há quem não se conforme com o bairro humilde em que reside, enquanto centenas de criaturas superlotam os presídios.

Há quem censure a mesa frugal, enquanto milhões de outros IRMÃOs revolvem as latas de lixo à procura de algo para amenizar a fome do estômago atormentado.

Existem aqueles que dizem não suportar o clima de determinada cidade, sem se lembrarem , contudo, daqueles que suportam na pele o chamado “fogo selvagem”.

Muitos mostram defeitos em seus patrões, enquanto centenas de outros IRMÃOs não dispõem de saúde para trabalhar.

Muitos lamentam não poder renovar o guarda-roupa e as sapateiras, enquanto centenas de outros IRMÃOs andam maltrapilhos e descalços, pisando duras pedras pelos caminhos.

Há quem diga não suportar leves dores de cabeça, olvidando aqueles que se encontram soterrados na loucura.

Há quem se impaciente com um simples terçol, enquanto milhões de outros IRMÃOs padecem na cegueira dolorosa.

Outros declaram não suportar o companheiro insensato, ou a esposa infeliz, enquanto milhões de IRMÃOs padecem a prova da solidão.

Pense em tudo isso e certamente, a essa hora a sua dor terá desaparecido”.

Jerônimo Mendonça foi um exemplo de pessoa otimista. Mas, com tanto sofrimento, como ele conseguiu este intento?

No livro “PODER SEM LIMITES”, de Anthony Robbins, há as lições a seguir que sintetizam de forma extraordinária as causas do nosso mal ou bem viver (sempre uma questão de escolha). E Jerônimo Mendonça, por vivenciar o auto-amor, escolheu bem viver. Isto é, soube tirar do seu sofrimento profundas reflexões no campo transcendental. Parece até que ele conhecia as sábias lições de Anthony Robins, a seguir:

I) “O nível de sucesso que você experimenta internamente - felicidade, alegria, êxtase, amor ou qualquer outra coisa que deseje - é o resultado direto de como você se comunica consigo mesmo”.

II) “Como você se sente não é o resultado do que está acontecendo em sua vida - é a sua interpretação do que está acontecendo”.

III) “A vida de pessoas de sucesso tem nos mostrado que a qualidade de nossas vidas não é determinada pelo que nos está acontecendo, mas pelo que fazemos com o que acontece”.

IV) “É você quem decide como se sentir ou agir, baseado nas maneiras que escolheu para perceber sua vida”.

Caro leitor, não nos iludamos. Todos sabemos que em nossa vida temos imensos desafios. Temos dores, temos sofrimentos. Mas se procurarmos um sentido para a vida e se tivermos um ideal, saberemos ser relativamente felizes, pois que compreenderemos que, quando a dor surgir, é possível aprendermos a bem sofrer.

O prof. e escritor Rubem Alves disse em um dos seus livros que “as coisas são os nomes que damos a elas”. Esta forte mensagem é simplesmente espetacular, pelo seu poder de síntese e esclarecimento. Seguindo a máxima do prof. Rubem Alves, para a pessoa que diz “viver é sofrer”, a vida irá provar a ela que viver é sofrer. Para a pessoa que diz “viver é aprender”, a vida irá provar a ela que viver é aprender, pois quando o sofrimento surgir, essa pessoa em vez de dizer “nasci para sofrer”, dirá “que lição preciso tirar desse meu sofrimento”.

Finalizo este texto com o belo e sugestivo poema de Pastorino:

DESPERTA!

“És o centro da Criação Divina.
Deus habita em ti.
Todos os poderes que almejas jazem contigo.
Não és igual, nem diferente de ninguém.
O Universo é a tua morada.
As estrelas são as flores do teu jardim.
Não existem distâncias para os teus passos, nem limites para os teus sonhos.
Toda a luz se te represa n’alma.
Dormitam em ti a Sabedoria Integral e o Amor Infinito.
Tudo gira à tua volta, quanto orbitas ao redor de tudo.
Estás ligado a todas as coisas e todas as coisas se ligam a ti.
Nada te acontece que não afete aos outros e nada sucede aos outros sem que igualmente te afete.
Se quiseres, poderás ser maior do que aqueles que admiras, ou ainda menor do que aqueles que censuras.
Para alcançares os Cimos, não careces sair do lugar em que te encontras.
A tua capacidade de expansão interior supera a capacidade de expansão do próprio Universo.
Para ti não existem segredos nem mistérios.
Quando tiveres consciência do que és capaz, nada mais se terá obstáculo à ascensão.
Deixa nascer o anjo que se gesta em tuas entranhas.
Não te apegues ao que é transitório, contrastando com a eternidade da tua natureza.
És proprietário de tudo quanto não reténs a posse.
Apequena-te para que te agigantes.
Nada superará o prazer de te sentires em harmonia com todas as coisas e com todos os seres.
Senhor do Tempo, o Passado, o Presente e o Futuro são os teus caminhos na Eternidade.
Desperta!”


Alkindar de Oliveira

domingo, 24 de agosto de 2008

Um sonho na imensidão


Era uma vez um menino que tinha muitos brinquedos e gostava muito deles. Passava o dia inteiro armando aquele forte cheio de índios, arrumando os carrinhos de corrida, enfileirando os bonecos, armando trenzinhos, desarmando aviõezinhos. Achava muito bonito aquele tanque cheio de luzes, aquele trenzinho que apitava, aquele avião que fazia barulho igual a um jato de verdade. Mas o menino tinha uma grande tristeza em sua vida: Ele sentia uma pena enorme de seus bonecos. Tinha pena deles não poderem sentir como ele sentia, deles não poderem amar como ele amava, deles não poderem sorrir como ele sorria, deles não poderem perder seus olhos na imensidão do céu azul, demorar-se olhando aquela estrela que piscava lá longe, escutar aquela música bonita que parecia vir do Nada, entrar por seus ouvidos e tomar conta de todo o seu ser. O menino tinha muita pena de seus bonecos e tinha uma vontade enorme de fazer alguma coisa por eles, de fazer com que seus bonecos um dia fossem gente também.

Como não achava uma solução para o problema, voltava a desarmar seus aviõezinhos, a arrumar seus carrinhos de corrida, a ligar o botão do tanque para que ele piscasse suas luzes. Mas enquanto seus aviões e carrinhos corriam no seu quarto de um lado para o outro, sua pequena cabeça apenas pensava em seus amigos, seus bonecos, sentados, olhando inexpressivos, sem sentirem nada.

Um dia o menino dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou que se projetava na imensidão negra do espaço e que flutuava no nada, entre aqueles milhares e milhares de pontos de luz e, em sua volta, milhões e milhões de galáxias imponentes caminhavam lentamente numa espiral gigantesca. A sensação maravilhosa de habitar o espaço começou a impregnar-se em todo o seu ser e o menino flutuava entre as estrelas, vagava pelo espaço infinito. Um amor intenso oprimia-lhe docemente o peito, e crescia cada vez mais, e esvaía-se de seu coração, polvilhando o negro do espaço com uma esteira de milhares e milhares de partículas de luz. Olhou aquela pequena galáxia, maravilhado. Pontos luminosos cintilavam, ariscos. Outros, maiores, brilhavam com uma luz intensa, majestosa. Minúsculos planetas giravam em torno de seus sóis. Súbitos clarões riscavam entre as luzes e desapareciam logo depois, como pequenas estrelas fugazes brincando na imensidão. E então o menino teve vontade de habitar aquele mundo criado pela intensidade de um amor imenso. E sua consciência projetou-se naquelas estrelas e o pequeno universo palpitou, pleno de vida. O menino sorriu ao perceber que, naquele pequeno mundo criado por seu amor, também poderia haver vida. E, aos poucos, aqueles milhares de pequeninos pontos de luz foram se chegando mais perto uns dos outros e tomaram uma imensa forma oval.

O menino tornou a sorrir. Que beleza! Aproximou-se mais, e numa das pontas daquela galáxia que seu amor criara, viu, entre outros, um pequeno sistema muito bonito, uma porção de planetas girando em torno de seu sol. Aproximou-se, curioso, de um daqueles pequenos planetas. Era um lugar ainda muito árido, uma paisagem sem vegetais, somente pedras. O menino sentiu que naquele planeta talvez ainda se passassem milênios antes de haver vida animal. Foi para outro planeta. Este era muito bonito, tinha dois anéis enormes em volta de si, e possuía uma paisagem estranha, agreste, embora bela.

E assim, o menino foi percorrendo alguns dos planetas daquele sistema tão bonito, perdido no canto daquela galáxia que seu amor criara.

E então, o menino viu um pequeno planeta azul. Aproximou-se dele, e já de longe viu que ele tinha água, e verde. Animou-se. Deveria encontrar vida naquele lugar. Chegou bem perto, e desceu naquele pequeno planeta.

O menino viu, com um espanto enorme, os habitantes daquele lugar. Eram todos velhos conhecidos seus. Lá estava o tanque cheio de luzes e o aviãozinho que fazia barulho igual a um jato de verdade. E aquele forte apache, cheio de índios e soldados sempre brigando. O menino sentiu-se muito feliz. Quem sabe se agora ele poderia encontrar uma maneira de fazer com que seus amiguinhos virassem gente? Gente igual a ele, gente que pudesse sorrir, sentir, amar, viajar pelas estrelas, olhar o nascer do sol e sentir-se uma parte daquele sol. Quem sabe, talvez agora eles pudessem entender sua linguagem...

Aproximou-se de um espantalho de braços abertos e tentou falar com ele, mas o espantalho continuou impassível, parecia não vê-lo. Aproximou-se de uma bonequinha, mas ela também não o percebeu. O menino ficou muito triste. Ele não encontrava um meio de poder se comunicar com os bonecos. Como poderia ele fazer para que os bonecos compreendessem sua linguagem?

Foi então que o menino viu, sentado num cantinho, aquele soldadinho muito amigo seu, e teve uma idéia: Se ele pudesse habitar dentro do corpo do soldado e falar através de seus lábios aos outros brinquedos, quem sabe se os outros o entenderiam? E sua consciência projetou-se para o interior daquele boneco.

O menino sentiu-se um pouco preso, tolhido dentro do brinquedo, e viu como era engraçado ser boneco. Levantou-se e aproximou-se do forte. Um oficial e um índio brigavam numa luta aparentemente sem fim. Aproximou-se do índio.

- Por que vocês brigam tanto? - perguntou - Será que vocês não podem sentir amor um pelo outro? Vocês têm que aprender a pensar, a olhar para dentro de vocês mesmos e descobrir que vocês podem amar.

O índio olhou, indignado, para o soldado que lhe falava.

- Você não vê que estou lutando e não posso me distrair?

O soldado, muito triste, continuou sua caminhada. Tornou a procurar o espantalho. Desta vez, o espantalho olhou para ele. Afinal, de uma maneira ou de outra, ele estava podendo se fazer compreender. Olhou para o espantalho e disse:

- Eu gostaria de lhe ensinar a ser gente. Será que você gostaria?

O espantalho olhou-o, desconfiado.

- Para que? De que adianta ser gente?

O soldado respondeu:

- Gente ama, gente ri, gente sente, gente existe. E é tão fácil ser gente. Tente procurar o silêncio no interior de sua alma. Volte os olhos para sua mente e fique passivo. Harmonize-se com seu interior. E então, de dentro de seu silêncio, uma voz falará com você, responderá a suas perguntas e chamará você para o seio do Universo.

O espantalho coçou a cabeça e olhou para o soldado.

- Olhe, soldado, você está falando umas coisas muito bonitas, mas eu não quero saber disto, não. De que me adianta olhar para dentro de mim? O que é que eu vou encontrar lá dentro? Não vou encontrar nada! Tudo o que eu quero está do lado de fora. E você sabe o que eu quero? Quero uma porção de moedas de ouro, para poder comprar tudo, tudo no mundo. De que adianta olhar para dentro de mim? Não vou ver nada lá dentro. Dentro de mim não tem dinheiro!

O soldado suspirou. É, a coisa estava ficando mais difícil do que ele pensava... Mas tentou ainda convencer o espantalho:

- No seu interior, você não encontrará dinheiro, mas receberá um cetro e uma coroa. Porque lá você será rei. Reinará sobre você mesmo, pois é dentro de você que encontrará seus súditos mais fiéis, que, contudo, outrora governaram sobre sua fraqueza. E eles lhe darão um tesouro muito mais rico do que aquele que você pretende. Eles lhe darão a chave da Vida Universal!

O espantalho sorriu.

- Ora essa, e de que adianta reinar sobre mim mesmo? Você está me oferecendo um reinado sem glórias. Não, eu quero muito ouro, muito dinheiro! E isso eu não vou encontrar dentro de mim mesmo. Que bobagem! E agora saia, saia que eu estou muito ocupado. Tenho que continuar procurando...

O soldado continuou sua caminhada, triste, desiludido. Ele tinha tanta vontade de fazer com que aqueles bonecos virassem gente, mas parece que eles não queriam. Parece que eles preferiam sua vida escura, sem objetivo, parece que eles não queriam nem ao menos conhecer a grandeza do Universo, a maravilha que é viver uma vida universal. E o menino sentou seu corpo de soldado numa pedra à beira da estrada. A linda boneca aproximou-se dele e sentou-se a seu lado.

- Alô, soldado! Eu já ouvi dizer que você hoje acordou com umas idéias diferentes na cabeça. O espantalho me disse que você andou lhe falando de um mundo diferente, um mundo que existe dentro da gente. O índio está muito zangado com você. Disse que você atrapalhou a guerra dele. Mas que mundo é esse? Fale-me um pouco sobre ele, soldado...

O soldado suspirou.

- É... Eu gostaria de ensinar a vocês a ser gente, gostaria de ensinar como sentir, como amar, como sorrir, como ter uma consciência que pode se projetar no espaço e comungar com toda a consciência do Universo. Mas para que isto aconteça, há um caminho a ser trilhado. Eu quero ensinar isto a vocês, mas ninguém quer me ouvir...

A boneca franziu as sobrancelhas e pensou um pouco.

- Fale-me deste caminho... Eu nunca ouvi falar nisso. Explique-me como ele é...

E o soldado disse:

- É um caminho muito longo o que leva ao seu interior. Um dia, você ouvirá uma voz, e essa voz chamará dentro de você, essa voz chamará por você. Verá então que o caminho que vem trilhando, que o caminho que leva ao sol, é o mesmo que vai para o seu interior, à voz que chama em você, à voz que chama por você. Mas não espere por ninguém para prosseguir na sua jornada. Siga em frente, pois existe nela um trecho que terá que atravessar sozinha. E mesmo que esteja rodeada de amigos, na verdade estará só. Não encontrará quem lhe ajude, pois ninguém poderá fazer nada por você e, mesmo que ouçam seu chamado, não poderão lhe atender. E então, terá que descobrir o que é real dentro de você, se quiser que suas perguntas sejam respondidas. Terá que ouvir a voz de sua consciência, pois só ela lhe falará, e terá que olhar para o seu interior, pois é somente lá que encontrará a Vida Universal.

A bonequinha pensou um pouco.

- É, soldado... Você disse umas coisas muito bonitas, eu acho que entendi direito... mas é um pouco difícil fazer isso. A gente pode tentar, não custa. Mas eu nasci boneca, eu não sei o que é ser gente.

E o soldado respondeu:

- Ser gente é amar com uma intensidade tão grande que se chegue a sentir que se é o próprio Amor. Ser gente é olhar o nascer do sol no horizonte e sentir que ele é o reflexo do Sol que nasce no coração. Ser gente é não se sentir escravizado aos limites da matéria. Ser gente é olhar para o espaço infinito e sentir que seu lugar é ali, e é fechar os olhos e sentir sua consciência vagando pelo espaço, presente em cada estrela do Universo, em cada lugar de todos os mundos. Ser gente é ter vontade de que todos sejam gente também, e ao mesmo tempo, ser gente é não ter mais vontade, e ser gente é ser a própria Vontade Universal. Ser gente é se esquecer de tudo o que já se sabe, é não saber mais nada e tornar-se apenas um veículo para o Conhecimento Universal. Ser gente é não precisar mais julgar. Ser gente é não precisar mais agradecer. Ser gente é não precisar mais procurar. Ser gente é apenas existir no coração de todo o Universo!

A boneca quedou-se por instantes, pensativa, e depois disse:

- É, soldado, isso tudo é uma beleza, mas eu não sei se conseguiria jamais ser gente. Eu sinto que falta alguma coisa dentro de mim, mas eu não sei o que é; alguma coisa que me faça sentir tudo isso que você disse, que me faça existir da maneira como você falou.

E o soldado respondeu:

- Nada lhe falta, boneca. E o que existe em seu interior, eu estou tentando despertar. Tento despertar dentro de todos vocês, mas parece que ninguém entende o que eu quero...

O soldado não desistiu. Continuou por muito tempo a falar aos brinquedos. Falava de Amor, falava de um mundo no interior deles mesmos, falava de como alcançar suas consciências e de como ingressar na Consciência Universal. Alguns escutavam, um pouco interessados, mas logo depois esqueciam suas palavras e continuavam na sua vida de sempre. Outros nem ao menos paravam para escutar. E outros ainda achavam que a conversa do soldado os estava perturbando. E, um dia, o soldado parou. Parou, olhou para o céu, para o sol que brilhava e pensou:

- Acho que já fiz tudo o que tinha para fazer. Já dei o meu recado. Os que puderam ouvir, ouviram. Os que puderam entender, entenderam. E agora, depende somente deles. Eu já ensinei o caminho. Se eles quiserem, um dia poderão vir a ser gente. Eu não tenho mais nada a fazer aqui.

E o soldado sentiu uma doce paz invadir todo o seu ser. Reuniu, então, alguns brinquedos e disse:

- Chegou a hora de eu me despedir de vocês. Eu não vou embora, apenas não vou mais lhes falar disso tudo que lhes falei até agora. Vou voltar a ser como era antes. Apenas um soldado, num cantinho de um quarto de brinquedos.

Nisto, uma porção de brinquedos, índios, soldados, apareceram correndo numa cavalgada louca. Estavam furiosos.

- Lá está ele, lá está o soldado! Ele tem que ser destruído! Ele está ameaçando a paz entre os brinquedos! Ele veio nos falar de coisas estranhas, e alguns lhe deram ouvidos. A paz entre os brinquedos está ameaçada por este soldado! Ele tem que ser destruído!

Os brinquedos amigos e companheiros do soldadinho afastaram-se, assustados, ante a fúria avassaladora dos outros brinquedos, e o soldado viu-se cercado pelos brinquedos furiosos. De repente, uma lança cravou-se em seu peito e ele caiu, ferido.

O menino sentiu-se arrancado de dentro de seu corpo e, pairando no espaço, viu o pobre soldadinho caído e a bonequinha amiga cuidando de suas feridas. Em breve estaria curado, mas seria apenas um soldadinho num quarto de brinquedos.

O menino sentiu novamente sua consciência subir ao negro do Nada imenso e viu-se flutuando entre aqueles milhares e milhares de pontos de luz no Universo infinito. Subitamente, foi arrastado num turbilhão e abriu os olhos. O sonho acabara.

Sentou-se e olhou em volta, ainda tonto. Ora, afinal, aquilo não passara de um sonho. Levantou-se e dirigiu-se ao quarto de brinquedos. Tudo estava como antes. O forte apache com seus soldados e índios, a bonequinha com aquele olhar indiferente, o espantalho de braços abertos com um sorriso cravado no rosto inexpressivo.

- É... - pensou o menino - eu acho que mesmo em sonhos é impossível fazer com que os bonecos virem gente.

E percebeu, sentado num canto, o seu amigo soldado, que durante todo aquele longo sonho servira de abrigo para sua alma. Estranho... havia, no entanto, algo diferente em seu rosto. Aproximou-se e viu, com grande surpresa, escorrer pelo rosto do soldado, uma lágrima de verdade.

Márcia Villas-Bôas

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ciclo da Evolução - Acordar


Nada está perdido. Tudo tem conserto. Facilmente poderemos, todos, sair do Vale dos Injustiçados. Esta é a minha denominação para o espaço que ocupam, ou aquele lugar onde vivem todas as vítimas do mundo. Os sofredores, os abandonados, os sem solução, os mal-amados, os coitados, os desprezados, as vítimas, aqueles para os quais nada dá certo. É mais fácil viver por ali. Mais cômodo esperar do que reagir. É melhor ser parasita e aguardar a ajuda dos outros; ser coitadinho. O vale é uma maravilha. Nada precisa ser feito lá, basta ser vadio...

Sempre existe uma solução. Até para o que não tem conserto. Quando não tem solução, solucionado está. Depois de uma bela noite de sono sempre despertamos para uma nova realidade, um novo dia. Em nossa vida é igual. Se quisermos mudar temos que iniciar uma nova jornada.
É só acordar...

Esta palavra, ACORDAR, é mágica no sentido da energia vital que precisamos para nos mantermos lúcidos em plena jornada evolutiva, numa encarnação.
Acordar significa dar cor: A # cor # dar.
Pense um pouco: ... Não é por acaso que ela tem sete letras. No Universo sempre existem relações que temos dificuldades para “ver” e mesmo interpretar. Os ciclos de uma vida acontecem a cada sete anos. Os anos estão relacionados aos sete principais chakras. Os chakras são os vórtices responsáveis pela energia que impulsiona a nossa vida.

Muitos sentimentos, aqueles que realmente nos proporcionam a felicidade, são difíceis de serem interpretados. Sabe por quê? Porque olhamos a vida com os olhos da matéria. Esta postura causa cegueira na interpretação das emoções, no correto entendimento da diferença entre o SER e o TER.
Acordar pode ser interpretado como eleger a cor que nos falta. Cada uma delas, das sete principais que compõem o arco íris, tem uma relação com um dos sete principais chakras.

ACORDAR

Isso quer dizer, literalmente: dê à sua vida a cor que te falta, neste dia, neste segundo, agora.
Este processo de acordar, de escolher a cor que te falta e usar em uma roupa, faz toda a diferença no seu dia a dia. Realinha o seu chakra... Qual? Aquele que mais estiver necessitando. Funciona como uma carga de energia numa pilha, mas em automático.

Como fazer?

Siga sua intuição. Ela sabe mais de você do que possas imaginar.
Você não se dá conta de que é efetivamente um grande centro de energia...
Irá vibrar energeticamente na freqüência que escolher... coitadinho, magoado, amargurado, odioso, ciumento, compreensivo, nobre, amoroso ou feliz.
Não, não fique surpreso, é nossa escolha sermos felizes. É só deixarmos de seguir conceitos que não nos servem. Não importa se são sociais, religiosos ou familiares. Só nós conseguimos entender o que é bom para nossa vida.
É preciso, portanto, acordar.

Saul Brandalise Jr.