Você acredita em reencarnação? Acredita que alguém que tenha morrido possa retornar a viver, em outro corpo? Acha que isso tudo é somente uma grande fantasia, excelente para enredo de filmes, matéria literária para encher páginas e mais páginas de revistas?Talvez algo sensacional para títulos de manchetes?
Pois aquela senhora de 86 anos cultivava as saudades do seu irmão há mais de seis décadas quando um casal entrou em contato com ela. A princípio, de forma muito prudente, como a sondar seus sentimentos e depois, revelando enfim que, em sua casa, seu filho dizia ter sido irmão dela.
Anne Barron lembrava de que, no dia 3 de março de 1945, estava em sua sala de estar, fazendo a limpeza. Estava ansiosa porque toda a família iria se reunir em sua casa para aguardar, em breves dias, o retorno do irmão.
Então, ela sentiu como se ele estivesse ali, ao lado dela. E falaram e falaram. Eram muito ligados.
A reunião nunca aconteceu porque James foi dado como desaparecido em uma missão, como piloto. O dia em que desaparecera? 3 de março.
Agora, um menino de 5 anos estava ao telefone, para falar com ela. Ele a chamou de Annie. Ela estremeceu. Somente seu irmão a chamava dessa forma. A conversa foi muito interessante.
O garoto tinha conhecimento de muitas coisas da família. Referia-se ao pai e à mãe de ambos como um irmão faria. O menino se lembrava com riqueza de detalhes do alcoolismo do pai, de que uma outra irmã, de nome Ruth, tinha sido colunista social de um jornal da cidade.
A quantidade de minúcias da família sobre as quais conversavam Anne e o novo James era impressionante. Com o tempo, quaisquer dúvidas foram eliminadas da mente de Anne. Aquele era seu irmão, que voltara a viver, em outro corpo.
Então, ela resolveu mandar para a cidade onde ele morava, um presente. Era um quadro que a mãe deles havia pintado do filho quando ele era criança.
Quando o recebeu, a primeira pergunta do pequeno a Anne foi: Onde está o quadro que ela pintou de você?
Anne ficou sem fôlego. Apenas ela sabia que sua mãe pintara dois retratos: seu e de seu irmão. O retrato de Anne estava no sótão. Ninguém no mundo sabia disso, só ela.
A cada vez que com ele falava ao telefone, ela tinha mais certeza: aquele garoto era um Espírito familiar. Quando o ouvia, ela não podia deixar de reconhecer que era o Espírito do seu irmão, morto na guerra, que voltara.
Quando se encontraram, pela primeira vez, face a face, ele a olhou atentamente. Quieto, ele a ficou examinando com o olhar, avaliando. Algo como se estivesse tentando encontrar o rosto da irmã de 24 anos na mulher de agora 86 anos. Ela envelhecera. Ele renascera.
Não demorou muito e conversavam, de forma natural, com afetividade, identificando-se um com o outro.
* * *
A reencarnação é Lei natural e todos os Espíritos a ela se submetem, até alcançar a perfeição. Foi isso que Jesus ensinou ao falar a Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo: ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo".
Redação do Momento Espírita, com base nos caps.
32 e 33 do livro A volta, de Bruce e Andréa Leininger
com Ken Gross, ed. Bestseller.
Em 29.03.2010
Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-
sábado, 10 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O Mundo não vai acabar, mas os valores irão mudar radicalmente.
O planeta está em convulsão. E como o indivíduo e o mundo são a mesma coisa, vivemos essa convulsão junto com o planeta. Terremotos, erupção de vulcões adormecidos e tsunamis são processos que todos estamos vivendo em nossas vidas pessoais. Este deve ser um momento de profunda reflexão para entendermos que existe algo por trás desses acontecimentos e que deve ser compreendido.
A história do homem passa por vários ciclos que fazem parte de seu processo evolutivo. E hoje vivemos a finalização de um deles. O chamado mostra o caminho que nos leva à espiritualidade, e quando falo em espiritualidade não me refiro a nenhuma espécie de religião ou ritual. O caminho espiritual se dá, antes de tudo, através do primeiro impulso em direção à nossa consciência. Todos devemos reconhecer dentro de nós mesmos, neste momento, essa faísca, esse principio espiritual.
A humanidade mudou. Todos estamos mudando rapidamente sem estarmos preparados para isso. E com isso, novas doenças sociais e psicológicas são desencadeadas sucessivamente. Crimes hediondos, o surgimento de psicopatas, sociopatas, drogas, excesso de sensualidade, medos, loucura e desespero, tudo isso faz parte desse processo. O mundo não vai acabar. Mas nossos valores mudarão de tal maneira que um novo mundo despontará.
A humanidade está atravessando o limiar entre matéria e espírito, estamos subindo um degrau a mais em nosso processo evolutivo. Esse é o principal motivo do desenrolar de tanta brutalidade e falta de sentido. Vivemos um momento de crise coletiva. O que éramos já não faz mais sentido, crescemos, mudamos, mas ainda não sabemos o que seremos. Estamos no meio, entre o que fomos e o que devemos nos tornar.
Há uma espécie de mecanismo dentro de nós que está parando de funcionar, um padrão de coordenação que está falindo. Nossos pensamentos estão se voltando para o mundo espiritual, assim como nossos sentimentos. A cada dia que passa, conseguiremos entrar em contato mais profundo com nossos sentimentos verdadeiros, os mais autênticos que brotam dentro de nós. Impulsos que vem de outras vidas, que fazem parte de nosso processo de crescimento. Por isso estamos vivendo situações estranhas, coisas acontecem e não entendemos.
Os conflitos ainda aumentarão, essa é a sensação de "fim do mundo" que todos nós estamos vivendo. Precisamos descobrir o que é isso individualmente pois, a partir de já, nossa missão é descobrir o mundo dentro de nós. Luz para todos!
Eunice Ferrari
A história do homem passa por vários ciclos que fazem parte de seu processo evolutivo. E hoje vivemos a finalização de um deles. O chamado mostra o caminho que nos leva à espiritualidade, e quando falo em espiritualidade não me refiro a nenhuma espécie de religião ou ritual. O caminho espiritual se dá, antes de tudo, através do primeiro impulso em direção à nossa consciência. Todos devemos reconhecer dentro de nós mesmos, neste momento, essa faísca, esse principio espiritual.
A humanidade mudou. Todos estamos mudando rapidamente sem estarmos preparados para isso. E com isso, novas doenças sociais e psicológicas são desencadeadas sucessivamente. Crimes hediondos, o surgimento de psicopatas, sociopatas, drogas, excesso de sensualidade, medos, loucura e desespero, tudo isso faz parte desse processo. O mundo não vai acabar. Mas nossos valores mudarão de tal maneira que um novo mundo despontará.
A humanidade está atravessando o limiar entre matéria e espírito, estamos subindo um degrau a mais em nosso processo evolutivo. Esse é o principal motivo do desenrolar de tanta brutalidade e falta de sentido. Vivemos um momento de crise coletiva. O que éramos já não faz mais sentido, crescemos, mudamos, mas ainda não sabemos o que seremos. Estamos no meio, entre o que fomos e o que devemos nos tornar.
Há uma espécie de mecanismo dentro de nós que está parando de funcionar, um padrão de coordenação que está falindo. Nossos pensamentos estão se voltando para o mundo espiritual, assim como nossos sentimentos. A cada dia que passa, conseguiremos entrar em contato mais profundo com nossos sentimentos verdadeiros, os mais autênticos que brotam dentro de nós. Impulsos que vem de outras vidas, que fazem parte de nosso processo de crescimento. Por isso estamos vivendo situações estranhas, coisas acontecem e não entendemos.
Os conflitos ainda aumentarão, essa é a sensação de "fim do mundo" que todos nós estamos vivendo. Precisamos descobrir o que é isso individualmente pois, a partir de já, nossa missão é descobrir o mundo dentro de nós. Luz para todos!
Eunice Ferrari
O amor quando chega.
O amor quando chega nos invade, acolhe, aconchega, nos faz brilhar... apesar de tanto desejar e esperar por ele, nem sempre somos abençoados com nobre sentimento! Mas quando chega, verdadeiramente, nos sentimos assustados, não sabemos o que fazer. Se é que deve ser feito algo... só conseguimos saber que sentimos algo forte, muito forte! "O que é isso?" nos perguntamos, "tão diferente do que já senti!"... pensamos! Não é por ser diferente que é errado ou com menor valor, apenas é diferente daquilo que conhecemos, mas talvez por isso mesmo seja algo tão assustador. Mas ao mesmo tempo é bom, tranqüilo, parece que liberta; muito diferente daquele sentimento que damos o nome de amor, quando na verdade está muito mais para apego, posse, atração, desejo, prisão.
Só depois que ele - amor - chega é que reconhecemos a sutil diferença ao que sentíamos e um dia demos o nome de amor, e ao que é amor realmente. Para nomear um sentimento com esse nome, ele deve ser muito nobre, o que em nada combina com ciúmes, agressões, insegurança, infidelidade, controle, manipulação, brigas constantes, entre outros! Não, o amor não traz nada disso, ele traz exatamente o contrário: paz, segurança, tranqüilidade, harmonia, crescimento mútuo, confiança, cumplicidade, enfim, aquilo que sempre desejamos ter, mas enquanto não for amor de verdade, dificilmente conseguiremos conquistar, por mais que o desejemos.
Mas por qual motivo é tão difícil encontrar o amor verdadeiro? Tudo começa com a falta de amor por nós mesmos, que geralmente vem associada à baixa auto-estima. Ou seja, se não reconhecemos nossos reais valores, como podemos nos amar? E como saber de nosso valor enquanto pessoa se nem todos se dão ao trabalho de se conhecerem? Dificilmente, alguém ama quem não conhece, ou ainda, quem não se dá o devido valor.
Isso nos faz chegar à conclusão que sem nos conhecermos, e em conseqüência nos amarmos - pois o amor vem do conhecimento, admiração, que se tem por outra pessoa ou por si mesmo - não conseguiremos verdadeiramente amar alguém ou permitir que tal amor chegue até nós!
Sem nos conhecermos, não sabemos quais são as necessidades emocionais que temos, as quais não deixam de existir por não as reconhecermos. Elas muitas vezes são responsáveis por nossas expectativas frustradas, escolhas erradas, repetições de padrões que não mais desejamos viver, pois muitas vezes esperamos que nosso companheiro venha a suprir tudo aquilo que necessitamos desde crianças e que não fomos correspondidos. Com isso tendemos a idealizar o outro, vendo nele aquilo que gostaríamos que fosse e não quem ele é na realidade. E conforme ele vai se mostrando a nós, sentimos como se tivéssemos sido enganados. Mas será que fomos mesmo enganados ou sequer nos demos tempo para saber quem é essa pessoa que deixamos entrar em nossa vida, sem pedir licença, e colocamos nosso coração e nossa vida totalmente em suas mãos? Geralmente, vemos o outro como um ideal e não como real.
Resumindo: a falta de amor-próprio, a baixa auto-estima, as necessidades emocionais não reconhecidas, geralmente causadas pela falta de autoconhecimento, somada às idealizações, expectativas, carências, histórico de vida, podem comprometer nossos relacionamentos e dificultar o encontro com o verdadeiro amor. O que, no fundo da alma, é o que todos buscamos.
Portanto, devemos realizar toda essa caminhada de autoconhecimento para depois nos permitirmos nos envolver com outra pessoa, o que raramente as pessoas fazem. Elas querem alguém que não as façam se sentir sozinhas e, nessa busca, muitas vezes se encontram mais sozinhas do que antes. Por medo de ficar só envolvem-se com pessoas cujo relacionamento traz apenas sofrimento.
"Mas como reconhecer se o que sinto é amor?" você deve estar se perguntando... Para reconhecê-lo é preciso ter um mínimo de autoconhecimento, pois do contrário estará vulnerável a considerar toda pessoa que vier a conhecer e/ou se relacionar como uma possibilidade de vivenciar o amor, podendo assim facilmente confundir apego, posse, atração, com amor. Fará isso porque irá sobrepor suas carências, sem respeitar suas reais necessidades, que muitas vezes está muito distante de serem supridas por esse pessoa. Claro que devemos considerar que ninguém supre as carências de ninguém, mas sempre queremos uma pessoa que seja carinhosa, compreensiva, amiga, enfim, que tenha valores semelhantes aos nossos, mas ignoramos isso e nos envolvemos sem o menor conhecimento do outro, em conseqüência da falta de conhecimento de nós mesmos, assim nos tornamos dependentes emocionais. Sim, não podemos saber isso sem dar o mínimo de chance para conhecer o outro, mas quantas vezes não entramos num relacionamento sem sabermos muito bem sequer o que queremos?
Como encontrar alguém que lhe faça feliz se nem você mesmo o sabe? Como conhecer alguém se você mesmo não se conhece? Como não repetir padrões se nem sabe quais está repetindo? Sim, o autoconhecimento se torna importante até para iniciar um relacionamento, portanto, procure se conhecer mais, saber o que é importante para você no relacionamento afetivo, tenha referência de como seria o relacionamento ideal para você, ainda que ele não seja exatamente igual, ao menos saberá o quanto está perto ou distante do que deseja realmente para sua vida.
Rosemeire Zago
Só depois que ele - amor - chega é que reconhecemos a sutil diferença ao que sentíamos e um dia demos o nome de amor, e ao que é amor realmente. Para nomear um sentimento com esse nome, ele deve ser muito nobre, o que em nada combina com ciúmes, agressões, insegurança, infidelidade, controle, manipulação, brigas constantes, entre outros! Não, o amor não traz nada disso, ele traz exatamente o contrário: paz, segurança, tranqüilidade, harmonia, crescimento mútuo, confiança, cumplicidade, enfim, aquilo que sempre desejamos ter, mas enquanto não for amor de verdade, dificilmente conseguiremos conquistar, por mais que o desejemos.
Mas por qual motivo é tão difícil encontrar o amor verdadeiro? Tudo começa com a falta de amor por nós mesmos, que geralmente vem associada à baixa auto-estima. Ou seja, se não reconhecemos nossos reais valores, como podemos nos amar? E como saber de nosso valor enquanto pessoa se nem todos se dão ao trabalho de se conhecerem? Dificilmente, alguém ama quem não conhece, ou ainda, quem não se dá o devido valor.
Isso nos faz chegar à conclusão que sem nos conhecermos, e em conseqüência nos amarmos - pois o amor vem do conhecimento, admiração, que se tem por outra pessoa ou por si mesmo - não conseguiremos verdadeiramente amar alguém ou permitir que tal amor chegue até nós!
Sem nos conhecermos, não sabemos quais são as necessidades emocionais que temos, as quais não deixam de existir por não as reconhecermos. Elas muitas vezes são responsáveis por nossas expectativas frustradas, escolhas erradas, repetições de padrões que não mais desejamos viver, pois muitas vezes esperamos que nosso companheiro venha a suprir tudo aquilo que necessitamos desde crianças e que não fomos correspondidos. Com isso tendemos a idealizar o outro, vendo nele aquilo que gostaríamos que fosse e não quem ele é na realidade. E conforme ele vai se mostrando a nós, sentimos como se tivéssemos sido enganados. Mas será que fomos mesmo enganados ou sequer nos demos tempo para saber quem é essa pessoa que deixamos entrar em nossa vida, sem pedir licença, e colocamos nosso coração e nossa vida totalmente em suas mãos? Geralmente, vemos o outro como um ideal e não como real.
Resumindo: a falta de amor-próprio, a baixa auto-estima, as necessidades emocionais não reconhecidas, geralmente causadas pela falta de autoconhecimento, somada às idealizações, expectativas, carências, histórico de vida, podem comprometer nossos relacionamentos e dificultar o encontro com o verdadeiro amor. O que, no fundo da alma, é o que todos buscamos.
Portanto, devemos realizar toda essa caminhada de autoconhecimento para depois nos permitirmos nos envolver com outra pessoa, o que raramente as pessoas fazem. Elas querem alguém que não as façam se sentir sozinhas e, nessa busca, muitas vezes se encontram mais sozinhas do que antes. Por medo de ficar só envolvem-se com pessoas cujo relacionamento traz apenas sofrimento.
"Mas como reconhecer se o que sinto é amor?" você deve estar se perguntando... Para reconhecê-lo é preciso ter um mínimo de autoconhecimento, pois do contrário estará vulnerável a considerar toda pessoa que vier a conhecer e/ou se relacionar como uma possibilidade de vivenciar o amor, podendo assim facilmente confundir apego, posse, atração, com amor. Fará isso porque irá sobrepor suas carências, sem respeitar suas reais necessidades, que muitas vezes está muito distante de serem supridas por esse pessoa. Claro que devemos considerar que ninguém supre as carências de ninguém, mas sempre queremos uma pessoa que seja carinhosa, compreensiva, amiga, enfim, que tenha valores semelhantes aos nossos, mas ignoramos isso e nos envolvemos sem o menor conhecimento do outro, em conseqüência da falta de conhecimento de nós mesmos, assim nos tornamos dependentes emocionais. Sim, não podemos saber isso sem dar o mínimo de chance para conhecer o outro, mas quantas vezes não entramos num relacionamento sem sabermos muito bem sequer o que queremos?
Como encontrar alguém que lhe faça feliz se nem você mesmo o sabe? Como conhecer alguém se você mesmo não se conhece? Como não repetir padrões se nem sabe quais está repetindo? Sim, o autoconhecimento se torna importante até para iniciar um relacionamento, portanto, procure se conhecer mais, saber o que é importante para você no relacionamento afetivo, tenha referência de como seria o relacionamento ideal para você, ainda que ele não seja exatamente igual, ao menos saberá o quanto está perto ou distante do que deseja realmente para sua vida.
Rosemeire Zago
quinta-feira, 25 de março de 2010
FALANDO A RESPEITO DE CARINHO E CONSIDERAÇÃO
Carinho e consideração não devem ser apenas duas palavras...
São sentimentos que devem caminhar paralelamente...
Osculos e amplexos,
Marcial
Temos que entender que não é apenas o ato físico de se acarinhar alguém que pode ser chamado de carinho, eis que mais importante do que o carinho físico, é o carinho moral. É aquele apoio certo dado na hora certa, quando dele se necessita, e logicamente, quando ao carinho, se junta a consideração, que empresta sinceridade ao carinho, que assim não será algo feito mecanicamente, por obrigação.
E como é importante que ambos caminhem juntos, e pode-se dizer que existem de fato, quando o carinho é sincero, e, nesse caso, claro que tem haver a consideração em igual dosagem.
É muito fácil fazer um carinho, mas para que ele realmente seja sentido, é necessário que exista um real sentimento de afeição, de amizade, que é mesmo mais importante do que o amor propriamente dito, principalmente quando esse amor é um amor possessivo, egoísta, quando nos sentimos mais proprietários do que parceiros, quando não admitimos que o objeto de nosso amor tenha qualquer sentimento de carinho para com outras pessoas. Quando o relacionamento está nesse nível, os carinhos feitos não são sentidos com sinceridade. Um carinho para ser sincero, tem que passar a idéia de que o estamos fazendo apenas para agradar a quem amamos, e não com a idéia de marcar a posse, de mostrar que “somos donos de seu corpo e de sua vontade”, assim como os animais marcam seu território com sua urina.
Realmente não é por aí. O amor para ser bem vivido e sentido, não pode ser exclusivista. Temos que admitir que a pessoa que amamos, também pode ter sentimentos de amor ou de amizade para com outras pessoas. Temos que saber dividir, pois existem diversos tipos de amores. E o verdadeiro amor não prende, pelo contrário, deixa o sentimento de liberdade, pois o mais importante não é “termos” o amor de alguém, mas sim, de “sentirmos” esse amor, ou ainda, de “sermos” o amor desse alguém a quem amamos, de sentirmos que nossa companhia é-lhe agradável, que nosso amor é desejado, que nossos carinhos são bem recebidos. Jamais poderemos exigir a reciprocidade de nosso amor, mas sim esperar que nosso amor seja correspondido.
Precisamos saber conquistar esse amor, e antes de tudo, saber conquistar sua amizade, seu carinho, sua confiança. Saber respeitar seu espaço, para que o nosso também o seja. Essa é a real base para que o amor perdure, para que o relacionamento seja não só duradouro, mas também prazeroso. De que nos valerá ter uma companhia que apenas nos teme, ou que não nos deseja realmente? De que nos valerá saber que esse alguém a quem amamos apenas “está” a nosso lado, mas não sente prazer em nossa companhia? De que nos valerá ter essa posse transitória de um corpo, quando a alma está longe?
É importante lembrar uma mensagem de L’Inconnu sobre esse assunto:
Viva e deixe viver... É mais importante conceder o direito à vida e ao espaço, do que impormos o nosso... Permita que sua parceria respire em liberdade, e o ar ficará mais puro e mais agradável para ser respirado em conjunto...”
Quando conseguirmos conquistar a amizade e a confiança, estaremos prontos para conquistar o amor desejado. Quando soubermos respeitar o espaço e os direitos de liberdade de quem amamos, estaremos prontos para obter a reciprocidade de nosso amor.
Quando, finalmente, soubermos que os carinhos que fazemos estão sendo realmente sentidos, e que existe um sentido de consideração de parte a parte, estaremos prontos para viver um amor por muito tempo, cumprindo o famoso “até que a morte nos separe...”
É com este sentimento que desejo a todos e a você em particular, UM LINDO DIA.
Marcial Salaverry
São sentimentos que devem caminhar paralelamente...
Osculos e amplexos,
Marcial
Temos que entender que não é apenas o ato físico de se acarinhar alguém que pode ser chamado de carinho, eis que mais importante do que o carinho físico, é o carinho moral. É aquele apoio certo dado na hora certa, quando dele se necessita, e logicamente, quando ao carinho, se junta a consideração, que empresta sinceridade ao carinho, que assim não será algo feito mecanicamente, por obrigação.
E como é importante que ambos caminhem juntos, e pode-se dizer que existem de fato, quando o carinho é sincero, e, nesse caso, claro que tem haver a consideração em igual dosagem.
É muito fácil fazer um carinho, mas para que ele realmente seja sentido, é necessário que exista um real sentimento de afeição, de amizade, que é mesmo mais importante do que o amor propriamente dito, principalmente quando esse amor é um amor possessivo, egoísta, quando nos sentimos mais proprietários do que parceiros, quando não admitimos que o objeto de nosso amor tenha qualquer sentimento de carinho para com outras pessoas. Quando o relacionamento está nesse nível, os carinhos feitos não são sentidos com sinceridade. Um carinho para ser sincero, tem que passar a idéia de que o estamos fazendo apenas para agradar a quem amamos, e não com a idéia de marcar a posse, de mostrar que “somos donos de seu corpo e de sua vontade”, assim como os animais marcam seu território com sua urina.
Realmente não é por aí. O amor para ser bem vivido e sentido, não pode ser exclusivista. Temos que admitir que a pessoa que amamos, também pode ter sentimentos de amor ou de amizade para com outras pessoas. Temos que saber dividir, pois existem diversos tipos de amores. E o verdadeiro amor não prende, pelo contrário, deixa o sentimento de liberdade, pois o mais importante não é “termos” o amor de alguém, mas sim, de “sentirmos” esse amor, ou ainda, de “sermos” o amor desse alguém a quem amamos, de sentirmos que nossa companhia é-lhe agradável, que nosso amor é desejado, que nossos carinhos são bem recebidos. Jamais poderemos exigir a reciprocidade de nosso amor, mas sim esperar que nosso amor seja correspondido.
Precisamos saber conquistar esse amor, e antes de tudo, saber conquistar sua amizade, seu carinho, sua confiança. Saber respeitar seu espaço, para que o nosso também o seja. Essa é a real base para que o amor perdure, para que o relacionamento seja não só duradouro, mas também prazeroso. De que nos valerá ter uma companhia que apenas nos teme, ou que não nos deseja realmente? De que nos valerá saber que esse alguém a quem amamos apenas “está” a nosso lado, mas não sente prazer em nossa companhia? De que nos valerá ter essa posse transitória de um corpo, quando a alma está longe?
É importante lembrar uma mensagem de L’Inconnu sobre esse assunto:
Viva e deixe viver... É mais importante conceder o direito à vida e ao espaço, do que impormos o nosso... Permita que sua parceria respire em liberdade, e o ar ficará mais puro e mais agradável para ser respirado em conjunto...”
Quando conseguirmos conquistar a amizade e a confiança, estaremos prontos para conquistar o amor desejado. Quando soubermos respeitar o espaço e os direitos de liberdade de quem amamos, estaremos prontos para obter a reciprocidade de nosso amor.
Quando, finalmente, soubermos que os carinhos que fazemos estão sendo realmente sentidos, e que existe um sentido de consideração de parte a parte, estaremos prontos para viver um amor por muito tempo, cumprindo o famoso “até que a morte nos separe...”
É com este sentimento que desejo a todos e a você em particular, UM LINDO DIA.
Marcial Salaverry
O mal só nos afeta na medida em que o deixarmos
Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma.
Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais orgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das ideias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios'
Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais orgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das ideias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios'
terça-feira, 23 de março de 2010
A Nossa Dignidade Consiste no Pensamento
O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar. Mas quando o universo o aniquilasse o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso.
Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento. É daí que deveremos elevar-nos e não do espaço e do tempo, que não poderíamos preencher. Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princípio da moral.
Blaise Pascal, in "Pensamentos"
Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento. É daí que deveremos elevar-nos e não do espaço e do tempo, que não poderíamos preencher. Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princípio da moral.
Blaise Pascal, in "Pensamentos"
segunda-feira, 22 de março de 2010
O POÇO E A PEDRA
“Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes. Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele. O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:
“Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!”- pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
“Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?”
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
“Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima.”
O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço. Pouco depois, veio a voz do monge:
“Pode puxar!”
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
“Hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo.”De lá de dentro, o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
“Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.”
“Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.”
A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos turvarem nossa mente, nossa razão, ocultando nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem. Abandonemos as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros de nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho. ”
Autor desconhecido
“Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!”- pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
“Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?”
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
“Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima.”
O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço. Pouco depois, veio a voz do monge:
“Pode puxar!”
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
“Hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo.”De lá de dentro, o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
“Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.”
“Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.”
A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos turvarem nossa mente, nossa razão, ocultando nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem. Abandonemos as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros de nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho. ”
Autor desconhecido
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