Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Albert Einstein sobre o ser humano...

"O Ser Humano é parte de um todo chamado por nós de 'universo', uma parte limitada no tempo e no espaço.
Ele experiencia a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como alguma coisa separada do resto - uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência.
Essa ilusão é uma forma de prisão para nós, restringindo-nos a nossos desejos pessoais e à afeição por umas poucas pessoas próximas.
Nossa tarefa deve ser a de nos libertar dessa prisão alargando nossos círculos de compaixão para envolver todas as criaturas vivas e o todo da natureza em sua beleza."

O Falso Eu - Elisabeth Cavalcante

Todos os seres humanos nascem num estado de unidade. Mas, na medida em que a criança cresce, o ego se fortalece e passa a predominar sobre sua verdadeira natureza, o ser divino que encarnou em um corpo físico.

A partir daí começam a coexistir dentro deste ser dois eus: o falso e o verdadeiro. O falso tem sua utilidade para que ele possa exercer um papel no mundo material. Uma personalidade exterior se faz necessária para que possamos realizar as tarefas inerentes à nossa missão cármica.

A dualidade que é inerente a este mundo, e se manifesta em opostos como o bem e o mal, a luz e a escuridão, o prazer e a dor, está também interiorizada em nós. Cada ser encarnado tem desafios a serem enfrentados em seu caminho evolutivo, porém, o potencial supremo, a realização total está ali, presente o tempo todo.

O problema é que o ego, ou o falso eu, que se manifesta através da mente e de suas diferentes expressões como os pensamentos, as emoções e as sensações, se torna de tal forma predominante, que esquecemos totalmente de nosso eu verdadeiro.

Passamos então a acreditar plenamente que aquela máscara que utilizamos no dia-a-dia, para encarar as batalhas do mundo exterior, constitui nosso verdadeiro eu. O primeiro passo no caminho da autotransformação é ir para dentro, refugiar-se no mundo interior por alguns minutos diariamente, pois este exercício nos tornará cada vez mais conscientes de nosso verdadeiro eu.

Somente esta consciência nos permitirá perceber quando o falso eu está atuando e como ele vem nos dominando ao longo de toda a vida. Quanto mais identificados com a mente permanecermos, mais acreditaremos que somos o falso eu que ela nos impõe através do orgulho, da vaidade, do desejo de poder.

A mente é uma ferramenta muito útil quando colocada a serviço de nosso eu divino. Mas é extremamente danosa quando serve apenas ao falso eu, pois impede-nos de acessar toda a riqueza que existe em nosso interior.

Silenciar a mente e seu turbilhão de pensamentos e desejos é a única forma de nos tornarmos os agentes de nossas vidas, e nos libertarmos da escravidão que a mente nos impõe. E para silenciá-la só há um caminho: aquietar-se e observar.

Ao observar a mente, sem qualquer julgamento, simplesmente percebendo os inúmeros pensamentos que passam por ela a cada segundo, vamos tendo clareza das falsas crenças que habitam nosso interior e podemos, deste modo, descobrir onde se originam nossos medos e angústias e toda a negatividade que nos impede de enxergar a luz e a felicidade que se esconde em nós.

“Expresse-se. A existência é a expressão de Deus - é disso que consiste a criatividade. Expresse-se, e não condene coisa alguma. Não há nada de errado com você; tudo o que é, é belo. Algo pode precisar de transformação, mas não está errado. Ele não tem que ser abandonado, ele tem que ser transformado. E a transformação acontece através da disciplina; a disciplina vem através da meditação. Fique mais alerta, observador. Mas não carregue conclusões, conclusões prévias.

... Como você poderá observar se você já tiver concluído?
... Um meditador tem que estar absolutamente sem preconceitos, sem nenhuma conclusão. Ele tem que ser um mero observador científico. Ele simplesmente observa, anota o que quer que aconteça na sua mente. Observa, não deixa nada passar despercebido, isso é tudo. Toda a beleza da observação é que tudo que for sem sentido começa a desaparecer por conta própria e tudo o que tiver sentido começa a crescer.

Suas energias começam a se juntar em torno do significativo e começam a abandonar o não significativo. Então nasce uma certa disciplina, que não é imposta por ninguém a partir do exterior... então o que for legítimo acontecerá silenciosamente, exatamente como sua sombra. Ele não faz barulho e não lhe dá qualquer ego. Quando você se torna mais consciente, todo o ego desaparece. Você se torna mais e mais humilde, mais e mais simples, mais e mais comum. E isso é divino, essa simplicidade é sagrada. Mas a disciplina tem que nascer em você. Eu posso comungar com você a minha compreensão, eu posso compartilhar com você a minha experiência, isso é tudo; em seguida cabe a você decidir o que fazer e o que não fazer”.
Osho - Tao, o Portal Dourado.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Vida Dentro do Coração

A passagem da vida fora do coração para a vida dentro do coração
é realmente um novo nascimento.
Quando a consciência se estabiliza no coração o mundo muda,
O seu olhar para o mundo muda,
A sua percepção do mundo muda
E o mundo realmente muda pra você.
A vida dentro do coração é...
Uma vida nova,
Uma vida onde a distância e a
separação são abolidas,
Uma vida onde o mental
não pode mais lhe enganar.
Chegando nesse nível, a maior parte
dos véus da ilusão e da separação
se dissolvem.
É a descoberta de um estado que faz com que você descubra de maneira verdadeira,
além da alegria, a serenidade,
a pureza e a ausência de conflitos interiores.
A vida se desenrola com novas normas,
O mundo externo muda porque seu olhar muda,
Porque você percebe no outro/nos outros,
os jogos da ilusão,
e então todo julgamento desaparece
Uma nova vida começa então para você.
Vida onde não há lugar para dúvidas, para interrogações.
Você se dá conta da vaidade,
da inutilidade das construções mentais,
dos jogos de poder, de domínio,
dos próprios jogos de sedução.
Nenhum dos jogos do ego, da personalidade, lhe interessa mais.
Os questionamentos se calam,
O sentido da vida lhe aparece na sua majestosa simplicidade.
Você não tem mais nada a defender,
Você não tem mais nada a provar,
Você não tem mais nada a demonstrar,
Você simplesmente É.
Sai da ilusão de pertencer a esta realidade
para entrar na sua própria Divindade.
A visão torna-se penetrante.
O tempo que flui lhe parece
como a suprema ilusão que ele é.
Tornam-se capazes de viver múltiplas realidades de uma só vez
Os véus da separatividade lhes foram irremediavelmente retirados.
Percebem a multiplicidade e o jogo
das dimensões que participam todas da mesma Unidade.
Estar no coração não é uma palavra em vão.
Estar no coração não é mais definir o coração com a cabeça,
É definir o coração com o coração.
Vive-se a Unidade.
E também um sentimento de profunda unificação com a Divindade.
Se vive na humildade, agradecendo à Fonte reencontrada.
Esse estado precisa que algumas crenças
sejam abandonadas.
Precisa de uma neutralidade bondosa
E produz uma serenidade
permanente.
Assim, instala-se a Paz.
Instala-se a Verdade Suprema,
Que é Beleza,
Que é LUZ,
Que é AMOR.
Um estado vibratório no meio do peito
Assinala a abertura do seu Templo Interior.
E o contato do seu Interior com a Fonte.
Toda alma se direciona para esse objetivo,
Não por uma vontade mas
Por uma tensão de Serviço em direção à Luz
Nestes tempos e nesta época, as circunstâncias de vida na terra facilitam o acesso a esse nível,
à realidade da sua divindade e do seu coração.
Não basta acreditar no coração para se colocar vivendo nele.
Isso necessita de um impulso,
Uma tensão total da consciência em sua direção...
A tensão vem junto com o soltar-se...
Não se trata também de uma resistência
a ser vencida,
Mas muito mais de um estado de aceitação,
De submissão e fidelidade à verdade da Luz
A esse nível a vida é gratuita.
A abundância da vida, a abundância da Luz.
Um Servir espontâneo e não criado
Amor espontâneo e não ditado.
Viver no coração não é uma idéia
nem um conceito,
nem um comportamento,
mas uma vibração da consciência que
está nascendo no meio do seu peito.
A vida no coração
manifesta-se por uma vibração.
Somente você pode penetrar no santuário!!!

Mensagem – por Mestre RAM 13/5/09

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Imperfeições morais

Certo dia, um casal ao chegar do trabalho, encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, ficaram assustados. Mas um homem forte e saudável com corpo de halterofilista disse:

- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.

- Mas quem são vocês? Pergunta a mulher.

- Eu sou a PREGUIÇA responde o homem másculo. Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.

- Como você pode ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? Indagou a mulher.

- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos. Com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

- Uma mulher curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:

- Eu meus filhos, sou a LUXÚRIA.

- Não é possível! Diz o homem. Você não pode atrair ninguém com esta feiúra.

- Não há feiúra para a luxúria filhos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta, e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

- Um mal cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:

- Eu sou a COBIÇA. Por mim muitos já mataram. Por mim muitos já abandonaram famílias e pátria. Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente, por mais rico que pareça, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim, me verás desta forma. Porque a cobiça está tanto dentro do pobre quanto do rico.

- E eu sou a GULA! Disse uma lindíssima mulher, com o corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de formas e movimentos.

Assustaram-se os donos da casa, e a mulher disse:

- Sempre imaginei que a gula fosse gorda!

- Isso é o que vocês pensam. Responde ela. Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta. Quem tem a mim não se apercebe. Mostro-me sempre disposta a ajudar àqueles que querem fazer regimes, mas na verdade faço tudo ir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo. Também por mim muitas famílias destruíram-se em busca da luxúria.

- Sentado em uma cadeira, num canto da casa, um senhor também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimento suave disse:

- Eu sou a IRA! Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.

- Ira? Parece mais um vovô que todos gostaríamos de ter, diz a dona da casa.

- E a grande maioria me tem, responde o vovô. Mato com crueldade. Provoco brigas horríveis que destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim. Posso estar em qualquer lugar, e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar no... aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas, sem me manifestar, provocando úlceras, cânceres, e as mais temíveis doenças.

- Eu sou a INVEJA! Faço parte da história do homem desde a sua aparição. Diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

- Como inveja se és rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? Disse a mulher da casa.

- Há os que são ricos; os que são poderosos; os que são famosos; e os que... não são nada disso. Mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Pois felicidade depende de amor, e isso é o que mais carecem na humanidade. Por causa de mim muita destruição já houve, mortes e sofrimento. Onde eu estou, está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, características das crianças. Sua face de delicados traços mostrava a plenitude da juventude. Olhos vívidos e enigmáticos parecia estar alheio aos acontecimentos. Quando foi indagado pelo dono da casa:

- E você garoto? O que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?

- O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:

- Eu sou o ORGULHO!

- Orgulho? Mas você é apenas uma criança, tão inocente quanto todas as outras.

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e então ele disse:

- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo. Mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos aqui. Quer brincar comigo?

A preguiça interrompe a conversa e diz:

- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.

O homem da casa responde:

- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.

O casal se dirige para seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.

- Então? Pergunta a gula.

- Ante expectativa geral respondem: Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.

Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta:

- Hei! Vocês vão embora também?

O menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:

- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha...

Pois onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.

Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhes convir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto.

Onde não há orgulho não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.

Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições, e jamais admitem que o são. Arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.

Onde não há orgulho não há ira, pois os irosos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação. São incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado, e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.

Onde não há orgulho não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for. Precisam constantemente superar os demais nas conquistas. Não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor à vida.

Saíram todos sem olhar para traz. E ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto.


Autor Desconhecido

Definição de saudade

Artigo do Dr. Rogério Brandăo, Médico Oncologista.

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuaçăo profissional (...) "... posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Năo conhecemos nossa verdadeira dimensăo até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoçăo do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.

Vivenciei os dramas dos meus pacientes. Crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, Manipulaçőes, injeçőes e, todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias.

Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sózinho no quarto. Perguntei pela măe.. A resposta que recebi, ainda hoje, năo consigo contar sem vivenciar profunda emoçăo.

" - Tio, disse-me ela, ŕs vezes minha măe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu năo tenho medo de morrer, tio... Eu năo nasci para esta vida!"
Indaguei: - E o que morte representa para vocę, minha querida?

"- Olha tio, quando a gente é pequena, ŕs vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama,năo é?" (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.

"- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!"
Fiquei "entupigaitado", năo sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visăo e a espiritualidade daquela criança.
"- E minha măe vai ficar com saudades, emendou ela."

Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei: - E o que saudade signi- fica para vocę, minha querida?
- Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definiçăo melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: É O AMOR QUE FICA!
Meu anjinho já se foi há longos anos, mas deixou-me uma grande liçăo que ajudou a melhorar a minha vida. A tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve. Pelas liçőes que me ensinaste. Pela ajuda que me deste.
Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

Rogério Brandăo
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500

O medo

"O medo é o oposto do amor. Quando estamos dispostos a nos amar como somos e a confiar plenamente em nós mesmos, atraímos boas qualidades. Ao sentir medo, procure fazer afirmações positivas para impedir a recriação de situações assustadoras em sua mente. Lembre-se que nada vem de fora. Você é o centro de tudo que acontece em sua vida. Cada experiência é o reflexo de um padrão mental que você possui em seu interior.
Para conseguir fortalecer o coração, o corpo e a mente, una-se ao seu Poder Interior. Encontre uma boa conexão espiritual com ele e faça o possível para mantê-la.

Se você está se sentindo temeroso ou ameaçado sem um motivo justo, concentre-se em sua respiração. Você já deve ter notado que, quando está assustado, tende a prendê-la. Respire fundo. Ao fazer isso começa a derrubar barreiras. A respiração completa endireita a espinha, abre o peito e espaço para seu coração se expandir, fazendo com que o amor flua com facilidade. Depois de respirar fundo algumas vezes, diga: 'Sou uno com o Poder que me criou. Estou em segurança. Tudo está bem em meu mundo.' "
(recebí sem autoria)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Desapego

O planeta encontra-se numa fase muito especial de sua evolução e passa por profunda mudança. O desapego é fundamental para os que a estão acompanhando, pois sem desprendimento pelo que já é conhecido não seria possível ingressar livremente no que está para vir.
O desapego deve deixar de ser mero conceito para os que procuram vivê-lo. Não deve ser apenas uma palavra acolhida com boa vontade, mas a superação efetiva dos laços terrenos e do conhecimento atual.

O desapego é sempre necessário para ampliarmos a compreensão, para contatarmos o que ainda não foi desvelado. Assim, tudo o que captamos, descobrimos, compreendemos e vemos deveríamos soltar tão logo tenha cumprido seu papel de nos ensinar alguma coisa. Mas deveríamos desapegar-nos com amor e gratidão, cientes de que o objeto de nossa renúncia pode ser útil para os que estão em outros pontos evolutivos, ou até voltar a ser útil para nós mesmos em uma etapa posterior de nossa vida.

O desapego ajuda-nos a ir além do nível dos fenômenos e coloca-nos em contato com o essencial, com o que não é efêmero e cujas raízes se encontram em planos mais profundos. Se persistirmos na intenção de nos desapegar, as provas do dia-a-dia mostram-nos quão desprendidos estamos da existência material e daquilo de que ainda devemos despojar-nos.

À medida que nos desapegamos, o que ocorre em nossa vida física não nos afeta tanto e já não aplicamos tempo nem energia na análise de fenômenos. Aproveitamos, isto sim, todas as provas que ela nos traz como oportunidades de nos transformarmos.

O desapego é o principal fator na busca de uma vida mais avançada.

Mesmo que haja organização, pontualidade, obediência e autocontrole, mesmo que muitas virtudes já se façam notar em nosso ser, sem o desapego tudo isso pouco vale para a compreensão da realidade nos planos internos.

Se não damos excessiva importância às coisas fenomênicas e externas, elas deixam de ser um obstáculo para penetramos os níveis profundos da consciência e podem até ajudar-nos a fazê-lo.

LIBERTAÇÃO

Com a prática do desapego percebemos que a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes. Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou fazemos. O que há de mais significativo na existência vive em nosso interior, além das dimensões onde há fenômenos e efeitos visíveis.

Se com freqüência dirigimos a atenção aos níveis internos e superiores do nosso ser, podemos passar pelas provas mais dolorosas do físico, do emocional e do mental sem nos envolver com o sofrimento.

E cada ser humano que consiga agir, sentir e pensar com amor e desapego ajuda a libertar os semelhantes ainda condicionados às impressões próprias dos planos materiais, que são secundarias perante as verdadeiras causas dos acontecimentos, perante o que nos move e o que dá vida ao nosso ser externo.

Embora tenhamos tarefas no mundo concreto, devemos sempre saber que de um ponto de vista superior não pertencemos a ele.

Essa consciência de que a raiz da existência está no interior do ser, na essência imaterial, permite-nos atualizar e aprofundar a perspectiva acerca de um dos fenômenos mais atraentes de hoje, que são as aparições de luzes e ‘objetos desconhecidos’ no céu. Se estivermos presos a fenômenos, reduziremos a oportunidade de vê-las a uma pesquisa ou a um divertimento, enquanto poderíamos estar usufruindo sua irradiação interna, evolutiva e transcendente.

O relacionamento harmonioso e seguro com a realidade suprafísica que está por trás desse fenômeno é possível por meio da intuição.

A telepatia mental também pode ser usada para isso, mas é recurso dos que ainda não estabeleceram contato mais profundo, de alma, com a essência espiritual ou divina dessas luzes e ‘objetos’.

CONTATOS EVOLUTIVOS

Quando o contato com extraterrestres e intraterrenos se realiza isento de ilusões, a consciência humana pode receber auxilio para sua ascensão. A segurança nesses contatos está na ausência de envolvimentos com os planos psíquicos da Terra, especialmente o astral-emocional.

Pessoas desencarnadas que habitam o plano astral podem produzir fenômenos que não nos ajudam a elevar a consciência. Em geral esses fenômenos de origem astral alimentam as ligações com o mundo físico, o apego às coisas materiais, a pessoas ou a situações concretas. Diferente é o estímulo promovido pelo contato puro e autêntico com seres avançados de outras dimensões. A irradiação de sua energia conduz ao despertar ou ao fortalecimento do aspecto espiritual da vida, leva-nos a um estado mais fraterno e universal.

Procuremos ver qualquer fenômeno com imparcialidade, cientes de que em certos casos eles podem acrescentar algo à nossa compreensão acerca da vida e da união com o cosmos, e de que em outros casos podem distanciar-nos e prender-nos mais à Terra e aos nossos aspectos humanos que poderiam ser superados.

Embora as aparições no céu sejam um fenômeno, vê-las pode constituir um caminho para perceber a sua essência em planos imateriais, se estivermos livres de curiosidade. Quase sempre nesses planos sutis estão as lições de que precisamos, e o desapego do que é conhecido constitui o primeiro passos para chegarmos a elas.

Pela falta de percepção intuitiva, principalmente entre estudiosos e pesquisadores desses fenômenos, a literatura e as informações a esse respeito são heterogêneas, e a incompreensão por esses seres de outros mundos que estão a serviço da evolução da Terra é quase geral.

O contato com a essência que anima esses fenômenos ainda se mantém restrito. Mas quando o caos se generalizar sobre a Terra, quando a natureza der inicio a maiores reações e a sobrevivência se fizer impossível em várias áreas do planeta, o contato com realidades suprafisicas se ampliará. As naves extraterrestres e intraterrenas se apresentarão abertamente para cumprir suas tarefas, e muitos já terão percebido o que está além dos fenômenos que hoje tanto nos intrigam.

Aberto à intuição, o ser humano ficará diante de fatos insólitos com naturalidade e saberá conviver com eles sem se confundir.

Trigueirinho.