Além do horizonte, existem outros mundos a serem descobertos.
Lá, folhas não caem, elas flutuam.
Lá, o meio de transporte são pássaros que vem até você e com o suspiro de seu amor, neste mundo todos andam de mãos dadas lá é aonde a harmonia toma conta da natureza de todas as espécies viventes.
Lá, não colhemos flores, mas as flores colhem a gente.
Chegou o tempo de despertar e acreditar que esta vida vale apena ser vivida.
-Rhenan Carvalho-

segunda-feira, 23 de julho de 2007

A descoberta de Buda


A descoberta de Buda

Você nasceu com uma enorme possibilidade de inteligência.
Você nasceu com uma luz dentro de você.
Ouça a pequena e silenciosa voz dentro de você, ela irá guiá-lo.
Ninguém mais poderá guiá-lo, ninguém mais poderá ser um modelo para a sua vida,
porque você é único.
Nunca houve ninguém como você, e jamais voltará a existir outra pessoa exatamente como você.
Essa é a sua glória, sua grandeza:
o fato de ser absolutamente insubstituível, de ser apenas você mesmo e ninguém mais.
(Osho)

Nós falamos do Buda antes. É bom contar a história toda.
O nome dele era Sidarta Gautama. Vivia num fausto, em meio ao luxo quando jovem, porque seu pai e sua família eram os governantes de uma imensa região rural e tinham muito dinheiro.
Tentaram evitar que Sidarta chegasse ao conhecimento do mundo exterior por muitos anos. E o mantiveram dentro das muralhas, mas um dia Sidarta se aventurou para fora dos muros e aprendeu sobre a vida que existia nas ruas.
Aprendeu sobre a pobreza, a doença, a crueldade, a raiva e todas as chamadas experiências negativas que ninguém jamais lhe permitira vivenciar quando estava dentro dos portões da cidadela.
E ele se despojou de todas as suas riquezas e de todos os luxos, da família, largou a mulher, os filhos, todos da sua casa e desapareceu, embarcando em sua viagem rumo ao esclarecimento do espírito.

"O que posso fazer?", ele perguntava. "O que posso fazer?"

E então ele exercitou uma série de disciplinas físicas e mentais muito rigorosas, desde o jejum até meditações que duravam o dia inteiro, treinamentos físicos de todos os tipos imagináveis.
Isso durou bastante tempo, não uma ou duas semanas, mas um longo tempo. Em torno de seis anos.
Ele procurou outros mestres e lhes perguntou como tinham chegado ou se aproximado da experiência da iluminação do espírito, e fez o que eles disseram, pois queria homenagear os mestres que encontrava no seu caminho.
Nada, porém, criou aquela experiência de iluminação do espírito. Só resultou num corpo fraco e uma vida muito difícil, com disciplina e treinamento físico e mental.
E um dia Sidarta Gautama disse:

"Vou sentar-me sob esta árvore até que meu espírito se ilumine. Já experimentei tudo, segui todas as disciplinas físicas, todos os treinamentos, todos os exercícios, passei fome, fiz todas as dietas, todos os jejuns e todas as meditações. Vou simplesmente ficar aqui, sentado no chão, estou cansado de tudo isso, e não vou me levantar até estar iluminado."

E ficou lá sentado, sem fazer nada. Nenhum exercício, nenhuma meditação, nenhum jejum, absolutamente nada. Para muitos de nós, isso é muito difícil, porque achamos que existe alguma coisa que devemos fazer para conseguir iluminar nosso espírito. .

O Buda ficou lá sentado, até que abriu os olhos e descobriu que estava iluminado. E ele disse: "Estou iluminado."

E as pessoas se aproximaram dele e gritaram: "O que você fez? O que você fez? Ensine para nós, mestre! Você se tornou o Buda, o Iluminado. Qual é o segredo? O que você fez?"

E o Buda disse uma coisa extraordinária: "Vocês não precisam fazer nada."

Nossa, o pessoal lá não entendeu nada, não entendeu o que Buda disse, que não é necessario fazer nada, pois já somos o que queremos ser.... Buda apenas recordou-se. Apenas isso, depois de largar todas aquelas práticas esotéricas: ele apenas recordou-se.

Imagine só.
Depois de todo aquele tempo. Depois de toda aquela autoflagelação, usando apenas uma túnica, passando fome e com toda aquela disciplina física.
Depois de todo aquele tempo, ele descobriu que não era contar as contas de um terço, que não era acender incenso, nem sentar e meditar três horas por dia.
Não era nada disso!

Pode ser isso, se você quiser que seja. Pode ser, se é isso que combina com você. Pode ser, se for esse o seu caminho, mas não é necessário fazer nada.

O Buda disse, na verdade: "Estou iluminado porque compreendi que essa inspiração é saber que não é preciso fazer nada para ser iluminado."
Não é interessante ?

De certa forma, é triste, se pensarmos em todo o esforço que as pessoas estão dedicando a isso, em programas e treinamentos anuais, para finalmente descobrir que essa inspiração não exige absolutamente nada.
Cheguei até aqui e concluirei dizendo uma coisa ousada. Vou lhe dizer que um dia eu também posso ser iluminado.
Você pode pensar que estou brincando, mas não estou. Posso ser um mestre iluminado e qualquer um pode.
E sabe como vou saber que fiquei iluminado?
Quando eu encontrar paz, alegria e amor em cada momento.
Assim como Buda, Jesus Cristo, Paramahansa Yogananda, quero ir em busca dessa inspiração.

(Neale)

Não permitais que eu me preocupe demais com essa coisa
chamada "eu".
Dá-me senso de humor.
Dá-me a graça de saber discernir uma brincadeira,
de extrair alguma alegria da vida e de compartilhá-la com outras pessoas.

(São Tomas More)

Decisão sobre 'certo' e 'errado' deve ser interna


Decisão sobre 'certo' e 'errado' deve ser interna
Por Patricia Gebrim

É um fato: Todos nós queremos acertar.
Queremos acertar no trabalho, queremos acertar nos relacionamentos, queremos acertar com nossos amigos, com nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos, nossos maridos, esposas... Sendo assim, eu me pergunto, em voz bem alta para que você também possa ouvir:
- Se eu, e você, e as outras pessoas queremos tanto acertar, como é que acabamos criando tanto caos ao nosso redor?
Resista à tentação de culpar os outros, de pensar que você (e eu...) somos os 'bons' e que os 'outros' é que não sabem fazer nada direito e estão bagunçando a sociedade em que vivemos. Não, essa não pode ser a solução, porque se você perguntar aos outros, eles vão garantir a você, com uma convicção muito parecida com a sua, que estão 'certos' e que também não sabem como é que as coisas ficaram como ficaram!
Então estamos todos 'errados'?
Eu vou dizer a vocês o que penso. Estamos tão preocupados com o 'certo' e o 'errado' que acabamos nos perdendo em um mar de definições. São tantos os manuais de condutas ...
A família talvez seja o primeiro manual de condutas com o qual entramos em contato. Cada família tem sua lista de 'certos' e 'errados', e embora a tal lista não fique afixada em um lugar específico, desde crianças somos punidos ou recompensados com base no que ela contém.
No entanto, a família não é a única 'fazedora de listas'. Quer mais? Pense na escola, nas religiões, nas regras de cada sociedade, na influência da mídia, e por aí vai. É gente demais dizendo para a gente o que é 'certo' e o que é 'errado'. O que 'devemos'e o que 'não devemos' fazer.
Já nem sabemos mais o que devemos comer!
Eu não estranho que estejamos tão perdidos, cansados, carregando esse monte de manuais debaixo de nossos braços, sem saber direito quais deles seguir (porque, além de tudo, para nos enlouquecer um pouco mais, eles não dizem todos a mesma coisa!).
Mas existe um ponto em comum nesses manuais. Todos eles, de alguma maneira, nos consideram pessoas vazias, incapazes de escolher o próprio rumo e dependentes de suas regras e indicações para sobreviver.
Eu pergunto a você: Será que é assim?
Quando eu penso nas crianças, antes de terem sido esmagadas pelos tais manuais, percebo que elas já sabiam de coisas que, mesmo hoje, nós, adultos, ainda tentamos aprender. As crianças têm uma inclinação natural para o amor, para a verdade, para o carinho, para a alegria e para o respeito pela natureza. As crianças não se prendem a emoções negativas, não tentam controlar as coisas, confiam e se entregam com uma pureza que nós, adultos massacrados, ironicamente chamamos de ingenuidade.
O que quero sugerir com isso é que talvez nós não sejamos tão vazios como pensamos.
Talvez, somente talvez, cada um de nós já possua, ao nascer, tudo aquilo que precisa para criar harmonia ao seu redor. As sementes sagradas do amor, do perdão, do respeito pelo outro, do afeto... da alegria.
Se por um momento você puder imaginar que seja assim, talvez possa começar a criar mais leveza na sua vida jogando fora todos esses manuais de 'certo/errado'.
Eu sei, você pode estar pensando algo assim:
- Mas se abrirmos mãos de todas essa regras, dessa 'moral'... será que não nos perderemos ainda mais?
E você estará certo. Nos perderemos ainda mais se não colocarmos nada no seu lugar. Para abrirmos mão dos 'certos' e 'errados' dos manuais, precisamos ser capazes de encontrar as respostas em algum outro lugar. Eu diria: dentro de cada um de nós!
Eu não preciso ler o código penal, ou qualquer outro tipo de código para saber se uma atitude minha é 'certa' ou 'errada'. Basta que eu olhe para dentro de mim, porque quando faço algo que não é saudável para o meu ser,
sinto-me mal. Simples assim! E ao me perceber posso corrigir minhas ações, buscando aquilo que é mais saudável para minha alma.

Troque 'certo/errado' por 'saudável/não-saudável'
(Pense em saudável/não-saudável não só em termos físicos, mas também psicológicos e espirituais)
Quando, ao invés de me perder nos escuros labirintos descritos nos manuais, eu passo a me perguntar se aquilo me faz bem, ou mal; começo a me encontrar.
E quanto mais me encontro, mais em harmonia fico, e menos caos gero ao meu redor.
Isso pode parecer egoísta (lá venho eu de novo tentando adivinhar seus pensamentos, me desculpe).
- Será que se eu fizer o que me faz bem, não vou estar sendo egoísta e prejudicar os outros?
De novo, se você pensou isso está certo. Mas - preste atenção! - eu não estou sugerindo que saiamos por aí fazendo tudo o que 'queremos', tudo o que faça bem ao nosso 'pequeno ego', à nossa 'personalidade'. Ora, essa personalidade foi construída a partir das experiências imperfeitas que todos nós vivemos. Sendo assim, é claro que essa personalidade é cheia de distorções e, portanto, capaz de escolhas egoístas e destrutivas!
O que estou sugerindo é que façamos o que faz bem à nossa alma
E o que faz bem à nossa alma nunca irá prejudicar outro alguém, porque a nossa alma sabe que em algum nível todos nós fazemos parte de algo único, e que se eu ferir o outro estarei ferindo o meu próprio Eu.
Fazer escolhas com a alma significa que já sabemos diferenciar a alma do ego, significa que o nosso pequeno ego consegue abrir mão de seus desejos egoístas, baseados em uma percepção dualista da realidade, a favor de desejos mais luminosos, baseados na unidade de tudo o que existe.
Para fazer escolhas com nossa alma, no entanto, antes é preciso conhecê-la e libertá-la. Precisamos ser capazes de calar o ruído externo e buscar no silêncio dentro de nós o som sagrado e único de nossa essência. E esse som sempre nos dirá o que fazer, não o 'certo' ou o 'errado'; e sim o que é natural, o que está em sintonia com a VIDA.
Quando mergulhamos dentro de nós e perguntamos à nossa alma o que fazer, toda a confusão cessa e podemos escolher em paz. Eu arrisco dizer que esse é o novo tipo de moral que, enquanto humanidade, precisamos aprender a desenvolver. Uma moral que vem de dentro, que conecta a individualidade de cada ser à beleza do Todo.
Uma moral que paira além da ambigüidade mutiladora oferecida pela maioria dos 'manuais de conduta' existentes no mercado.

Onde está a sua felicidade? Descubra


Onde está a sua felicidade? Descubra
Por Luiz Alberto Py

Está muito difundida entre nós a idéia de que a felicidade depende do sucesso pessoal. Este pensamento contém um equívoco frustrante, pois cria obstáculos quase intransponíveis para nosso convívio com o sentimento de sermos felizes. Uma das causas mais freqüentes desta vinculação entre realização e felicidade consiste na formulação que os pais inadvertidamente costumam fazer para seus filhos condicionando seu amor por eles ao comportamento deles. É comum ouvirmos os pais dizendo para os filhos que só gostam deles quando eles fazem tal ou qual coisa ou tiram notas altas no colégio, ou afirmando: "não gosto de você quando age desta forma". Para a criança, o amor dos pais é o valor mais próximo de felicidade, o que a leva a estabelecer uma associação entre conseguir resultados e ser feliz.

Quando associamos realização pessoal com felicidade, colocamos esta no futuro, pois o sucesso, ou nossas metas e objetivos ficam visualizados em nosso porvir. Uma vez que seja construída alguma formulação como: "eu serei feliz quando...", ou "no dia em que eu conseguir (...) então serei feliz", estamos pondo nossa felicidade fora do alcance do momento presente. Estaremos quase que proibidos de nos sentirmos felizes enquanto não obtivermos o sucesso proposto. Isto funciona como uma espécie de castigo temporário que nos constrange, determinando que não poderemos saborear o sentimento de felicidade enquanto não cumprirmos determinada meta ou compromisso assumido com nós mesmos.

O problema é que o amanhã nunca chega e a realização, posta no futuro, sempre depende de uma nova conquista, que está sempre mais adiante, como o horizonte, que nunca podemos alcançar ou, para usar um exemplo mais corriqueiro, a cenoura que se amarra na frente do focinho do burro para induzi-lo a caminhar, sem jamais alcançá-la. Nossa felicidade, da mesma forma estará sempre no dia seguinte, no próximo resultado, ou quando finalmente estivermos morrendo. Pensar a felicidade como uma espécie de recompensa por sucessos obtidos desloca-a do nosso presente, do aqui-e-agora da existência e a transforma num conceito teórico e abstrato.

Também não podemos deixar que as dores e tristezas que fazem parte inevitável da vida de todos nós obstruam a capacidade de ser feliz. Muitas vezes durante a vida a felicidade convive com momentos de sofrimento. Aliás, é certo que quanto mais pessoas amamos, mais momentos de solidária dor atravessaremos, mas isto faz parte do processo de viver plenamente.

Na verdade, a felicidade só existe no momento presente: no ar que nos enche os pulmões e oxigena nosso organismo, na comida que nos alimenta, na água fresca bebida em um momento de sede, na contemplação das maravilhas da natureza de nosso exuberante planeta, no som e no vôo dos pássaros, no calor do sol ou no frescor da chuva, na mão que nos acaricia ou na pele que acariciamos, no perturbador encontro com a pessoa amada, que faz o coração pulsar forte e cheio de vida.

Quando nos permitimos viver cada momento de nossas vidas atentos à milagrosa benção que nos foi concedida de podermos estar vivos, conscientes e, além disso, capazes para nos envolver amorosamente com as outras pessoas, então a felicidade estará sempre conosco, independente dos sucessos. E a alegria de eventuais realizações será apenas um ingrediente a mais de uma vida plena e feliz.

domingo, 22 de julho de 2007

Infelicidade é viver para impressionar os outros


Infelicidade é viver para impressionar os outros
por Roberto Shinyashiki

Nós nascemos com um potencial infinito de realizações.
Porém, à medida que vamos sendo educados, durante a infância e adolescência, perdemos a rota original de nossa própria existência.
Deixamos de fazer aquilo que nos realiza e passamos a agir em função dos outros: pais, professores e depois toda a sociedade.
Nosso objetivo de vida nos é imposto e passamos a condicionar nosso sucesso ao aplauso das pessoas que nos cercam.
Para continuar merecendo essa aprovação, progressivamente abandonamos nossas vocações e passamos a realizar os desejos alheios.
A maioria das pessoas vive para ser admirada por uma multidão de olhos vorazes que, muito provavelmente, não se cruzarão mais.
Quando elas param para perceber o rumo dado as suas vidas, verificam que apenas colecionaram cupons que não servem para nada.
Quem consegue realizar as metas de sua alma é feliz e desperta admiração devido a sua integridade como pessoa.
Ao contrário, quem vive para ser admirado sempre será infeliz, porque está deixando de lado o compromisso consigo mesmo.
Não se consegue ser feliz valorizando mais a opinião dos outros do que seus próprios sentimentos.
Alguns se sentem infelizes, mas raciocinam: "Se os outros estão aplaudindo é porque estou no caminho certo".
E avançam nas suas frustrações.
Você é mais importante do que qualquer julgamento alheio.
Para ser feliz, viva para surpreender a si próprio, e não aos outros.

A ORAÇÃO SILENCIOSA


A ORAÇÃO SILENCIOSA

A oração silenciosa é um reconhecimento de Tudo Que É. Nesta oração, eu sei que cada oração que eu já fiz é ouvida pelo Espírito Universal, e que aquele Espírito me deu tudo que eu pedi. É um reconhecimento de que minha alma é completa no Amor e na Graça de Deus. É um reconhecimento do meu total estado de perfeição e de ser. Tudo que eu desejo, tudo que eu quero co-criar, já está dentro da minha realidade. Esta é a oração silenciosa porque eu sei que meu coração já está pleno. Não há necessidade de pedir nada ao Espírito Universal, porque isso já foi concedido.

Em meu coração, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu aceito que a alegria que eu queria já está em minha vida.
Eu aceito que o amor pelo qual eu orei já está em mim.
Eu aceito que a paz pela qual eu pedi já é minha realidade.
Eu aceito que a abundância que eu desejei já preenche minha vida.
Em minha verdade, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu me responsabilizo pelas minhas próprias criações,
E por todas as coisas que estão em minha vida.
Eu reconheço o poder do Espírito Universal que está em mim
E sei que todas as coisas são como deveriam ser.
Em minha sabedoria, eu aceito meu Ser perfeito.
Minhas lições foram cuidadosamente escolhidas pelo meu Eu,
E agora eu caminho através delas com experiência plena.
Meu caminho me conduz numa jornada sagrada com propósito divino.
Minhas experiências tornam-se parte de Tudo Que É.
No meu conhecimento, eu aceito meu Ser perfeito.
Neste momento, eu sento numa cadeira dourada
E sei que Eu Sou um anjo de luz.
Eu olho para uma bandeja dourada
- o presente do Grande Espírito -
E sei que todos os meus desejos já foram realizados.
No amor por meu Eu, eu aceito meu Ser perfeito.
Eu não lanço julgamentos ou cargas sobre o meu Eu.
Eu aceito que tudo no meu passado foi dado por amor.
Eu aceito que tudo neste momento vem do amor.
Eu aceito que tudo no meu futuro resultará num amor maior.
Em meu Ser, eu aceito minha perfeição.
E assim é.
Tobias
Canal - Geoffrey Hoppe

Você é insubstituível...


Você é insubstituível...

Ao compreender você renasce de outra forma.
Caso contrário, seu inimigo dormirá com você.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.
Quando alguém o ofender ou o frustrar, "você" é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo!
Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.
Proteja sua emoção.
Filtre as agressividades e as incompreensões geradas pelos que o rodeiam.
A emoção é a parte mais frágil da alma humana e, paradoxalmente, é a que mais tem proteção.
Se você permitir, uma crítica o destruirá.
Mas, se você se proteger, um milhão de ofensas não o afetarão.
Não faça de sua emoção uma lata de lixo social.
Não gravite em torno dos seus insucessos.
É impossível evitar algumas derrotas.
Quando for derrotado, saiba que não existe o fundo do poço para a inteligência humana, há sempre uma saída para aquele que enxerga.
Aprenda a caminhar pelas vielas do seu ser para encontrá-la.
Nosso mundo está dentro da casca de uma noz.
Rompa-a e veja as oportunidades pulsando lá fora.
Areje sua emoção.
Talvez você esteja tão ocupado que nem ache tempo para dialogar consigo mesmo.
É provável que você cuide de todo mundo, mas tenha se esquecido de você mesmo.
Talvez seja bom você fazer um "stop introspectivo":
pare e repense seriamente o que você tem feito com sua vida. Será que você não se auto-abandonou?
Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo que perturba a sua alma.
Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos .
O que significa isso?
Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não Ocorreram e que talvez nem ocorram.
A vida , como sua mente, está continuamente agitada, você a complica ainda mais.
Se esse for seu caso, você está com a mais comum e moderna síndrome psíquica:
a síndrome SPA, a síndrome do pensamento acelerado.
Quando pesquisei essa síndrome, descobri que nem sempre ela representa uma doença psíquica, mas um estilo doentio de vida.
Como está seu estilo de vida?
As características dessa síndrome são:
pensamento acelerado, fadiga excessiva, irritação, déficit de concentração, humor flutuante, etc...
Muitos cientistas não percebem, mas o ritmo de construção do pensamento do homem moderno acelerou-se de um século para cá. As causas?
O excesso de informações, estímulos, estresse, preocupações sociais.
Como você não gerencia e aquieta seus pensamentos, seu cérebro começa a protegê-lo.
Como? Desligando-o. Sua memória fica péssima.
E você e alguns médicos desinformados começam a achar que você está com alterações cerebrais.
Na realidade, nosso cérebro tem mais juízo do que nós mesmos.
Ele fecha as janelas da memória para pensarmos menos e gastarmos menos energia.
Será que, que devido a síndrome do pensamento acelerado,você não envelheceu no único lugar em que não é permitido envelhecer, no território da emoção?
Será que você não se aprisionou no único lugar em que deveria ser livre, no palco de sua mente?
Se estiver se sentindo velho e aprisionado, não desanime, pois o destino não é um fato inevitável, mas uma questão de escolha.
Opte por libertar-se do cárcere da emoção.
Quanto pior for a qualidade da educação, mais relevante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio.
No mundo todo, a educação passa pelo caos.
O reflexo disso é grave: nunca tivemos uma indústria do lazer tão diversificada, tais como a TV, o esporte, os parques de diversões, a internet, mas o homem nunca foi tão triste e sujeito a tantas doenças emocionais.
Entretanto jamais diga:
"O que estou fazendo neste mundo maluco?
Não pedi para nascer!"
Não é verdade.
Você "optou" por nascer.
Você não foi fruto passivo do seu pai e da sua mãe.
Você "implorou" para nascer, lutou para nascer, batalhou para ter o direito à vida.
A vida lhe pertence, você decidiu geneticamente por ela.
Agora, precisa decidir intelectualmente por ela.

Autor: Augusto Cury

Toda raiva tem origem no desejo.



Toda raiva tem origem no desejo
Por Emilce Shrividya

Como nos diz a Bhagavad Gita, uma escritura essencial do Yoga, os piores inimigos que temos na Terra podem ser encontrados em nossa própria mente: desejo e raiva. Um não está separado do outro.
Quando um desejo é frustrado, ele se transforma em raiva. E junto de um desejo existe outro desejo, e desse modo continuamos alimentando a raiva nesta cadeia infindável de desejos.
A raiva surge de nossos desejos insatisfeitos, de nossas mágoas, frustrações, decepções e gera infelicidade.
O ódio e a raiva são considerados as maiores emoções negativas ou aflitivas por serem os maiores obstáculos da bondade, da compaixão e do altruísmo e também por destruírem nossas virtudes e nossa tranqüilidade mental. Com a raiva perdemos os méritos de nossos bons pensamentos e de nossas boas ações.
Seis tipos de pessoas são tristes

No grande poema épico indiano, Mahabharata é dito:

"Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva"
Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza.
E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente
Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.
Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.
A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.
É muito importante saber que ninguém provoca raiva em você, ela é criada por você. Já existe em você acumulada desde a infância... De repente, isto é acionado por alguma palavra ou por alguma ação de alguém e você experimenta uma raiva, às vezes inapropriada, sem motivo.
Se não temos controle sobre nossa mente que vagueia a todo instante, perdemos o controle e, a raiva brota muito forte de nosso interior, nos destruindo e magoando.
Geralmente esta raiva começa quando somos crianças. Quando não conseguíamos o que desejávamos, ficávamos zangados e nossos pais faziam o que queríamos. Assim aprendemos que podíamos ficar zangados porque isto funcionava para alcançar nossos desejos.
Muitas vezes, as pessoas falam o que não querem, são dominadas pela raiva e explodem causando inimizades, mágoas e conflitos. E depois dizem: "Perdi a cabeça! Não tenho controle sobre minha mente ou emoções! Mas o que posso fazer? Eu sou assim mesmo. Não vou mudar!"
Porém, elas precisam entender que estão prisioneiras de camadas densas e sólidas de raiva e de desejos insatisfeitos. Se não despertarem para a necessidade urgente de começar a fazer algo a respeito, elas vão viver em total infelicidade, no meio de suas próprias negatividades. Isto é viver em um verdadeiro inferno interior.
Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.
Pare o ciclo da raiva
Na Bhagavad Gita, o Senhor Krishna diz: "Ó Arjuna, deixe de pensar em seus inimigos externos. Em vez disto, conquiste seus inimigos internos".
O Yoga diz que precisamos observar a raiva, analisá-la; aprender a lidar com ela e a dissolvê-la através da contemplação e da meditação.
Pratique a meditação e perceba seus efeitos. Sinta o apaziguamento. Perceba como sua mente se torna pacífica e serena e como isto lhe apóia durante o seu dia.
Contemple, sem julgamento e culpa, os fatores que deram origem à manifestação da raiva, aprendendo a se conhecer melhor.
É importante reconhecer os erros para corrigi-los e agir melhor no futuro. Peça desculpas, treinando a humildade, que é a virtude das pessoas fortes e corajosas.
Compreenda que ninguém é perfeito. Cada um de nós fez algo de errado. É da condição humana. O importante é aprender com nossos erros sem a atitude de censura ou crítica excessiva por nós mesmos, pois esta autopunição é fonte de sofrimento para nós. E quando vamos entendendo isto, nos tornamos mais tolerantes com as falhas das outras pessoas e sentimos menos raiva.
Liberte-se do sentimento de culpa, porque se você se culpa você alimenta ainda mais a sua raiva e se torna prisioneiro deste ciclo vicioso. A culpa gera mais baixa-estima e você cai na armadilha do ego e, como conseqüência passa a ser mais limitado, amargurado, infeliz. Este é o estado de escravidão do ego que nos faz sentir pequenos, inferiores.
Baba Muktananda, em seu livro Encontrei a vida, nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabi'a:
"- Você alguma vez sente raiva?
-Sim -replicou ela-, mas só quando me esqueço de Deus."
Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Referências bibliográficas:
Meu Senhor ama um coração puro-Chidvilasananda, Swami-Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.
Encontrei a vida- Muktananda, Swami- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.