Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O contrário da morte

Acabei de ler Milagre nos Andes, o relato impressionante de Nando Parrado, um dos sobreviventes daquele célebre acidente aéreo que aconteceu trinta anos atrás e que deixou vários jovens uruguaios perdidos no meio da cordilheira, sem comida, sem comunicação, sob temperaturas gélidas e tendo que se alimentar da carne dos colegas
mortos.
Agora um deles conta em detalhes como foram aqueles 72 dias de luta pela vida, num livro que se lê fácil como se fosse uma reportagem e que faz a gente se perguntar: do que, afinal, tanto reclamamos, se temos água, pão, cobertor e afeto?
Afeto, na verdade, é uma palavra soft, amor é mais contundente. Nando Parrado se propôs a mostrar que, se a morte tem um oponente, não é a vida, é o amor.

É a única coisa que pode fazer alguma diferença diante da magnitude da morte, da onipresença da morte, da longevidade da morte: sim, porque a morte, a partir do momento que ocorre, passa a ter um período de duração infinito, e antes de virmos ao mundo ela também já existia nessa mesma infinitude de trás pra frente. Onde estávamos antes de nascer? De certa forma, mortos também. Nossa vida é apenas uma pequena brecha de tempo entre duas ausências acachapantes. E para justificar esse breve intervalo de vida e enfrentar a soberania da morte, só mesmo amando.

Tem se falado pouco de amor, virou uma coisa meio piegas, antiga. Hoje cultua-se muito mais a paixão e demais sentimentos vulcânicos, aqueles que fazem barulho,que inspiram loucuras, que causam polêmicas, que atormentam, 102 que dilaceram, que fazem as pessoas se sentirem, ora, vivas. O filósofo romeno Cioran disse que é melhor viver em frenesi do que na neutralidade, e tem razão, vigor é algo de que não podemos abrir mão.

A questão é que nada é mais vigoroso que o amor, esse sentimento que erroneamente relacionamos com comodidade e mornidão, tudo porque associamos amor ao casamento: esse sim pode vir a se tornar algo acomodado e morno. O amor pega essa carona injustamente.

Amor não é apenas o que aproxima um homem e uma mulher (ou dois homens ou duas mulheres). Amor envolve pais e filhos, envolve amigos, envolve uma predisposição emocional para o trabalho, para o esporte, para a gastronomia, para a arte, para a religião, para a natureza, para o autoconhecimento. Amor é um estado de espírito que nos move constantemente, é uma energia que não se esgota, é a única coisa que faz a gente levantar de manhã todos os dias sem entregar-se para o automatismo, é o que dá algum sentido para este hiato entre duas mortes. Isto não é vulcânico? Ô.
Parece sermão de padre, parece texto de romancezinho barato, parece muito piegas,sim, mas e daí? Nando Parrado só conseguiu sair do meio da neve e do nada porque pensava dia e noite na dor que seu pai estaria sentindo.

Outros sobreviventes só conseguiram suportar o frio, a fome e o desespero porque tinham quem esperasse por eles do outro lado da cordilheira. Tiveram sorte, coragem e inteligência para transpor os obstáculos, e venceram, mas o próprio Nando admite: não houvesse um sentimento, pouco adiantaria.
Nós, com nossos obstáculos infinitamente mais transponíveis do que a cordilheira, deveríamos experimentar mais deste viagra motivacional chamado amor.
E azar se parecermos cafonas.
( Doidas e Santas )

Martha Medeiros

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Fé



“Quando sou continuamente atingido pelas tempestades da vida e meu espírito se esvai, tudo que preciso fazer é segurar aquele presente chamado ‘fé’, o suporte que me fará atravessar as tormentas. Fé não precisa de lógica, mas trata-se simplesmente de acreditar. Acreditar no eu e na força que existe dentro de mim. Fé é a semente de todos os milagres e a fundação para tornar possível o impossível.”

Brahma Kumaris

Se você acredita, parece verdade...



Quantas vezes já dissemos: "Eu sou assim mesmo" ou "É, as coisas são assim". Essas frases na realidade estão dizendo que isso é o que acreditamos como verdade para nós, e geralmente aquilo em que acreditamos não passa da opinião de outra pessoa que incorporamos no nosso sistema de crenças. Sem dúvida, ele se ajusta a todas as outras coisas em que cremos.
Você é uma dessas pessoas que acordam numa certa manhã, vêem que está chovendo e dizem: "Que dia miserável?”

Não é um dia miserável. É apenas um dia molhado. Se usarmos as roupas apropriadas e mudarmos nossa atitude, podemos nos divertir bastante num dia chuvoso. Agora, se nossa crença for a de que dias de chuva são miseráveis, sempre receberemos a chuva de mau humor. Lutaremos contra o dia em vez de acompanharmos o fluxo do que está acontecendo no momento.

Não existe "bom" ou "mau" tempo, existe somente o clima e nossas reações individuais a ele.

Se quisermos uma vida alegre, precisamos ter pensamentos alegres. Se quisermos uma vida próspera, precisamos ter pensamentos de prosperidade. Se quisermos uma vida com amor, precisamos ter pensamentos de amor. Tudo o que enviamos para o exterior, mental ou verbalmente, voltará a nós numa forma igual.

Trecho do Livro "Você Pode Curar Sua Vida", Louise L. Hay

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A montanha da vida


A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento. Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.
***
Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: “Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?
Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a china e o Nepal, este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.”

Fonte:
Texto da Internet

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Muito prazer! Eu sou você...

Toda vez que sento em frente ao meu monitor, peço aos meus mestres que me inspirem para que eu possa sempre levar, através das palavras, mensagens de paz e de acalanto ao espírito, de todos vocês, meus queridos leitores.

Nessa atualidade em que vivemos, muitos são os temas em que um humilde escritor como eu pode trazer à tona. Afinal, são tantas as injustiças com que nos deparamos no decorrer de nossa vida que a cada dia poderia se escrever um novo artigo, com um novo tema.

Confesso que a cada semana me surpreendo com o discurso de um político, na busca do poder; fico indignado com a miséria absoluta em que vivem famílias inteiras, nesse nosso país. Causa-me repulsa das pessoas que se aproveitam para ainda enganar e ludribiar essa gente humilde e carente de vida. Revolta-me ver pessoas que tudo têm e nada fazem por alguém e que ainda humilham e desprezam gente simples que são como nós, filhos do mesmo Deus.

Nós, nas grandes cidades tendemos a achar que a vida é linda e maravilhosa e que todos tomam café, almoçam e jantam como nós; e educam seus filhos em uma boa escola, com direito a uma merenda decente.
Esquecemos que existem famílias que vivem com menos de um real por dia e que catam e comem lixo há poucos quilômetros de distância dos grandes centros urbanos.

Desconhecemos o fato de que existem adolescentes que não sabem ler e muito menos escrever ou ter discernimento para interpretar um texto por mais simples que seja; portanto, não dá pra ser feliz sabendo que grande parte dos nossos irmãos não têm acesso à educação e vivem como animais excluídos da vida.

Por isso, muitas vezes sou recorrente em meus temas. Na verdade, intuído por meus mestres, toda vez que me sento para escrever um artigo, redijo o que é necessário ser escrito, utilizando sempre o dom das palavras que me é dado e porque palavras são sementes e têm o poder de atravessar oceanos.

Quando recebo e-mails de irmãos que estão do outro lado do mundo, tenho a certeza de que não estou sozinho e de que minha humilde mensagem é absorvida por inúmeras pessoas de luz.

Semana passada, um episódio acontecido aqui em São Paulo me entristeceu profundamente, quando vi uma tropa de choque em confronto com uma população carente; cumprindo um mandado de reintegração de posse, famílias inteiras jogadas ao vento e à chuva sem ter onde sequer aguardar uma decisão da justiça. Crianças, bebês e trabalhadores vendo seus barracos derrubados e incendiados, com suas coisas, amealhadas com o suor do seu trabalho, provavelmente ainda pagando a prestação, jogadas ao relento.

A lei assim determinou a retirada das famílias. Lei é lei, mas aqui não é justa com os humildes e com os necessitados e eu diria que com a grande população negra desse país.

Nesse momento, nenhum movimento social foi acolher aquelas pessoas, nenhum político lá apareceu para lhes dar abrigo. Pelo contrário, apareceu sim: uma senhora de classe média que se aproveitando daquela situação indefesa e miserável das pessoas, enganou uma pobre mãe e roubou-lhe a filha recém-nascida.

Que Babel é essa? Que mundo é esse onde escândalos surgem todos os dias com o raiar do sol e dão lugar a outro novo escândalo com o nascer da lua? É bem provável que nesse momento em que escrevo outros escândalos irão surgir. Sei que muitos irão dizer que estou sendo piegas, que em meio àquelas famílias deveria também existir baderneiros para instigar o caos, mas em qualquer lugar existe o joio e o trigo e nós sabemos muito bem a diferença.

Enquanto políticos sobem em palanques, enquanto relutam em deixar o poder, enquanto enganam e oferecem migalhas à população, enquanto festejam em seus palácios e gabinetes, enquanto mandam e desmandam em seus currais eleitoreiros, trabalhadores e gente simples e honesta são jogadas e esquecidas ao relento, à mercê de aproveitadores na pele de cordeiros.

Crianças andam quilômetros para chegar a uma escola, no sertão nordestino, que muitas vezes é debaixo de um pé de manga, pois lá não existem salas; mães navegam horas e horas em cima de uma canoa rudimentar na Amazônia, para chegar a um posto de saúde, com seu filho doente. Idosos são largados no chão de hospitais por falta de leitos, no Pará. Crianças são alvejadas por balas perdidas no Rio.

Sou uma pessoa otimista.

Acredito que existam pessoas sérias, mas não dá para não ter indignação diante de tanta barbárie e de tanta insensatez.

Se você entende o que digo.

Muito prazer, eu sou você.

Pense nisso...

Nelson Sganzerla


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pensar antes de reagir

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres de quem decifra os mais altos níveis do código da autocrítica. Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossa vida, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos que bloqueiam milhares de outras janelas, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.

Um intelectual pode dar uma conferência brilhante e responder a todas as perguntas da platéia com maestria, mas quando um colega de trabalho faz uma pergunta que o contraria, pode perder a serenidade da resposta. Reagir sem elegância.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos. Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama. Não sabe fazer a oração dos sábios nos focos de tensão, o silêncio.

Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves. Vivemos em uma sociedade barulhenta, que frequentemente detesta o silêncio. Cada vez mais percebo que as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, se interiorizar, refletir, meditar.

O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona. O que estou propondo é o silêncio filosófico. O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência. É o respeito pela própria liberdade, a liberdade de se obrigar a reagir em situações estressantes. Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou.

Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não decifrou o código de pensar nas consequências de seus atos. Quem se orgulha que vomita para fora tudo o que pensa, machuca quem mais deveria ser amado. Não decifrou a liguagem do autocontrole.

Não existem relações perfeitas. Não existem almas gêmeas, que tenham os mesmos gostos, pensamentos e opiniões iguais o tempo todo, a não ser no cinema. Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio, precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.

Para conviver com máquinas, não precisamos do silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambas são frutos nobres do código da autocrítica, do código da capacidade de pensar antes de reagir. Preservam a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa. É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar.

É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo. Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência."

Augusto Cury

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Construtores da vida

Por mais que gostemos da vida no corpo físico, um dia, todos morreremos, isto é fato.

Morrem os pobres e morrem também os ricos.

Foi assim que um dia aquele homem, que detinha poder e muitas posses, foi habitar o além.

Foi recebido pelo benfeitor, encarregado de conduzi-lo à sua nova residência.

Caminhavam calmamente por um lugar pitoresco, com ruas calmas, um gramado extenso e grande variedade de árvores e jardins.

Ao passarem por uma das casas, o benfeitor mostrou-a ao homem e lhe disse: “observe! Aquela é a casa de sua cozinheira.”

“Mas ela ainda não morreu”, respondeu o homem.

Sem dar nenhuma resposta, andaram por mais algum tempo e o orientador mostrou outra casinha graciosa e disse: “essa é a casa do seu jardineiro.”

Ambas eram casas muito agradáveis. Simples, mas aconchegantes. Jardins com flores silvestres e pássaros voejando e cantando por entre as borboletas que pousavam de flor em flor.

Discretos regatos com águas cantantes e cristalinas cortavam os gramados verdes.

O homem estava muito animado, pois se seus empregados teriam moradias tão agradáveis, o que não estaria reservado a ele, um homem rico e poderoso?

Caminharam por mais algum tempo, quando o benfeitor parou diante de um barraco, localizado numa área menos clara e quase sem nenhum encanto.

Com um gesto gentil indicou ao homem sua nova residência.

O homem teve um sobressalto.

Indignado perguntou ao orientador: “como posso eu, um homem rico e possuidor de muitos bens, morar agora nesse barraco caindo aos pedaços? Sem dúvida deve ser uma brincadeira!”

“Infelizmente não é, meu filho”, falou amavelmente o benfeitor.

E acrescentou: “todas as construções são feitas com os materiais que vocês nos enviam diariamente enquanto estão na Terra. São materiais invisíveis aos olhos físicos, mas firmes o bastante para construir um recanto sólido aqui, no mundo espiritual. Cada gesto nobre, cada boa ação, cada trabalho realizado com honestidade e desinteresse, são matérias primas importantes aplicadas nos tesouros verdadeiros deste lado da vida.”

“Mas como saber disso, se ninguém me avisou enquanto estava na Terra?”, objetou o infortunado.

“Ora, meu filho, talvez você tenha esquecido, mas há mais de dois milênios se ouve falar de um Homem chamado Jesus, que orientou muito bem sobre essa questão, recomendando que se construíssem tesouros no céu, onde nem a traça come nem os ladrões roubam.”


Pensativo e sem argumentos, o homem adentrou seu mísero barraco, em busca de um mínimo de conforto para sua alma inquieta.

Pense nisso!

Nossos maiores tesouros são as virtudes.

A compaixão, a fraternidade, a solidariedade, a ternura, o afeto, são elementos importantes na construção da beleza e da harmonia.

A honestidade, a dignidade, a humildade, a indulgência e a justiça, são virtudes essenciais para construções sólidas e indestrutíveis.

Assim sendo, vale a pena investir nesses tesouros desde hoje, pois a imortalidade não é uma proposta para ser pensada depois da morte, é uma realidade para ser vivida hoje.

Pense nisso, mas pense agora!

Texto da equipe de redação do momento espírita.