Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 18 de maio de 2008

Na senda da evolução

Para sobreviver por este mundo afora, é conveniente levar consigo uma grande provisão de precaução e indulgência.
Pela precausão seremos protegidos de danos e perdas, pela indulgência, de disputas e querelas.

Quem tem de viver entre os homens não deve condenar, de maneira incondicionada, individualidade alguma, nem mesmo a pior, a mais mesquinha ou a mais ridícula, pois ela foi definitivamente estabelecida e ofertada pela natureza.
Deve-se, antes, tomá-la como algo imutável que, em virtude de um princípio eterno e metafísico, tem de ser como é. Quanto aos casos mais lamentáveis, deve-se pensar: «É preciso que haja também tais tipos no mundo.» Do contrário, comete-se uma injustiça e desafia-se o outro a uma guerra de vida ou morte, já que ninguém pode mudar a sua própria individualidade.

Ora, se condenarmos o outro em toda a sua essência, então nada lhe restará a não ser combater em nós um inimigo mortal, pois só lhe reconhecemos o direito de existir sob a condição de tornar-se uma pessoa diferente da que invariavelmente é.

Portanto, para vivermos entre os homens, temos de deixar cada um existir como é, aceitando-o na sua individualidade ofertada pela natureza, não importando qual seja.
Precisamos apenas de estar atentos para a utilizar de acordo com o permitido pelo seu gênero e pela sua condição, sem esperar que mude e sem condená-la pura e simplesmente pelo que ela é.

Eis o verdadeiro sentido do provérbio: "Viver e deixar viver".
A tarefa, contudo, não é tão fácil quanto justa; feliz é quem pode evitar para sempre certas individualidades. Para aprender a suportar os homens, deve-se praticar a própria paciência em relação a objetos inanimados, os quais, em virtude de uma necessidade mecânica ou de qualquer outra necessidade física, resistem tenazmente à nossa ação. Para tal exercício, há oportunidade diária.

Arthur Schopenhauer

Perdoar, Libertar-se

Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela?
Você a ajuntaria e guardaria para atirar no seu agressor em momento oportuno a ou jogaria fora?
Trataria dos ferimentos e esqueceria a pedra no lugar em que ela caiu?

Se você respondeu que a guardaria para devolver em momento oportuno,então pense em como essa pedra irá atrapalhá-lo durante a caminhada.
Vamos supor que você a guarde no bolso da camisa, onde fique bem fácil pegá-la quando for preciso.
Agora imagine como essa pedra lhe causará bastante desconforto.

Primeiro porque será um peso morto a lhe dificultar a caminhada lhe exigindo maior esforço para mantê-la no lugar.
Segundo porque cada vez que você for abraçar alguém, ambos sentirão aquele objeto estranho a machucar o peito.
Terceiro porque se você ganhar uma flor, por exemplo, não poderá colocá-la no bolso já que ele estará ocupado com aquele peso inútil.
Em quarto lugar, o seu agressor poderá desaparecer da sua vida e você nunca mais voltar a encontrá-lo e, nesse caso, terá carregado a pedra inutilmente.

Fazendo agora uma comparação com uma ofensa qualquer que você venha a receber, podemos seguir o mesmo raciocínio.
Se você guardar a ofensa para revidar em momento oportuno, pense em como será um peso inútil a sobrecarregar você.
Pense em quanto tempo perderá mentalizando o seu agressor e imaginando planos para vingar-se.
Pondere quantas vezes você deixará de sorrir para alguém pensando em como devolverá a ofensa.

E se você insistir em alimentar a idéia de revide, com o passar do tempo se tornará uma pessoa amarga e infeliz, pois esse ácido guardado em sua intimidade apagará o seu brilho e a sua vitalidade.
Mas se você pensa diferente e quando recebe uma pedrada, trata dos ferimentos e joga a pedra fora, perceberá que essa é uma decisão inteligente, pois agirá da mesma forma quando receber outra ofensa qualquer.

Quem desculpa seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre, pois perdoar é libertar-se.
Ademais, quem procura a vingança se iguala ao seu agressor e perde toda razão mesmo que esteja certo.
Somente pode considerar-se diferente quem age de forma diferente e não aquele que deseja fazer justiça com as próprias mãos.
Em casos de agressões que mereçam providências, devemos buscar o apoio da justiça
e deixar a cargo desta os devidos recursos.
Todavia, vale ressaltar que perdoar não é apenas esquecer temporariamente as ofensas, é limpar o coração de qualquer sentimento de vingança ou de mágoa.

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em estátua valiosa.
O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que, esmagados, enriquecem a mesa.
O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, connstruindo segurança e conforto.

Perdoar, portanto, é impositivo para toda hora e todo instante, pois o perdão verdadeiro é como uma luz arremessada na direção da vida e que voltará sempre à fonte de onde saiu.

Pensamento do livro
Repositório de Sabedoria vol. II,
verbete: perdão.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O que é um "Japa Malas"?



"Japa" é uma palavra em sânscrito que vem da raiz verbal "jap", que significa "murmurar, sussurrar".
"Japa" é a prática feita pelos yogis na repetição em tom de murmúrio de mantras, de passagens das escrituras, ou do nome de uma divindade.
A repetição destes mantras, o "Japa", é uma "corrente", um "cordão de energia".
Mala é uma palavra de vários significados em sânscrito, porém neste caso, ela quer dizer, apenas, "cordão de contas".
Temos então duas correntes, uma espiritual, "Japa" e outra material, "Mala". Assim, as energias espirituais invocadas "Japa", energizam o "Mala".
Geralmente, o "mala", utilizado para o "japa", "murmurar", contém 108 contas.
Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.
Chegar ao "Meru", a conta central no mala, mostra que você fez o seu "japa" por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no "Mala", é um degrau na escada para a união com o éter divino.
Um "mala" estimula seu usuário a fazer os "japas" diariamente.
POR QUE USAR UM MALA ?
O Mala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições.
A palavra mantra vem do sânscrito, "man" que significa "mente" ou "pensamento" e "tra" significa "proteger" "socorrer". Assim, mantra quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.
Os mantras são um meio de comunicação espiritual das religiões hindu e budista. Um mantra sagrado é normalmente entoado em sânscrito. Quem entoa mantras busca a intercessão espiritual. Uma forma de orar repetidamente, a fim de magnetizar as energias de uma determinada divindade.
O mantra essencial é a sílaba sagrada OM, que significa Ômega. Ômega é a energia feminina da Mãe Divina. Quando entoamos o OM, estamos manifestando a vontade de trazer para a matéria, a energia da palavra ou frase seguinte. Por exemplo: OM VISHNU OM, Significa que estamos dizendo que queremos a intercessão de Vishnu em nossas vidas. Vishnu é responsável pela instrução e compreensão dos mistérios da vida, dizer seu nome somado a um OM, traz sabedoria para quem o faz. OM SHIVA OM, traz o poder purificador e protetor de Shiva para quem o entoar.
Praticamente todas as religiões entoam alguma forma de oração para a comunhão espiritual com seres mais elevados.
Mantra é formado por palavras em sânscrito com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual, manifestar desejos e muito mais.
Entoar mantras é uma forma de meditação. Uma pessoa entoa mantras repetidas vezes, em murmúrio ou em alto tom. A mente focaliza-se no conteúdo do mantra e os pensamentos tornam-se positivos e poderosos, a respiração deve ser lenta e profunda.
USANDO UM MALA
Segurando o seu cordão de contas, o "Japa Mala", na mão direita, deixe que ele escorregar sobre o dedo do meio (o dedo do céu, o dedo mais longo). O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o período da entoação dos mantras, o "japa".
Comece sempre pela conta seguinte à grande conta, o "meru", que significa "montanha", e não deve ser contado, nem tocado pelo dedo do polegar, o Meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.
Puxe as contas de seu Mala sempre em sua direção, uma a uma, entre seu dedo polegar e o dedo do meio, usando seu polegar para “contar” e puxar cada conta, puxando levemente, enquanto recita o mantra escolhido, e movendo para a próxima conta, até completar a série de 108 contas de seu mala, entoando seu mantra escolhido, por 108 vezes seguidas, ou mais.
Uma conta é puxada por cada repetição do mantra.
O polegar representa seu chakra da garganta e o dedo do meio representa o éter divino no chakra do coração. Assim, como estamos nos comunicando com seres elevados do plano etéreo, este mudra aumentará nosso poder de comunicação espiritual.
Mantenha a mente firme prestando a atenção em sua respiração, nas contas e em seu mantra.
Enquanto puxa uma conta, inale, entoe o mantra "OM NAMAH SHIVAYA", enquanto exala. Um Mala foi feito para ser utilizado em harmonia e com muita calma e firmeza em suas palavras.
Uma vez que você alcance o Meru, caso queira continuar mais 108 vezes, não o ultrapasse. O Meru é a conta estática do Mala.
Vire as contas ao redor e continue na direção inversa. Isto se faz necessário por que quando puxamos as contas ganhamos um espaço entre elas, assim juntamos as contas que ficaram para trás, se formos em frente pelo caminho que começamos, encontraremos as contas muito juntas do outro lado do Meru, e o polegar não poderá fazer o "mudra da riqueza espiritual", que toca estes dois dedos a cada puxada.
O Japa Malas pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual.
A utilização de Japa Malas aumenta a felicidade e a capacidade de meditação. As contas de Japa dão mais foco e maior determinação a quem às utiliza.
Um mala pode ser um colar ou uma pulseira. A pulseira deve ter 27 contas, que precisarão ser contadas por 4 vezes para completar 108.
O PODER DE UM MALA
Seu Mala pode ser imantado com o poder de "Japa"de seu mantra, para isso você precisará praticar todos os dias, por pelo menos 40 dias seguidos. Após 108 dias o mala ficará carregado da energia do poder do mantra entoado/ murmurado/ meditado, e você poderá colocá-lo ligeiramente sobre si ou em outros, para transmitir a energia do mantra, armazenada na mandala de luz, formada em seu Mala.
O ideal seria utilizar um Mala para cada mantra. Quando utilizar o seu mala com um novo mantra, a energia do novo mantra começará a substituir a energia do mantra anterior, então é recomendado usar um novo mala com cada mantra, se possível, é claro.
Outra boa idéia é ter um Mala para cada raio. Cada um dos sete principais chakras carrega as energias de uma das sete principais consciências de Deus.
Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.
O mala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.
UMA TRADIÇÃO EM VÁRIAS RELIGIÕES
Os maometanos também têm um "mala" que se chama "tasbi", eles mantém nas mãos enquanto repetem suas orações. Rolam as contas entre os dedos enquanto repetem o nome de Allah.
Os cristãos têm seu "terço" nas mãos, enquanto fazem suas orações diárias. Conta-se que a palavra "rosário", que tem semelhanças óbvias ao mala, veio do tradicional "Japa Mala" hindu. Quando exploradores romanos vieram na Índia e conheceram o mala, eles ouviram " jap mala" em vez de "japa Mala". "Jap" significa "rosa" e um mala então, foi levado ao Império romano como "rosarium". O rosário possui 50 contas separadas de dez em dez por outra de maior tamanho, e seus extremos se unem em uma cruz. Totalizando 54 contas (a metade do rosário oriental de 108 contas).
Os Hindus, quando decidem fazer um mantra por mais de 108 vezes, colocam um grão de arroz para cada 108 vezes, dentro de uma tigela. Toda vez que chegam ao Meru, tiram um grão de arroz da tigela.
No Budismo Tibetano, é comum a utilização de malas maiores, por exemplo de 111 contas. Eles contam um mala como 100 contas e 11 extras para compensar possíveis erros cometidos pelo caminho.
No Budismo, a utilização do Mala pode ser feita com qualquer uma das mãos e os dedos também podem ser outros, dependendo da vontade de cada um. o que conta mesmo é a repetição dos mantras.
A tradição islâmica, trabalha com um rosário de 99 contas. O rosário se divide em três séries de 33 contas, cada uma delas representa um mundo. Conta-se que a conta faltante para completar a centésima, só se encontra no Paraíso.
Uma grande variedade de materiais são usados para fazer contas de mala. Na tradição budista tibetana indicam o uso de osso (animal, a maioria comumente de boi) ou às vezes humano, os ossos de Lamas falecidos, são de grande valor.
MALA DE OSSOS HUMANOS SAGRADOS DO NEPAL
Mala Sagrado feito com 108 finas contas de ossos de crânio humano do Nepal. Estes são ossos de crânio de budista praticantes que já fizeram a passagem. Seu preço é elevado devido a sua raridade. O propósito deste Mala de Ossos é orar, recitar mantras e meditar em cortar o egoísmo, apegos fortes e cultivar uma consciência livre.
Outros usam madeira ou sementes da árvore Bodhi. Pedras semi-preciosas tal como coralina e ametista podem ser usados, também. O material muito utilizado é madeira de sândalo.
O SIGNIFICADO DO NUMERO 108
Entre os místicos é muito conhecido o extraordinário resultado de repetir um mantra, oração ou comando de luz, cento e oito vezes.
Cento e oito é o resultado de nove vezes o número doze.
O poder dos nove ou novena é prática antiga da religião católica. Porém, qual é a explicação deste poder?
Três é o poder da Chama Trina, ancorada no coração dos filhos e filhas de Deus.
É a chama do Poder, da Sabedoria e do Amor de Deus manifestando-se no homem; a trindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
Multiplicando o poder da chama da Trindade no coração, pelo poder da origem desta Chama Trina, no coração da Poderosa Presença do EU SOU individualizada, encontramos o resultado de três vezes três, o poder do numero nove. O numero do Espírito Santo.
Isto ocorre quando confirmamos a vontade de Deus na Terra, assim como Ele afirma no Céu. Assim, nove é o número da manifestação do plano divino. Não é de se admirar que as mulheres tenham seus filhos aos nove meses de gestação.
E o número doze? Vejamos: doze foram os apóstolos de Jesus.
Doze são os meses do ano e também doze são as legiões de anjos. Jesus disse a Pilatos: – "Você pensa que eu não posso chamar meu Pai e Ele mandaria imediatamente doze legiões de anjos para me salvar?".
O relógio marca doze horas. O chakra do coração tem doze pétalas significando doze vibrações únicas que são como doze chaves para as doze portas da cidade celestial. Doze são os signos do zodíaco.
Existem doze hierarquias celestiais, cada uma referente a um signo zodiacal. Elas carregam, mantêm e seguram à disposição da humanidade, as doze virtudes de Deus que são: poder, amor, mestria, controle, obediência, sabedoria, harmonia, gratidão, justiça, realidade, visão e vitória divina.
Doze são os raios de Deus, sendo sete conhecidos e cinco raios secretos. Temos doze chakras, sendo também cinco secretos. Doze são os frutos da Árvore da Vida.
Assim, grande é o poder dos 108, pois ele representa a multiplicação dos poderes de nove por doze (9 x 12 = 108). Isto é a confirmação da vontade de Deus nos 12 raios da consciência divina manifestados na Terra.

Ana Sarasvathi

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vencendo as Forças Astrais - Mantendo a Harmonia


"0 Senhor Deus concedeu ao homem domínio sobre todas as coisas. Mas este domínio não outorga ao homem a liberdade, antes de atingir a mestria pessoal, de sondar as profundezas do eflúvio humano, e se envolver com o mundo do pensamento e sentimento astral.

"A fonte de toda imperfeição humana são os velhos registros astrais. Edifícios e casas, pessoas, e até mesmo animais no mundo da forma estão repletos destes velhos registros. O nosso Tubo de Luz precisa ser forte e elástico para se dobrar quando necessário, sem nunca se romper diante das agressões provocadas por perturbações psíquicas”.

"Precisam aprender a se mexer no mundo da forma como seres vitoriosos sobre a morte e a energia mal-qualificada. Os vórtices de perturbações malignas e psíquicas podem passar do seu lado, mas basta invocarem a sua Presença
Divina pedindo ajuda e liberação. Podem me invocar que lhes ajudarei, colocando o meu círculo cósmico e espada de chama azul ao redor destes focos corrompidos, e libertando, não apenas vocês, como também os seus entes
queridos”.

"Precisam ser persistentes nos seus chamados, e determinados na sua convicção de que a Luz de Deus não deixará de lhes responder, e, sob nenhuma condição, cederem um só milímetro de terreno para essas forças que não são da Luz. Meus amados, estas forças não conseguiriam sobreviver um único dia se a humanidade não as alimentasse com a sua energia. Só existe uma Fonte da Vida que é Deus”.

"Os habitantes do plano astral, de forma geral, se desconectaram da idéia divina. Já não reconhecem mais o Deus do universo como o seu Deus. Procuram usufruir das energias vitais de Deus, transferidas diariamente para o homem, e sugá-las, utilizando a sua consciência mortal imperfeita, jogando irmão contra irmão, criando situações de ódio e confusão, para que as pessoas, por conta própria, entreguem a sua energia numa ação vibratória errada”.

"Todas as vezes que entram em sentimentos de irritação, crítica, condenação e julgamento, ou desarmonia de qualquer forma, estão prolongando a vida das entidades astrais, ao passo que a harmonia divina não lhes traz nenhum tipo de benefício".

E, para vocês, a harmonia divina atua como um selo de proteção. “As energias de Deus, quando mantidas puras e invioláveis pelo homem, nunca podem ser manipuladas pela criação astral, pois ela não consegue fazer algo perfeito;
assim, a perfeição é sinônimo de proteção”.

"Jesus ensinou a chave para a santidade - integridade - quando disse: "Sede, portanto, perfeitos, como o vosso Pai que está nos céus éperfeito (Mateus 5:48)".

Elohim Astrea -Fonte: Livro Do outro lado da vida - Elizabeth Clare Prophet

O deus que habita e mim saúda o deus que que habita em você

Sara

Vida a dois: É possível mudar o outro?


por Patricia Gebrim

É possível mudar o nosso parceiro em um relacionamento?
Gente!!! É muito sério o que tenho para dizer. Por favor, peguem uma folha de papel em branco, canetinhas coloridas de todas as cores, purpurina, tintas... e escrevam bem grande no centro da folha, com direito a gliter e luzes coloridas:
* NINGUÉM MUDA NINGUÉM*
Escreveu?
Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar!

Acreditem, é incrível o número de pessoas que ainda desconsideram essa verdade.
Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições que tanto nos incomodam.

Repito... isso não vai acontecer! Amor não é borracha!
Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora!
E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa “pequena dificuldade” negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos, quase iguais.

BESTEIRA!

O tempo vai passando e isso não acontece. O outro não muda! E aquelas diferenças começam a incomodar. E em breve os dois estão desesperadamente tentando mudar um ao outro, como se essa fosse a saída para que a relação pudesse funcionar. Em geral nesse processo alguém se torna o cobrador e o outro se torna o que é cobrado e sufocado. Ambos vivenciam a frustração e a dor ao se deparar com a dura verdade: o outro simplesmente não vai mudar.

O outro não vai dar mais do que pode só porque você quer.

O outro não vai aceitar menos do que acredita merecer só porque você quer!
Tente perceber... é muito importante que você perceba isso:
Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor.
Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala. Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só... e percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e ... o coloca no colo... Ops! E agora?
Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular... entenda... não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar!
Se era tão importante para você afagar um bichinho... por que comprou logo um... peixe????
Devia ter comprado um cachorro... um coelho... talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são muito de afagos). Mas... um peixe????
Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha consciente.

Agora, se você já comprou o peixe... NÃO ADIANTA QUERER QUE ELE VIRE UM CACHORRO, entende? Ele não irá NUNCA latir ou se deitar no seu colo. Ou você aceita o peixe como é ou aceita que fez uma besteira, escolheu errado. Nesse caso, deixe que o peixe se vá e corra a um pet shop em busca do cachorrinho mais fofo e peludo que encontrar!

Loucura, no meu ver, é o que vejo em muitos relacionamentos. Gente brigando anos para transformar peixe em cachorro, tartaruga em águia, elefante em gazela... gente perdendo um tempo precioso que não volta mais, tentando encontrar culpados onde não há culpa alguma.
A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de ser peixe, afinal!

Nós é que precisamos ter mais clareza do que buscamos, aprender a ter mais calma e consciência em nossas escolhas e parar de agir desesperadamente por medo dessa tal solidão.

domingo, 30 de março de 2008

Desconecte-se dos outros. Conecte-se em si mesmo!

Durante muito tempo eu vivi conectada às pessoas. Não no sentido bom, de ser apenas uma vida pulsando por todos nós, mas aquele sentido de conexão por dependência, por apego, por necessidade de aprovação.

Com a desculpa de querer ajudar, eu me mantive ligada às pessoas, repassando meus conhecimentos, auxiliando com minha força de trabalho, dando idéias criativas para solucionar problemas ou apenas dando carinho e suporte, pois acreditava que este era meu dever como filha, como irmã, como mulher, enfim, como ser humano.

Entretanto, secretamente, eu aguardava uma espécie de retorno, que na verdade (na minha mente) tinha que ser em igual medida e empenho. Só que não são todas as pessoas que querem ou que têm esta disposição para se dedicar a nós, até porque elas têm que se dedicar a si mesmas. E isso, com certeza, já dá muito trabalho e ocupa muito tempo.

Então, comecei a perceber que minha vida estava ficando defasada em relação àqueles que eu ajudava. E, enquanto eles prosperavam e iam para frente, eu ficava para trás.

Perguntava-me por que aquilo acontecia.

No final, entendi que, enquanto estava dando minha ajuda – na maioria das vezes não solicitada – estava deixando de fazer e realizar coisas na minha própria vida, pois não sobrava tempo para mim e, quando sobrava, estava exausta emocionalmente, pois vivia de acordo com os sentimentos expressos pelos outros: se estavam felizes, eu me enchia de alegria; se estavam chateados, ficava apreensiva; se se irritavam, devia ser comigo, etc.

Porém, também me questionava a respeito da caridade e ficou claro para mim que a caridade só é válida quando a fazemos desinteressadamente e, principalmente, quando não fazemos dela uma questão de comparação, nos colocando acima ou abaixo de quem recebe a nossa graça.

Portanto, com tudo bem entendido, senti dentro de mim mesma que era o momento de me desconectar dos outros; que era chegado o momento de conectar-me a mim mesma e procurar suprir as minhas próprias necessidades.

Compreendi que era perfeitamente possível sentir alegria sem ter ninguém por perto; que eu podia me divertir sem culpa e que não precisava estar sempre disponível, principalmente se isso iria me prejudicar de alguma forma; aprendi a dizer não, a cuidar mais de mim, a me concentrar nos meus próprios projetos e sonhos e a enxergar as pessoas tais como são, aceitando-as e compreendendo-as, mas nunca mais as colocando sobre mim mesma em questão de importância.

Por isso, se você ainda vive como eu vivia, dê um voto de confiança a si mesmo e liberte-se. Ainda dá tempo de arrumar sua mala e seguir seu caminho rumo ao seu próprio destino. Se quiserem lhe acompanhar, ótimo. Se não, não lamente. Você é único e completo, rico e insubstituível e é capaz de preencher toda a sua vida por si só.

Acesse meu site: www.manik33.blogspot.com

por Vanessa Mazza Furquim

domingo, 23 de março de 2008

O que é ilusão?


Podemos pensar que é mais fácil vivermos sozinhos. Mas, se não houvesse um propósito para convivermos entre as pessoas, não começaríamos nascendo de um pai e uma mãe... Nossos pais ou as figuras deles são os primeiros com os quais nos relacionamos. E daí os avós, irmãos, amigos, colegas, tios, primos, vizinhos, padeiros, trocadores de ônibus, médicos, professores, caixas de banco... nossos inimigos... , ou seja, toda e qualquer pessoa que passe pelas nossas vidas, que cruze nossos caminhos. Elas podem permanecer pela vida toda, durante uma fase da vida, ou uma passagem relâmpago, não importa. Todas têm seu papel em nossos caminhos e nós nos deles.

É através dos relacionamentos que SOMOS, que fazemos ou deixamos de fazer, que nos expressamos, que trocamos, que aprendemos, que crescemos. Mais ainda, as divergências ou as diferenças nos dão a oportunidade de repensarmos nossos pensamentos, nossas atitudes, nossos comportamentos, nossos sentimentos, principalmente aqueles que não contamos nem pro espelho ou pra nossos melhores amigos, ou talvez, nem pra Deus.

Os relacionamentos nos dão a oportunidade de refletirmos, de olharmos pra dentro, de nos conhecermos, de nos perdoarmos, de nos reformarmos, de nos aceitarmos. Através dos relacionamentos, vivemos, exercitamos sermos humanos e reais.

Quando algo no outro nos incomoda, muitas vezes, ele está servindo de instrumento, de espelho, para nos mostrar o que está em nós e que não conseguimos ver, o que não conseguimos aceitar ou nossas próprias sombras. E, quando negamos esta parte no outro, estamos negando ela em nós mesmos.

Não necessariamente teremos ao nosso lado pessoas que queremos, mas sim aquelas que precisamos para que a gente seja presença no Mundo. Enquanto fechava este artigo, recebi um trecho que expressa bem isto:

"A flor-de-lótus é aquela que tem as raízes na lama mas mantém suas pétalas impecavelmente brancas. Ela precisa dos nutrientes que estão na lama para florescer. Isto é desapego, estar perto do que você mais deseja estar livre e usar isso para fazer você crescer. Aquela pessoa, que agora está perto de nós, é talvez o melhor professor que poderíamos ter, se fossemos capazes de ver o nutriente na sua presença." Om Shanti

Se fugimos de alguma situação, esta situação se apresentará em um outro momento, de alguma outra forma, através de alguma outra pessoa, para que possamos vivenciar o que estamos evitando... Tudo para que a gente cresça. Pra que a gente evolua.

Esta é a Grande Teia, e faz parte do grande Mistério da Vida, em que todos estamos interligados, em que todos fazemos parte de algo muito maior e extremamente Grandioso. Pois somos todos UM.

Pode não ser fácil muitas vezes conviver, mas vale MUITO a pena.

Eu escolho estar com e entre as pessoas, viver em "comum" com elas, ser através delas. Eu também escolho através delas aprender a amar.

Helga Costa Marcos
Pós-graduada em Gerência de Telecomunicações e Gestão Empresarial, certificada PMP e Gerente de Projetos de TI. Colaboradora do Instituto Daat, Master&Wizard Avatar e Mestre de Reiki. Ministra palestras de gerenciamento de projetos, cursos de Reiki Usui e Avatar (Star´s Edge). Estuda temas e técnicas de auto-cura, auto-desenvolvimento e auto-conhecimento.