Depois das grandes tempestades em nossas vidas,às vezes, ao invés da bonança esperada,costumamos fechar a alma para balanço.
E por mais que digamos estar disponíveis ao diálogo , bem no fundo do nosso coração colocamos uma porta.
E esta porta fica tão trancada , que se nós mesmos não a abrirmos, tornar-se-á quase que intransponível.
É como se nossa casa tivesse sido saqueada e o medo de que fosse arrombada de novo não nos deixasse viver sossegados.
Visitantes cadastrados até poderiam chegar ao jardim ...mas passar da soleira , quem disse?
E ficamos tantas vezes nos perguntando, o porque de ninguém se aproximar muito de nós se pensamos,numa atitude de bloqueio à verdade , que estamos dando espaço para que todos nos visitem.
Fingimos não enxergar o letreiro luminoso de "passagem proibida" ou os cadeados enormes que colocamos nos portões e nos muros que erguemos ao redor de nós, porque é duro admitir que temos medo de mais experiências depois que uma , duas, três ou mil delas não deram certo.
Mas se só as pessoas sensíveis enxergam esse bloqueio e elas são cada vez em número menor , as não tão persistentes se afastam,com medo de que soltemos os cães bravos em cima delas e as ponhamos para correr, assim acabamos , por comodismo, ficando com as pessoas menos perigosas; com aquelas com quem sabemos que nunca chegaremos a ter envolvimento maior,até porque sua percepção não é tão aguçada para penetrar no nosso interior.
Ficamos com aquelas com quem temos menos afinidade e pouco cumplicidade, principalmente aquela que vem do fundo da alma, porque não queremos que ninguém invada a fortaleza inexpugnável dos nossos segredos, onde guardamos as mágoas, os ódios não passados a limpo e os amores mal sucedidos.
Não queremos saber de quem nos leia pensamentos e não pretendemos nos prender
a nada, embora digamos sempre o contrário e saibamos que a falta das amarras
num porto onde poderemos atracar quando estamos à deriva, pode constituir uma bela teoria de liberdade, mas não nos gratifica, pois o ser humano não nasceu para ficar só.
Nós, hoje, mal ou bem podemos escolher nossos amores e amigos.
E que possamos escolher os melhores, e não os mais cômodos .
E que possamos, também, ter alguns inimigos e, entre os nossos conhecidos, pessoas incompatíveis conosco, porque são eles que nos ajudam a superar os nossos limites e nos botam para frente , nem que seja para que lhes mostremos do que e o quanto somos capazes.
Precisamos ter histórias para contar, sejam elas com finais tristes ou felizes.
Precisamos passar por experiências que nem sempre são gratificantes pois uma
existência passada em brancas nuvens, é uma existência sem frutos.
Um dia, talvez, venhamos a entender melhor os mistérios da vida e que,para chegarmos a um determinado ponto, muitas vezes teremos que passar por vários obstáculos.
Talvez entendamos que precisamos nos purificar sofrendo várias provações até conseguir nossos objetivos e receber alguma recompensa.
Algumas doutrinas religiosas e filosóficas tentam explicar porque algumas pessoas sofrem e outras são poupadas e porque alguns de nós encontram suas metades e outros passem a vida inteira a procurá-las.
Mas são explicações que talvez nós leigos, não consigamos facilmente entender.
A única coisa que podemos arriscar, é que nada acontece por acaso(ou será que acontece?).
Talvez, quando sofremos, estejamos passando por um processo de purificação que nunca será entendido ou aceito por nós enquanto estivermos vivendo a experiência.
Talvez, quando procuramos alguém ou alguma coisa, estejamos nos informando; talvez quando encontramos tanta gente incompatível conosco é porque, de alguma maneira, somos ou fomos as pessoas determinadas a surgir em suas vidas, seja para suportá-la ,
ajudá-las ou para que, através delas, aprendamos alguma lição importante: da serenidade à perseverança, da paciência à fé.
Mas, por mais que apanhemos, que nos escondamos para fugirmos da vida, de nós mesmos, dos machucados e rejeições, tudo passa.
O desespero nunca foi solução para nada pois, afinal, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.
A vida sempre seguirá dando voltas.
Tomara que saibamos aproveitar as ascensões para levantar quem estiver próximo de nós e as quedas para aprendermos a ser humildes.
Amor, Paz e Luz
Luise.
Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de novembro de 2007
DEUS

O ser humano possui muitas características que a ciência ainda não conseguiu explicar. Uma delas é o poder da fé.
Quando se acredita com fé sincera e profunda em algo, seja Alá, Maomé, Zaratustra, na lua, no sol, com certeza o milagre acontecerá. Mas, poucos seres humanos na história, chegaram a alcançar este êxtase de fé. E, os que alcançaram são considerados, pelos demais como “deuses”.
Mas, isto não significa que eles sejam, o CRIADOR.
A fé é uma energia intrínseca ao ser que “pensa”. Provavelmente, num passado distante, quando nossos ancestrais perceberam que “pensavam” e cruzaram o portal do “ser” para o “existir”, ela começou a se manifestar. E, quem sabe, nesse momento a “alma” começou a se desenvolver dentro de nós.
Todos os seres humanos existentes na terra, trazem dentro de si essa “semente” que, a cada passo da evolução é irrigada ou não. Pode morrer ou evoluir, fazendo com que, cada vez mais esteja presente no ser.
Cada um possui dentro de si o poder de fazer milagres, de serem santos e deuses, se acreditarem realmente na existência de algum ser CRIADOR.
É importante distinguir fé de religiosidade.
Toda pessoa que têm uma religião tem fé no deus desta religião e, acredita que ele é o criador.
Mas, nem toda pessoa que tem fé, obrigatoriamente, tem uma religião.
Muitos têm fé em um CRIADOR PRIMORDIAL de todas as coisas existentes, que existe por toda a eternidade, muito antes de todos os “big-bangs” de que a ciência fala.
Mas se você acredita que existe um deus, ele existirá para você, dentro dos padrões nos quais a sua mente consciente se desenvolveu através dos tempos. Isto é fé.
A maioria dos deuses atualmente venerados (Buda, Maomé, Jesus, etc.), foram seres humanos que, em um determinado momento da história, tiveram uma fé profunda no CRIADOR e, consequentemente expressaram seus poderes e impressionaram as pessoas. Mas eles não são o CRIADOR, muito menos seus “filhos”.
Nós administramos conscientemente, com nossos cinco sentidos, muito pouco do que realmente somos. A outra parte é administrada pelos gens, cujo objetivo maior é a preservação da espécie e a sobrevivência. E isto acontece com todos os seres vivos, em toda a escala da evolução da vida.
Esta matemática fria e precisa, nos dá a impressão de que não passamos de meras cobaias de laboratório, usadas por um ser superior (não um CRIADOR onisciente e bondoso), para algum propósito desconhecido. A impiedade que a vida usa para se preservar, em todas as escalas, inclusive humana, matando e sacrificando outras vidas, provavelmente não é obra de um CRIADOR bondoso.
Deus, ou o CRIADOR, é apenas uma questão de FE. Não de ciência. Não de lógica e, muito menos de explicação científica.
Uma fé primordial está dentro de cada ser humano, em desenvolvimento. Basta que a procuremos. A semente está lá. Basta irrigá-la, que ela continuará evoluindo. E, um dia, quem sabe, poderemos nos aproximar do CRIADOR.
domingo, 11 de novembro de 2007
Amor Incondicional
Tantos tipos de amor tenho visto por aí.
Amores fracos, desnutridos de coragem; amores fortes, que atravessam muitas barreiras, mas que em certo momento tropeçam numa pequena pedra, caem e não conseguem mais se levantar.
De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um que jamais esquecerei: o amor incondicional, aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir; não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande, e esse tipo de alma normalmente é acompanhada de um espírito de luz.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "poréns...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão de reciprocidade.
Quando se ama incondicionalmente tem um espaço dentro do cérebro que fica reservado em definitivo para que nas vinte e quatro horas do dia o pensamento não se afaste do objeto desse amor.
Já no coração, não existe um espaço designado para guardá-lo, porque ele é todo esse amor, vivenciado e sentido enquanto ele bater.
Amor incondicional não tem orgulho de nenhuma espécie.
Não se envaidece de sua capacidade, nem de sua força, não tem necessidade de alardear a sua existência, nem demonstrar o seu imenso universo, ele é simplesmente um amor humilde, puro e despretensioso e justo por isso se torna grandioso.
Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois que param de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amor incondicional não faz de conta que é, não se obriga a desistir de si mesmo, não precisa viver de fantasias, nem andar travestido de ilusões para prosseguir o seu caminho.
Esse amor do qual estou falando é por si só inteiro, não agoniza e muitas vezes inexiste aos olhos dos outros, mas quem ama incondicionalmente, sabe a receita exata de como vivê-lo sem dores.
Felizes daqueles que despertam essa maneira de amar em alguém, esses sim, têm motivos de sobra para se orgulhar por terem conseguido atingir de forma tão especial um coração carregado do mais puro dos sentimentos.
Amor se torna incondicional quando ele já se acomodou dentro do peito, já se conformou com a estrada que terá que percorrer e já não há mais possibilidade de derrapar em nenhuma curva desse caminho, nem ser atropelado por qualquer dúvida.
É quando também, o que ficou para trás já não importa e o que está por vir não vai mudar nada.
O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo que esteja recebendo o pior de alguém, porque ele não depende de ser querido, nem de ser aceito e não esmorece se for ignorado.
Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que ainda assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até o instante que se eternizaram.
O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso.
Ele já é maduro, há muito deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus planos, porque o amor que se torna velho, é um amor cansado, desgastado, exaurido.
Já o incondicional é e sempre será, ativo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.
Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida ou em algum momento após a morte, mas ele não conta os dias para isso, nem sequer consulta o relógio, embora para ele, o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência.
Amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.
Felizes daqueles que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, aqueles que se permitem amar assim, porque são eles os grandes heróis da vida.
Infelizes daqueles que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de sentí-lo ao seu redor e valorizá-lo independente do que podem oferecer a ele.
Amar incondicionalmente é uma arte.
Ser amado assim, um presente divino.
Anne Parker
Amores fracos, desnutridos de coragem; amores fortes, que atravessam muitas barreiras, mas que em certo momento tropeçam numa pequena pedra, caem e não conseguem mais se levantar.
De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um que jamais esquecerei: o amor incondicional, aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir; não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande, e esse tipo de alma normalmente é acompanhada de um espírito de luz.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "poréns...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão de reciprocidade.
Quando se ama incondicionalmente tem um espaço dentro do cérebro que fica reservado em definitivo para que nas vinte e quatro horas do dia o pensamento não se afaste do objeto desse amor.
Já no coração, não existe um espaço designado para guardá-lo, porque ele é todo esse amor, vivenciado e sentido enquanto ele bater.
Amor incondicional não tem orgulho de nenhuma espécie.
Não se envaidece de sua capacidade, nem de sua força, não tem necessidade de alardear a sua existência, nem demonstrar o seu imenso universo, ele é simplesmente um amor humilde, puro e despretensioso e justo por isso se torna grandioso.
Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois que param de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amor incondicional não faz de conta que é, não se obriga a desistir de si mesmo, não precisa viver de fantasias, nem andar travestido de ilusões para prosseguir o seu caminho.
Esse amor do qual estou falando é por si só inteiro, não agoniza e muitas vezes inexiste aos olhos dos outros, mas quem ama incondicionalmente, sabe a receita exata de como vivê-lo sem dores.
Felizes daqueles que despertam essa maneira de amar em alguém, esses sim, têm motivos de sobra para se orgulhar por terem conseguido atingir de forma tão especial um coração carregado do mais puro dos sentimentos.
Amor se torna incondicional quando ele já se acomodou dentro do peito, já se conformou com a estrada que terá que percorrer e já não há mais possibilidade de derrapar em nenhuma curva desse caminho, nem ser atropelado por qualquer dúvida.
É quando também, o que ficou para trás já não importa e o que está por vir não vai mudar nada.
O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo que esteja recebendo o pior de alguém, porque ele não depende de ser querido, nem de ser aceito e não esmorece se for ignorado.
Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que ainda assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até o instante que se eternizaram.
O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso.
Ele já é maduro, há muito deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus planos, porque o amor que se torna velho, é um amor cansado, desgastado, exaurido.
Já o incondicional é e sempre será, ativo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.
Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida ou em algum momento após a morte, mas ele não conta os dias para isso, nem sequer consulta o relógio, embora para ele, o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência.
Amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.
Felizes daqueles que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, aqueles que se permitem amar assim, porque são eles os grandes heróis da vida.
Infelizes daqueles que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de sentí-lo ao seu redor e valorizá-lo independente do que podem oferecer a ele.
Amar incondicionalmente é uma arte.
Ser amado assim, um presente divino.
Anne Parker
Quem é você? Desperte-se para sua verdadeira natureza
A vida é surpreendente... vez ou outra, quando menos esperamos, nos presenteia com um de seus movimentos feitos da mais pura poesia.
Talvez nem todos se dêem conta disso, eu sei. Muitos de nós somos diariamente tragados por uma correnteza interminável de obrigações e afazeres que acaba levando com ela o que temos de mais precioso, a nossa alma. Uma observação: quando digo "alma" não me refiro a nenhum conceito esotérico ou religioso. Quando digo "alma" me refiro àquela parte de nós que sabe que existe um sentido maior para essa nossa existência do que trabalhar, pagar contas, comer e contar os dias até que possamos viajar por alguns dias para um "resort" bacana durante as tão sonhadas férias.
É a "alma" em nós que nos permite seguir pela vida sem nos perdermos da inocência da criança que fomos um dia. É claro que é necessário que percamos um bom tanto da ingenuidade para viver em um mundo como o que vivemos. Mas a inocência... ah! a inocência!!!... essa nunca deveria ser deixada para trás! É ela que nos permite acreditar em nós mesmos, nas pessoas, na vida. Não importa quantas vezes tenhamos nos ferido. Não importa o número de cicatrizes que enfeitem nossa pele humana tão cheia de falhas e imperfeições. Não importa que tenhamos encontrado ogros e dragões de mau hálito todas as vezes em que decidimos dar um passeio pela floresta. A inocência nos diz que podemos continuar a arriscar!
Sem risco, não há vida! (eu sei que vivo escrevendo sobre isso, mas não consigo deixar de pensar na importância dessa mensagem!).
Cabe a cada um de nós reescrever, a cada dia, o final de nossa história. Podemos usar o nosso passado como uma boa desculpa para nos tornarmos amargos, fechados, cheios de defesas, irônicos, sarcásticos e até mesmo cruéis. Mas podemos também aceitar que tudo o que vivemos foi parte fundamental da estrada que nos trouxe a este exato momento, agradecer e olhar para o nosso futuro como um artista olha para uma tela em branco; despejando sobre essa brancura os nossos sonhos, inclusive os que parecem impossíveis. Mesmo se não puderem ser realizados, os sonhos tornarão a nossa vida mais colorida. Por que viver em preto e branco quando existem tantas cores à nossa disposição na paleta da vida?
Estou falando de escolhas, estou falando que você, que me lê aí do outro lado dessa tela, pode mudar a sua vida quantas vezes quiser. Não existe nada que aprisione você a não ser as crenças que você mesmo construiu. As grades são absolutamente ilusórias e incapazes de impedir seu movimento, se você assim quiser.
O que você quer para a sua vida? (Você deveria fazer a si mesmo essa pergunta de vez em quando, é assim que o processo de mudança se inicia.)
Tudo pode mudar de um momento para o outro. Zapt!!! Um pequeno desvio no caminho, e uma nova vida se desdobra à nossa frente. Tudo pode mudar - se ao menos você puder sair dos trilhos conhecidos e confortáveis por um precioso instante de segundo - eu sei que você pode. Mas de nada adianta “eu” saber. “Você” é quem precisa acreditar nisso, com todo o seu Ser.
Não há como criar um futuro diferente se você continuar percorrendo sempre os mesmos caminhos.
Eu sei que é difícil. Como você, fui educada para seguir as regras, agradar a todos e me comportar como uma menina de "boas maneiras". Fui educada para ser bem recebida por São Pedro, um homenzinho careca com asas de anjo que fica em frente àquele enorme portão que existe na entrada do céu. E mais, fui educada para ser sempre solícita. Assim sendo, já que ia para o céu, deveria levar comigo uma latinha de óleo lubrificante para que o portão não fizesse aquele horrível rangido e incomodasse o divino cântico dos anjos.
Eu juro que tentei.
Por muito tempo tentei fazer sempre tudo certo, e até consegui muitas coisas assim. Mas como cansa...
Além do cansaço fui descobrindo que essa forma de ser me tornava uma verdadeira chata! (difícil assumir isso em público, mas tenho com você um compromisso de ser verdadeira). Além disso, seguir sempre todas as regras fazia as minhas costas doerem. E meus ombros aos poucos foram ficando arqueados de tanto carregar aqueles enormes livros de certos e errados. Um dia olhei de relance a minha imagem no espelho e, por um instante, vi a triste imagem de um Corcunda de Notredame (em uma versão feminina e cabeluda) me fitando do lado de lá. Confesso... foi assustador!!!
Foi quando decidi deixar para trás todas aquelas cobranças. Sacudi os ombros e, mesmo sabendo que talvez São Pedro ficasse bravo comigo, decidi ser apenas quem eu poderia ser... eu mesma. Humana e cheia de imperfeições.
Talvez nem todos gostem de mim, eu sei. Talvez eu me perca de vez em quando, como acontece quando visitamos um país estranho. Talvez a vida não seja tão segura e confortável como eu gostaria. Mas de que adianta viver na gaiola mais confortável do mundo?
Todos nós nascemos com asas, e recebemos o dom de voar. Essa é a nossa verdadeira natureza. A minha. A sua.
A águia e a galinha
Existe uma metáfora muito explorada por Leonardo Boff. Ele até escreveu um livro com esse título: A águia e a galinha. A idéia que ele transmite é mais ou menos assim:
Todos nós somos águias!
Eu sou águia. Você é. Todos somos.
Somos dotados de capacidades que encantariam a todos os deuses do Olimpo. Somos seres dotados de uma força incrível, poderosos, capazes de enxergar tão longe quanto a águia que vive no alto da montanha. Mas muitas vezes nos sentimos e comportamos como galinhas que mal alçam vôo acima das suas companheiras que moram no galinheiro, desesperadas por garantir seu grão de milho diário.
Apesar de todo o potencial disponível, muitas vezes desperdiçamos toda uma vida sem nos erguermos um palmo acima do chão. Somos como águias com amnésia, esquecidos, empobrecidos. Somos reis mas muitas vezes nos sentimos pobres como mendigos.
Se eu pudesse bateria com uma varinha de condão na sua cabeça e faria com que a memória voltasse a você. Bem... não nasci fada, muito menos tenho varinha de condão. Mas tenho esse teclado, um pouco de bom humor e ousadia suficiente para brincar com as palavras. Confio que algo em você se agite ao ler estas linhas, que você se aposse da sua verdadeira natureza e descubra que possui asas fortes o suficiente para erguê-lo acima dos desafios cotidianos que muitas vezes parecem grilhões atando seus pés ao chão.
Espero ser capaz de despertar a mim mesma também.
Quem sabe, despertos, possamos voar juntos até São Pedro, contar-lhe uma boas piadas, rir todos juntos e assim garantir um passeio pelo céu de vez em quando?
Talvez nem todos se dêem conta disso, eu sei. Muitos de nós somos diariamente tragados por uma correnteza interminável de obrigações e afazeres que acaba levando com ela o que temos de mais precioso, a nossa alma. Uma observação: quando digo "alma" não me refiro a nenhum conceito esotérico ou religioso. Quando digo "alma" me refiro àquela parte de nós que sabe que existe um sentido maior para essa nossa existência do que trabalhar, pagar contas, comer e contar os dias até que possamos viajar por alguns dias para um "resort" bacana durante as tão sonhadas férias.
É a "alma" em nós que nos permite seguir pela vida sem nos perdermos da inocência da criança que fomos um dia. É claro que é necessário que percamos um bom tanto da ingenuidade para viver em um mundo como o que vivemos. Mas a inocência... ah! a inocência!!!... essa nunca deveria ser deixada para trás! É ela que nos permite acreditar em nós mesmos, nas pessoas, na vida. Não importa quantas vezes tenhamos nos ferido. Não importa o número de cicatrizes que enfeitem nossa pele humana tão cheia de falhas e imperfeições. Não importa que tenhamos encontrado ogros e dragões de mau hálito todas as vezes em que decidimos dar um passeio pela floresta. A inocência nos diz que podemos continuar a arriscar!
Sem risco, não há vida! (eu sei que vivo escrevendo sobre isso, mas não consigo deixar de pensar na importância dessa mensagem!).
Cabe a cada um de nós reescrever, a cada dia, o final de nossa história. Podemos usar o nosso passado como uma boa desculpa para nos tornarmos amargos, fechados, cheios de defesas, irônicos, sarcásticos e até mesmo cruéis. Mas podemos também aceitar que tudo o que vivemos foi parte fundamental da estrada que nos trouxe a este exato momento, agradecer e olhar para o nosso futuro como um artista olha para uma tela em branco; despejando sobre essa brancura os nossos sonhos, inclusive os que parecem impossíveis. Mesmo se não puderem ser realizados, os sonhos tornarão a nossa vida mais colorida. Por que viver em preto e branco quando existem tantas cores à nossa disposição na paleta da vida?
Estou falando de escolhas, estou falando que você, que me lê aí do outro lado dessa tela, pode mudar a sua vida quantas vezes quiser. Não existe nada que aprisione você a não ser as crenças que você mesmo construiu. As grades são absolutamente ilusórias e incapazes de impedir seu movimento, se você assim quiser.
O que você quer para a sua vida? (Você deveria fazer a si mesmo essa pergunta de vez em quando, é assim que o processo de mudança se inicia.)
Tudo pode mudar de um momento para o outro. Zapt!!! Um pequeno desvio no caminho, e uma nova vida se desdobra à nossa frente. Tudo pode mudar - se ao menos você puder sair dos trilhos conhecidos e confortáveis por um precioso instante de segundo - eu sei que você pode. Mas de nada adianta “eu” saber. “Você” é quem precisa acreditar nisso, com todo o seu Ser.
Não há como criar um futuro diferente se você continuar percorrendo sempre os mesmos caminhos.
Eu sei que é difícil. Como você, fui educada para seguir as regras, agradar a todos e me comportar como uma menina de "boas maneiras". Fui educada para ser bem recebida por São Pedro, um homenzinho careca com asas de anjo que fica em frente àquele enorme portão que existe na entrada do céu. E mais, fui educada para ser sempre solícita. Assim sendo, já que ia para o céu, deveria levar comigo uma latinha de óleo lubrificante para que o portão não fizesse aquele horrível rangido e incomodasse o divino cântico dos anjos.
Eu juro que tentei.
Por muito tempo tentei fazer sempre tudo certo, e até consegui muitas coisas assim. Mas como cansa...
Além do cansaço fui descobrindo que essa forma de ser me tornava uma verdadeira chata! (difícil assumir isso em público, mas tenho com você um compromisso de ser verdadeira). Além disso, seguir sempre todas as regras fazia as minhas costas doerem. E meus ombros aos poucos foram ficando arqueados de tanto carregar aqueles enormes livros de certos e errados. Um dia olhei de relance a minha imagem no espelho e, por um instante, vi a triste imagem de um Corcunda de Notredame (em uma versão feminina e cabeluda) me fitando do lado de lá. Confesso... foi assustador!!!
Foi quando decidi deixar para trás todas aquelas cobranças. Sacudi os ombros e, mesmo sabendo que talvez São Pedro ficasse bravo comigo, decidi ser apenas quem eu poderia ser... eu mesma. Humana e cheia de imperfeições.
Talvez nem todos gostem de mim, eu sei. Talvez eu me perca de vez em quando, como acontece quando visitamos um país estranho. Talvez a vida não seja tão segura e confortável como eu gostaria. Mas de que adianta viver na gaiola mais confortável do mundo?
Todos nós nascemos com asas, e recebemos o dom de voar. Essa é a nossa verdadeira natureza. A minha. A sua.
A águia e a galinha
Existe uma metáfora muito explorada por Leonardo Boff. Ele até escreveu um livro com esse título: A águia e a galinha. A idéia que ele transmite é mais ou menos assim:
Todos nós somos águias!
Eu sou águia. Você é. Todos somos.
Somos dotados de capacidades que encantariam a todos os deuses do Olimpo. Somos seres dotados de uma força incrível, poderosos, capazes de enxergar tão longe quanto a águia que vive no alto da montanha. Mas muitas vezes nos sentimos e comportamos como galinhas que mal alçam vôo acima das suas companheiras que moram no galinheiro, desesperadas por garantir seu grão de milho diário.
Apesar de todo o potencial disponível, muitas vezes desperdiçamos toda uma vida sem nos erguermos um palmo acima do chão. Somos como águias com amnésia, esquecidos, empobrecidos. Somos reis mas muitas vezes nos sentimos pobres como mendigos.
Se eu pudesse bateria com uma varinha de condão na sua cabeça e faria com que a memória voltasse a você. Bem... não nasci fada, muito menos tenho varinha de condão. Mas tenho esse teclado, um pouco de bom humor e ousadia suficiente para brincar com as palavras. Confio que algo em você se agite ao ler estas linhas, que você se aposse da sua verdadeira natureza e descubra que possui asas fortes o suficiente para erguê-lo acima dos desafios cotidianos que muitas vezes parecem grilhões atando seus pés ao chão.
Espero ser capaz de despertar a mim mesma também.
Quem sabe, despertos, possamos voar juntos até São Pedro, contar-lhe uma boas piadas, rir todos juntos e assim garantir um passeio pelo céu de vez em quando?
Como desenvolver nossa Auto-estima
Como desenvolver nossa Auto-estima
Sirley Bittú
Quando somos crianças necessitamos da opinião de nossos pais (ou daqueles que desempenham esse papel) para nos sentirmos confirmados no mundo, aceitos “normais”, tanto perante os outros, como perante nós mesmos. Conforme vamos crescendo, a opinião de outras pessoas a respeito de nossas idéias e atitudes também se torna importante, afinal, somos seres sociais.
É nessa relação entre nosso mundo interno e o mundo externo que desenvolvemos nossa auto-imagem. O esperado é que gradativamente essa imagem possa ser checada com nossa própria avaliação de nossos potenciais e de nossos limites, a partir de uma percepção mais assertiva e cuidadosa de nossas verdades.
A auto-estima é um processo dinâmico que se inicia na infância e continua vivo durante toda a vida. É base significativa de toda nossa estrutura emocional, por isso é tão importante entender e tratar essa questão.
Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a nos relacionar afetivamente a exemplo das relações que vivenciamos durante nossa vida. Sabemos que temos um pouco de nossos pais e das figuras afetivas que nos acompanharam em nossa infância e que estes serão por muito tempo nossos modelos e nossas referências. A família é nosso primeiro grupo social e nos fornece os parâmetros que necessitamos para nos relacionar socialmente. Construímos com essas vivências nosso brasão pessoal, permeado por mitos e verdades sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nosso autovalor é formado ao longo do tempo, desde muito cedo, através da confirmação - ou não - de nossas atitudes,nosso comportamento, nossos desejos e nossas escolhas.
Durante nossa infância precisamos ser confirmados, ou, poderíamos dizer melhor, “alimentados”, pelo amor incondicional, recebido geralmente de nossos pais. Desta forma abrimos espaço para a segurança interna, a autoconfiança e conseqüentemente a autonomia e a independência. Para isso a qualidade da relação afetiva estabelecida com nossos pais faz muita diferença, tendo papel fundamental na confiança que temos nesse feedback.
O amor incondicional traz consigo a aceitação do outro e de seu “pacote completo”, com todos os seus “defeitos” e “qualidades”, mas o limite entre aceitação plena e a permissividade torna-se tênue e muitas vezes de difícil entendimento. Para exemplificar, vamos imaginar alguns pais que no difícil exercício do educar, erram pelo excesso, oferecem tudo sem pedir nada em troca, não ensinam o advento da gratidão. Como resultado podem dar origem a pequenos tiranos, crianças egocêntricas e prepotentes, que fatalmente sofrerão para entender que o mundo é maior que a extensão de sua casa. Outro engano comum no entendimento do amor incondicional é a ausência de limites.
Alguns pais simplesmente não conseguem colocar limite, muitas vezes por medo de frustrar a criança e com isso perder seu amor, deste modo dão a criança uma idéia equivocada de que tudo lhe é possível e permitido. O que muitos desconhecem é que o limite utilizado como parâmetro e não como simples cerceamento, é extremamente importante para o desenvolvimento da noção de respeito, pois tem papel essencial para ajudar a criança a perceber suas características próprias, dificuldades, seu potencial, sua existência e a existência do outro.
Durante a adolescência a confirmação ainda é buscada fora de si, no amigo, nos grupos, nos “iguais”; é a idade dos ídolos, das modas e do“papo cabeça”.
Cada pessoa vivencia essa fase a seu modo, variando conforme sua história de vida e sua personalidade.
Desta forma vamos aprendendo como somos importantes para o mundo e descobrindo nosso valor pessoal. Algumas vezes esse processo não ocorre como esperado, surgindo daí crianças, adolescentes e adultos inseguros, insatisfeitos e muitas vezes rancorosos com maior ou menor estima por si e pelos outros.
Uma das formas de reparar a “baixa” auto-estima, é buscar através do processo de aprofundamento seu autoconhecimento (psicoterapia), desenvolver um outro olhar sobre si mesmo, muitas vezes um primeiro olhar positivo sem préconceitos, num processo de revelação de suas características; aprendendo a fazê-las trabalhar a seu favor, descobrindo desta forma, quem realmente somos, quais os desejos, medos, necessidades, potenciais enfim, sua singularidade.
Olhando as qualidades e os defeitos que possui e aprendendo a aceitá-los, você estará “topando” o pacote completo, chegando mais perto do humano, revendo sua autocrítica e perdoando-se por ser genuinamente imperfeito.
Sirley Bittú
Quando somos crianças necessitamos da opinião de nossos pais (ou daqueles que desempenham esse papel) para nos sentirmos confirmados no mundo, aceitos “normais”, tanto perante os outros, como perante nós mesmos. Conforme vamos crescendo, a opinião de outras pessoas a respeito de nossas idéias e atitudes também se torna importante, afinal, somos seres sociais.
É nessa relação entre nosso mundo interno e o mundo externo que desenvolvemos nossa auto-imagem. O esperado é que gradativamente essa imagem possa ser checada com nossa própria avaliação de nossos potenciais e de nossos limites, a partir de uma percepção mais assertiva e cuidadosa de nossas verdades.
A auto-estima é um processo dinâmico que se inicia na infância e continua vivo durante toda a vida. É base significativa de toda nossa estrutura emocional, por isso é tão importante entender e tratar essa questão.
Durante nosso desenvolvimento, aprendemos a nos relacionar afetivamente a exemplo das relações que vivenciamos durante nossa vida. Sabemos que temos um pouco de nossos pais e das figuras afetivas que nos acompanharam em nossa infância e que estes serão por muito tempo nossos modelos e nossas referências. A família é nosso primeiro grupo social e nos fornece os parâmetros que necessitamos para nos relacionar socialmente. Construímos com essas vivências nosso brasão pessoal, permeado por mitos e verdades sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nosso autovalor é formado ao longo do tempo, desde muito cedo, através da confirmação - ou não - de nossas atitudes,nosso comportamento, nossos desejos e nossas escolhas.
Durante nossa infância precisamos ser confirmados, ou, poderíamos dizer melhor, “alimentados”, pelo amor incondicional, recebido geralmente de nossos pais. Desta forma abrimos espaço para a segurança interna, a autoconfiança e conseqüentemente a autonomia e a independência. Para isso a qualidade da relação afetiva estabelecida com nossos pais faz muita diferença, tendo papel fundamental na confiança que temos nesse feedback.
O amor incondicional traz consigo a aceitação do outro e de seu “pacote completo”, com todos os seus “defeitos” e “qualidades”, mas o limite entre aceitação plena e a permissividade torna-se tênue e muitas vezes de difícil entendimento. Para exemplificar, vamos imaginar alguns pais que no difícil exercício do educar, erram pelo excesso, oferecem tudo sem pedir nada em troca, não ensinam o advento da gratidão. Como resultado podem dar origem a pequenos tiranos, crianças egocêntricas e prepotentes, que fatalmente sofrerão para entender que o mundo é maior que a extensão de sua casa. Outro engano comum no entendimento do amor incondicional é a ausência de limites.
Alguns pais simplesmente não conseguem colocar limite, muitas vezes por medo de frustrar a criança e com isso perder seu amor, deste modo dão a criança uma idéia equivocada de que tudo lhe é possível e permitido. O que muitos desconhecem é que o limite utilizado como parâmetro e não como simples cerceamento, é extremamente importante para o desenvolvimento da noção de respeito, pois tem papel essencial para ajudar a criança a perceber suas características próprias, dificuldades, seu potencial, sua existência e a existência do outro.
Durante a adolescência a confirmação ainda é buscada fora de si, no amigo, nos grupos, nos “iguais”; é a idade dos ídolos, das modas e do“papo cabeça”.
Cada pessoa vivencia essa fase a seu modo, variando conforme sua história de vida e sua personalidade.
Desta forma vamos aprendendo como somos importantes para o mundo e descobrindo nosso valor pessoal. Algumas vezes esse processo não ocorre como esperado, surgindo daí crianças, adolescentes e adultos inseguros, insatisfeitos e muitas vezes rancorosos com maior ou menor estima por si e pelos outros.
Uma das formas de reparar a “baixa” auto-estima, é buscar através do processo de aprofundamento seu autoconhecimento (psicoterapia), desenvolver um outro olhar sobre si mesmo, muitas vezes um primeiro olhar positivo sem préconceitos, num processo de revelação de suas características; aprendendo a fazê-las trabalhar a seu favor, descobrindo desta forma, quem realmente somos, quais os desejos, medos, necessidades, potenciais enfim, sua singularidade.
Olhando as qualidades e os defeitos que possui e aprendendo a aceitá-los, você estará “topando” o pacote completo, chegando mais perto do humano, revendo sua autocrítica e perdoando-se por ser genuinamente imperfeito.
Convivência - a arte da felicidade ou da guerra?!?
por Rosana Braga
Creio que não haja exercício mais difícil nesta vida do que conviver com o outro. Aceitar as diferenças e administrar os conflitos, sem que isso se torne uma guerra trata-se, certamente, de uma charada sagrada.
Sim, porque sem a convivência nos tornamos como que sem propósito. Afinal, embora muitas vezes nos esqueçamos ou prefiramos ignorar esta verdade, o fato é que tudo o que fazemos e somos está a serviço de apenas um objetivo: sermos reconhecidos e amados.
Porém, é também na convivência que reside nosso maior desafio, o mais humano e intrigante aprendizado, o mais intenso conflito a que nos submetemos durante toda nossa existência, do primeiro ao último suspiro!
É quando todos os nossos sentimentos - um a um – ficam aflorados, expostos, escancarados; algumas vezes de forma linda, mágica, encantadora... mas outras vezes, de forma ridiculamente mesquinha, pequena, assombrada...
Se considerarmos que passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho, haveremos de considerar que são as relações nutridas neste lugar que nos servem como práticas mais recorrentes.
Embora, geralmente, não estejam aí nossos encontros mais caros, é no trabalho que trocamos nosso comportamento por um valor determinado, previamente combinado, estejamos satisfeitos ou não com este montante.
Portanto, este pagamento nos induz, muitas vezes, a agir de modo comedido, engessado, como quem cumpre um script sem considerar os verdadeiros sentimentos.
Acontece que não fomos feitos para o fingimento e sim para a autenticidade, seja ela bonita ou não. Assim, mais cedo ou mais tarde, é quem realmente somos que fica em evidência e é a partir daí que encontramos bem-estar ou desespero, alegria ou angústia, prazer ou dor, conciliação ou tormento.
Justamente por isso que acredito piamente ser a gentileza nosso maior trunfo. Obviamente que não falo da gentileza protocolar, mas daquela genuína, capaz de promover a paz nos relacionamentos do cotidiano. Por isso, embora realmente seja difícil praticá-la em algumas ocasiões, penso que é urgente começarmos a ser gentis com aqueles que dividem conosco o ambiente de trabalho e com quem compartilhamos a mesma casa, o mesmo quarto e a mesma cama.
Por quê? Pra que? Até quando? Bem... se ao menos tentarmos e nos abrirmos para sentir os benefícios que a gentileza pode trazer para nossas vidas, tanto do ponto de vista interno, quanto relacional, certamente faremos um esforço.
10 dicas para ser gentil na convivência
1. Tente se colocar no lugar do outro. Tente de verdade, com todo o seu ser.
É eficiente demais esse exercício!
2. Aprenda a escutar. Esvazie seus ouvidos para absorver o que o outro está dizendo. Aí pode estar a solução que nem ele ainda foi capaz de enxergar.
3. Pratique a arte da paciência. Julgamentos e ações precipitadas tendem a causar desastres horrorosos.
4. Peça desculpas, especialmente se esta opção lhe parecer difícil demais.
Isso pode definitivamente mudar a sua vida!
5. Procure ao menos três qualidades no outro e perceba que esse hábito pode promover verdadeiros milagres.
6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são verdadeiras preciosidades para todos.
7. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.
8. Analise a situação. Deixe a decisão para o dia seguinte, se estiver de cabeça quente. Alcançar soluções pacíficas depende também do seu equilíbrio interno.
9. Faça justiça. Esforce-se não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras, mas para que você e as pessoas ao seu redor fiquem bem!
10. Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados!
Creio que não haja exercício mais difícil nesta vida do que conviver com o outro. Aceitar as diferenças e administrar os conflitos, sem que isso se torne uma guerra trata-se, certamente, de uma charada sagrada.
Sim, porque sem a convivência nos tornamos como que sem propósito. Afinal, embora muitas vezes nos esqueçamos ou prefiramos ignorar esta verdade, o fato é que tudo o que fazemos e somos está a serviço de apenas um objetivo: sermos reconhecidos e amados.
Porém, é também na convivência que reside nosso maior desafio, o mais humano e intrigante aprendizado, o mais intenso conflito a que nos submetemos durante toda nossa existência, do primeiro ao último suspiro!
É quando todos os nossos sentimentos - um a um – ficam aflorados, expostos, escancarados; algumas vezes de forma linda, mágica, encantadora... mas outras vezes, de forma ridiculamente mesquinha, pequena, assombrada...
Se considerarmos que passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho, haveremos de considerar que são as relações nutridas neste lugar que nos servem como práticas mais recorrentes.
Embora, geralmente, não estejam aí nossos encontros mais caros, é no trabalho que trocamos nosso comportamento por um valor determinado, previamente combinado, estejamos satisfeitos ou não com este montante.
Portanto, este pagamento nos induz, muitas vezes, a agir de modo comedido, engessado, como quem cumpre um script sem considerar os verdadeiros sentimentos.
Acontece que não fomos feitos para o fingimento e sim para a autenticidade, seja ela bonita ou não. Assim, mais cedo ou mais tarde, é quem realmente somos que fica em evidência e é a partir daí que encontramos bem-estar ou desespero, alegria ou angústia, prazer ou dor, conciliação ou tormento.
Justamente por isso que acredito piamente ser a gentileza nosso maior trunfo. Obviamente que não falo da gentileza protocolar, mas daquela genuína, capaz de promover a paz nos relacionamentos do cotidiano. Por isso, embora realmente seja difícil praticá-la em algumas ocasiões, penso que é urgente começarmos a ser gentis com aqueles que dividem conosco o ambiente de trabalho e com quem compartilhamos a mesma casa, o mesmo quarto e a mesma cama.
Por quê? Pra que? Até quando? Bem... se ao menos tentarmos e nos abrirmos para sentir os benefícios que a gentileza pode trazer para nossas vidas, tanto do ponto de vista interno, quanto relacional, certamente faremos um esforço.
10 dicas para ser gentil na convivência
1. Tente se colocar no lugar do outro. Tente de verdade, com todo o seu ser.
É eficiente demais esse exercício!
2. Aprenda a escutar. Esvazie seus ouvidos para absorver o que o outro está dizendo. Aí pode estar a solução que nem ele ainda foi capaz de enxergar.
3. Pratique a arte da paciência. Julgamentos e ações precipitadas tendem a causar desastres horrorosos.
4. Peça desculpas, especialmente se esta opção lhe parecer difícil demais.
Isso pode definitivamente mudar a sua vida!
5. Procure ao menos três qualidades no outro e perceba que esse hábito pode promover verdadeiros milagres.
6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são verdadeiras preciosidades para todos.
7. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.
8. Analise a situação. Deixe a decisão para o dia seguinte, se estiver de cabeça quente. Alcançar soluções pacíficas depende também do seu equilíbrio interno.
9. Faça justiça. Esforce-se não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras, mas para que você e as pessoas ao seu redor fiquem bem!
10. Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados!
A arte de viver juntos
A ARTE DE VIVER JUNTOS
Roberto T. Shinyashiki
Muitas pessoas formam um casal pensando que vão iniciar uma grande brincadeira
cujo objetivo maior é o prazer.
A experiência mostra que esses que pensam apenas no gozo são os que mais sofrem numa relação.
Depois de algum tempo, vêm as insatisfações, as frustrações, as cobranças, a rotina e o tédio.
A pessoa se sente como um peixe no anzol: tentou comer a minhoca e acabou virando comida de pescador!
Quando duas pessoas desejam se unir, devem criar um espaço no qual possam desenvolver a capacidade de viver a dois, buscar soluções criativas à medida
que os obstáculos aparecem e aprendem a desfrutar todas as formas de viver com amor.
Após a grande libertação sexual dos anos 60 e 70, ficou fácil para as pessoas se encontrarem e terem relacionamentos ocasionais,em que aliviam as tensões, conhecem gente diferente e gozam de momentos agradáveis.
Mas, ao mesmo tempo, cada vez mais, elas sofrem com a "ressaca sexual" - aquela sensação de vazio, culpa e insatisfação que acompanha tais relacionamentos.
A pessoa acorda de manhã e se pergunta: "Meu Deus, O que estou fazendo nesta cama,
ao lado desta pessoa". Já dizia um poeta: "Deitei ao lado de um corpo e acordei à beira de um abismo..."
A ressaca sexual aparece toda vez que se comete uma agressão íntima contra si mesmo e, sem dúvida, é um aviso de que precisa ser mais cuidadoso.
No passado, muitas pessoas experimentavam a "ressaca moral" por ter transgredido
uma regra aprendida na infância, como a norma de que se deve ser fiel ao esposo ou praticar sexo apenas depois do casamento.
Mas hoje, o que nos chama a atenção é a ressaca sexual, cada vez mais experimentada
por mulheres e homens que tiveram um grande número de relações superficiais e passageiras.
Passada a euforia da "liberação sexual", as pessoas estão sentindo falta de relações profundas e sólidas!
Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado de viver a dois; é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no mais íntimo.
Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma,
no qual cada um dos nossos movimentos é mostrado sem a mínima piedade.
Ao mesmo tempo que conhecemos melhor o outro, entramos em contato com nossas inseguranças também. E aí começa o inferno...
Em vez de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro eu, tenta-se quebrar o espelho.
Como é possível quebrar esse espelho?
Há muitas formas, porém as mais freqüentes são:fugir da intimidade, culpar o outro, não assumir as próprias responsabilidades na relação desacreditar o amor.
Viver com alguém é uma oportunidade de conhecer o outro, mas também a maior chance
de entrar em contato consigo mesmo.
Apenas quando conseguimos nos enxergar por inteiro é que percebemos o medo de nós mesmos e nos damos conta de que precisamos evoluir para nos tornar pessoas melhores.
Começamos, então, a nos capacitar para o amor.
Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação,
e ele respondeu: "Um cachorro".
Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou:
"Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d'água.
Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida.
O cachorro, então, fez uma cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo, e a imagem o arremedou.
Então, ele fugiu de medo e ficou observando, distante, durante longo tempo, a água.
Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente.
Num dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção
à água, atirou-se nela e saciou sua sede.
Desde esse dia, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado.
E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim.
Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com a minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com as imagens que eu ficava projetando nos outros".
Texto do livro:
"Amar Pode Dar Certo"
Roberto T. Shinyashiki
Muitas pessoas formam um casal pensando que vão iniciar uma grande brincadeira
cujo objetivo maior é o prazer.
A experiência mostra que esses que pensam apenas no gozo são os que mais sofrem numa relação.
Depois de algum tempo, vêm as insatisfações, as frustrações, as cobranças, a rotina e o tédio.
A pessoa se sente como um peixe no anzol: tentou comer a minhoca e acabou virando comida de pescador!
Quando duas pessoas desejam se unir, devem criar um espaço no qual possam desenvolver a capacidade de viver a dois, buscar soluções criativas à medida
que os obstáculos aparecem e aprendem a desfrutar todas as formas de viver com amor.
Após a grande libertação sexual dos anos 60 e 70, ficou fácil para as pessoas se encontrarem e terem relacionamentos ocasionais,em que aliviam as tensões, conhecem gente diferente e gozam de momentos agradáveis.
Mas, ao mesmo tempo, cada vez mais, elas sofrem com a "ressaca sexual" - aquela sensação de vazio, culpa e insatisfação que acompanha tais relacionamentos.
A pessoa acorda de manhã e se pergunta: "Meu Deus, O que estou fazendo nesta cama,
ao lado desta pessoa". Já dizia um poeta: "Deitei ao lado de um corpo e acordei à beira de um abismo..."
A ressaca sexual aparece toda vez que se comete uma agressão íntima contra si mesmo e, sem dúvida, é um aviso de que precisa ser mais cuidadoso.
No passado, muitas pessoas experimentavam a "ressaca moral" por ter transgredido
uma regra aprendida na infância, como a norma de que se deve ser fiel ao esposo ou praticar sexo apenas depois do casamento.
Mas hoje, o que nos chama a atenção é a ressaca sexual, cada vez mais experimentada
por mulheres e homens que tiveram um grande número de relações superficiais e passageiras.
Passada a euforia da "liberação sexual", as pessoas estão sentindo falta de relações profundas e sólidas!
Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado de viver a dois; é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no mais íntimo.
Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma,
no qual cada um dos nossos movimentos é mostrado sem a mínima piedade.
Ao mesmo tempo que conhecemos melhor o outro, entramos em contato com nossas inseguranças também. E aí começa o inferno...
Em vez de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro eu, tenta-se quebrar o espelho.
Como é possível quebrar esse espelho?
Há muitas formas, porém as mais freqüentes são:fugir da intimidade, culpar o outro, não assumir as próprias responsabilidades na relação desacreditar o amor.
Viver com alguém é uma oportunidade de conhecer o outro, mas também a maior chance
de entrar em contato consigo mesmo.
Apenas quando conseguimos nos enxergar por inteiro é que percebemos o medo de nós mesmos e nos damos conta de que precisamos evoluir para nos tornar pessoas melhores.
Começamos, então, a nos capacitar para o amor.
Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação,
e ele respondeu: "Um cachorro".
Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou:
"Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d'água.
Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida.
O cachorro, então, fez uma cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo, e a imagem o arremedou.
Então, ele fugiu de medo e ficou observando, distante, durante longo tempo, a água.
Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente.
Num dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção
à água, atirou-se nela e saciou sua sede.
Desde esse dia, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado.
E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim.
Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com a minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com as imagens que eu ficava projetando nos outros".
Texto do livro:
"Amar Pode Dar Certo"
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