Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Amar duas pessoas ao mesmo tempo

Amar duas pessoas ao mesmo tempo

Há aproximadamente 30 anos um filme causou tanto impacto que foi proibido em vários países: Le Bonheur (A felicidade), da francesa Agnès Varda. Conta a história de um casal feliz, com dois filhos pequenos, que costumava passar os domingos num belo parque.

Numa viagem de trabalho a uma cidade próxima, o marido conhece uma moça, por quem logo se apaixona. Começam um intenso relacionamento amoroso, entretanto, isso em nada afeta o casamento. Ele continua amando e desejando sua esposa, com a única diferença de se sentir mais pleno, com mais alegria de viver. Acostumado que estava a compartilhar com ela todos os aspectos da sua vida, num daqueles dias no parque, enquanto as crianças brincavam distantes e eles, abraçados, descansavam na relva, ele resolve contar o que está acontecendo.

Relatando com toda a sinceridade os fatos, afirma à sua atenta ouvinte que em nada ela foi prejudicada, pelo contrário, é como se numa macieira mais uma maçã tivesse nascido. Percebe estar podendo amá-la ainda mais, já que se sente mais feliz. Como de costume, fazem sexo e dormem. Na cena seguinte ouvem-se gritos vindos do lago. Ao acordar e não ver sua mulher ao lado, corre à procura dela. Chega a tempo de ver seu corpo sendo retirado. Naquele momento, procurando reconstituir em pensamento o que poderia ter ocorrido, imagina ela se afogando e, desesperada, tentando se agarrar a troncos de árvores para se salvar. Era tão verdadeiro o seu amor, que em momento algum passa pela sua cabeça o que de fato tinha acontecido: ela não suportou saber que ele amava outra mulher e se suicidara.

Na cena final ele e sua nova esposa, a antiga amante, passeiam alegres de mãos dadas, no mesmo parque com os filhos dele. Os moralistas não se conformaram. Afinal, para eles a transgressão de amar duas pessoas ao mesmo tempo merecia algum tipo de punição. Mas nada de mal acontece com o personagem e sua ausência total de culpa pela morte da mulher foi considerada inadmissível, tendo chocado muita gente.
O que poucos perceberam é que não havia mesmo motivos para culpa. O sofrimento vivido pela mulher, e que a levou a uma atitude tão desesperada, é que foi absurdo.

O que estava ela perdendo? Absolutamente nada. Ao fazer com que todos acreditem ser impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo, o modelo de amor imposto na nossa cultura torna inquestionável a conclusão: “se ele ama outra é porque não me ama”.
Contudo, não há dúvida de que podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo. Não só filhos, irmãos e amigos, mas também aqueles com quem mantemos relacionamentos afetivo-sexuais. E podemos amar com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. Acontece o tempo todo, mas ninguém gosta de admitir. A questão é que nos cobramos a rapidamente fazer uma opção, descartar uma pessoa em benefício da outra, embora essa atitude costume vir acompanhada de muitas dúvidas e conflitos.

Mas afinal, por que se tem tanto medo de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? O terapeuta José Ângelo Gaiarsa afirma que “somos por tradição sagrada tão miseráveis de sentimentos amorosos que havendo um já nos sentimos mais do que milionários, e renunciamos com demasiada facilidade a qualquer outro prêmio lotérico (do amor)”. E essa mesquinharia afetiva se desenvolveu a partir da crença de que somente através da relação amorosa estável com uma única pessoa é que vamos nos sentir completos e livres da sensação de desamparo. Não é à toa que exigimos que o outro seja tudo para nós e nos esforçamos para ser tudo para ele. Mesmo à custa do empobrecimento da nossa própria vida.

Regina Navarro Lins

O que virá?

O que virá?


Quantas vezes nos sentimos um pouco perdidas.... buscando por algo que nem sabemos o que é...
Parece que de repente tudo pára de fazer sentido naquela forma que era até então... e nos vemos em um tipo de encruzilhada onde temos que optar pelo novo... mas nem sabemos por que optar... porque nada ainda se manifestou no nosso horizonte. O que sabemos é que, da maneira que fomos até agora, não dá mais para ser. Algo dentro da gente mudou tão profundamente que o que nos satisfazia não satisfaz mais...

Era mais ou menos assim que me sentia faz uns três dias... com tanta sede do novo e sem ter nenhuma idéia de por onde começar, que quando me deitei me vi por um momento sem perspectivas... o ciclo tinha se fechado de forma muito clara e muito sinalizada, mas o novo ciclo ainda não havia se manifestado...

Mas a sede por mudança era tão grande... que um tipo de insatisfação foi tomando conta de mim.... busquei ficar quieta, uma vez que senti que não era o mais sábio agora me deixar levar por essa agitação... mas nada.... parecia que tinha um movimento dentro de mim prestes a romper com o que limitava....
Fechei os olhos e relaxei tentando entrar em silêncio...

Foi quando me vi como se estivesse separada de mim... vi a minha imagem no meu mundo... no mundo que de alguma forma ajudei a criar ao meu redor...
Vi meu quarto e tudo ao redor dele... o bairro... a cidade... e essa visão foi se ampliando até que a partir do meu quarto eu via a representação de quase tudo que estava dentro dos meus conceitos de mundo.
Eu me via e via aquilo tudo... e sentia uma vontade grande de mudar tudo...

A sensação de insatisfação com aquela visão de mundo... e de mim naquele mundo... foi ficando tão incômoda, que de repente me vi pegando o chão do meu quarto, como se fosse um tapete de tecido e... puxando-o com força, fazendo tudo cair por terra... tudo desmoronou, como um dominó... a um simples puxão tudo começou a cair por terra... os prédios.... minha casa... meu mundo até então... E, à medida que eu puxava mais e mais o chão, esse efeito dominó ia se ampliando até que nada ficou no lugar...
Só um vazio...
E um alivio enorme...

Desse vazio veio uma energia suave que sinalizava que não tinha mais volta... nada mais seria como antes porque o antes não mais existia.

E o mais incrível é que eu sentia um alívio enorme de me desapegar de tudo que até então me tinha dado uma ilusão de sustentação...

Sei que preciso ficar um tempo nesse vazio... até o novo chegar... ficar completamente receptiva ao Grande Mistério... vazia de tudo que fui até agora...

Se criar expectativas de como as coisas deveriam acontecer, posso criar realidades com essas expectativas...

Vou cuidar para ficar vazia de expectativas para ser cada vez mais receptiva aos desígnios do Universo... ficar quieta e calada, para sentir nas emanações do silêncio... o sopro da Criação... e para que se cumpra a vontade do Criador em minha vida...

Rubia A. Dantés

A Minha Religião

A Minha Religião

Estávamos assistindo a um programa de televisão, um dia desses, e não pudemos deixar de registrar um fato interessante.
O repórter estava entrevistando um ex-jogador de futebol que foi contemporâneo de Pelé, Garrincha, e outros mestres do esporte.
A entrevista transcorria de maneira agradável, pois o repórter conduziu a conversa fazendo correlação entre o futebol e a vida cotidiana.
Em vários momentos o entrevistado deixou transparecer a sua boa conduta perante a vida.
Era um jogador exemplar; um esposo dedicado e fiel; um pai amável e companheiro; não era dado a farras e bebedeiras; sempre foi benquisto pelos colegas de profissão.
Em cada item desses, o repórter questionava: "por que você age assim?" E ele
respondia: "é por causa da minha religião”.
Os valores expressados pelo desportista causavam agradável impressão ao
telespectador.
O seu exemplo de vida certamente despertou a curiosidade de muitos, para saber qual era a religião que professava.
O repórter, como que captando a curiosidade geral, fez a pergunta tão esperada: "e qual é a sua religião?"
Para surpresa de todos, o ex-jogador disse convicto: "minha religião, é que eu não tenho religião.
Como sei que a minha vida vai acabar no túmulo, quero deixar para meus familiares uma boa imagem, um bom exemplo."
O que mais nos impressionou no depoimento daquele homem, foi a sua disposição firme de ser honrado, nobre, digno, mesmo acreditando que sua vida acaba no túmulo.
Podemos dizer que seu exemplo deve provocar sérias reflexões naqueles que professam uma religião, que acreditam na imortalidade da alma, que têm fé em Deus, e não agem como tal.
Alguns acreditam, sinceramente, que o fato de seguirem esta ou aquela religião, basta para que tenham sua felicidade futura garantida. Para que tenham um lugar de destaque no além.
No entanto, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que o que importa para as leis divinas, não é a bandeira religiosa que se ostenta, mas as obras realizadas.
As leis de Deus darão a cada um segundo as suas obras. Nada mais. Nada menos. Se assim não fosse, não seria justo. E Deus é a suprema justiça.
A religião, portanto, é um meio para que se atinja um fim, que é o aperfeiçoamento do ser humano.
Por isso afirmam, com muita propriedade, os sábios do espaço, que a melhor religião é a que maior número de homens de bem fizer.
Se a pessoa tem boa índole e não deseja se vincular a esta ou aquela religião, não deixará de entrar no reino dos céus, pois o reino dos céus,como afirmou Jesus, está dentro de nós, e não fora.
No caso do ex-jogador, sua religião é a sua própria consciência. E sua consciência é uma bússola segura.
De tudo isto podemos concluir que mais importante do que ter uma religião, é ser um HOMEM DE BEM.
Não queremos dizer com isto que não existam e não existirão homens de bem no seio das religiões, isso não.
A história registrou e ainda registrará grandes vultos no meio religioso.
Homens livres para amar a todos, sem barreiras nem preconceitos.
O homem verdadeiramente livre e bom entende que nós somos todos filhos de Deus. E nosso destino é o amor.
Quando praticarmos o amor ao próximo como a nós mesmos cumpriremos o nosso objetivo na terra.
Uma grande família; uma família que se abraça mais, e sabe respeitar a todos
independente de credo, raça e condição social.
Quando o amor nortear nossas vidas, não precisaremos mais lutar e matar em nome de Deus. Estaremos mais fortes para enfrentar outros tipos de desafios; respiraremos ares de paz e união.
Pense nisso!
Procure ser melhor hoje do que foi ontem, e melhor amanhã, do que está sendo hoje.
Seja um HOMEM DE BEM, tentando acertar o máximo que puder, para que, quando alguém lhe perguntar qual a sua religião, você possa responder: "a minha
religião é o amor."
Pense nisso!

Momento Espírita
www.caminhosluz.com.br

A força da Entrega...

A força da Entrega...

Acredito que a maior escolha que fazemos a cada dia é entre o ego e a nossa parte “que sabe”...
A cada momento criamos coisas e coisas que podem ou não nos dar felicidade...
Escolhemos o tempo todo, na maior parte das vezes de forma inconsciente, quase como uma resposta automática aos nossos padrões...
Quando percebi isso... há alguns anos, decidi que o melhor a fazer era permitir que a “parte que sabe”... aquela que está em linha direta com o Grande Mistério, me guiasse.

Cheguei a isso depois de conseguir coisas que minha vontade pessoal queria, e não abria mão desse querer, com tanta força, que tudo aconteceu tão igual ao que eu imaginava que até me assustou.
Mas o que mais me assustou foi o resultado daquelas escolhas que fiz...

Lembro-me que fazia uma terapia e a terapeuta viu, muito sabiamente, que não adiantava ela me mostrar que aquilo não era exatamente o que ia me trazer felicidade, porque eu só enxergava aquela única opção como possibilidade de ser feliz.

Então ela me falou que eu poderia conseguir o que queria desde que "acreditasse".
Se eu acreditasse que era possível de acontecer... aconteceria

A partir daí investi em colocar toda a minha força em acreditar que aquilo era possível.
E criava mentalmente o que queria com todas as nuances possíveis.
Não foi fácil... mas consegui realizar meu sonho, tão exatamente igual ao que imaginei, que fiquei mesmo assustada...
Mas, como já disse, o resultado daquela escolha foi um grande sofrimento.... com aprendizado, mas com muita dor
E o que mais aprendi foi que podemos criar coisas de acordo com a vontade do nosso ego ou coisas que são guiadas pela nossa parte “que sabe”.

Então... comecei um longo caminho de “entrega”
Não é fácil a gente abrir mão do controle e acreditar, do fundo do coração, que não precisamos querer nem buscar nada... porque tudo nos é dado gratuitamente e sem esforço... pelo Grande Mistério.

Quando tomamos para nós s responsabilidade de criar a nossa realidade, achando que temos que controlar as coisas racionalmente, deixamos menos espaço para que o Divino se manifeste em nossas vidas. Ao passo que, se escolhemos entregar o controle ao Universo... para que Ele guie nossas ações, e nos traga o que for do nosso destino, podemos relaxar pela certeza que o melhor acontecerá.

Sei que é um trabalho de cada dia.... a princípio entregava um pouco, mas nem tudo... até que as entregas foram ficando mais profundas, porque a confiança no Grande Mistério ia aumentando pelas respostas que chegavam... muito impressionantes, e me faziam ver que... nem nos meus sonhos mais encantados eu conseguiria criar toda perfeição que nos chega quando permitimos que o Universo crie através de nós.

Rubia A. Dantés

A Palavra

A palavra não faz sentido sozinha. Assim como alguém não faz sentido se viver sozinho. Porém se subentende que para a convivência humana e evolução moral, é preciso de um conjunto de palavras, podendo ser elas formais e intelectuais, ou ditas de forma coloquial.

A palavra uma vez dita, é incapaz de ser apagada da memória de determinada pessoa, por isso se faz necessário que tomemos consciência de que é preciso saber medir as palavras antes de serem colocadas para fora, ou melhor, pensar mil vezes antes de dizer qualquer coisa que seja, por mais tola e sem sentido.
A palavra tem o poder de levantar uma pessoa desiludida, o poder de derrubar a pessoa feliz. A palavra é a mais poderosa arma que o homem já foi capaz de inventar.

A palavra tem o poder de informar, assim como eu faço agora. Cabe a nós, buscarmos a informação que nos convém para crescermos realmente como seres pensantes. Como a palavra não caminha sozinha e deve ser medida, muitas vezes ela se faz fraca diante de determinadas situações, muitas vezes nossas palavras precisam de formas concretas para se tornarem reais, isto é, é preciso que se junte palavras com gestos - e é exatamente o que todos nós fazemos, através de:carinhos,olhares, beijos, que querem dizer afeição, gostar, amar e estar satisfeito com essas pessoas a quem esses gestos foram destinados.

Só devemos ter consciência da Verdade, que sempre venceu e sempre há de vencer. Devemos jamais omitir a verdade, pois não só estaremos magoando alguém mais, como a nós mesmos, pois a Verdade é que: A vida é um eco!. Isto é, tudo o que você fizer hoje, direcionado a alguém, sendo boa ou ruim, essa situação também será vivenciada por você. Então, é muito bom que repensemos em nossos atos diários.

A recompensa será muito boa, mas o aprendizado e consciência é muito precisa no presente. Para tanto, sempre em que você se deparar com alguma situação difícil e que pareça sem saída, antes de se precipitar em dizer qualquer palavra grotesca que venha a machucar alguém, respire fundo, e não se esqueça jamais que sua palavra pode ferir, pode matar, pode rasgar o peito de alguém como se fosse com faca, ou até pior que a própria faca. Apenas deixe sua vontade de falar besteiras,em um momento de aflição, passar. Pois só assim você tomará consciência de que você estará deixando de se sentir culpado por algum fato que der errado futuramente com a vida dessa pessoa a quem ferimos com as palavras.

Pois pode ter a certeza, que de tão forte que as palavras são, elas deixam marcas incríveis! Muitas vezes afetam o lado pessoal e psicológico de muita gente... Você não faz muito esforço se pensar bastante antes de deixar escapar qualquer palavra. Você só se sentirá bem, quando descobrir o poder DESTAS palavras: - Sinto sua falta! - Quer namorar comigo? - Eu te amo. - Eu te quero - Preciso de você. - Como você está bonito (a) hoje! - Parabéns! Você merece. - Alô! É você amor? Que saudade!... (e assim vai...) Logicamente que você só descobrirá o poder destas palavras, se as disser de forma verdadeira e profunda.

Caso contrário, será bem mais fácil você ser sincero consigo mesmo, e dizer: - Eu te odeio! - Não gosto de você. - Não apareça mais aqui! - Você me causa mal estar. - Que horror! Você é um desastre! - Vagabundo! - Idiota. - Você não presta. (notou alguma diferença? - Analisou as suas sensações diante das boas e más PALAVRAS?)... Então, pense bem antes de falar ou agir. Nós somos o que pensamos, e querendo ou não, se mentimos não estamos sendo originais conosco, pois mais cedo ou mais tarde nossa máscara cairá e nos trará feridas incuráveis para o resto de nossas vidas. Seja sincero! Seja verdadeiro! Não se deixe influenciar por nada nem por ninguém. Diga palavras que também gostaria de ouvir, que te faça sentir muito bem! Pois é dando que se recebe.

Michelly Antunes Ribeiro
Fonte: Filosofia de vida

Ho'oponopono


Ho'oponopono
(texto de Joe Vitale - tradução brasileira)

Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles.

O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa.

À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava.

A primeira vez que ouvi essa historia, pensei tratar-se de alguma lenda urbana.

Como podia alguém curar a outro, somente através de curar-se a si mesmo?

Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de autocura, curar a alguém criminalmente insano?

Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei essa história.

Entretanto, escutei-a novamente, um ano depois. Soube que o terapeuta havia usado um processo de cura havaiano chamado "oponopono ".

Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente.

Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais.

Sempre soubera que total responsabilidade significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver além, está fora de minhas mãos.

Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a responsabilidade.

Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros. Mas isso está errado.

O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade.

Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passamos, provavelmente, uma hora falando em nossa primeira conversa telefônica.

Pedi-lhe que me contasse toda a história de seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que havia trabalhado no Hospital Estatal do Havaí durante quatro anos.

O pavilhão onde encerravam os loucos criminosos era perigoso.

Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali. A maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia.

As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente caminhavam com as costas coladas à parede com medo de serem atacadas pelos pacientes.

Não era um lugar bom para viver, nem para trabalhar, nem para visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo para ter uma sala no hospital e revisar os seus prontuários médicos.

Enquanto lia os prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo.

Enquanto ele trabalhava sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.

- "Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam
a permissão para caminharem livremente", me disse.

- "Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter sua medicação reduzida. E aqueles, que não tinham jamais qualquer possibilidade de serem liberados, receberam alta"

Eu estava assombrado.

- "Não foi somente isso", continuou, "até o pessoal começou a gostar de ir trabalhar. O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais pessoal do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar. Hoje, aquele pavilhão do hospital está fechado ."

Foi neste momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares:

- "O que foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas?"

- "Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado", disse ele.

Não entendi. O Dr. Len explicou-me, então, que entendia que a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa responsabilidade. Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa.

Uau?! Mas isso é duro de engolir. Ser responsável pelo o que digo e faço é uma coisa. Ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida é muito diferente.

Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é a sua responsabilidade, porque está em sua vida.

Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou qualquer coisa que você experimenta e não gosta, está ali para que você a cure.

Tudo isto não existe, digamos, exceto como projeções que saem do seu interior.

O problema não está neles, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem que mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de realmente vivenciar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a compreender essa cura dele e que o ho'oponopono significa amar-se a si mesmo.

Se você deseja melhorar sua vida, você deve curar sua vida. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo.

Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo. O que era, exatamente, que ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes.

- "Eu, simplesmente, permanecia dizendo 'Eu sinto muito' e 'Te amo', uma vez após outra" explicou-me.

- "Só isso?"

- "Só isso! Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo"

Permita-me, agora, dar um rápido exemplo de como isto funciona.

Um dia, alguém me enviou um e-mail que me desequilibrou.

No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos ou tentado argumentar com a pessoa que me enviara aquela mensagem detestável.

Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len.

Comecei a pronunciar, em silêncio: "Sinto muito" e "Te amo".

Não dizia isto para alguém, em particular. Ficava , simplesmente, invocando o espírito do amor, para que ele curasse dentro de mim o que estava criando aquela circunstância externa.

Depois de uma hora, recebi um e-mail da mesma pessoa, desculpando-se pela mensagem que me enviara antes.

Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber essa desculpa. Eu nem sequer respondi aquela mensagem.

Não obstante, somente repetindo "sinto muito" e "te amo", de alguma maneira curei dentro de mim aquilo que criara naquela pessoa.

Posteriormente, participei de uma oficina sobre o ho 'oponopono, ministrada pelo Dr. Len.

Ele tem, agora, 70 anos de idade, é considerado um "xamã avô" e é um pouco solitário.

Elogiou meu livro "O Fator Atrativo". Disse-me que, à medida que eu melhorar a mim mesmo, a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão o mesmo quando o lerem. Resumindo, na medida em que eu melhore, meus leitores também melhorarão.

- "E o que acontecerá com os livros que eu já vendi e que saíram de mim?" perguntei.

- "Eles não saíram", explicou ele, tocando minha mente, mais uma vez, com sua sabedoria mística . "Eles ainda estão dentro de você".

Resumindo, nada está do lado de fora.

Seria necessário um livro inteiro para explicar essa técnica avançada com a profundidade que ela merece.

"Basta, apenas, dizer que, quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor".

Enviada por Gilda M. Tangtam. Tradução para o espanhol: Cecília Sosa
Peñalba.

Tradução para o português: Juan, Caco, Naty, e Lili

http://hipnozz.blogspot.com/2006/10/hooponopono.html

Ho'oponopono


Ho'oponopono

Sinto muito!
Te amo
!

Muitas pessoas me pediram mais informações sobre como usar o Ho'oponopono. .. se pode ser usado para determinadas situações... e como deve ser feito... Então vou contar mais um pouco da minha experiência com essa técnica havaiana que é extremamente libertadora.

Na verdade... desde que recebi um e-mail, que considero abençoado, com o Ho'oponopono, comecei a realizá-lo e desde a primeira vez me encantei com os resultados. A chave é a gente assumir total responsabilidade por tudo que nos acontece e a partir daí entender que também podemos dissolver os padrões que atraem essas situações para nossas vidas. O que nos aparece fora é só um reflexo do que está dentro.

Ao entender que somos responsáveis por tudo aquilo que nos acontece, isso nos dá uma chave preciosa de libertação, uma vez que se fomos nós que criamos, em algum nível aquela experiência, também podemos liberá-la.

Nunca estamos na dependência do outro, a não ser que queiramos manter a postura de eternas vítimas de tudo que nos acontece. Recebi de uma amiga esse texto que achei muito apropriado e que facilita entendermos como tudo está dentro... e a não fugirmos das situações, passando a encará-las de frente.

Uma das coisas que se percebe quando observa a natureza do eu é que aquilo que você faz e o que lhe acontece são a mesma coisa.

Ao apercebere-se que você não existe separadamente de tudo o mais, percebe o que é a responsabilidade: você é responsável por tudo o que experimenta.

Não pode voltar a dizer, "Ele me enfureceu" Como é que ele pôde enfurece-lo? Só você pode se enfurecer. Compreender isto muda o modo de você se relacionar com o mundo e de lidar com a tensão. Perceba então que a tensão, que em geral tem a ver com separação, é criada pelo processamento mental das suas experiências.

Sempre que surge uma ameaça, um contratempo, um entrave, a nossa reação imediata é rejeitar, é prepararmo- nos mentalmente ou fisicamente para lutar ou fugir.

Se você se torna no bloqueio - no medo, na dor, na cólera - e o vive plenamente, sem julgar ou sem fugir,, deixando-o ir, deixa então de haver bloqueio. Na realidade não há maneira de você sair dele; não pode fugir. Não há nenhum lugar para onde fugir, não há nada de onde fugir: é você.
John Daido Loori

Na prática, o que faço é sempre que algo ou alguém me incomoda, eu me lembro que se atraí aquilo para a minha realidade... se me deixei afetar por aquilo, é porque eu tenho dentro de mim uma parte da qual aquilo é um reflexo.

Por exemplo: Se uma pessoa me julga ou rejeita ou é agressiva comigo, ao entender que de alguma forma aquilo está dentro de mim e é o que atrai as situações externas, eu logo uso o Ho'oponopono.

Se posso me deitar e relaxar, faço isso imediatamente, se não puder, faço onde estou...
Falo mentalmente Sinto muito! Te amo! Muitas vezes... muitas vezes.

Geralmente quando somos afetados por alguma situação desagradável, pode acontecer de sentirmos um aperto no peito ou na garganta... ou outro desconforto qualquer. Eu costumo sentir esse aperto no peito e é incrível que à medida que vamos falando "Sinto muito! Te amo!" a sensação desagradável vai diminuindo.. . até desaparecer. .. e vem uma sensação muito boa... uma ampliação onde antes havia opressão.

Ho'oponopono funciona de forma que não precisamos pensar sobre o que estamos liberando, não passa pela razão, seria como se uma borracha fosse apagando os nossos padrões inconscientes que ficam repetindo-se o tempo todo como um filme.

Segundo Mabel Katz, no livro o "El camino más fácil" é bom fazer sempre... mesmo sem um motivo aparente.

"Lo esencial es practicar este método lo más posible, inclusive cuando parece que no está pasando nada, o que uno no tiene ningún problema. ¿Por qué? Porque la mente toca las grabaciones todo el tiempo. Repite permanentemente los programas que tenemos grabados aunque no estemos conscientes de ello".

Uma vez me lembro que tinha uma determinada situação que estava me incomodando, que não era ligada a nenhuma pessoa em especial, era mais referente a uma parte da minha vida que não estava fluindo muito bem.

Então me deitei e falei que queria curar aquela situação... e imaginando que ela estava dentro de mim comecei a falar Sinto muito! Te amo!.... No dia seguinte teve uma solução tão inesperada que quase não acreditei. O Universo me trouxe exatamente o que eu mais precisava naquela hora e me mostrou a origem do porque estava passando por aquilo, em um sonho que se confirmou em uma mensagem de e-mail que veio na manhã seguinte.

Algumas vezes, enquanto estou fazendo em estado mais relaxado, vejo cenas e passo por experiências, que eu observo entendendo que estão sendo liberadas pela Luz do perdão e do amor.

Sinto muito! Te amo!
Sinto muito! Te Amo!
Sinto muito! Te amo!


Rubia A. Dantés